Restaurante, Bar do Fundo, Esplanada
©Arlindo Camacho
©Arlindo Camacho

Restaurantes de praia: comer bem a desfrutar do sol, da areia e do mar

Da Ericeira a Sintra, de Cascais a Carcavelos e da Costa da Caparica à Comporta, estes são os melhores restaurantes e bares de praia perto de Lisboa.

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Restaurante onde dá para ir ao banho é, muitas vezes, sinónimo de banhada, porque quem serve com boas vistas acha por vezes que o resto é paisagem, toma o cliente por garantido e pouco cuida do que serve e da qualidade do serviço. Partimos então da Ericeira a Sintra, de Cascais a Carcavelos e da Costa da Caparica à Comporta, para chegar a este roteiro de restaurantes, bares e esplanadas de praia. Sempre à beira-mar, a comer e beber o melhor que há junto à costa. Felizmente, percebemos que são cada vez mais as excepções que contrariam esta regra. É ir à confiança.

Recomendado: As novas esplanadas em Lisboa para aproveitar o sol

Ericeira

  • Frutos do mar
  • Grande Lisboa
  • preço 2 de 4

Nuno Lourenço, gerente da casa, já 
teve de evacuar o barco em dias de tempestade em que, como um bom capitão, foi o último a sair. A Esplanada das Furnas está mesmo em cima do mar e vêem-se dos janelões panorâmicos
 as rochas e as ondas a baterem-lhes. Mesmo em dias de temporal pode ser bonito, especialmente porque se está lá dentro. A decoração completa a ilusão de que se está dentro de um barco: há um leme, uma escotilha, cordas penduradas, tudo resultado do desmantelamento de um veleiro. À entrada, recebem-nos as capturas do dia, que se podem escolher logo ali, para grelhar, pedindo acompanhamentos à parte. Incluindo vinhos, conte gastar 50€ para dois.

  • Frutos do mar
  • Grande Lisboa
  • preço 2 de 4

Aqui cabem trezentas e tal pessoas, entre a sala, na vizinhança dos aquários com lagostas e afins, e os lugares na esplanada, mesmo à beira dos antigos viveiros da Ericeira. Isto implica umas dezenas de litros de sopa rica do mar (10,50€) e uma centena de litros de recheio de sapateira (10€) por semana. Se na casa irmã, do outro lado da rua, se abre o caminho para o peixe na grelha, deste lado da estrada, o assunto é marisco como o nome deixa prever. Tendo dificuldade em escolher, deixe-se nas mãos dos artistas que compõem as mariscadas - travessas que parecem naturezas-mortas dignas da Gulbenkian. Há as que levam creme de sapateira, búzios, camarão, outras que levam arroz de marisco, percebes, mexilhões (entre 40€ e 95€).

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  • Sintra

Gostar de praia na Ericeira é não se importar com a distância que separa o areal dos bares no topo das arribas e com os gémeos a estalar com as subidas em direcção a um gelado a meio da tarde. Na praia de São Julião, ponto obrigatório nos roteiros do surf, tudo igual. Só que a viagem do mar ao bar da praia Gota d’Álcool faz-se a pensar nas bolas de Berlim grandes de massa leve, ou nos pastéis de massa tenra que se podiam comer uns atrás dos outros, recheados de carne bem temperada. Lá em cima, nos dias de meteorologia disfórica, pode olhar-se a praia da esplanada panorâmica, protegida dos temporais, enquanto se trata de uns caracóis ou amêijoas à Bulhão Pato.

  • Frutos do mar
  • Mafra/Ericeira
  • preço 2 de 4

No início desta esquina virada para a Praia dos Pescadores, uma senhora vendia lagostas e outros mariscos saídos dos viveiros nas rochas da praia. Dalí seguiam para o centro de Lisboa, para cervejarias como a Brilhante ou a Portugália. Hoje, ainda se vêem as grades dos viveiros nas rochas, e no Mar à Vista ficou só o feitio da sala, que enche a todas as refeições. Boa parte dos empregados está aqui há mais de 20 anos e, no caso de ser cliente habitual, já sabem com segurança o que se vai pôr na mesa; noutro caso, é olhar para
 a ementa e ver que não há aqui carne nem peixe, só mariscos ao natural, arroz, açorda (22€), massada (35€), feijoada (38€) e cataplana de marisco (45€).

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  • Mafra/Ericeira
  • preço 2 de 4

Se mais gente se conhecesse e casasse no Golfinho Azul, menos gente se divorciava, garante João Barreiros, gerente do restaurante. E as estatísticas parecem dar-lhe razão. Diz-se que todos os casais que se conheceram aqui se mantêm juntos e um deles acabou até por investir nele quando a fundadora, Mena, precisou de ajuda. Ana e João remodelaram o Golfinho Azul em 2016 para alargar o espaço de refeições e dar
à sala vista panorâmica sobre a praia de São Lourenço. Lá fora há umas quantas mesas mesmo em cima da praia onde uma refeição deve durar pelo menos duas horas, aconselha João. É para vir com calma, e se à chegada for preciso esperar pode ir dar uma volta à praia — ligam-lhe quando estiverem prontos para servir, por exemplo, a moqueca de Rosi, que está pela cozinha há 16 anos. Entre o almoço e o jantar há carta de petiscos. Faça contas a 45€ para dois.

  • Mafra/Ericeira

Em Bali “onda” diz-se nalu e se há coisa que a vila piscatória portuguesa tem
em comum com Bali, do outro lado 
do mundo, são as boas ondas para o surf. Alexandre Rosa conheceu a marca Nalu Bowls na Indonésia e trouxe este franchising para a Ericeira. Tem, por exemplo, taças de casca de coco com pitaia, de cor rosa forte (a partir de 6,5€). É a comida ideal para o surf: nutritiva, mas leve, para as mães e pais não obrigarem a entrar na água três horas depois da refeição. Atenção que este é um café sazonal – abre no início da época balnear.

Sintra

  • Sintra

Quando estacionar ao cimo das piscinas naturais das Azenhas do Mar vai ficar com pouco fôlego e é natural: por um lado a vista sobre o mar e a praia vai ser de postal, por outro, há uma longa escadaria para descer, um areal para atravessar e outras escadas para subir ao restaurante Azenhas do Mar. Aí, já sem fôlego, volta a olhar-se para a vista nas janelas panorâmicas. A seguir é pedir marisco ao quilo e peixe da nossa costa no carvão ou ao sal.

  • Sintra

O espaço está aqui há mais de 20 anos mas só há dez funciona como restaurante e não só como bar da praia. Agora Manuel e José Cotta, irmãos, têm-no aberto durante o Inverno, até que chega a altura de apagar a lareira lá dentro e pôr as mesas e chapéus-de-sol cá fora. Muito do que se come aqui é obra da mãe, Madalena Cotta – “é como estar a comer em casa”, diz José. E o que é isso? É por exemplo um buffet de cozido à portuguesa ao domingo, no Inverno, e um bife tártaro no Verão, como prato do dia.

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  • Frutos do mar
  • Sintra

De imprensa percebe o Neptuno, que já correu mundo na tinta dos jornais
 – das crónicas de Miguel Esteves Cardoso às reportagens do The New York Times. Há razões para isso, além do que se serve à mesa e da vista sobre a praia e o mar. A sua história é igualmente boa: está ali desde o século XIX, quando foi aberto pelo bisavô de Nuno Jorge, que hoje está à frente deste restaurante. Se o dia é de festa, o melhor é pedir o robalo à Bulhão Pato, que se come com um certo preceito: primeiro vem o peixe com batata, cenoura e ovo e no final o seu caldo. Para rematar, uma receita de strudel com 30 anos.

  • Frutos do mar
  • Sintra

No início não era o verbo, era a taberna. Foi assim que nasceu o Búzio no final dos anos 50, para passar a cervejaria
 e restaurante na década seguinte. E é isso que pede a localização: de frente para o areal, esta casa espaçosa mantém-se do outro lado da estrada, depois de anos a ver a zona crescer. As especialidades da casa vêm todas do mar, todas boas de dividir por duas pessoas: há lagosta frita ou suada por encomenda, açordas ou arroz de marisco, várias cataplanas e a frigideira do chef, com garoupa, camarão, ameijoas e mexilhão.

Linha

  • Cascais

Já tem uns quantos anos de vida, mas continua a ser um café-restaurante semi-secreto, onde as gentes da Linha gostam de levar alguém que queiram surpreender. Fica em cima de uma (também secreta) praia, a Praia do Forte, e tem uma simpática esplanada, onde serve saladas bem guarnecidas, bruschettas ou tábuas com queijos, enchidos e pastas. Resta dizer que à volta só se vê mar. Um sonho.

  • Cascais

Este snack-bar em cima das Avencas funciona como café de apoio à praia. Tem uma esplanada sobre o areal, perfeita para aquelas horas de maior calor ou para o final da tarde sentir a brisa do mar. Servem tostas de frango ou de banana para matar a fome entre mergulhos e sumos naturais, sempre sem comprometer o orçamento. Nas noites quentes de Verão também é bar.

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  • Cascais

Clássico é clássico e o Bar do Guincho já estava na moda ainda antes das sunset parties serem um estilo de vida. Na Praia do Guincho, este é um restaurante incontornável. Recebe quem gosta de almoçar um bom peixe grelhado ou petiscar em frente ao mar. Na ementa tem as obrigatórias amêijoas à Guincho, pimentos padrón, saladas de polvo ou cones de batata frita. É também um sítio virado para os copos – há sangria de espumante, vinho, cerveja com uma ou outra opção artesanal. O Bar do Guincho dá para tudo.

  • Cascais

No interior deste bar gerido por dois irmãos gémeos, há um conjunto de bancos e mesas de madeira assim ao estilo taberna. Mas aqui a comida é bem mais leve do que a decoração sugere: servem-se saladas, tostas em pão rústico, hambúrgueres e cachorros, acompanhados de sumos naturais e batidos de manga, banana e morango.

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  • Português
  • Cascais

No Paredão de Cascais, entre as praias do Tamariz e da Poça fica este restaurante sem grandes luxos, mas bom para comer um peixe grelhado na hora. O menu em inglês poderia soar a armadilha para turistas, mas os locais que o visitam são a garantia de que aqui vai estar em boa companhia – e isso vale para o que lhe chega no prato.

Costa da Caparica

  • Grande Lisboa

Já foi Casablanca, mas hoje é o Aura Caparica, um espaço revestido de uma nova sobriedade mediterrânica. Fica na Praia do Infante e à mesa tira partido do melhor que o mar tem para dar – ostras, camarão à guilho, amêijoas à Bulhão Pato e atum em crosta de pimenta. Para os mais carnívoros, a ementa conforta os estômagos com tártaro e pica-pau. Num espaço dividido entre restaurante e terraço, pode também sentar-se para tomar uma bebida.

  • Cafés/bares
  • Grande Lisboa

A inspiração para este beach bar veio dos melhores beach clubs internacionais. O menu não é muito grande, para não dispersar, com as especialidades da casa para almoço ou jantar cedo a a passarem pela feijoada ou pelo arroz de choco. Há também peixe fresco, que vai variando consoante a apanha do dia, e aqui pode contar com serviço personalizado – no Clássico, tratam-lhe da papinha toda, tiram os lombinhos do peixe à sua frente e é só comer, sem espinhas. Na ementa há também carnes como o acém maturado.

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  • Grande Lisboa

Mais do que um bar mesmo à beira da praia, o Dr. Bernard é uma festa constante. Pizzas, vinhos naturais, cervejas artesanais e sushi burgers compõem a base a dienta por estas bandas. Mas o melhor fica guardado para o pôr-do-sol, altura em que o espaço acolhe festas temáticas e DJs convidados que metem a praia a dançar. E por falar em praia, no Verão, o Dr. Bernard estende-se para o areal com um pequeno bar de apoio e também dá aulas de surf.

  • Mediterrâneo
  • Grande Lisboa

Os irmãos Nicolas, Nini e Romain Sainte-Claire Deville transformaram as dunas da Costa da Caparica num destino cheio de pinta, com a felicidade como política da casa. O que era um bar de praia foi transformado num restaurante de primeira linha, que não se esgota no Verão. Um espaço gregário que reúne banhistas, gastrónomos, boémios e desportistas. Com uma estética em que saltam à vista os tectos de plumas e os sofás com motivos étnicos, o Irmão alia uma forte dinâmica de festas e DJs a uma carta de matriz mediterrânica, servida tanto nos decks de madeira como nas zonas "privadas" na areia, pensadas para grupos. Conte com ostras, peixe do dia, pizzas artesanais e cocktails de autor. Tudo enquadrado por uma preocupação obsessiva: a sustentabilidade e a preservação da praia e da natureza à volta.

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  • Grande Lisboa

É o restaurante-bar de praia mais concorrido para casamentos – até porque transporta um bocadinho do espírito havaiano para a Fonte da Telha –, mas durante os meses de Julho e Agosto dedica-se aos clientes que vêm aqui para petiscar, antes, durante ou depois de um dia no areal. A oferta vai do mais clássico com as amêijoas 
à Bulhão Pato, às carnes, hambúrgueres ou saladas frescas. Nas bebidas há de tudo: vinhos, sangria, caipirinhas, mojitos, champanhe e espumante, gin, sumos de fruta, e ainda uma infinidade de cocktails com e sem álcool.

  • Grande Lisboa

Pede emprestado o nome ao bairro do Rio de Janeiro e traz o ambiente carioca para a esplanada, com chapéus de palha e palmeiras a emoldurar a praia. O menu é do pequeno-almoço ao jantar: tem taças de fruta com iogurte ou açaí, hambúrgueres, pratos mais tradicionais, como o polvo, e opções asiáticas como o nasi gorengs, um arroz negro frito ora com camarão, ora com frango. As tostas, saladas e petiscos, do pica-pau às gambas na frigideira, também lá estão. Nas bebidas, o menu do Leblon é bem rico. Há vinho a copo, limonadas, espumantes, ginja, aguardentes velhas e uma série de mojitos, caipirinhas e daiquiris que podem ser pedidos em copo, em jarros de um litro ou de dois.

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  • Grande Lisboa

Música, sol e ostras – foi esta a fórmula que esta ostraria aplicou, a poucos metros do areal da Costa da Caparica. Ainda antes de abrir um segundo espaço, em Santos, o Myra contribuiu para animar ainda mais a marginal, a começar pelo azul forte que vemos na fachada. Entre DJs convidados, mercados de moda e uma carta generosa de cocktails, os planos de fim de tarde, depois da praia, passam por aqui. Opções para petiscar não faltam.

  • Grande Lisboa

É um dos restaurantes mais conhecidos da Costa da Caparica, muito por causa da devoção de António Ramos, o próprio do Barbas, ao Sport Lisboa e Benfica. Com as obras de requalificação da zona chegou a ser ameaçado de despejo, depois de 45 anos na linha do mar, mas a Câmara Municipal de Almada negou a ameaça e o Barbas mantém-se, em plena Praia do CDS. O peixe e o marisco, as cataplanas e a caldeirada são a especialidade.

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  • Grande Lisboa

As cores são as de uma piscina, mas é a praia da Fonte da Telha que fica aos pés. Abriu em Julho pelas mãos de Bernardo e Manu, dois franceses a viver em Portugal há mais de cinco anos, ambos ligados à restauração. Quanto ao menu, há uma longa lista de pratos para partilhar, com tudo o que se espera de um restaurante de praia, das habituais amêijoas à Bulhão Pato e salada de polvo às entradas cada vez mais frequentes, como ceviche. E há ainda sushi no menu, já que o peixe fresco está sempre ali, exposto numa banca, como se na peixaria estivesse. Falta dizer que aqui também fica uma escola de surf.

  • Grande Lisboa

A nascente, o sistema dunar e a vegetação conferem-lhe uma beleza selvagem que vale a pena apreciar. O Princesa, o restaurante da praia, privilegia os pratos leves e com sabor a mar. É um belo sítio para almoçar, mas também para refrescar depois dos banhos de sol. A carta foca-se muito no peixe grelhado em carvão, mas tem bons pratos para dividir como o arroz de peixe e camarão ou o arroz negro de choco. Há saladas frescas, além dos habituais petiscos de Verão: salada de polvo, amêijoas à Bulhão Pato, ou gambas com alho. Para beber há vinhos, sumos naturais, e vários cocktails.

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  • Português
  • Grande Lisboa

Esta casa honesta na Fonte da Telha fica mesmo na praia e está aberta todo o ano. Serve bom peixe fresco – quando lá chegar e disser que é isso que quer comer, levam-lhe uma travessa à mesa para ver o peixe do dia (vá à confiança, que se não estiver fresco avisam). Há cadelinhas, amêijoas e outros petiscos para começar a refeição com o pôr-do-sol no horizonte. A caldeirada à Pescador ou a massada de tamboril também são apostas seguras. O melhor é reservar porque a casa é muito concorrida.

  • Grande Lisboa

Fica no paredão da Costa, na linha d'O Barbas, e aqui é o sushi que está em sentido. Existe a versão mais tradicional e combinados de fusão, mas também propostas para quem não é fã do peixe cru, embora quase sempre de olhos postos na gastronomia asiática. 

Meco e Sesimbra

  • Frutos do mar
  • Grande Lisboa

Quando abriu, em 1992, não era mais do que um barracão com bom peixe. Entretanto, foi-se tornando popular pelo atendimento simpático e a ementa, conhecida pelos petiscos, mariscos e bons peixes no carvão. Depois de um incêndio que o destruiu, o famoso restaurante da praia do Meco renasceu, em 2024, a alguns metros da localização original, com 170 lugares e uma esplanada apoiada sobre palafitas. Da cozinha, continuam a sair as especialidades de sempre, sob a supervisão do chef consultor José Júlio Vintém.

  • Grande Lisboa

Hélder de Jesus abriu este restaurante com esplanada em cima da areia 
da Praia do Ouro, para dar aquela visão de postalinho sobre a Baía de Sesimbra. Todos os dias há uma montra de peixe diferente, com o resultado da pesca da noite anterior. Mas as opções vão além dos grelhados, com pratos portugueses reinventados, como o bacalhau fresco com creme de espinafres e canele de tremoço ou o tornedó de espadarte com chutney de cebola roxa.

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  • Grande Lisboa

Pode não estar mesmo em cima da areia, mas fica na avenida marginal, ex-líbris da vila, e a dois passos da praia principal. O Ribamar é um clássico de Sesimbra, nas mãos da mesma família há mais de 60 anos. O repasto não é propriamente o mais económico, mas vale o investimento. Há uma lista completa de mariscos, servidos cozidos ou ao natural ou peixes na grelha, para encher a barriga antes de voltar a pôr o corpinho ao sol.

Comporta

  • Alcácer do Sal

No princípio eram as caipirinhas. Servidas nesta mesma Praia da Comporta, muito antes de a zona entrar na moda. Luís Carvalho, o dono do restaurante, passa férias aqui desde miúdo e, quando em 1994 decidiu trocar Lisboa pela Comporta, foi com o intuito de montar um restaurante a sério. A cozinha é feita com produtos da região, “principalmente arrozes e peixe”, adaptados a todo o tipo de pratos, desde petiscos, a saladas, peixes grelhados, sushi ou em receitas de tacho. Mas o Comporta Café é muito mais do que um restaurante. Os finais de tarde por estas bandas podem ser bem longos e a hora mais cobiçada do dia aqui é bem regada com cocktails, sangrias e DJ sets, quando chega o Verão, claro.

  • Comporta

O ano de 2026 foi aquele em que a Quinta da Comporta decidiu vir até à praia e abrir um restaurante no areal. Para essa incursão, convidou Manu Buffara, detentora de três facas atribuídas pelo The Best Chef Awards e considerada a melhor chef mulher da América Latina em 2022. O cruzamento de cozinhas e influências está reflectido no menu, que funde sabores regionais e uma abordagem brasileira. Saltam à vista os pratos de base vegetal e as sugestões com peixe da costa.

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  • Alcácer do Sal

Depois de Lisboa, o JNcQUOI aterrou na Comporta e, como já vem sendo habitual no grupo Amorim Luxury, não fez por menos. Começou com uma cabana na praia para aguçar a curiosidade e inaugurou depois o JNcQUOI Beach Club, um restaurante que casa casualidade e sofisticação à mesa, num projecto assinado pelo arquitecto belga Vincent Van Duysen. Na carta, há clássicos do restaurante de Lisboa, como o bacalhau gratinado à Bóia, mas a grande aposta está nos peixes e nas paellas, feitas com arroz do Carvalhal.

  • Frutos do mar
  • Alcácer do Sal

Nasceu em 2012 na Praia do Pego, fruto da vontade de cinco sócios. Em 2015, a Condé Nast Traveller considerou-o um dos melhores restaurantes de praia do mundo. Em 2023, reabriu naquele que foi durante anos O Dinis, na Praia do Carvalhal. O Sal regressou simples, a misturar as barracas de Biarritz e o velho espírito que habitava a Comporta nos anos 80. Antiguidades marítimas, pratos desirmanados e a sopa de peixe que leva o ditado “Da sopa de peixe, não há quem se queixe” a um novo patamar. Outro clássico que sempre teve muita procura e não desapareceu com a mudança é o arroz nero de choco e aioli. Difícil é arranjar espaço para os carabineiros com arroz de coentros.

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  • Alcácer do Sal

A vibe é a de uma cabana de praia moderna, com almofadas e sofás em tons claros, na esplanada exterior coberta com palhinhas e o azul do mar a contrastar. No menu, encontra as mais clássicas amêijoas à Bulhão Pato, chipirones fritos, peixinhos da horta e sopas de marisco, mas também guacamole fresco e um bem recheado cachorro de lavagante. Tudo isto sem esquecer o peixe grelhado, inevitável num restaurante de frente para o mar, e aqui bem fresco.

E depois vá a mergulhos

  • Coisas para fazer

Há areais e marés para todos os gostos, destinos clássicos e paragens menos óbvias na Costa da Caparica. São 15 quilómetros de costa e muitas praias por onde escolher, sendo que a pré-época de veraneio é a altura perfeita para fintar as longas filas que costumam marcar a temporada estival. Mesmo que esse duro compasso de espera faça parte do programa, não desista de partir à descoberta da outra margem. Rume à Costa da Caparica e abanque no areal certo para si. Aqui estão as melhores praias da Costa da Caparica. 

  • Coisas para fazer

Próxima paragem: praias da Linha. A menos de uma hora de Lisboa – e à distância de um comboio – não faltam escolhas para estender a toalha na areia e dar um mergulho. Agora que já abriu a época balnear, explore as melhores praias da linha de Cascais.  Se estiver com tempo para passear ainda mais para fora da cidade, visite então as praias da Arrábida – são 13, e todas com ar de postal – ou passe por um dos paraísos aqui por perto. E quando a fome começar a apertar não se fique pela bola da praia: escolha entre estes 17 restaurantes em Cascais. 

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  • Coisas para fazer

A menos de uma hora de Lisboa, a Arrábida é um postal encaixado entre a serra e o Atlântico, onde não faltam praias para todos: os que levam os miúdos a reboque e querem vida facilitada e os que não se importam de percorrer trilhos mais ou menos complicados para poder usufruir de areais paradisíacos. É por isso um dos destinos mais solicitados, e também um dos mais congestionados, verdade seja dita. Daí as medidas que vão vigoram entre 1 de Junho e o fim da época balnear: "Arrábida sem carros" é o lema da Câmara Municipal de Setúbal, para evitar aquelas filas de trânsito épicas. Tome nota que a circulação de viaturas particulares entre a Figueirinha e o Creiro vai ser proibida. Mas por agora relaxe e navegue connosco costa de 40 quilómetros, ao longo da qual cartografámos 13 praias. Decida em qual vai estender a toalha. 

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