Cafés em Lisboa para se abrigar do frio

Tostas, chás, cappuccinos, brunches. Cadeirões, sofás, mantas. É tudo aquilo com que sonhamos estar rodeados até à Primavera do próximo ano, certo? Estes cafés oferecem o pacote completo

Fotografia: Manuel MansoThe Mill, a nova cafetaria com onda nórdica

É tempo de pôr uma camisola mais quentinha, esquecer as idas à praia e procurar abrigo em cafés acolhedores. Damos-lhe ideias para todos os dias da semana.

 

Recomendado: As esplandas mais quentes de Lisboa

Cafés em Lisboa para se abrigar do frio

Heim Café
Fotografia: Arlindo Camacho
1/10

Heim Café

O Heim Café, pequena cafetaria de decoração minimalista em Santos, pareceu à nossa crítica ser um grandioso segredo dos turistas. Isso, dos turistas e não para turistas. O simpático Heim, que significa “casa” na Ucrânia, de onde vêm os donos, está sempre cheio de seres
 cabelos loiros e peles claras (escaldadas pelo sol), tudo malta nova nos seus 20s-30s, que não traz guias na mão (deve trazê-los no telemóvel). A sala é pequena mas bem aproveitada, e a cozinha parece ir pelo mesmo caminho. Por isso avisam, num papel emoldurado e escrito em inglês, que a boa comida demora tempo a ser feita. Ou seja, é ir sem pressa. E é mesmo. Entre o pedido e a vinda dos pratos para a mesa contam-se uns 20/25 minutos. Valem a pena? Sim. Tanto para comer a omelete com queijo e salada (4,50€), alta, macia, com fatias de cheddar derretido no interior, como as waffles de fruta e caramelo (5,80€).

Para se aquecer: Qualquer um dos três brunches (todos a 10,50€). O verde, mais saudável, a trazer uma boa torrada de abacate e ovos estrelados no ponto, além de iogurte com granola, fruta e mel.

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Santos
La Boulangerie
2/10

La Boulangerie

O brunch do La Boulangerie, que à data de hoje já tem uma justificada legião de fãs, é uma das razões pelas quais vale a pena procurar este café-pastelaria em dias de frio. A oferta, com pães variados, croissants, queijos, frutas e ovos faz com certeza subir a temperatura do corpo. E o tempo que demora a deitar abaixo tudo o que vem para a mesa surte o mesmo efeito. Depois, e como a fábrica é aberta para a sala de refeições, há aquele cheirinho a croissants e pães acabados de fazer que, se não traz memórias das míticas idas aos bolos fora de horas na adolescência, pelo menos deixa vontade de nunca abandonar o espaço. 

Para se aquecer: o pain au chocolat, acabado de sair do forno, feito como manda a regra, com sticks de chocolate. Preço: 1,80€

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Estrela/Lapa/Santos
Benard
©DR
3/10

Benard

4 /5 estrelas

A vida do Chiado não existe sem a Benard; a vida dos lisboetas não existe sem os croissants da Benard. É certo que a concorrência é feroz, que a cidade tem outros exemplares dignos de nota, mas estes continuam a manter-se no Top 5 da cidade. E convenhamos que o programa de comer um croissant – servido com faca e garfo, atenção – soa a Inverno. Até porque com ele vêm os chás e outras bebidas quentes, e vêm, logo a seguir, os pastéis de nata, as argolas de ovo, os quindins, o sortido húngaro (vêm eles e vai-se a dieta). Ah! E os ares de salão de chá centenário também ajudam a aquecer o espírito. 

Para se aquecer: o serviço de café com leite de máquina. À mesa chega uma leiteira e uma cafeteira e só tem de misturar. Uma meia de leite DIY, vá. Preço: 2,95€

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Chiado
Café com Calma
© Arlindo Camacho
4/10

Café com Calma

Na primeira visita do nosso crítico Alfredo Lacerda, as coisas foram muito pouco calmas. "Às 13.00 já havia fila e as empregadas geriam os lugares como se estivessem a jogar o nível 18 do Tetris de olhos vendados." Acontece que falamos da nova e fervilhante comunidade de Marvila, da zona da moda, mesmo do outro lado dos antigos armazéns Abel Pereira da Fonseca, e de comida capaz de serenar os ânimos e enxotar o frio. 

Para se aquecer: Opte por um menu de almoço, com direito a sopa quentinha. O nosso crítico não esquece ainda a lasanha de curgete e manjericão, com camadas de parmesão gratinado 
a fazer de massa; ou a feijoada de pota, molusco sucedâneo do choco.

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Marvila
Café Saudade
Fotografia: Ana Luzia
5/10

Café Saudade

É costume ver o termómetro do carro descer uns graus significativos à medida que se avança IC19 fora, em direcção a Sintra – o mesmo fenómeno acontece no caminho da serra. É também costume que uma boa parte das horas passadas na vila sejam ao ar livre. Quer se escolha o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena ou Monserrate. O Café Saudade é, então, o sítio ideal para um pré ou pós-passeio. Tanto pelos scones XL que serve, como pelas tostas quentinhas em pão saloio. Isto para não falar dos vários chás da casa e das bebidas com café, servidas em grandes canecas. O espaço tem salas e saletas, algumas só com lugar para duas pessoas, logo, pode bem funcionar como extensão da sua sala de estar.  

Para se aquecer: o chá verde com jasmim, mistura da casa, feito com chá verde da Gorreana. Também vendem para fora. Preço: 2,20€

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Sintra
Dear Breakfast
©Francisco Santos
6/10

Dear Breakfast

Para quem não liga a horários, come o pequeno-almoço à hora do almoço ou do lanche, e gosta mesmo é de ficar a trabalhar num café, não vai ter de andar a passar os cabos do computador, que há muitas tomadas. No Dear Breakfast toda a atmosfera foi pensada ao pormenor para ser uma boa maneira de começar bem o dia: a luz não é agressiva, os aromas são suaves, as cadeiras são em veludo azul e rosa e a música é sempre chill. Pode prolongar (e melhorar) as manhãs de frio, com ovos de todas as maneiras e feitios, tostas e sumos naturais.

Para se aquecer: Há ovos Benedict (ovos escalfados, bacon, molho holandês, 9€), Royal (com salmão, 9€), Florentine (espinafres, croutons, molho holandês, 7€) e Rothko (com um ovo cozinhado no meio de um pão brioche, com chouriço e tomate, 9€), além dos tradicionais ovos mexidos (6€ ou com trufas pretas por mais 4€), cozidos (4,50€) e omeletes (6€). 

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Vertigo Café
Fotografia: Ana Luzia
7/10

Vertigo Café

4 /5 estrelas

Diz-se por Lisboa que um autor da nossa praça escreveu um livro sentado à mesa do Vertigo, no Carmo. Diz-se e não é mentira. Se foi o livro todo ou uma parte não se sabe, mas o café tornou-se, desde que abriu, referência para quem gosta de escrever e trabalhar em sossego. Ajuda o ambiente ser relaxante, ajuda a decoração de madeiras escuras com uma gaiola pombalina na sala dar o tom cosy, ajuda a ementa ser simples e boa. É por isso que uma vez lá dentro, com um bagel de salmão na mão e um copo de vinho à frente, é difícil voltar a querer pôr o cachecol e sair à rua. 

Para se aquecer: a tosta chèvre, com legumes assados e chutney de manga, servida em pão alentejano. Preço: 5,90€ 

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Chiado
Tease
Fotografia: Ana Luzia
8/10

Tease

Quando abriu no Bairro Alto, em 2010, o Tease mostrou aos lisboetas o que eram cupcakes a sério – o que era o red velvet, aliás –, numa onda salão de chá norte-americano. Em 2014, quando se mudou para a Praça da Flores, fez alterações na decoração, mas continuou a ter a palavra “conforto” espalhada por todos os cantos. E o que é que se quer em dias de frio? Pois. A montra está sempre recheada de cupcakes de várias cores e sabores, mas há também cookies, empadas, bruschettas, quiches, waffles e crepes, fazendo deste um sítio perfeito para lanches ou almoços tardios.

Para se aquecer: o Nutella coffee, uma bomba composta de Nutella, café, chocolate e natas. Arrisca? Preço: 3€

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Chiado/Cais do Sodré
The Mill
Fotografia: Manuel Manso
9/10

The Mill

Numa rebuscada associação, a ligação entre o novo The Mill e os países nórdicos poderia ser razão para a nova cafetaria do Poço dos Negros entrar nesta lista (no Norte da Europa faz mais frio, percebe?). Mas não, somos uma publicação muito séria, e o The Mill está aqui porque tem uma oferta da família dos cafés que só de ler aquece o corpo e a alma: bicas, pingados, piccolo lattes, galões, cappuccinos, americanos e mochas. Logo ao lado, desfilam bolos caseiros, como o bolo de laranja e amêndoa ou o brownie de alfarroba. Também serve almoços, na onda do saudável e tem à venda a loiça da casa, desenhada pelos donos. Nem precisa de ir fazer compras para a rua, olhe que sorte.

Para se aquecer: um flat white, uma meia de leite semelhante à nossa, mas na versão australiana (um dos sócios é australiano). Preço: 2,50€

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Chiado/Cais do Sodré
Café O Corvo
Fotografia: Ana Luzia
10/10

Café O Corvo

A principal razão pela qual vai querer procurar O Corvo, na Mouraria, para fugir em dias de frio são os enormes cadeirões de costas altas que estão espalhados pelo espaço. Daqueles cómodos onde só não nos descalçamos e cruzamos as pernas à chinês porque... oh... porque não estamos em casa. Atirem aos clientes uma manta e um chá e eu quero ver alguém ter pressa para pedir a conta. Para comer, recomenda-se que aposte nas focaccias, em especial a de chèvre e presunto e ou de cogumelos e queijo da Ilha, ou que peça as panquecas de aveia. É também um bom sítio para comer brunch, com ovos mexidos, pão, croissant, charcutaria e queijos, sumos e uma bebida quente.  

Para se aquecer: a focaccia de frango panado e cheddar. Na verdade uma enorme sandes de panado, dentro de um pão de ascendência italiana. Preço: 7,50€

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Castelo de São Jorge

Kit anti-frio

As sobremesas mais gulosas para enfrentar o frio

Há brownies com bolas de gelado por cima, cheesecakes com coberturas a pingar de açúcar, pavlovas feitas a partir de suspiros gigantes e mousses de chocolate tão espessas que são capazes de resistir a qualquer intempérie. Fique a conhecer algumas das mais doces sobremesas em Lisboa.   Recomendado: Os três melhores sítios para comer sobremesas com doce de leite

Por Inês Garcia

Especial frio: actividades para crianças em Lisboa dentro de portas

Vamos andar de bicicleta? Não, que o chão está todo molhado. Que tal um piquenique no parque? Dão chuva para a tarde inteira. E se formos todos à praia? Mergulhos, com este frio – nem pensar! Se entreter os miúdos é um desafio nos meses quentes, no Inverno então pode ser um pesadelo. Mas só para quem não se quiser inspirar na nossa lista de atracções indoor em Lisboa, com actividades para crianças em espaços fechados e quentinhos.   Recomendado: Os melhores restaurantes para ir com os miúdos.

Por Vera Moura
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Vaga de frio em Lisboa: o que fazer quando o Inverno aperta

Esplanada, com este frio? Enquanto não chover, somos a favor de esplanadas, e as três que lhe sugerimos já a seguir são aquecidas e até providenciam mantas. Mais quentes são as lareiras que descobrimos e onde vale a pena recuperar a temperatura corporal (os pratos e os cocktails também ajudam, pode confiar). Vá aonde for, importante é estar equipado a rigor. Aproveite os saldos para encher o armário das tendências mais tórridas deste Inverno.  Recomendado: Os três melhores sítios para beber chocolate quente

Por Editores da Time Out Lisboa
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