Comporta Café
© Mariana Valle Lima | Comporta Café
© Mariana Valle Lima

Os melhores bares e restaurantes de praia perto de Lisboa

A maresia como sobremesa já ninguém lhe tira. Juntámos os melhores bares e restaurantes de praia perto de Lisboa.

Mauro Gonçalves
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Há dias assim – em que fazemos de tudo para não arredar pé da praia. Mantendo as ondas como pano de fundo e a brisa que nos abre (ainda mais) o apetite, um bom restaurante de praia reúne todos os ingredientes para uma longa tarde ou noite passada à mesa. Isto sem esquecer os cocktails, os jarros de sangria, os vinhos frescos ou as imperiais geladas – que a vida não é só comida. A cidade de Lisboa pode não estar em contacto directo com o mar, mas nas proximidades há extensos areais banhados pelo Atlântico. De Sintra à Comporta, sem esquecer os clássicos da Linha de Cascais e as últimas novidades da Costa da Caparica, juntámos numa lista os melhores bares e restaurantes de praia perto de Lisboa.

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Sintra

  • Sintra

Quando estacionar ao cimo das piscinas naturais das Azenhas do Mar vai ficar com pouco fôlego e é natural: por um lado a vista sobre o mar e a praia vai ser de postal, por outro, há uma longa escadaria para descer, um areal para atravessar e outras escadas para subir ao restaurante Azenhas do Mar. Aí, já sem fôlego, volta a olhar-se para a vista nas janelas panorâmicas. A seguir é pedir marisco ao quilo e peixe da nossa costa no carvão ou ao sal.

  • Sintra

O espaço está aqui há mais de 20 anos mas só há dez funciona como restaurante e não só como bar da praia. Agora Manuel e José Cotta, irmãos, têm-no aberto durante o Inverno, até que chega a altura de apagar a lareira lá dentro e pôr as mesas e chapéus-de-sol cá fora. Muito do que se come aqui é obra da mãe, Madalena Cotta – “é como estar a comer em casa”, diz José. E o que é isso? É por exemplo um buffet de cozido à portuguesa ao domingo, no Inverno, e um bife tártaro no Verão, como prato do dia.

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  • Frutos do mar
  • Sintra

De imprensa percebe o Neptuno, que já correu mundo na tinta dos jornais
 – das crónicas de Miguel Esteves Cardoso às reportagens do The New York Times. Há razões para isso, além do que se serve à mesa e da vista sobre a praia e o mar. A sua história é igualmente boa: está ali desde o século XIX, quando foi aberto pelo bisavô de Nuno Jorge, que hoje está à frente deste restaurante. Se o dia é de festa, o melhor é pedir o robalo à Bulhão Pato, que se come com um certo preceito: primeiro vem o peixe com batata, cenoura e ovo e no final o seu caldo. Para rematar, uma receita de strudel com 30 anos.

  • Frutos do mar
  • Sintra

No início não era o verbo, era a taberna. Foi assim que nasceu o Búzio no final dos anos 50, para passar a cervejaria
 e restaurante na década seguinte. E é isso que pede a localização: de frente para o areal, esta casa espaçosa mantém-se do outro lado da estrada, depois de anos a ver a zona crescer. As especialidades da casa vêm todas do mar, todas boas de dividir por duas pessoas: há lagosta frita ou suada por encomenda, açordas ou arroz de marisco, várias cataplanas e a frigideira do chef, com garoupa, camarão, ameijoas e mexilhão.

Linha de Cascais

  • Cascais

Já tem uns quantos anos de vida, mas continua a ser um café-restaurante semi-secreto, onde as gentes da Linha gostam de levar alguém que queiram surpreender. Fica em cima de uma (também secreta) praia, a Praia do Forte, e tem uma simpática esplanada, onde serve saladas bem guarnecidas, bruschettas ou tábuas com queijos, enchidos e pastas. Resta dizer que à volta só se vê mar. Um sonho.

  • Cascais

Este snack-bar em cima das Avencas funciona como café de apoio à praia. Tem uma esplanada sobre o areal, perfeita para aquelas horas de maior calor ou para o final da tarde sentir a brisa do mar. Servem tostas de frango ou de banana para matar a fome entre mergulhos e sumos naturais, sempre sem comprometer o orçamento. Nas noites quentes de Verão também é bar.

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  • Cascais

Clássico é clássico e o Bar do Guincho já estava na moda ainda antes das sunset parties serem um estilo de vida. Na Praia do Guincho, este é um restaurante incontornável. Recebe quem gosta de almoçar um bom peixe grelhado ou petiscar em frente ao mar. Na ementa tem as obrigatórias amêijoas à Guincho, pimentos padrón, saladas de polvo ou cones de batata frita. É também um sítio virado para os copos – há sangria de espumante, vinho, cerveja com uma ou outra opção artesanal. O Bar do Guincho dá para tudo.

  • Cascais

No interior deste bar gerido por dois irmãos gémeos, há um conjunto de bancos e mesas de madeira assim ao estilo taberna. Mas aqui a comida é bem mais leve do que a decoração sugere: servem-se saladas, tostas em pão rústico, hambúrgueres e cachorros, acompanhados de sumos naturais e batidos de manga, banana e morango.

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  • Português
  • Cascais

No Paredão de Cascais, entre as praias do Tamariz e da Poça fica este restaurante sem grandes luxos, mas bom para comer um peixe grelhado na hora. O menu em inglês poderia soar a armadilha para turistas, mas os locais que o visitam são a garantia de que aqui vai estar em boa companhia – e isso vale para o que lhe chega no prato.

Costa da Caparica

  • Grande Lisboa

Já foi Casablanca, mas hoje é o Aura Caparica, um espaço revestido de uma nova sobriedade mediterrânica. Fica na Praia do Infante e à mesa tira partido do melhor que o mar tem para dar – ostras, camarão à guilho, amêijoas à Bulhão Pato e atum em crosta de pimenta. Para os mais carnívoros, a ementa conforta os estômagos com tártaro e pica-pau. Num espaço dividido entre restaurante e terraço, pode também sentar-se para tomar uma bebida.

  • Cafés/bares
  • Grande Lisboa

A inspiração para este beach bar veio dos melhores beach clubs internacionais. O menu não é muito grande, para não dispersar, com as especialidades da casa para almoço ou jantar cedo a a passarem pela feijoada ou pelo arroz de choco. Há também peixe fresco, que vai variando consoante a apanha do dia, e aqui pode contar com serviço personalizado – no Clássico, tratam-lhe da papinha toda, tiram os lombinhos do peixe à sua frente e é só comer, sem espinhas. Na ementa há também carnes como o acém maturado.

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  • Grande Lisboa

Mais do que um bar mesmo à beira da praia, o Dr. Bernard é uma festa constante. Pizzas, vinhos naturais, cervejas artesanais e sushi burgers compõem a base a dienta por estas bandas. Mas o melhor fica guardado para o pôr-do-sol, altura em que o espaço acolhe festas temáticas e DJs convidados que metem a praia a dançar. E por falar em praia, no Verão, o Dr. Bernard estende-se para o areal com um pequeno bar de apoio e também dá aulas de surf.

  • Mediterrâneo
  • Grande Lisboa

Os irmãos Nicolas, Nini e Romain Sainte-Claire Deville transformaram as dunas da Costa da Caparica num destino cheio de pinta, com a felicidade como política da casa. O que era um bar de praia foi transformado num restaurante de primeira linha, que não se esgota no Verão. Um espaço gregário que reúne banhistas, gastrónomos, boémios e desportistas. Com uma estética em que saltam à vista os tectos de plumas e os sofás com motivos étnicos, o Irmão alia uma forte dinâmica de festas e DJs a uma carta de matriz mediterrânica, servida tanto nos decks de madeira como nas zonas "privadas" na areia, pensadas para grupos. Conte com ostras, peixe do dia, pizzas artesanais e cocktails de autor. Tudo enquadrado por uma preocupação obsessiva: a sustentabilidade e a preservação da praia e da natureza à volta.

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  • Grande Lisboa

É o restaurante-bar de praia mais concorrido para casamentos – até porque transporta um bocadinho do espírito havaiano para a Fonte da Telha –, mas durante os meses de Julho e Agosto dedica-se aos clientes que vêm aqui para petiscar, antes, durante ou depois de um dia no areal. A oferta vai do mais clássico com as amêijoas 
à Bulhão Pato, às carnes, hambúrgueres ou saladas frescas. Nas bebidas há de tudo: vinhos, sangria, caipirinhas, mojitos, champanhe e espumante, gin, sumos de fruta, e ainda uma infinidade de cocktails com e sem álcool.

  • Grande Lisboa

Pede emprestado o nome ao bairro do Rio de Janeiro e traz o ambiente carioca para a esplanada, com chapéus de palha e palmeiras a emoldurar a praia. O menu é do pequeno-almoço ao jantar: tem taças de fruta com iogurte ou açaí, hambúrgueres, pratos mais tradicionais, como o polvo, e opções asiáticas como o nasi gorengs, um arroz negro frito ora com camarão, ora com frango. As tostas, saladas e petiscos, do pica-pau às gambas na frigideira, também lá estão. Nas bebidas, o menu do Leblon é bem rico. Há vinho a copo, limonadas, espumantes, ginja, aguardentes velhas e uma série de mojitos, caipirinhas e daiquiris que podem ser pedidos em copo, em jarros de um litro ou de dois.

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  • Grande Lisboa

Música, sol e ostras – foi esta a fórmula que esta ostraria aplicou, a poucos metros do areal da Costa da Caparica. Ainda antes de abrir um segundo espaço, em Santos, o Myra contribuiu para animar ainda mais a marginal, a começar pelo azul forte que vemos na fachada. Entre DJs convidados, mercados de moda e uma carta generosa de cocktails, os planos de fim de tarde, depois da praia, passam por aqui. Opções para petiscar não faltam.

  • Grande Lisboa

É um dos restaurantes mais conhecidos da Costa da Caparica, muito por causa da devoção de António Ramos, o próprio do Barbas, ao Sport Lisboa e Benfica. Com as obras de requalificação da zona chegou a ser ameaçado de despejo, depois de 45 anos na linha do mar, mas a Câmara Municipal de Almada negou a ameaça e o Barbas mantém-se, em plena Praia do CDS. O peixe e o marisco, as cataplanas e a caldeirada são a especialidade.

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  • Grande Lisboa

As cores são as de uma piscina, mas é a praia da Fonte da Telha que fica aos pés. Abriu em Julho pelas mãos de Bernardo e Manu, dois franceses a viver em Portugal há mais de cinco anos, ambos ligados à restauração. Quanto ao menu, há uma longa lista de pratos para partilhar, com tudo o que se espera de um restaurante de praia, das habituais amêijoas à Bulhão Pato e salada de polvo às entradas cada vez mais frequentes, como ceviche. E há ainda sushi no menu, já que o peixe fresco está sempre ali, exposto numa banca, como se na peixaria estivesse. Falta dizer que aqui também fica uma escola de surf.

  • Grande Lisboa

A nascente, o sistema dunar e a vegetação conferem-lhe uma beleza selvagem que vale a pena apreciar. O Princesa, o restaurante da praia, privilegia os pratos leves e com sabor a mar. É um belo sítio para almoçar, mas também para refrescar depois dos banhos de sol. A carta foca-se muito no peixe grelhado em carvão, mas tem bons pratos para dividir como o arroz de peixe e camarão ou o arroz negro de choco. Há saladas frescas, além dos habituais petiscos de Verão: salada de polvo, amêijoas à Bulhão Pato, ou gambas com alho. Para beber há vinhos, sumos naturais, e vários cocktails.

Meco e Sesimbra

  • Frutos do mar
  • Grande Lisboa

Quando abriu, em 1992, não era mais do que um barracão com bom peixe. Entretanto, foi-se tornando popular pelo atendimento simpático e a ementa, conhecida pelos petiscos, mariscos e bons peixes no carvão. Depois de um incêndio que o destruiu, o famoso restaurante da praia do Meco renasceu, em 2024, a alguns metros da localização original, com 170 lugares e uma esplanada apoiada sobre palafitas. Da cozinha, continuam a sair as especialidades de sempre, sob a supervisão do chef consultor José Júlio Vintém.

  • Grande Lisboa

Hélder de Jesus abriu este restaurante com esplanada em cima da areia 
da Praia do Ouro, para dar aquela visão de postalinho sobre a Baía de Sesimbra. Todos os dias há uma montra de peixe diferente, com o resultado da pesca da noite anterior. Mas as opções vão além dos grelhados, com pratos portugueses reinventados, como o bacalhau fresco com creme de espinafres e canele de tremoço ou o tornedó de espadarte com chutney de cebola roxa.

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  • Grande Lisboa

Pode não estar mesmo em cima da areia, mas fica na avenida marginal, ex-líbris da vila, e a dois passos da praia principal. O Ribamar é um clássico de Sesimbra, nas mãos da mesma família há mais de 60 anos. O repasto não é propriamente o mais económico, mas vale o investimento. Há uma lista completa de mariscos, servidos cozidos ou ao natural ou peixes na grelha, para encher a barriga antes de voltar a pôr o corpinho ao sol.

Comporta

  • Alcácer do Sal

No princípio eram as caipirinhas. Servidas nesta mesma Praia da Comporta, muito antes de a zona entrar na moda. Luís Carvalho, o dono do restaurante, passa férias aqui desde miúdo e, quando em 1994 decidiu trocar Lisboa pela Comporta, foi com o intuito de montar um restaurante a sério. A cozinha é feita com produtos da região, “principalmente arrozes e peixe”, adaptados a todo o tipo de pratos, desde petiscos, a saladas, peixes grelhados, sushi ou em receitas de tacho. Mas o Comporta Café é muito mais do que um restaurante. Os finais de tarde por estas bandas podem ser bem longos e a hora mais cobiçada do dia aqui é bem regada com cocktails, sangrias e DJ sets, quando chega o Verão, claro.

  • Comporta

O ano de 2026 foi aquele em que a Quinta da Comporta decidiu vir até à praia e abrir um restaurante no areal. Para essa incursão, convidou Manu Buffara, detentora de três facas atribuídas pelo The Best Chef Awards e considerada a melhor chef mulher da América Latina em 2022. O cruzamento de cozinhas e influências está reflectido no menu, que funde sabores regionais e uma abordagem brasileira. Saltam à vista os pratos de base vegetal e as sugestões com peixe da costa.

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  • Alcácer do Sal

Depois de Lisboa, o JNcQUOI aterrou na Comporta e, como já vem sendo habitual no grupo Amorim Luxury, não fez por menos. Começou com uma cabana na praia para aguçar a curiosidade e inaugurou depois o JNcQUOI Beach Club, um restaurante que casa casualidade e sofisticação à mesa, num projecto assinado pelo arquitecto belga Vincent Van Duysen. Na carta, há clássicos do restaurante de Lisboa, como o bacalhau gratinado à Bóia, mas a grande aposta está nos peixes e nas paellas, feitas com arroz do Carvalhal.

  • Frutos do mar
  • Alcácer do Sal

Nasceu em 2012 na Praia do Pego, fruto da vontade de cinco sócios. Em 2015, a Condé Nast Traveller considerou-o um dos melhores restaurantes de praia do mundo. Em 2023, reabriu naquele que foi durante anos O Dinis, na Praia do Carvalhal. O Sal regressou simples, a misturar as barracas de Biarritz e o velho espírito que habitava a Comporta nos anos 80. Antiguidades marítimas, pratos desirmanados e a sopa de peixe que leva o ditado “Da sopa de peixe, não há quem se queixe” a um novo patamar. Outro clássico que sempre teve muita procura e não desapareceu com a mudança é o arroz nero de choco e aioli. Difícil é arranjar espaço para os carabineiros com arroz de coentros.

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  • Alcácer do Sal

A vibe é a de uma cabana de praia moderna, com almofadas e sofás em tons claros, na esplanada exterior coberta com palhinhas e o azul do mar a contrastar. No menu, encontra as mais clássicas amêijoas à Bulhão Pato, chipirones fritos, peixinhos da horta e sopas de marisco, mas também guacamole fresco e um bem recheado cachorro de lavagante. Tudo isto sem esquecer o peixe grelhado, inevitável num restaurante de frente para o mar, e aqui bem fresco.

Lisboa al fresco

  • Coisas para fazer

Está calor, mas não faz mal. Há muitos lugares onde combater as altas temperaturas. É hora de se banhar em creme protector, estender a toalha na espreguiçadeira e deixar que o sol faça o seu trabalho, com intervalos marcados por mergulhos refrescantes.

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