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Oito coisas para fazer sozinho em Lisboa

Sozinho na cidade? Não entre em pânico

Fotografia: Arlindo Camacho

Dispa o pijama, saia de casa e aproveite para passar tempo de qualidade com a pessoa mais importante da sua vida: você. Damos-lhe oito motivos para celebrar a cidade de forma ímpar, sem nunca se sentir sozinho. Vale tudo menos dar de comer aos pombos (não faça isso, é deprimente).

Oito coisas para fazer sozinho em Lisboa

1

Peça o tiramisù do Bella Ciao

Sem ter de dividir com ninguém.

Esta mania de dividir as sobremesas tem de acabar. O mal está instalado de tal maneira que há muitos empregados que trazem duas colheres por cada mousse de chocolate que se pede, tentando vergar o nosso egoísmo com o sentimento de culpa: “Vai mesmo comer isso tudo?”. Quem come sozinho não tem de passar por este vexame, por isso aproveite para ir ao Bella Ciao e ter um momento de onanismo gastronómico. Peça o tiramisù (4€), para muitos o melhor de Lisboa – não é por acaso que muitos clientes, ao chegar ao restaurante, pedem logo para reservar uma fatia. É feito todos os dias e por isso extraordinariamente fresco, fofo, com um vincado sabor a cacau e café.

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Chiado
2

Coma uma sopa chinesa do Primeiro Esquerdo

E sorva ruidosamente os noodles.

Respeite os costumes locais, coma a sopa com a cara em cima do caldo e sem vergonha do “schlep, schlep” e outras onomatopeias produzidas pelo sorver da massa. O restaurante fica no primeiro esquerdo do número 12 da Rua Fernandes Fonseca, mesmo ao lado do Martim Moniz. Antes de comer a sopa é preciso subir umas escadas e passar por um cabeleireiro movimentadíssimo. Depois é escolher uma das mais de oito variedades – massa de arroz, massa de ovo, carne de vaca, porco, tripas e marisco estão entre as opções – e fazer da sua camisa um Jackson Pollock. Não esquecer o picante, fortíssimo, que deve servir como combustível de foguetões.

Preços: entre 5€ e 6€ a sopa.

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Martim Moniz
3

Sente-se ao balcão da Cevicheria

É um dos balcões mais bonitos de Lisboa e um dos restaurantes mais agitados da capital. Arranjar lugar é difícil, mas você está cheio de sorte – está sozinho. Ao balcão, à sombra de um polvo gigante, pode assistir à agitação do Príncipe Real e à azáfama da cozinha: os ceviches, as causas e outros pratos são montados mesmo ali à nossa frente. Prove o ceviche puro, feito com peixe branco da época e leite de tigre (12,40€) e beba um pisco sour, bebida tipicamente peruana feita à base de aguardente, lima, xarope de açúcar e clara de ovo.

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Princípe Real
4

...ou ao balcão da Sala de Corte

O balcão desta steakhouse é um bom sítio para ficar sozinho a mastigar. Se não tem apetite para o bife da vazia, o chuletón ou a picanha, prove os croquetes com mostarda Dijon (4,90€ por três), o prego (12€ o da vazia), o hambúrguer de novilho (12€) ou o indispensável bitoque (12€). Para matar a sede há cerveja artesanal da marca Brewdog.

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Cais do Sodré
5

Experimente vinhos portugueses nas salas de prova da Vini Portugal

Mas não se enfrasque.

Imagine este cenário: tem a tarde toda para si e apetece-lhe beber um copo, mas não quer ir para um restaurante e os bares ainda não estão abertos. Se se vir neste filme então o ideal é ir à sala de provas da Vini Portugal. À entrada compra um cartão que pode carregar com dinheiro (uma espécie de Lisboa Viva do vinho) e usá-lo numa máquina que serve vinhos portugueses a copo a preços muito convidativos: o mais barato custa 0,50€. Seja responsável, beba com moderação. Não há ninguém para o amparar.

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Santa Maria Maior
6

Beba um café

E leia os jornais do dia nestes cafés.

O Kaffehaus, no Chiado, é o sítio mais chique onde pode ser visto a folhear A Bola. Fique a par do drama Sporting versus Matemática (18 ou 22 títulos?) enquanto bebe um kleiner schwarzer – não se assuste com o nome, é um café normal. Em Campo de Ourique pode explorar a pilha de jornais e revistas do Rés Vés, que inclui a Monocle e outras publicações com as quais queremos ser vistos. Nos Anjos, o Brick tem, entre várias revistas, esta que você está a ler agora. Se por acaso está no Brick a lê-la neste preciso momento sorria perante o improvável alinhamento có(s)mico.

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Chiado
7

Cogite sobre as grandes questões da vida

Nestes jardins.

Reflicta sobre a conjugação do verbo "cogitar" e outras temas fracturantes no Jardim do Torel, o único da cidade com bancos de jardim individuais, uma peça de mobiliário urbano que serve também de metáfora para todo este tema. Em alternativa pode experimentar o Jardim da Cerca da Graça, inaugurado no ano passado, ou ir ver os patos ao Jardim Gulbenkian (mas mais uma vez, não os alimente).

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real
8

Compre umas plantas

Fazem muita companhia.

Dizem que as plantas crescem mais saudáveis e viçosas se falarmos com ela. Se quer experimentar este método de jardinagem, tudo bem. Só não faça isso ao pé de outras pessoas ou em jardins públicos. É estranho. Mas se está sozinho em Lisboa aproveite para ir ver os verdes do Horto do Campo Grande e escolher a planta que se adapta melhor ao seu estilo de vida. Os empregados têm todo o gosto em ajudá-lo a perceber se é uma pessoa de agapantos, um homem de nenúfares ou uma mulher de cactos.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

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