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Os melhores pães em Lisboa

Puxámos pelo miolo, pusemos as mãos na massa e descobrimos os melhores pães em Lisboa. Há de forma e para todas as formas.

Fotografia: Francisco Santos

Dos mais simples – aqueles que são trigo limpo, farinha amparo –, aos levedados da breca. Das novas padarias artesanais que estão na mó de cima, às clássicas com quem ninguém se atreve a fazer farinha. Aqui vai poder conhecer os melhores pães em Lisboa.

Os melhores pães de Lisboa

Pão de Trigo Barbela - Gleba

Diogo Amorim abriu esta padaria e moagem para valorizar os cereais portugueses e nota-se isso mesmo ao provar este pão de trigo barbela, um tipo de trigo português antigo, típico de Trás-os-Montes e pouco usado nos dias de hoje.

Rua Prior do Crato, 14/18 (Alcântara). 96 606 4697 Preço: 3,89€

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Estrela/Lapa/Santos

Pão de seis cereais - Paul

Esta padaria francesa, com casa na Rua Augusta e no centro de Cascais, tem este pão com seis sementes e cereais diferentes: chia, papoila, sésamo, aveia, girasol e pinhão.

Praça 5 de Outubro, 45 (Cascais). Preço: 1,95€

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Cascais
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Baviera fatiada – Sacolinha

É fofa como poucos pães se podem gabar de ser. Leva farinha de trigo, farinha de malte e farinha de centeio bávaro (daí o nome), flocos de centeio e ainda sementes de sésamo, linhaça e girassol.

Rua Paiva de Andrade, 8-12. 21 342 0415. Preço: 1,54€. 

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Chiado

Pão de limão - Baguettes & Cornets

Esta padaria francesa tem variedades de pão sem fim. Não se perca, damos-lhe um a experimentar para algo completamente diferente: pão de limão, com farinha de centeio e limão confitado.

Rua de São Bento, 78 (Rato). 21 395 1912. Preço: 2,30€

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Chiado/Cais do Sodré
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Broa de Avintes – El Corte Inglés

Este pão escuro e pesado vem do norte e segue os ingredientes tradicionais: farinha de trigo, malte e farinha de centeio.

Avenida António Augusto Aguiar, 31. Preço: 2,45€/kg. 

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São Sebastião

Pão do Torrão – Cantinho Saloio

Poucos sítios em Lisboa recebem tantos tipos diferentes de pão alentejano como o Cantinho Saloio, dentro do Mercado de Alvalade. Este, do Torrão, concelho de Alcácer do Sal, chega todos os dias pelas sete da manhã. O fermento usado é de massa velha e os padeiros deixam a fornada a levedar à meia-noite, fazem uma soneca e regressam pelas três e tal da manhã para o cozerem. O miolo é denso e daqueles que duram, duram, duram.

Mercado Municipal de Alvalade Norte, Avenida Rio de Janeiro, 27. Preço: 1,50€. 

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Alvalade
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Baguete – Tartine

É feita com fermento natural, ou isco (como também costumam chamar à levedura) pelos seis padeiros que trabalham diariamente nesta padaria do Chiado.

Rua Serpa Pinto, 15 A. 21 342 9108. Preço: 1,10€.

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Chiado
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Pão de Cereais e Alfarroba – Boulangerie

O padeiro da Boulangerie começa a amassar este pão às quatro da manhã e só o mete no forno três horas depois. O ingrediente mais importante desta bola escura, com cereais na massa e na cobertura, parece chocolate em pó, mas é farinha de alfarroba, “escura, forte e muito difícil de trabalhar”.

Rua do Olival, 42 (Lapa). 308 802 937. Preço: 2,20€ (grande); 0,70€ (pequeno). 

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Estrela/Lapa/Santos

Pão de levedação lenta – Pachamama

Este pão é feito no restaurante bio Pachamama todos os dias, com farinha moída em mó de pedra. Mário Rolando, formador na Associação de Cozinheiros e padeiro de coração, é o mestre por trás desta iguaria esponjosa e azeda.

Boqueirão do Duro, 46 (Santos). 21 598 7650. Preço: entre 2 e 3€. 

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Santos
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Comentários

1 comments
P M

Interessante, os pães das personalidades mais badaladas (já não bastava os chef agora também o padeiros) apresentam erros crassos. O da Gleba - no topo da lista e a gozar de enorme sucesso porque a apanhar uma grande boleia dos media - tem uma cor demasiado escura e opaca, no fundo desinteressante. Isto porque quem levou este pão ao forno esqueceu-se de dar o banho de vapor que permite uma perfeita coloração e caramelização do pão. Para além disso, foi mal cortado pois até rebentou de lado, o que não é suposto acontecer. E atenção porque os preços estão desactualizados, este pão custa agora não 3,89 mas €4,80 mais caro que o equivalente mas com melhor qualidade em Londres ou na maioria da Europa.

O pão da Pachamama, doutro "célebre" padeiro, apresenta uma textura imprópria, sobretudo para um pão que se diz bio, de fermentação lenta e farinhas moidas por mós de pedra. É certo que a peça não refere se o pão é de trigo ou de outra farinha (mais um excelente e exaustivo trabalho da time out) mas se for de trigo então tudo deve ter corrido mal com este pão porque a textura é massuda e densa, a côdea sem côr (caramelização) e mais parece um daqueles pães brancos do hipermercado que fica incomestível ao arrefecer umas breves duas horas depois de sair do forno. Para piorar a situação, este pão da Pachamama é vendido noutros locais sendo nesses casos embalado individualmente em plástico - mais uma incongruência inaceitável quando todos reclamam sustentabilidade e saúde.

No entanto a parte que eu acho mais piada é as pessoas afirmarem que os pães fermentam mais de 24 horas, nalguns casos 48 horas como os da Fábrica dos Sabores. Isto é muito improvável porque implica ter no frio a cada momento a quantidade suficiente de pão para dois dias. Logisticamente é muito trabalhoso e em termos de ocupação de espaço, sobretudo com o preço das rendas em Lisboa ao nível que estão, torna-se uma missão quase impossível.

O que esta peça nos diz é que nem a Time Out tem pessoas informados o bastante para escrever sobre pão, nem Portugal, Lisboa em particular, têm a qualidade de pão que França, por exemplo, nunca deixou de ter, ou que Inglaterra e os paises nórdicos já têm há alguns anos.

Mais uma vez no que toca à alimentação, basta-nos talvez fugir de Lisboa e do seu pretensiosismo novo-riquista, para encontrarmos alguns sítios onde ainda se coma como deve ser, pão ou seja o que fôr. E esses não se partilham com ninguém.