Grenache
Rita Chantre | A esplanada do Grenache
Rita Chantre

As melhores esplanadas em Lisboa

Discretas, com música ao vivo ou perfeitas para crianças, nas melhores esplanadas de Lisboa (e arredores) há lugar para toda a gente.

Hugo Torres
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Comer, beber e conviver são verbos que se conjugam melhor ao ar livre. Anda à procura de um restaurante ou um café com esplanada? Numa cidade como Lisboa, com tanto sol, o número de opções é virtualmente infinito. Nos arredores, passa-se o mesmo – em Oeiras, Cascais, Sintra, Almada... O nosso trabalho é dizer-lhe quais são as melhores e mais entusiasmantes esplanadas para 2026. Mais escondidas ou mais animadas, para refeições completas ou copos depois do trabalho, é aqui que gostamos de estar. Se procura os melhores quiosques de Lisboa, é na lista ao lado.

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As melhores esplanadas em Lisboa

  • Sintra

O 1743 afirma-se como um italiano de fine dining com ambição, apoiado na consultadoria de Joachim Koerper, chef do Eleven. A cozinha segue uma linha sofisticada, com técnica apurada e ingredientes de qualidade, elevando clássicos italianos a outro nível. Dos antipasti aos secondi, há um cuidado evidente na execução, com pratos trabalhados e combinações precisas. As sobremesas, assinadas por Cíntia Koerper, mantêm o mesmo rigor. Há ainda menus de degustação que reforçam a dimensão mais gastronómica do projecto.

  • Belém

A esplanada branca, com uma fantástica vista para o rio e uma afinada carta de cocktails – acompanhada por petiscos à altura – é motivo suficiente para parar. Localizada praticamente em cima do Tejo, entre o Museu de Arte Popular e o Altis Belém, funciona como um verdadeiro miradouro horizontal. A arquitectura, leve e transparente, dissolve a fronteira entre interior e exterior e adapta-se ao clima, com coberturas, aquecedores e mantas, se necessário. O serviço acompanha o cenário, tal como a música e a selecção de vinhos. Se andar pela beira-rio, este é um bom sítio para ficar literalmente a ver navios.

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  • Italiano
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Há quem desconfie por achar que é mais um restaurante de hotel, mas se há coisa que não falta a este italiano é identidade. Após uma troca de chef – a cozinha passou para Nuno Costa –, as atenções viraram-se para as massas frescas. Tagliatelle carbonara, tortello de camarão e molho de crustáceos, pappardelle al ragu, gnocchi de pesto e stracciatella, tagliatelle alla puttanesca… Com menu executivo à semana, para seduzir os locais aos fins-de-semana a aposta vai para o menu de partilha com preço definido. Atravessando o restaurante, tem uma tranquila esplanada, que pode ser coberta em dias mais cinzentos.

  • São Vicente 

No Campo de Santa Clara, o Almadrava tem uma belíssima esplanada voltada para o Tejo e o Panteão Nacional. A localização marca o ritmo do jantar, com a luz a mudar ao longo da noite, visível tanto do exterior como através das portas envidraçadas da sala. Este é o segundo projecto de Frederico Frank e Rodrigo Braga, dois brasileiros ligados à cozinha portuguesa, que dividem funções entre cozinha, gestão e sala. O espaço, onde durante décadas funcionou uma casa de bifanas e mais recentemente um restaurante vegetariano, foi renovado com inspiração numa peixaria, tendo uma carta centrada em peixe e marisco.

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  • Marroquino
  • Campolide

A essência de Marrocos encontrou uma nova casa nas Amoreiras, sob a batuta de uma família de Casablanca e a criatividade de um chef português. O Arady, que significa "terras" em árabe, cruza as raízes do norte de África com os sabores portugueses. Num espaço elegante, marcado pelos tons verdes e dourados e pelos candeeiros marroquinos importados, a refeição arranca sempre com o ritual da lavagem das mãos com água de flor de laranjeira. A carta, criada pelo chef Hélder Martins (com passagem por cozinhas Michelin, como o Tavares e o The Fat Duck), assenta numa fusão arrojada. Experimente o camarão à Bulhão Pato com msyer, o arroz de polvo cremoso com sumac ou os ex libris da casa: o couscous de grão e os tagines (de galinha ou borrego). Para fechar em grande, é obrigatório o cheesecake de figos com amlou. À hora de almoço, há um menu executivo que convida a visitas frequentes. À noite, tente ficar na esplanada – fresca, abrigada e com damas-da-noite a dar ao espaço uma nota floral.

  • São Vicente 

De volta ao Cais da Pedra, a Bica do Sapato ganha nova vida — e uma esplanada que acompanha a ambição do projecto. Virada ao Tejo, em dois níveis e com vista desafogada, é um dos grandes trunfos do espaço, agora mais aberto à luz e à cidade. Lá dentro, mantém-se a escala e o impacto, com pé-direito alto, bar em destaque e ambiente pensado para ir além da refeição. Na cozinha, liderada por Milton Anes, a base é portuguesa, com técnica contemporânea e pratos pensados para surpreender sem perder identidade.

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  • Pizza
  • Grande Lisboa

Junto à praia, na Costa da Caparica, a esplanada da Blitz enche-se mal abre portas, mesmo quando o tempo não convida. O ambiente é parte essencial da experiência, numa mistura de locais e estrangeiros que reflecte bem a dinâmica da zona. À mesa, o foco está nas pizzas, com massa bem trabalhada e uma carta curta, entre versões com base de tomate ou de queijo, a que se juntam focaccias e algumas variações sazonais. Obrigatória é a sandes de almôndegas. O forno é o elemento central deste espaço simples e cheio de energia.

  • Belém

Entre a Doca de Belém e o Tejo, o Bonança ocupa a histórica Associação Naval de Lisboa com uma escala que impressiona – e uma esplanada que tira partido directo da água e do movimento da marina. Cá fora, é esse cenário que dita o ritmo; lá dentro, o olhar perde-se no mural de 1940 que domina a sala de pé-direito altíssimo. A cozinha segue a mesma lógica de viagem, com base em peixe e marisco e influências subtis de outras geografias, dos crus aos arrozes mais trabalhados. Com espaço amplo, várias zonas e ambiente que evolui pela noite dentro, é daqueles sítios onde a esplanada é só o início.

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  • Cascais

Em plena Avenida Valbom, dificilmente haverá alguém em Cascais que não conheça a Casa da Pérgola, uma bonita mansão centenária protegida por um jardim. Do lado de fora do portão, sempre se tiraram fotografias à fachada, que se destaca também pelos azulejos pintados à mão, mas foram raras as vezes em que se transpôs essa barreira, mesmo que ali exista um pequeno hotel com apenas 12 quartos. Até agora. O Bougain Restaurant & Garden Bar abriu no piso inferior da Casa da Pérgola com uma esplanada que ocupa de forma discreta o jardim e onde se está muito bem. A carta é de clássicos, o serviço atento.

  • Cascais

A empresária Viviane Rocha recuperou um espaço histórico de Cascais, apostando numa cozinha portuguesa com influências mediterrânicas e foco na qualidade da matéria-prima. O projecto mantém a identidade tradicional da casa, com pratos clássicos reinterpretados, supervisão do chef Benjamin Villaças e ambiente pensado para encontros demorados. 

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  • Bairro Alto

Um oásis. É assim que Fernão Gonçalves apelida o pátio onde fica a esplanada do Clara Café – e não está errado. Afinal, onde vamos encontrar um sítio mais calmo, escondido e sombreado por um limoeiro, no centro da cidade? O projecto é da autoria do barman e de Diogo Noronha e fica dentro do centro cultural da Brotéria, no Bairro Alto. A carta é “all day”, com pequenos-almoços, almoços e lanches. No centro da proposta gastronómica está a sazonalidade, aliada à preferência pelos produtos nacionais. Há tostas, torradas, saladas e bowls.

  • Italiano
  • Cascais

Em Cascais, há uma varanda que se tornou rapidamente um lugar de eleição. A esplanada do Corleone, virada para a Baía, é hoje um dos lugares mais disputados da vila, com vista aberta e ambiente de fim de tarde que puxa por um copo na mão. O cenário, com cores vivas mas elegantes, prolonga-se para dentro, num espaço inspirado pelo Sul de Itália. À mesa, a carta segue o cânone, entre antipasti, primi, secondi e dolci, com receitas tradicionais bem executadas. Mas é cá fora, diante do mar, que tudo parece saber melhor.

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  • Comida de rua
  • Alcântara

O Estádio da Tapadinha é a casa do Atlético Clube de Portugal, fundado em 1942. Desde 2025 que é também a morada da Curva, um projecto de street food e copos que ocupa a fan zone do estádio. O apelo gastronómico vai além da massa de adeptos do clube. No recinto, encontra o barbecue americano do KAU, a Vetrina, com schiacciatas toscanas e pizzas, ou a Trifana do chef Vasco Lello. Espere também deparar-se com música ao vivo e DJ sets.

  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

No Jardim do Campo Grande, o Giro’Giro tem uma das esplanadas mais generosas e versáteis da cidade. Estamos na Casa Raul Lino, antigo balneário, antigo edifício devoluto, antigo gastrobar de conservas, hoje restaurante de inspiração italiana. É possível entrar e comer lá dentro, mas porquê? Rodeada de árvores, a esplanada é um espaço para dezenas de pessoas e ligação directa à relva. É o tipo de sítio onde os miúdos podem correr e brincar enquanto os adultos ficam à mesa. O ambiente é descontraído, muitas vezes com música ao vivo ou DJ sets, e há até um postigo virado para o exterior para facilitar os pedidos. À mesa, a proposta é leve e acessível, com pinsas romanas, saladas e cocktails.

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  • Atracções
  • Parques e jardins
  • Lisboa

Escondida no jardim do Goethe-Institut, no Campo Mártires da Pátria, há uma esplanada que continua a ser um segredo bem guardado. De acesso livre, ocupa um espaço verde amplo, com recantos tranquilos e sombra garantida pelo dragoeiro centenário e por árvores de grande porte. Nos dias em que não há programação – concertos, cinema ou outras iniciativas culturais –, o sossego é parte do encanto. O café acompanha com propostas simples, incluindo algumas especialidades alemãs. Um verdadeiro refúgio na cidade.

  • Cafés em parques
  • Benfica/Monsanto

No Parque da Serafina, o Green House aproveita o cenário natural para criar uma esplanada pensada para todas as idades. Integrado no HelloPark, funciona como ponto de paragem enquanto os miúdos brincam, mas também como destino em si, com mesas ao ar livre, sombra e um ambiente descontraído, sempre com música a ditar o ambiente (incluindo, por vezes, DJ sets). O projecto é de Dave Palethorpe (Cinco Lounge) e Jamile Freire, e aposta em cocktails simples, sumos frescos, bruschettas e saladas, numa lógica leve e acessível. Entre árvores e com espaço de sobra, é óptimo para os dias de muito calor.

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  • Haute cuisine
  • Castelo de São Jorge

Aberto desde 2019, o Grenache começou por se destacar pela cozinha de matriz francesa, cheia de técnica e elegância. Mas, à medida que os anos passam e o chef Philippe Gelfi e a mulher Matshaya Pinto vão percorrendo o país, a carta vai se transformando e adquirindo um toque inequivocamente português. Não faltam por isso produtos locais (e sazonais) aos dois menus de degustação (oito e 12 momentos), onde se podem encontrar pratos com cavala, porco preto, cabeça de xara, espargos, arroz carolino, funcho ou ginja. Com um serviço irrepreensível e uma invejável carta de vinhos (e secção de champanhes à altura), o Grenache tem uma estrela Michelin desde 2025. Nos meses frios, os clientes ficam na pequena sala com vista para a cozinha. Durante a estação quente, as mesas passam para o exterior, no Pátio de Dom Fradique, junto ao Castelo de São Jorge. Apesar de ser uma zona de passagem, fica escondida do caos turístico, é fresca, sossegada e, sem dúvida, uma das melhores esplanadas de Lisboa.

  • São Vicente 

Para o melhor hambúrguer da cidade, uma grande esplanada. No Cais da Pedra, mesmo ao lado do Lux, as mesas do novo Ground Burger estendem-se quase até ao Tejo, com vista aberta e sol a acompanhar. Lá dentro, o espaço é amplo, com um balcão cheio de torneiras de cerveja e cozinha aberta para a sala. O foco é o que conhecemos da casa-mãe, junto à Gulbenkian: hambúrgueres em pão brioche feito ali mesmo, ligeiramente tostado, e carne Black Angus, do clássico cheeseburger ao Ground Burger e ao mais intenso chilicheese. Porém, há novidades que só em Santa Apolónia se podem provar, com destaque para o mac n’ cheese com seis tipos de queijos diferentes, entre cheddar, gruyère e roquefort.

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  • Indiano
  • Chiado

No Chiado, o Gunpowder tira partido de uma rua pedonal (Rua Nova da Trindade, a “rua azul”), onde as mesas ao ar livre ganham vida nos dias de sol. É aí que melhor se percebe o ambiente descontraído desta casa nascida em Londres, que foge aos clichês da cozinha indiana com uma carta pensada para partilhar, dos pequenos pratos às combinações mais compostas. Entre o movimento da rua e o vai-e-vem dos pratos para a mesa, é um daqueles sítios seguros para ficar sem pressa, prolongar a conversa e a tarde até à noite.

  • Mediterrâneo
  • Grande Lisboa

Os irmãos Nicolas, Nini e Romain Sainte-Claire Deville transformaram as dunas da Costa da Caparica num destino cheio de pinta, com a felicidade como política da casa. O que era um bar de praia foi transformado num restaurante de primeira linha, que não se esgota no Verão. Um espaço gregário que reúne banhistas, gastrónomos, boémios e desportistas. Com uma estética em que saltam à vista os tectos de plumas e os sofás com motivos étnicos, o Irmão alia uma forte dinâmica de festas e DJs a uma carta de matriz mediterrânica, servida tanto nos decks de madeira como nas zonas "privadas" na areia, pensadas para grupos (os Lounge para três a seis pessoas, os Le Salon para sete a dez). Conte com ostras, dadinhos de tapioca, carpaccio de lírio, peixe do dia, polvo zarandeado, ananás maturado grelhado, pizzas artesanais e cocktails de autor. Também não falta por aqui uma zona de desporto, com aulas que vão do yoga ao cycling (sim, em cima da areia). Tudo enquadrado por uma preocupação obsessiva: a sustentabilidade e a preservação da praia e da natureza à volta.

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  • Oeiras

Com o mar mesmo ao lado, o Madrasta ocupa um dos cenários mais agradáveis de Paço de Arcos e tira partido disso com duas zonas de esplanada distintas. A principal estende-se no piso térreo, integrada no verde do jardim, enquanto o rooftop acrescenta altura e vista, ideal para um copo ao final do dia. O projecto do grupo Non Basta mantém um registo leve e descontraído, com espaço também para famílias (as crianças podem brincar à vontade no parque infantil). À mesa, surgem pizzas de fermentação lenta, leves e crocantes, e massas feitas com pasta fresca, num menu pensado para acompanhar o ambiente e a localização.

  • Cafés
  • Avenidas Novas

O café não tem de ser sempre a mesma coisa. Pode ser muito mais do que uma bebida com gelo, leite ou bebida vegetal. Pelo menos, essa é a filosofia de Sia Fung, a jovem por trás do MAS. Abriu em Março de 2025, na Avenida Duque de Ávila, com café de especialidade e brunch. Mas não se deixe enganar pela simples descrição, este sítio não é como todos os outros. As combinações de café irreverentes, pensadas ao detalhe, certamente impressionarão os mais cépticos. Não se preocupe, há também cold brews, macchiatos e espressos, tudo para experimentar ao ar livre.

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  • Cervejaria artesanal
  • Marvila

Não será exagero dizer que há poucas esplanadas como esta. Cheias de onda, com espaço, boa comida e boa cerveja e ainda um parque infantil para os mais pequenos – e quando o calor aperta o tanque pode transformar-se numa espécie de piscina e tudo. Na cozinha, Pedro Abril nunca desilude com as suas propostas fora da caixa. Para beber, mais de uma dezena de opções de cerveja artesanal, não fosse esta também a fábrica da Musa. À noite, a esplanada é perfeita para aquelas pausas entre passos de dança na pista.

  • Português
  • Grande Lisboa

O Ponto Final é um pequeno restaurante plantado à beira-rio cujo principal chamariz é a sua grande esplanada com vista frontal sobre Lisboa. É por ela que tanta gente atravessa o Tejo de cacilheiro e faz o resto do percurso a pé até aqui. Com (muita, muita) sorte, a famosa mesa amarela do pontão, mesmo em cima da água, está vaga. No menu, bem português, destaque para os arrozes, para o peixe fresco, as pataniscas ou os pezinhos de coentrada. Com (muita, muita) sorte, é dia de arroz de cabidela e rojões à moda de Viana do Castelo.

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  • São Vicente 

No Miradouro da Senhora do Monte, o Secret Garden faz jus ao nome: um jardim escondido, em socalcos, que vai revelando diferentes ambientes à medida que se sobe. A esplanada espalha-se por esses vários níveis, sempre com vista desafogada sobre a cidade e um ambiente que oscila entre o relaxado e o festivo. Há música quase constante, entre DJs, concertos e outros programas, que dão ritmo ao espaço. Para comer, a proposta é simples, com focaccias e pequenos petiscos, e há ainda uma micro galeria. Até às 17.00 é livre; depois, funciona em regime de associação (a quota anual custa cinco euros).

  • Português
  • Oeiras

As regras são simples: chegar, sentar, comer e aproveitar. No Sítio de Gente Feliz, em Porto Salvo, quer-se isso mesmo, pessoas felizes. Já por isso, ninguém escolhe o que vem para a mesa, para evitar discussões. O segredo é confiar em Miguel Gonçalves, que já cá anda há algum tempo e sabe o que faz. O foco está na boa matéria-prima e depois é o que lhe vier à cabeça no dia. A comida é de tacho, de forno e a conta é sempre certa, 25€, com bebida, café e diferentes entradas incluídas e sobremesa – uma fartazana! Só está aberto ao almoço e durante a semana e o melhor é não se aventurar a aparecer sem reserva.

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  • Cascais

Criado pelo russo Evgeniy Zhukov, que se apaixonara por Cascais oito anos antes, o ULU é um restaurante de brunch internacional que serve diferentes pratos (dos ovos às bowls, das panquecas a refeições compostas e saudáveis, passando por especialidades mais tradicionais de diferentes países), de manhã até ao final da tarde. Fica na Quinta da Bicuda, com uma ampla esplanada, e também primam pelo café de especialidade (que, aliás, vendem para quem quiser levar para fazer em casa). Com o objectivo de construir uma comunidade local, promovem aulas de yoga no campo de futebol que fica mesmo em frente.

  • Português
  • Benfica/Monsanto

Antes de mais um aviso: há poucos restaurantes tão benfiquistas como este. Nas paredes, há fotografias de velhas glórias, recortes de jornais, cachecóis, camisolas e umas quantas águias, obviamente. O aviso serve a quem esta informação poderá servir de entrave. Acontece que, se se deixar levar por isso, poderá perder um belo repasto. No Zé Pinto, a grelha é certeira, tanto para peixe como para carne, e estão sempre a sair travessas de coelho, iscas e secretos, mas há um prato que se destaca: o entrecosto grelhado com batatas fritas. E se está a pensar que esta frase é um elogio ao entrecosto, é porque ainda ferrou o dente nestas batatas fritas. Com o Calhariz Velho reabilitado, a esplanada tornou-se ainda mais apetecível.

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  • Belém

Há poucas esplanadas em Lisboa com esta escala – e ainda menos com o Tejo mesmo em frente. Em Belém, a ZeroZero ocupa o antigo Espelho d’Água com uma área generosa que se estende para o exterior, que convida a ficar. O espaço recupera um edifício histórico de traço modernista e devolve-lhe movimento com uma proposta italiana centrada em pizzas, pastas e charcutaria. A esplanada foi ampliada, inclui uma zona de gelataria e funciona em serviço contínuo, o que a torna especialmente prática a qualquer hora do dia.

  • Alfama

Junto ao Terminal de Cruzeiros, o Zunzum mostra o lado mais descontraído de Marlene Vieira – e tem uma óptima e espaçosa esplanada para se viver assim mesmo. Estamos no domínio da alta-cozinha, sem os formalismos nem os preços proibitivos. As técnicas são do mundo, mas os ingredientes e os sabores são bem portugueses. A filhós de berbigão à Bulhão Pato é disso bom exemplo. É habitual a chef testar aqui ideias que podem chegar ao Marlene, estrela Michelin na porta ao lado. O que também acontece amiúde no Zunzum são jantares especiais com chefs e restaurantes convidados. Tudo num registo despretensioso.

Restaurantes em Lisboa

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