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O melhor que comemos em Lisboa em 2018

Em 2018 comemos muito e, mais do que isso, comemos bem. Estes são os melhores pratos que comemos em Lisboa.

Escrito por
Inês Garcia
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Em 2018 abriram muitos restaurantes na nossa cidade cada vez mais efervescente, cada vez mais um destino gastronómico. Provámos muita coisa boa, mais ou menos exótica, mais ou menos portuguesa, novas gastronomias e tivemos novas experiências de fine dining. Revisitámos o ano à mesa e não foi tarefa fácil porque, verdade seja dita, comemos muito e muito bem. Lá conseguimos fazer a digestão e revisitámos todas as críticas gastronómicas do ano para eleger os melhores pratos que nos passaram pelo goto. Saímos satisfeitos com um menu de 20 pratos em 20 excelentes restaurantes.

Recomendado: O melhor de 2018 – os chefs do ano

O melhor que comemos em Lisboa em 2018

  • Restaurantes
  • Haute cuisine
  • Parque das Nações
  • preço 4 de 4

Foi um dos restaurantes mais aguardados de 2018 em Lisboa – a culpa é de Martín Berasategui, o chef espanhol com 10 estrelas Michelin. No restaurante com vista 360º faz-
-se uma viagem pelos clássicos de Berasategui  e outras criações em parceria com o chef executivo Filipe Carvalho.  O  mil-folhas caramelizado de foie gras, maçã verde e enguia fumada é a entrada mais famosa do chef espanhol (e faz jus à fama).

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Italiano
  • Princípe Real
  • preço 2 de 4

Não foi preciso Jamie Oliver pôr pé em Portugal para o seu Jamie’s Italian se tornar um caso de sucesso. Todos os pratos clássicos do chef estão lá, da massa fresca feita ali mesmo às pizzas. O nosso crítico ficou logo impressionado à entrada, com uma beringela recheada com lentilhas e adornada com romã, pinhão, pó de malagueta e iogurte.

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Mediterrâneo
  • Belém
  • preço 3 de 4

O Vela Latina rejuvenesceu no final de 2017 mas foi em 2018 que nos voltou a mostrar todo o seu esplendor. Alfredo Lacerda ficou a salivar com um arroz de alcachofras laminadas com um caldo suave que acompanhavam um filete de pescada. E descobriu o truque: alcachofras enlatadas e o arroz arborio confeccionado com uma técnica diferente da do risoto, com um caldo de peixe. 

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Petiscos
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 3 de 4

É aquele salgadinho básico que se encontra em qualquer lado mas nem sempre é bom. Os do Zazah passaram a prova de fogo do nosso crítico que não resistiu ao “crssssshhhh notável” da mesa do lado. Neste restaurante-bar-galeria de arte vale ainda a pena provar a bifana  de bochecha de porco com mostarda Dijon e a sobremesa Três Marias.

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  • 5/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Português
  • Castelo de São Jorge
  • preço 3 de 4

O berbigão com espinafres (a verdura muda consoante a estação), coentros e pão torrado, é um dos pratos-bandeira do Prado, que segue uma filosofia farm to table – há poucos elementos no prato, produtos sazonais e legumes tratados com amor e técnica. Foi o único a receber nota máxima este ano.

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Grande Lisboa
  • preço 2 de 4

Vai ser preciso ir ao outro lado do rio para provar o bom sushi de Cícero, um discreto e simpático discípulo de Takashi Yoshitake que faz o arroz no ponto, com bagos definidos e o vinagre e doce equilibrados. Não se deixe enganar pelo ar de snack-bar. Entre os pratos que impressionaram está o kiguiri de enguia fumada ou o toro, barriga de atum em sashimi. 

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Aqui há pratos inspirados em comida de rua, com várias influências, servidos num ambiente com boa música e bons cocktails. Um dos pratos que o nosso crítico provou e aprovou foi o miso, que aqui apareceu com notas a cabeças de camarão grelhado, “qual híbrido luso-japonês, meio miso, meio creme de marisco”. 

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Havaiano
  • São Sebastião
  • preço 2 de 4

Kiko Martins  dedicou-se ao poke, o prato havaiano que está em todo o lado, mas sem se render ao mainstream, no seu espaço na Gourmet Experience . Na carta está este de polvo com kimchi com rebentos de bróculos e puré do mesmo. O poke puro é outro dos que vale a pena provar e não deixe passar o couvert com bolos de milho, bolachas de sésamo e gema de ovo curada 

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  • Restaurantes
  • Europeu
  • Chiado

Provavelmente nunca ouviu falar do chambão, o correspondente bovino do pernil de porco. Neste restaurante, onde o que há mais são ossos do ofício (leia-se, bons nacos com osso), o chambão é  “um colosso proteico que alimenta 4 pessoas e custa 58,50€”, descreve o nosso crítico. Desfaz-se à primeira colherada. 

Camarões Everest do Everest Montanha
  • Restaurantes
  • Indiano
  • Alvalade

Não é uma nova abertura, mas só agora lá fomos fazer uma critica à séria. E não desilude. Uma boa recomendação são os camarões Everest, “uma misturada boa com queijo fresco, frutos secos e couve flor envolvida em molhanga espessa de caju”, escreve Alfredo Lacerda. 

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Italiano
  • Grande Lisboa
  • preço 2 de 4

Esta pizzaria biológica foi uma boa surpresa no meio do Bairro Alto. A carta é pequena e as pizzas, cuja massa fica 48 horas a fermentar antes de ir para o forno de lenha, não ultrapassam os 10€.  Prove a de funghi e speck, com “uma camada maravilhosa de gorgonzola sob finíssima fatia de presunto speck”, escreve Alfredo Lacerda ou a de salame picante (apague o fogo com o vinho, também biológico). 

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Frutos do mar
  • São Sebastião
  • preço 3 de 4

Rodrigo Castelo estreou-se em Lisboa com O Mariscador. É para ir com companhia, até porque o menu tem bastantes pratos bons para dividir. As buchas de sapateira, com umas bolachas e, por cima, o recheio da casca de sapateira é um bom início para a refeição, antes de se atirar ao tachinho de arroz de lingueirão. 

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Alvalade
  • preço 3 de 4

A família Sea Me abriu o Soão em Abril e Alfredo Lacerda elegeu-o  o seu restaurante pan-asiático favorito. Da Tailândia vem a sopa tom yum “aromática, fresca, picante”, descreve, ou o pad thai, de camarão ou de frango, com a massa al dente e amendoins na dose certa. O sashimi moriwase é um bom negócio se for fã de peixe fresco fatiado.

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Estrela/Lapa/Santos
  • preço 3 de 4

O “ceviche é a nova trouxa de alheira”, acredita Alfredo Lacerda, mas neste restaurante de inspiração asiática com vista para o Tejo industrial, há uma versão digna de nota. É uma receita das Filipinas, onde a lima é substituída por vinagre. A base é de um peixe branco e o toque de chef são líchias. “Resultam muito bem no equilíbrio doce com a acidez da marinada e os frutos secos. Um ceviche dos bons”. 

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Mexicano
  • São Sebastião
  • preço 2 de 4

O restaurante mais animado do food court do El Corte Inglés é uma parceria entre o chef mexicano Roberto Ruiz e o grupo José Avillez. O prato favorito de Alfredo Lacerda foi o de camarões com molho de jalapeño tatemado, uma palavra que significa qualquer coisa entre o torrado e o chamuscado. Acompanhe com o sumo de tomate, que impressionou o crítico.

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Português
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 4 de 4

Depois de uma temporada fechado, o Pabe, clássico da restauração de luxo, reabriu em Novembro de 2018. A perdiz de escabeche de entrada é um bom começo para uma refeição assente numa cozinha clássica, com bons pratos do dia, e um trólei de peixe fresco do dia a passar. Tudo com ingredientes de qualidade.

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Japonês
  • Chiado
  • preço 2 de 4

No restaurante com fama em Tóquio que brilha agora em Lisboa, há seis tipos de ramen, incluindo uma versão vegan, e dois tsukemen, um tipo de ramen frio. O tonkotsu shio, o favorito do crítico, tem noodles fininhos, feitos com farinha de trigo, ovo nitamago, cebolo, pickles de gengibre, cogumelo kikurage, porco chashu e sésamo.  

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Avenidas Novas
  • preço 2 de 4

O nome não é facilmente pronunciável mas vai valer a pena: o tjvjk é um guisado de fígados, aveludado e ácido, que chega num tachinho de barro, acompanhado por um pão caseiro. São as iscas arménias, um petisco incontornável para começar a descoberta desta cozinha, que se estreou em Lisboa com o Ararate, perto da Gulbenkian. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré
  • preço 2 de 4

Este restaurante de cozinha tradicional alentejana, com a mão de José Júlio Vintém, aposta em miudezas, extremidades e outras coisas incríveis. Prove as pétalas de toucinho, o nome bonito para uma sinfonia delicada de  gordura de porco. É para se deixar de esquisitices e provar também as molejas de borrego.

  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Chiado/Cais do Sodré

Os tacos carnitas de pato são um dos bestsellers desta taqueria mexicana, importada de Miami com a ajuda da Multifood. Em vez de porco, é usado o pato confitado e desfiado, cebola roxa, queijo, coentros e salsa serrano. Boa escolha neste restaurante azul eléctrico no Príncipe Real.

Best of 2018

  • Compras

365 dias, tantas lojas. Neste ano que passou abriram dezenas de espaços em Lisboa, e a nós coube-nos avaliar as melhores portas por onde entrámos e onde vamos querer continuar a entrar para perder a cabeça e abrir a carteira. Vieram para animar os nossos armários, darem uma lufada de ar fresco às nossas casas. Plantas, loiças, mobília, óculos e roupa – a escolha é variada para não limitar gostos. Dizemos-lhe como param as modas e o que nos fez abrir os cordões à bolsa nestas seis moradas que, para nós, são as lojas do ano de 2018. Agora, descubra-as. 

  • Coisas para fazer

Há espaço para todos nos novos Bacalhoeiros”, começa por dizer João Sá, chef responsável pelo SÁLA, um dos recém-chegados à rua lisboeta. “Acima de tudo, o que é importante e engraçado é isso; quem ali estava, continua, tem o seu modus operandi, e nós temos outra coisa. Uma diversidade que não existia até então.” O arruamento que em 1755 ficou com a designação definitiva de Rua dos Bacalhoeiros tem história mas, até há pouco tempo, era precisamente isso: uma lembrança do passado. Agora, a zona mudou, o Campo das Cebolas – inaugurado em Abril – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos. 

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Os melhores discos de jazz de 2018
  • Música

A Grã-Bretanha anda desnorteada e a angústia em relação ao pós-Brexit adensa-se, mas o jazz britânico nunca esteve tão pujante: quatro dos grupos responsáveis pelos melhores discos de jazz de 2018 são súbditos de Sua Majestade (embora um dos músicos envolvidos não se reveja nela). O jazz português também está cá representado, por direito próprio e não por enviesamento nacionalista. Há música brutal e tenebrosa, que muitos verão como estando mais próximo do metal e sendo mais apropriada para sonorizar pesadelos do que para proporcionar uma escuta descontraída – Starebaby e Insurrection. Mas também há lirismo sereno e rarefeito – o Live do Marcin Wasilewski Trio – e música inclassificável, como a do álbum Short Stories, que desafia os cartógrafos do mundo musical. 

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