Jardim de Verão 2025
Fábio Gonçalves | Umafricana, Engawa, Jardim de Verão 2025
Fábio Gonçalves

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Julho de 2026

Quer aproveitar a cidade e não sabe por onde começar? Descubra as melhores coisas para fazer em Lisboa este mês.

Mauro Gonçalves
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Julho pode não ser o virote do mês anterior, mas concorre ao lugar de época mais quente do ano (não literalmente, que aí Agosto pode muito bem levar a taça). O Verão atinge o seu auge, as multidões rumam à praia (ou à piscina) e, na cidade, quase ninguém faz planos para ficar dentro de portas (há excepções, contudo). As festas, os concertos e os ciclos de cinema vão para a rua. É o mês dos grandes festivais, de dançar na Gulbenkian, das esplanadas cheias e de continuar a acompanhar o Mundial pelo ecrã. Já está com calor? Nós também.

Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa

 

Coisas para fazer este mês em Lisboa

  • Avenidas Novas

Em Polo Norte, a mala voadora propõe uma sátira provocadora: e se o Éden nunca tivesse desaparecido, estando apenas soterrado e conservado no gelo? Sob esta premissa, o espectáculo questiona se o aquecimento global poderá ser a chave para derreter o gelo e devolver o Paraíso à humanidade. Uma reflexão irónica sobre a emergência climática que sugere usar o petróleo como uma espécie de óleo de extrema-unção. Em cena de 26 de Junho a 4 de Julho, de terça a sexta às 21.00 e sábado às 19.00, na Culturgest. O bilhete custa 16€.

  • Música
  • Punk e metal
  • Parque das Nações

O peso do heavy metal vai fazer-se sentir em Lisboa. Após uma edição de três dias ao ar livre no Estádio do Restelo, no ano passado, o Evil Live Festival regressa à Meo Arena para uma experiência mais concentrada e um dia extra de aquecimento na Sala Tejo. Se está a planear uma romaria ao Parque das Nações, clique em "ler mais" para descobrir o guia definitivo com todas as informações de que vai precisar.

 

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  • Música
  • Oeiras

Concertos ao ar livre num cenário histórico. Os jardins do Palácio do Marquês de Pombal voltam a acolher um festival que cruza nomes nacionais e internacionais, com destaques como Baco Exu do Blues, The Stranglers, Arnaldo Antunes ou Dino D’Santiago. Entre rock, música lusófona e novas sonoridades, o Jardins do Marquês aposta numa programação eclética num ambiente intimista e ao ar livre.

  • Música
  • Festivais de música
  • Oeiras

Nick Cave, Florence + The Machine, Lorde ou Wolf Alice são os principais nomes da 18.ª edição do NOS Alive, que está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés de 9 a 11 de Julho. Este ano vai poder ouvir novos nomes da música como Wolf Alice, veteranos como Pixies e o regresso dos Buraka Som Sistema. Clique em "ler mais" para encontrar a fórmula para garantir que não perde nada do que lhe interessa na próxima edição do festival – sejam nomes grandes, pequenos ou assim-assim. 

 

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  • Filmes
  • Lumiar

A cinema grátis não se olha o dente. O CineConchas está de volta à Quinta das Conchas entre 25 de Junho e 11 de Julho, de quinta-feira a sábado, às 21.45. A programação arranca com o thriller Foi Só Um Acidente, de Jafar Panahi, distinguido com uma Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2025. O cartaz, com um total de nove sessões, estende-se por três fins-de-semana, e sempre com fitas acabadas de sair das salas de cinema. A entrada é livre.

  • Coisas para fazer
  • São Sebastião

Durante três fins-de-semana, o clima volta a aquecer na Gulbenkian. Até 12 de Julho, decorre mais uma edição do Jardim de Verão. Com Dino D'Santiago como curador musical e Alexandra Matos e Luís Almeida nos filmes e conversas, a festa faz-se em torno das culturas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal, entre o jardim, a fundação e o CAM. O cartaz vai congregar géneros tão díspares como o R&B, o jazz, o hip-hop, a kizomba, o afrobeat ou o funaná, entre outros. Além da música, serão apresentados os sete episódios da antologia Novas Narrativas de Caça, no Estúdio do CAM, cada um deles seguido de uma conversa com atores, realizadores e outros convidados. Todos os eventos são gratuitos, tome nota.

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  • Arte
  • Avenidas Novas

Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez.

  • Comédia
  • Avenida da Liberdade

O mês de Julho vai trazer um novo espectáculo de Fernando Alvim. O radialista apresenta Todos Contam, em que leva o storytelling para o palco do Cinema São Jorge. Mas não vai estar sozinho. A lista de convidados é, no mínimo, diversa e conta com a jornalista Tânia Laranjo, a humorista Beatriz Gosta, o ex-futebolista Jorge Andrade, o humorista Hugo van der Ding e o autor Poeta da Cidade, todos eles incumbidos de partilhar uma história real na primeira pessoa.
 

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  • Teatros
  • Grande Lisboa

O Festival de Almada está de regresso entre 4 e 18 de Julho. A 43.ª edição do festival dedicado ao teatro e à dança desdobra-se por oito palcos de Almada e Lisboa com duas dezenas de criações nacionais e internacionais, incluindo cinco espectáculos criados a partir do universo de Tchékhov. Destacam-se os espectáculos do alemão Peter Stein, dos suíços Christoph Marthaler e Milo Rau, da belga Anne Teresa De Keersmaeker, do sérvio Josef Nadj, do espanhol Israel Galván e do francês Mohamed El Khatib. Já a personalidade homenageada é o actor e encenador Fernando Gomes, estando ainda previstos, em todos os finais de tarde, concertos de entrada livre na Esplanada da Escola D. António da Costa. Os passes, que dão acesso a todos os espectáculos custam 100€ (80€ para os membros do Clube de Amigos do Teatro Municipal Joaquim Benite).

  • Noite
  • Alcântara

A famosa festa de música electrónica celebra dez anos de existência e a festa promete ser de arromba. Esta edição arranca com o sul-africano Shimza, um dos artistas mais consistentes da house e da techno contemporâneas, e com Arodes, nome artístico de Adrian Rodriguez, cuja abordagem à produção e às remisturas, marcada por linhas melódicas e sets cuidados, tem vindo a ganhar espaço em palcos europeus.

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  • Coisas para fazer
  • Festivais
  • Belém

De 3 a 25 de Julho, o Millennium Festival ao Largo troca o habitual palco montado à frente do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC, em obras) pela Praça Central do Centro Cultural de Belém. Com direcção artística do maestro Pedro Amaral, do TNSC, e dos coreógrafos Fernando Duarte, da Companhia Nacional de Bailado, e Rui Lopes Graça, dos Estúdios Victor Córdon, as noites de Julho abrem-se a óperas em versão concerto, espectáculos de dança e concertos sinfónicos. De dia, em diferentes espaços do complexo cultural, há oficinas para crianças. Todos os eventos são gratuitos.

  • Música
  • Festivais de música
  • Cascais

Com uma das edições mais ambiciosas da história do festival, o Cool Jazz promete ser uma paragem obrigatória para os melómanos portugueses. O cartaz conta com o ex-líder dos Talking Heads, David Byrne, e com Jamiroquai, Franz Ferdinand, Loyle Carner ou Chet Faker. É mesmo a pedir para visitar Cascais mais do que uma vez.

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  • Arte
  • Baixa Pombalina

"A minha liberdade fala por via desse humilde pedaço de papel, da sua imagem e das suas palavras. E como a democracia é o império da diferença, cada uma das vozes dos autocolantes não dá origem a uma cacofonia, mas a um coro. O coro da liberdade." Assim descreve o historiador e fundador da associação Ephemera a exposição que leva para o MUDE - Museu do Design 1800 autocolantes de cinco décadas. A mostra "explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo", começando na explosão do pós-25 de Abril até às urgências de hoje, como a habitação, os direitos LGBTQIA+ ou a emergência climática. Se os posters e cartazes têm estado na fila da frente de exposições que querem contar a história através do material gráfico produzido, os autocolantes foram como que esquecidos. A própria ideia do autocolante político implica "um desafio de design gráfico exigente", como qualifica o MUDE. "Deve sintetizar mensagens, mais ou menos complexas, num espaço delimitado, o que pede um domínio exímio da composição, da tipografia, da cor e das técnicas de impressão – num apelo surpreendente ao engenho e à criatividade dos autores."

  • Arte
  • Belém

Gravuras, desenhos, relevos e esculturas de um dos artistas mais proeminentes da cena contemporânea portuguesa ocupam o eixo longitudinal do piso 0 do MAC/CCB. A selecção de obras para esta exposição individual revela a investigação contínua do artista sobre temas como o corpo, a escala, o espaço e a arquitectura, explorando os limites e as relações múltiplas entre o plano e o tridimensional. Esta é a segunda grande exposição do artista natural do Porto no Centro Cultural de Belém e tem a curadoria de Luiz Camillo Osorio, que decidiu organizar a mostra entre o fazer gráfico, a tradição construtiva e os elementos arquitectónicos e o rigor plástico do artista.

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  • Coisas para fazer
  • Oeiras

O Somersby Out Jazz celebra duas décadas de existência com o regresso dos seus icónicos concertos gratuitos ao ar livre, espalhados pelos parques e jardins de Oeiras. A banda sonora cruza jazz, soul, funk e música eletrónica. Para assinalar a edição histórica de 2026, o festival soma novidades ao cartaz: passa a haver música ao vivo na primeira sexta-feira de cada mês e estreia-se o Out Market, um mercado urbano que vai ocupar o último domingo de cada mês com marcas independentes e propostas de design. Em Julho, o festival estaciona no Parque Urbano de Miraflores, com o concerto de sexta-feira no Palácio Anjos, em Algés.

  • Filmes
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Entre as décadas de 30 e 60 do século passado, o terraço do Capitólio foi espaço de cinema ao ar livre, numa programação chamada Jardim de Verão. Agora, mais de 60 anos depois, temos o CineCapitólio Rooftop. O ciclo de cinema ao ar livre instala-se no terraço do Capitólio com espreguiçadeiras, mantas para as noites frescas, pipocas, bebidas e muitos filmes. Este ano, decorre até 26 de Setembro, com sessões de quarta-feira a domingo, às 21.30 (Mai-Ago) e às 21.00 (Set). Sob a curadoria do crítico Rui Pedro Tendinha, a programação cruza grandes realizadores, como Nolan e Lynch, com um ciclo especial dedicado ao centenário do Teatro Variedades, em parceria com a Cinemateca.

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  • Arte
  • São Sebastião

A artista italiana Rosa Barba teve carta branca para ocupar a Nave do CAM. O resultado é "Desenhar Vocabulário", exposição que apresenta cerca de 25 obras, algumas delas inéditas, e que sobe até ao Mezanino, onde a artista expõe algumas obras seleccionadas da colecção do CAM para dialogarem o o seu próprio trabalho. A partir de película de celuloide e aparelhos cinematográficos, Rosa Barba cria instalações site-specific de grande escala, que representam elas próprias objectos escultóricos.

  • Arte
  • Marvila

Há 11 anos que a equipa do Poster Mostra desafia artistas e novos talentos a expressarem a sua criatividade através do meio de comunicação mais antigo do mundo – o poster –, apresentado em grande formato no espaço público, entre a Rua Amorim e o 8 Marvila. Até 30 de Setembro, Marvila volta a ser uma galeria a céu aberto. Ao todo, são 40 trabalhos que cruzam fotografia, pintura, artes gráficas, desenho e ilustração, assinados pelos vencedores das duas open calls realizadas – a Open Call Poster e a Open Call Sandeman –, mas também por criativos convidados, como Binau, Daniela Guerreiro, Luís Perdigão, Teresa Freitas e Tiago Miranda.

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  • Filmes
  • Chiado/Cais do Sodré

Poucas duplas funcionam tão bem como esta. De um lado, as noites mais quentes de Lisboa, do outro, sessões de cinema ao ar livre, em terraços com vista sobre a cidade – o Carmo Rooftop, o novo Príncipe Real Terrace e, a mais recente aquisição, o Beato Innovation District. E isto só em Lisboa, porque em Cascais também se projectam filmes no jardim do Sheraton. O melhor é mesmo não mexer e até entrar no Outono, sem receio do fresquinho nocturno, que se combate com as mantinhas e as pipocas disponíveis. Até 12 de Outubro, a Cine Society já tem uma programação bastante completa, que vai de clássicos dos anos 1940 a produções recentes e premiadas, como Sinners – Pecadores ou Batalha Atrás de Batalha.

  • Filmes
  • Lisboa

Durante cinco meses, vai alternar entre o claustro da Igreja da Graça e o terraço do Palácio do Grilo. São mais de 120 filmes que compõem o ciclo de 2026 – cerca de metade exibidos pela primeira vez pela Black Cat Cinema. Quanto aos filmes escolhidos, são uma "celebração da cultura pop", segundo a organização. As sessões acontecem sempre às 19.00. As datas, filmes e locais podem ser consultados online.

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  • Arte
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A mais recente exposição do Centro de Arte Manuel de Brito revela a presença da pintora Menez na colecção da casa. "Menez começou a pintar aos 26 anos, sem nunca ter tido mestres ou frequentado escolas. Aprendeu pintando", lê-se no descritivo. Ao longo da vida, percorreu diferentes linguagens e temas – o abstraccionismo, o figurativismo, cenas bíblicas, figuras femininas, livros e jardins.

  • Arte
  • Belém

É o MAAT a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. "Turn around" é uma exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Num primeiro momento, o museu começou por expor obras seleccionadas de cariz escultórico e de instalação, de maior escala. A segunda parte da exposição, inaugurada no final de Abril, apresenta dezenas de obras de artistas nacionais, nomes proeminentes da arte contemporânea em Portugal, em formatos mais convencionais – como a pinturas e a fotografia.

Mais que fazer em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Eventos literários

Nem só de livros vivem estes espaços culturais em Lisboa. Há também lanches e cartas de vinhos. Outro género de literatura, portanto. São mais de uma dúzia de livrarias, onde uma visita significa muito mais do que virar umas páginas e ler meia dúzia de prefácios na diagonal.

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  • Arte
  • Arte urbana

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves, Pantónio ou Mário Belém são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art.

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