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Francisco Romão Pereira
Francisco Romão Pereira

Restaurantes em Lisboa até 20 euros

Entre comida tradicional e restaurantes do mundo, Lisboa tem óptimas opções para comer bem sem gastar muito. Nestes restaurantes, consegue gastar 20€ ou menos.

Hugo Torres
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Comer fora está cada vez caro. É certo que ainda há verdadeiros achados na cidade – como demos conta na nossa lista de restaurantes até 10€ –, mas em muitos casos, se não prescindir de comer bem, o mais provável é que gaste um pouco mais do que isso. Da cozinha tradicional portuguesa às mais diversas gastronomias internacionais, passando por refeições rápidas e para diferentes horas do dia, nestes 30 restaurantes de Lisboa paga 20 euros ou menos por pessoa. Apesar de não ser exactamente barato, leva daqui a garantia de que vai sair satisfeito e feliz.

Recomendado: As melhores tascas de Lisboa

Os melhores restaurantes em Lisboa até 20 euros

  • Português
  • Alvalade
  • preço 2 de 4

O bitoque (com um molho guloso carregado de alho) é, provavelmente, o mais afamado dos pratos desta casa minhota, de onde saem também boas doses generosas de comida de conforto, dos rojões e da cabidela ao bacalhau à minhota e à lampreia, por encomenda quando é tempo dela (e já houve anos mais profícuos). É tudo anunciado à porta numa lista de pratos ainda escrita à mão. Entre as duas salas e a esplanada cabem umas 45 pessoas, mas não há nada como chegar cedo – não aceitam reservas.

  • Sete Rios/Praça de Espanha

Sérgio Damas e os dois sócios estão aqui desde 2023 (embora o rebranding seja mais recente), mas o Bacõco continua a ser um trabalho em progresso. Por cima da porta podemos continuar a ler "Comer para Crer", a designação anterior, mas quando o menu chega à mesa traz somente as sugestões dos últimos inquilinos. O prato do dia é anunciado no Instagram. O resto são receitas de conforto, a começar por uma perna de frango no forno, desossada e suculenta, acompanhada por um arroz de cogumelos. Com os despojos de um prato, prepara-se outro. O bitoque de vaca conquista pelo molho, feito a partir do caldo de ossos da referida ave. O receituário pode ser simples e caseiro, mas o primor da confecção e o combate ao desperdício estão sempre presentes, tal como o chef de serviço.

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  • Sírio
  • Sete Rios/Praça de Espanha
  • Recomendado

No espaço de um antigo café de bairro, o Baraa Kitchen serve cozinha síria feita sem atalhos. Baraa é uma antiga professora de Matemática que veio como refugiada para Portugal, juntamente com o marido e os filhos. A sala é pequena, o serviço próximo e informal. A carta é feita de clássicos como hummus, falafel, mutabal, farikah ou fatteh, com ingredientes autênticos. Mas não deixe de provar as chamuças ou o baba ghanoush, e beber chá sírio de cardamomo (não há bebidas alcoólicas). No final, acabe com um arroz doce, uma baklava, uma mamounia ou uns bolinhos de pistáchio, sobremesas que também se podem levar para casa.

  • Cais do Sodré

O Blade instalou-se no Cais do Sodré com uma ideia simples: servir um único prato bem feito e a bom preço. É um bife de 180 gramas, mal-passado, trinchado e suculento. Custa 10€. E não, não estamos numa tasca. Não há inox à vista e cada detalhe mereceu atenção redobrada – os azulejos e os sofás vermelhos, as madeiras, os tons quentes, a iluminação baixa. Os acompanhamentos têm peso na experiência, sobretudo o arroz de cogumelos, cremoso e que pode ser um prato independente (para os vegetarianos terem lugar à mesa neste restaurante de carne). Há ainda esparregado, puré de trufa e batatas fritas.

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  • Africano ocidental
  • Sete Rios/Praça de Espanha
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

A Tia Alice é dessas mulheres fortes que dominam os restaurantes com a sua presença na cozinha e na sala. O restaurante fica nas Laranjeiras e aos almoços enche-se de uma clientela fiel que vai de escritorários a atletas do Benfica e do Sporting, dois clubes sempre pacificamente representados. Não admira, porque a comida da Tia Alice, natural da ilha cabo-verdeana de São Vicente, dá muita energia, sempre pratos do dia de raiz africana, da moqueca à moamba, com passagem por Portugal (atenção ao arroz de pato de fusão cabo-verdiana ou às iscas de porco). O que nunca muda é a cachupa, para muitos a melhor de Lisboa, que pode ser do tipo refogada (do dia anterior, com ovo estrelado) ou cachupa rica.

  • Português
  • Lisboa

Se é verdade que é o naco na pedra que lhe dá fama há anos, é justo dizer que se multiplicam os motivos que ali levam recorrentemente dezenas de comensais – é raro apanhar a casa com pouca gente, o que por si só é já um bom sinal. A carta é farta, tem umas trinta entradas fixas, mais meia dúzia de pratos de cada dia, quase só grelha e tacho. Seja peixe ou carne, não se falha o ponto. E ainda há o choco frito, que não costuma decepcionar.

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  • Pizza
  • São Vicente 

O Casanova mantém-se de pedra e cal num cais aonde chegou quando só o Lux existia – duas décadas depois, curiosamente, a discoteca e a pizzaria são os últimos resistentes desse lote de inquilinos. As pizzas, essas, continuam a ser motivo de romaria a Santa Apolónia. Hoje não parece nada de extraordinário, mas é sempre bom lembrar que em 2000, quando Maria Paola Porru abriu o Casanova, não era assim tão comum encontrar boas pizzas, de massa fina e estaladiça, feitas em forno de lenha – na verdade, apesar da massificação, ainda não é.

  • Lisboa

Aos 23 anos, João Sá abriu o seu primeiro restaurante, em Sintra, onde se destacou pela ousadia de renovar o menu semanalmente durante quatro anos sem repetir um único prato. Actualmente, comanda o Sála, em Lisboa, distinguido com uma estrela Michelin, onde desenvolve uma cozinha inspirada nas suas raízes africanas e na multiculturalidade da cidade. No Time Out Market, apresenta a sua assinatura criativa em pratos que não ultrapassam os 15 euros como o pastel de nata salgado de cogumelos, o doughnut salgado de borrego e hortelã e um ramen de cozido à portuguesa. Conte ainda com pratos do dia bem em conta.

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  • Italiano
  • Xabregas
  • preço 1 de 4

Um restaurante que se consolidou no Beato como um lugar de culto. Filha da mítica Maria Paola, fundadora dos restaurantes Casanostra e do Casanova, Erica Porru tem trilhado o seu caminho a solo, dentro da cozinha, depois de ter trabalho em cinema, como caracterizadora. Não admira por isso o nome do seu restaurante, nem a decoração cheia de cartazes de filmes bonitos, nem a clientela, feita de artistas de várias artes. Aberto só ao almoço, serve pratos de massa simples e bem feitos, das lasanhas a conchigliones com ricota e pistáchio, e tem sempre docinhos bons no final, a preços justos, como sejam a panacota e o tiramisù. Simpatia a rodos, boa vibração. 

  • Português
  • Chiado
  • Recomendado

Primeiro, um aviso: para conseguir lugar neste Das Flores convém que marque com tempo, nem vale a pena tentar aparecer sem mesa garantida. A explicação é simples: já são poucos os restaurantes como este em Lisboa, bons e baratos. Depois de várias ameaças de fim devido às obras no edifício, a verdade é que o Das Flores se mantém firme com uma cozinha imaculada. Os croquetes fritos na hora são obrigatórios, seja como entrada, ou como prato, acompanhados por arroz de tomate. Também têm fama o bacalhau ou as iscas. No fundo, é tudo caseiro e bem servido. Guarde espaço para as sobremesas.

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  • Nepalês
  • Lisboa
  • Recomendado

Os nepaleses não estão sempre do outro lado do balcão, fechados em cozinhas, a servir-nos. Às vezes, também estão na sala, a comer e a celebrar – e, nas raras ocasiões em que o fazem, escolhem muitas vezes este Grill n’Chill. O restaurante começou como um snack-bar, mas foi-se sofisticando e crescendo. Tomou o vizinho Chimarrão, agora extinto, na Praça do Chile, e multiplicou-se noutros dois espaços, um no Intendente e o outro em Cacilhas. Comem-se os famosos raviolis nepaleses – os momos, feitos na cave, todos os dias –, espetadas de barriga de porco e de frango marinado em iogurte e especiarias, assadas no carvão, pani puris e chatpads, tudo com malagueta verde, para arrebitar. 

  • Português
  • Campo de Ourique
  • preço 1 de 4
  • Recomendado

Se há casa mais minhota do que esta em Lisboa, nós não conhecemos. E muito se deve ao senhor João, a alma do restaurante, bem como a dona Adelaide, que toma conta da cozinha como ninguém. Sem qualquer pretensiosismo e com toda a simpatia, o casal natural de Ponte da Barca recebe-nos como se da família fizéssemos parte – e a magia é que isto vale tanto para clientes de sempre como para alguém que ali chega pela primeira vez. Dependendo dos dias, há bacalhau à minhota, chanfana, cozido à portuguesa ou cabrito. Na altura certa, também a lampreia se consegue.

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  • Português
  • Ajuda
  • preço 1 de 4

Não há propriamente um menu nem grandes invenções, apenas alguns pratos muito elogiados no bairro e arredores, caso do bitoque, servido numa travessa de inox com molho bem temperado e ovo. Um dos melhores de toda a cidade. O pica-pau, a alheira ou as moelas guisadas com batatas fritas, sempre caseiras, são outros dos mais pedidos, segundo Maria José, mulher de Jorge, filho de Amália. E aqui também se cumpre a quota clubística das tascas: aqui é tudo do Belenenses.

  • Chinês
  • São Sebastião
  • Recomendado

O Kuwazi funciona na cave de um velho centro comercial – e isso, só por si, já é uma descoberta. Yi Yang costumava servir esta mesma comida, do Nordeste da China, num clandestino na Mouraria. Aqui está tudo de acordo com lei portuguesa e com lei gastronómica da sua terra natal. Pensada para quem procura sabores pouco domesticados, a carta inclui noodles caseiros, guo tie bem tostados, espetadas temperadas com cominhos e malagueta, pratos de caçarola e sopas com muito sabor. Há opções de borrego, porco, frango e vegetais. A cerveja Tsingtao acompanha bem a refeição. Como manda a tradição chinesa, não há sobremesas. Por outro lado, os dim sums não só estão disponíveis à mesa como são vendidos congelados para levar para casa, em sacos de 100 unidades, com duas opções de recheio: couve-coração com entremeada de porco ou cebolinho com entremeada de porco.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Fazer, preparar e servir pastrami é uma arte dominada por apenas alguns. Aqui, o ingrediente é rei e senhor, o que fica desde logo declarado no nome. A carta é curta, com oito sanduíches e seis tipos de pastrami, entre os quais se destacam os de vaca, em várias combinações, e o de salmão. A Reuben é a nossa preferida, mas as opções incluem a Mustard Classic, a Spicy Kimchi e a Rachel, com pastrami de peru. Em todas é-lhe dado a escolher entre brioche e pão de fermentação lenta, curiosamente os únicos ingredientes das sandes que não são feitos na casa. Monocromático e minimalista, o espaço não vai além dos 20 lugares sentados.

  • Português
  • São Vicente 
  • preço 1 de 4

É a escolha de muitos chefs para almoçar ou jantar numa folga, aposta segura para boa comida tradicional a preços que já pouco se encontram na cidade. Os pratos da grelha não falham, seja peixe ou carne. Há bons secretos e lagartos, bem como uma boa lagarada de bacalhau e as sardinhas na devida altura nunca desiludem. Já a chanfana é um daqueles que fideliza clientes. É feito com tempo, como manda a tradição, para que a carne de cabra velha ceda aos sabores. Não está sempre na carne, sendo habitualmente servida entre segunda e quarta-feira, de quinze em quinze dias.

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  • Chinês
  • Martim Moniz
  • Recomendado

É o chinês mais fora da caixa (dos chineses ocidentais) de Lisboa. Entra-se e temos cadeiras e mesas dispersas e uma vitrina com produto fresco. Escolhe-se o produto, apontando com o dedo – que pode ser beringela roxa, lula, espinafres de água ou peixe tilápia –, e espera-se que o pai (por vezes, também, a mãe) do rapaz que nos atende faça a sua magia no wok, ali ao lado. Não esquecer, para petisco, o entrecosto frito ou a barriga de porco, bem como uma ou duas tigelas de arroz branco (belíssimo) para acamar. 

  • Nepalês
  • Lisboa
  • Recomendado

Os restaurantes nepaleses saíram do armário, no sentido em que começaram a afirmar a sua identidade própria, sem ter de se fazerem passar por indianos. É o que acontece com este pequeno lugar na Alameda, um oásis de paz e boa comida caseira, com destaque para os caris, feitos com especiarias inteiras, e onde tudo é bom, dos momos às chamuças, não esquecendo os onion baji ou as pakora, pastéis deliciosos para barrar com chutney. Muitos dos restaurantes indostânicos são inconsistentes, abrem e fecham e mudam de mãos rapidamente, mas este Nepal Curry House tem-se revelado um porto seguro.

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  • Mexicano
  • Bairro Alto

Depois do sucesso na Linha, em São Pedro do Estoril, o Paco Bigotes instalou-se também em Lisboa, com um restaurante em tudo parecido à casa-mãe. Fica em pleno Bairro Alto, a dois passos do Chiado. Está disfarçado, mas nem por isso escondido. O menu, esse, é exactamente o mesmo, das tostadas aos tacos que tanto têm fidelizado clientes. Em cima, fica o bar; em baixo as mesas. À falta de lugar, é sempre possível esperar confortavelmente enquanto bebe uma margarita.

  • Italiano
  • Lisboa

O nome pode gerar desconfiança, mas só até provar a massa fresca de João Frazão, concorrente do Masterchef em 2022. No programa de televisão, já demonstrava a queda para as massas e, nesta casa, que começou nos Anjos e ganhou uma segunda morada no Príncipe Real, é à pasta que se dedica. Para o crítico Alfredo Lacerda, “estamos a falar da melhor-pasta-sem-merdas, com o melhor preço, que comi desde os velhos tempos do Bella Ciao (o da Rua do Crucifixo)”.

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  • Português
  • São Vicente 
  • Recomendado

Para grandes refeições ou para picar enquanto bebe um ou outro copo, a Penalva da Graça pode ser a resposta. Em poucos sítios de Lisboa, encontra marisco com esta relação qualidade-preço. O arroz de marisco é um ex libris da casa e a dose para dois serve três à vontade. E ainda há os pratos do dia: cabidela, mão de vaca, cozido à portuguesa...

  • Português
  • Avenidas Novas
  • preço 2 de 4
  • Recomendado

Malta nova a fazer boa comida, sem grandes subterfúgios ou manias. O Petisco Saloio é um belo exemplar daquilo que uma tasca pode ser hoje em dia. O restaurante é pequenino e tem duas vidas, não tão distintas assim. Acontece que, ao almoço, o preço do menu é imbatível (sobretudo nesta zona da cidade). Inclui o couvert, o prato, a sobremesa, a bebida e o café – há sempre três opções, uma de carne, outra de peixe e um consensual bitoque (já por lá comemos uma açorda com cavala alimada, um arroz de polvo e até uma cabidela).

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  • Lisboa

Em Maio de 2023, abriram o primeiro Stack no Mirari. O espaço era pequeno, estilo pop-up, e havia apenas duas opções no menu. Cedo vieram os elogios e, volvido cerca de ano e meio, os três sócios, Louis Bayle, Paul Cukierman e Malcolm Granath, decidiram abrir um restaurante propriamente dito na Rua Jacinta Marto, nos Anjos. A carta acabou por crescer, com mais um hambúrguer. Ao original, que leva pickles, cebola, mostarda e ketchup, e ao house, mais apimentado, com alface iceberg, maionese e o molho da casa, junta-se o exit, uma ode ao hambúrguer norte-americano, inspirado no “animal style” vendido pela cadeia de fast-food In-N-Out. Este último leva cebola caramelizada, pickles e o molho stack. Todos unidos por duas fatias de pão de batata artesanal. 

  • Campolide
  • Recomendado

Em Campolide, o Talego tornou-se motivo de romaria num instante – as filas à porta à hora do almoço são disso prova. A boa comida alentejana, embrulhada num menu de almoço a preço de amigo (couvert, sopa, prato, bebida e sobremesa), é o cartão de visita perfeito. Os pratos mudam todos os dias e incluem gaspacho, sopa de cação, coelho com alecrim, carapauzinhos fritos, ensopado de borrego com hortelã, queixada de porco assado ou galinha frita com molho de tomatada. Tudo servido em boas doses. Uma das melhores relações preço-qualidade da cidade.

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  • Libanês
  • Cais do Sodré

Frescura é o lema deste restaurante no Cais do Sodré. Já por isso se chama Taza, que em árabe se traduz por fresco. Quando passamos pelo balcão somos confrontados com um grande forno, onde é colocado o pão kaaké, a estrela do menu. Uma mistura entre o pão pita e o bagel, coberto com sementes de sésamo e farelo de trigo, infundido com uma especiaria feita de sementes de cereja, que lhe confere um aroma de baunilha. Do Mercado da Ribeira chega grande parte dos ingredientes; do Médio Oriente, essencialmente, as especiarias.

  • Lisboa

A Tosta apresenta-se como uma cozinha de sanduíches. Mais do que uma forma rápida de forrar o estômago, aqui a sandes é promovida a especialidade gastronómica. No fundo é como pegar nos vários ingredientes de um prato e colocá-los entre duas fatias de pão. O chef de serviço é Jake Goosen, que conhecemos na Tasca Pete. O britânico trabalha combinações simples até chegar a receitas de conforto que enaltecem a qualidade dos produtos. O menu é curto, com cinco propostas, e duas tornaram-se referências: o Cubano, uma mistura compacta e com camadas bem definidas de fiambre fumado, carne de porco desfiada, queijo provolone, maionese picante, salsa verde e mostarda; e a Tosta Mista, com fiambre fumado, brie e provolone, maionese, pimenta e alho negro. Há ainda a Jerk Chicken, a Smokey Veg e a Lemon Zuke, estas últimas servidas em focaccia, uma vegana e outra mais fresca.

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  • Português
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
  • Recomendado

Há muito tempo que Leonor Godinho percebeu que o seu caminho na cozinha não passava pelo fine dining. A chef, que trabalhou no estrelado Feitoria e que ficou em terceiro lugar no MasterChef em 2012, passa hoje parte dos seus dias na Vida de Tasca. Fica em Alvalade, onde durante 40 anos funcionou a Casa do Alberto, uma boa tasca portuguesa. E é esse mesmo espírito que Leonor mantém. As doses são fartas e a comida é a que se espera num restaurante do género, da grelha aos pratos do dia é tudo bom e acessível. 

  • Japonês
  • Cais do Sodré

No Wishbone, Maurício Varela centra-se no prato de karaage que fez sucesso no Dhalia e em vários pop-ups desde o fecho desse listening bar de boa memória no Cais do Sodré. Aqui não se usa buttermilk e o menu é propositadamente curto: duas sandes (uma inteiramente vegan, pão incluído), pedaços de frango frito com maionese kewpie, batatas “triplamente fritas”, sunomono e três molhos caseiros bastam para dar a identidade da casa. Para beber, há cervejas japonesas. A sobremesa é gelado de sésamo negro. O espaço é pequeno e luminoso, com balcão aberto e música a ligar todo o ambiente, com soul, jazz e hip hop, e é perfeito para uma refeição rápida antes de seguir para a noite no Cais do Sodré ou em Santos, ou já depois de uns copos. Para aproveitar a happy hour, o lanche taberneiro é das 16.00 e as 19.00.

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  • Português
  • Martim Moniz

Falar-se no Zé da Mouraria é falar-se no bacalhau em doses fartas com grão e batata a murro, é, aliás, difícil fazer jus ao tamanho da travessa que vem para a mesa. O Zé da Mouraria, aberto só para almoços e com grandes filas à porta, não tem morada única no bairro homónimo – tem três irmãos na Rua Gomes Freire, que servem jantares. No Zé mais velho, as salas estão sempre cheias, por isso faça o favor de reservar. Além do bacalhau, experimente o arroz de pato no forno e, para a sobremesa, o leite creme queimado.

  • Português
  • Benfica/Monsanto

Antes de mais um aviso: há poucos restaurantes tão benfiquistas como este. Nas paredes, há fotografias de velhas glórias, recortes de jornais, cachecóis, camisolas e umas quantas águias, obviamente. O aviso serve, na verdade, para aqueles a quem esta informação poderá servir de entrave. Não se deixe levar por isso ou poderá perder um belo repasto. No Zé Pinto, o menu ainda é escrito à mão, a grelha é certeira, tanto para peixe como para carne, mas há um prato que se destaca: o entrecosto grelhado com batata frita.

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