Restaurante, Pinóquio, Marisqueira
©Arlindo Camacho | Mariscada - Pinóquio
©Arlindo Camacho

As 12 melhores cervejarias em Lisboa

Nestes emblemáticos restaurantes da cidade, encontra imperiais fresquinhas, salgadinhos, pica-pau e o tradicional prego.

Beatriz Magalhães
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Olhe os néons à entrada, cumprimente o empregado de camisa irrepreensível e faça um adeus às lagostas de molho. É por aqui o caminho para as melhores cervejarias em Lisboa, para as mais antigas, as mais carismáticas e as mais recentes. Preparámos um autêntico menu com tudo o que se exige desta verdadeira instituição lisboeta. Vai encontrar saladinhas frias, travessas de alumínio carregadas com amêijoas à Bulhão Pato, pratinhos de salgados, tachinhos reconfortantes com açorda e, claro, o obrigatório prego no pão para terminar, sabendo que as imperiais são sempre tiradas por profissionais.

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As 12 melhores cervejarias em Lisboa

  • Frutos do mar
  • Benfica/Monsanto

Não é um restaurante enorme, daqueles com dezenas de jantares para 15 pessoas a acontecer ao mesmo tempo, nem tem alaridos à porta; tem a cozinha aberta para a sala e uma ementa curta e directa ao essencial. Entre os mariscos, há percebes, canilha, gamba tigre, camarão e amêijoa do Algarve, e nas carnes, dois pregos possíveis: o Sonhé, do pojadouro, e o Especial, de uma parte mais tenra do mesmo corte, ambos em pão de carcaça. 

  • Cervejaria artesanal
  • Xabregas

A antiga Central Eléctrica da Manutenção Militar é agora uma fábrica com capacidade para produzir mil litros de cerveja, que pode ser provada in loco. O pavilhão de 700 metros quadrados preserva um pé-direito imponente, mas o cenário passou a remeter para uma cervejaria clássica de traçado contemporâneo, dominado por um extenso balcão de 40 lugares ladeado pelas cubas de cerveja (40 lugares de um total de 250). Na ementa, recupera-se o receituário tradicional, abrindo com peixinhos da horta, croquetes de carne, salada de polvo e sapateira recheada. Nos pratos principais, a oferta foca-se em referências como o clássico bitoque e o bacalhau à Brás, rematando a refeição com bolo de bolacha.

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  • Cervejarias
  • Alvalade

Nesta cervejaria moderna, a francesinha assume o protagonismo absoluto da carta. E a oferta vai muito além da versão clássica, desdobrando-se em propostas baptizadas como Top, Especial ou Do Lombo Sem Tampa. A adaptação da receita estende-se a variações como a Picanochão (com frango panado e abacaxi), a Bitela (com vitela em cozedura lenta e queijo Brie) e a Croque. Para quem desejar fugir à famosa sandes nortenha, há por exemplo rissóis de carne e costeletinhas de borrego bem tostadas. Para beber, vai tudo corrido a cerveja, claro. Criado em 2017, o Dote tem quatro outras moradas na cidade: Avenida da República, Barata Salgueiro, Parque das Nações e Odivelas.

  • Cervejarias
  • Benfica/Monsanto

Quando chega o tempo quente, as tachadas de caracóis são uma das especialidades capazes de encher os dois pisos desta emblemática cervejaria em Benfica com cerca de 200 pessoas. Às travessas com mariscos ao quilo juntam-se também outros clássicos, como naco do lombo na pedra, pica-pau, prego, ou gambas à guilho. 

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  • Grande Lisboa

Mesmo em cima do Tejo, este farol traz luz às mesas de peixe e marisco há mais tempo do que qualquer outra casa no distrito de Setúbal. O painel de azulejos de uma das paredes marca o ano de 1890 e mostra o antigo farol, ali perto. Noutra parede, estão os actuais cacilheiros e, se vier à entrada, a pintura torna-se real: esta cervejaria de dois andares está mesmo à beira da estação dos cacilheiros, com vista privilegiada sobre Lisboa. Lá dentro, nos dois andares serve-se todo o tipo de peixe na brasa ou na grelha e as estrelas são os mistos de marisco – travessas com combinações de bichinhos já feitas pela casa. Vem tudo decorado que nem um museu de naturezas mortas.

  • Português
  • Santa Maria Maior
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Muita história e arte já aconteceu à barra do Gambrinus desde a sua abertura nos anos 1930. E podíamos estar a falar dos encontros políticos, das figuras da cultura e dos negócios que marcavam lugar assíduo ao balcão no século passado, mas quando falamos de arte pensamos antes nas torradas finíssimas com manteiga que aparecem assim que alguém se senta, no presunto cortado a preceito, nos pregos do lombo e nos campeões, os croquetes feitos há décadas segundo a mesma receita secreta e que são servidos quentes e com mostarda.

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  • Cervejarias
  • Avenida da Liberdade

Já foi Zodíaco, restaurante do início dos anos 60; já se chamou Beatriz Costa, em homenagem a uma das mais ilustres hóspedes do hotel, e mais recentemente funcionou como Brasserie Flo. Desde 2017 que o emblemático salão da Avenida dá pelo nome de Cervejaria Liberdade. É uma casa dedicada aos peixes e aos mariscos (maioritariamente nacionais), mas onde também há espaço para uns quantos clássicos, que nunca passam de moda: os croquetes de novilho, o camarão ao alho com malagueta e coentros, o bife tártaro à Tivoli, ou o arroz de marisco.

  • Santa Maria Maior

Eis uma aliteração que muito amante de cervejaria lisboeta conhece de trás para a frente. É no Pinóquio, restaurante com mais de quatro décadas de história na Praça dos Restauradores, que o bife do lombo vem marcado e mal passado, mergulhado num molho de alho, manteiga e vinho – tudo intuitivo e ainda assim a especialidade desta casa. A acompanhar, há arroz de alho ou batatas fritas às rodelas e, para os que não podem viver sem calor, há o picante da casa.

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  • Salão de cerveja
  • Lisboa

A mítica cervejaria da Almirante Reis, que nasceu em 1925 e reabriu renovada em 2024, modernizou-se, franchisou-se e espalhou-se um pouco por toda a cidade mas este permanece o seu quartel-general em Lisboa. Serve os famosos bifes e pregos, com o molho da casa, o croquete de novilho, mas também adições mais recentes, como o bife de camarão tigre com ovo a cavalo, ou nos pesticos, o polvo ao alhinho e o pica pau do lombo de novilho, que pode ser servido com molho Portugália ou molho à antiga.

  • Frutos do mar
  • Intendente
  • Recomendado

Percebes carnudos, ostras frescas, carabineiros impecáveis, santola honesta e prego do lombo sempre certeiro. Casa de culto lisboeta, o Ramiro transformou-se num fenómeno global depois de uma visita de Anthony Bourdain – e a fila nunca parou de engrossar. A espera – a qualquer hora do dia – é um problema. É preciso tirar senha numa maquineta e aguardar que o número seja chamado, como numa repartição qualquer. Mas, uma vez lá dentro, compensa. Se compensa! Num ambiente de caos organizado, de Torre de Babel, é tudo servido com qualidade, eficiência e atenção, até para que nunca falte cerveja na mesa.

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  • Cervejarias
  • Lisboa

Vista sobre os telhados e o rio da cidade, decoração moderna, cheeseburgers com maionese de sriracha e saladas Ceasar de gambas. São algumas das coisas que esta cervejaria tem para oferecer, além das tradicionais mariscadas servidas em largas travessas, gambas al ajillo, ou amêijoas à Bulhão Pato. O peixe pode ser grelhado, cozinhado em caris ou em arrozes malandros, e nas carnes há secretos de porco preto, bife do lombo, ou picanha na grelha.

  • Cervejarias
  • Chiado

A Cervejaria Trindade funciona num edifício com passado de convento (a partir de 1294) e de fábrica de cerveja (a partir de 1836). O interior integra painéis, trabalhos em calçada de Maria Keil, arcadas e peças de arte. O espaço divide-se em zonas de consumo, onde se encontra a Petiscaria, com um balcão de mármore ao centro. Assinada por Alexandre Silva (Loco), a carta inclui croquetes, pastéis de bacalhau e camarão da costa, além de pratos de carne e de peixe, como o bife da vazia com ovo e molho, bochechas de porco, paleta de borrego, polvo, cataplana de marisco e bacalhau assado com tiborna.

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