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Sete cafés em Lisboa para se abrigar do frio

Tostas, chás, cappuccinos. Cadeirões, sofás, mantas. É tudo aquilo com que sonhamos estar rodeados até à Primavera do próximo ano, certo? Estes cafés oferecem o pacote completo

Fotografia: Manuel Manso
The Mill, a nova cafetaria com onda nórdica

Pronto, o Outono já se instalou, já passou o verão de São Martinho... agora é tempo de pôr uma camisola mais quentinha, esquecer as esplanadas por uns tempos e procurar abrigo em cafés acolhedores. Damos-lhe sete ideias, uma por cada dia da semana.

La Boulangerie

O brunch do La Boulangerie, que à data de hoje já tem uma justificada legião de fãs, é uma das razões pelas quais vale a pena procurar este café-pastelaria em dias de frio. A oferta, com pães variados, croissants, queijos, frutas e ovos faz com certeza subir a temperatura do corpo. E o tempo que demora a deitar abaixo tudo o que vem para a mesa surte o mesmo efeito. Depois, e como a fábrica é aberta para a sala de refeições, há aquele cheirinho a croissants e pães acabados de fazer que, se não traz memórias das míticas idas aos bolos fora de horas na adolescência, pelo menos deixa vontade de nunca abandonar o espaço. 

Para se aquecer: o pain au chocolat, acabado de sair do forno, feito como manda a regra, com sticks de chocolate. Preço: 1,80€

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Estrela/Lapa/Santos

Benard

A vida do Chiado não existe sem a Benard; a vida dos lisboetas não existe sem os croissants da Benard. É certo que a concorrência é feroz, que a cidade tem outros exemplares dignos de nota, mas estes continuam a manter-se no Top 5 da cidade. E convenhamos que o programa de comer um croissant – servido com faca e garfo, atenção – soa a Inverno. Até porque com ele vêm os chás e outras bebidas quentes, e vêm, logo a seguir, os pastéis de nata, as argolas de ovo, os quindins, o sortido húngaro (vêm eles e vai-se a dieta). Ah! E os ares de salão de chá centenário também ajudam a aquecer o espírito. 

Para se aquecer: o serviço de café com leite de máquina. À mesa chega uma leiteira e uma cafeteira e só tem de misturar. Uma meia de leite DIY, vá. Preço: 2,95€

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Chiado

Café Saudade

É costume ver o termómetro do carro descer uns graus significativos à medida que se avança IC19 fora, em direcção a Sintra – o mesmo fenómeno acontece no caminho da serra. É também costume que uma boa parte das horas passadas na vila sejam ao ar livre. Quer se escolha o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena ou Monserrate. O Café Saudade é, então, o sítio ideal para um pré ou pós-passeio. Tanto pelos scones XL que serve, como pelas tostas quentinhas em pão saloio. Isto para não falar dos vários chás da casa e das bebidas com café, servidas em grandes canecas. O espaço tem salas e saletas, algumas só com lugar para duas pessoas, logo, pode bem funcionar como extensão da sua sala de estar.  

Para se aquecer: o chá verde com jasmim, mistura da casa, feito com chá verde da Gorreana. Também vendem para fora. Preço: 2,20€

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Sintra

Vertigo Café

Diz-se por Lisboa que um autor da nossa praça escreveu um livro sentado à mesa do Vertigo, no Carmo. Diz-se e não é mentira. Se foi o livro todo ou uma parte não se sabe, mas o café tornou-se, desde que abriu, referência para quem gosta de escrever e trabalhar em sossego. Ajuda o ambiente ser relaxante, ajuda a decoração de madeiras escuras com uma gaiola pombalina na sala dar o tom cosy, ajuda a ementa ser simples e boa. É por isso que uma vez lá dentro, com um bagel de salmão na mão e um copo de vinho à frente, é difícil voltar a querer pôr o cachecol e sair à rua. 

Para se aquecer: a tosta chèvre, com legumes assados e chutney de manga, servida em pão alentejano. Preço: 5,90€ 

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Chiado

Tease

Quando abriu no Bairro Alto, em 2010, o Tease mostrou aos lisboetas o que eram cupcakes a sério – o que era o red velvet, aliás –, numa onda salão de chá norte-americano. Em 2014, quando se mudou para a Praça da Flores, fez alterações na decoração, mas continuou a ter a palavra “conforto” espalhada por todos os cantos. E o que é que se quer em dias de frio? Pois. A montra está sempre recheada de cupcakes de várias cores e sabores, mas há também cookies, empadas, bruschettas, quiches, waffles e crepes, fazendo deste um sítio perfeito para lanches ou almoços tardios.

Para se aquecer: o Nutella coffee, uma bomba composta de Nutella, café, chocolate e natas. Arrisca? Preço: 3€

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Chiado/Cais do Sodré

The Mill

Numa rebuscada associação, a ligação entre o novo The Mill e os países nórdicos poderia ser razão para a nova cafetaria do Poço dos Negros entrar nesta lista (no Norte da Europa faz mais frio, percebe?). Mas não, somos uma publicação muito séria, e o The Mill está aqui porque tem uma oferta da família dos cafés que só de ler aquece o corpo e a alma: bicas, pingados, piccolo lattes, galões, cappuccinos, americanos e mochas. Logo ao lado, desfilam bolos caseiros, como o bolo de laranja e amêndoa ou o brownie de alfarroba. Também serve almoços, na onda do saudável e tem à venda a loiça da casa, desenhada pelos donos. Nem precisa de ir fazer compras para a rua, olhe que sorte.

Para se aquecer: um flat white, uma meia de leite semelhante à nossa, mas na versão australiana (um dos sócios é australiano). Preço: 2,50€

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Chiado/Cais do Sodré

Café O Corvo

A principal razão pela qual vai querer procurar O Corvo, na Mouraria, para fugir em dias de frio são os enormes cadeirões de costas altas que estão espalhados pelo espaço. Daqueles cómodos onde só não nos descalçamos e cruzamos as pernas à chinês porque... oh... porque não estamos em casa. Atirem aos clientes uma manta e um chá e eu quero ver alguém ter pressa para pedir a conta. Para comer, recomenda-se que aposte nas focaccias, em especial a de chèvre e presunto e ou de cogumelos e queijo da Ilha, ou que peça as panquecas de aveia. É também um bom sítio para comer brunch, com ovos mexidos, pão, croissant, charcutaria e queijos, sumos e uma bebida quente.  

Para se aquecer: a focaccia de frango panado e cheddar. Na verdade uma enorme sandes de panado, dentro de um pão de ascendência italiana. Preço: 7,50€

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Castelo de São Jorge

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