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Séries para ver em Janeiro de 2023
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‘The Last of Us’, ‘That 90’s Show’ e outras séries para ver em Janeiro

True crime, sobrenatural, distopia pós-apocalíptica, psicodrama, acção, aventura, época e comédia. Há de tudo nas séries para ver em Janeiro. Até nostalgia.

Hugo Torres
Escrito por
Hugo Torres
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Houve um tempo em que Ashton Kutcher e Mila Kunis eram um casal, um tempo muito antes de o serem. Um tempo anterior a Efeito Borboleta, a Jobs. Anterior a Cisne Negro, a Um Belo Par... de Patins. Um tempo em que faziam o casal de adolescentes descerebrados e o mundo era simples, resumindo-se a conversas numa cave alimentadas a erva, cerveja e à partilha da miríade de pensamentos profundos que estas duas substâncias fomentam entre amigos. Esse era o tempo de That 70's Show e não volta para trás. O tempo avança. Embora, neste caso, avance para trás – para os anos 1990, com uma nova geração a ocupar o piso inferior da casa dos Foreman. É possível voltar a uma sitcom em que já fomos felizes? A Netflix paga para ver. Ainda assim, não tanto como a HBO para recriar o popular videojogo The Last of Us, naquela que deve ser a produção televisiva mais exuberante deste início de 2023. Veremos. Mas as opções não se esgotam entre o abismo e a nostalgia. Há outras boas promessas. Estas são as 12 séries que queremos ver em Janeiro.

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14 séries para ver em Janeiro

1. MADOFF: O Monstro de Wall Street

Joe Berlinger, um dos realizadores do aclamado Paradise Lost 3: Purgatory, e de quem ainda recentemente vimos Conversations with a Killer: The Jeffrey Dahmer Tapes, traz-nos uma minissérie documental sobre o homem que personificou todos os males de Wall Street: Bernie Madoff. Com “acesso sem precedentes” a vítimas, denunciantes, colaboradores, investigadores e vídeos inéditos com depoimentos do próprio gestor financeiro, conta em quatro episódios como foi possível montar uma operação fraudulenta no valor de 64 mil milhões de dólares. Uma pista: Madoff não o fez sozinho. Poderá voltar a acontecer?

Netflix. Estreia a 4 de Janeiro

2. Copenhagen Cowboy

O dinamarquês Nicolas Winding Refn, que conhecemos como realizador de Drive – Risco Duplo ou O Demónio de Néon, continua a expandir o seu universo noir na televisão. Após Too Old to Die Young (Amazon Prime Video, 2019), leva-nos ao submundo criminoso de Copenhaga. Nele, encontramos Miu (Angela Bundalovic), que procura justiça e vingança depois de anos a servir uma organização desconhecida. Com a sua némesis, Rakel (Lola Corfixen), embarca no que se anuncia como uma “odisseia pelo natural e o sobrenatural”.

Netflix. Estreia a 5 de Janeiro

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3. The Rig

Thriller de pendor sobrenatural, esta série escrita pelo argumentista, romancista e poeta escocês David Macpherson coloca os trabalhadores de uma plataforma petrolífera numa embrulhada de que não podem nem sabem escapar. Um inexplicável fenómeno deixa-os cobertos numa misteriosa névoa que lhes corta as comunicações com a terra e os faz entrar em parafuso. A equipa divide-se e a sobrevivência de todos e de cada um é cada vez mais incerta. Com Iain Glen (A Guerra dos Tronos) e Emily Hampshire (Schitt’s Creek).

Amazon Prime Video. Estreia a 6 de Janeiro

4. Souls

Quando Jacob (Aaron Kissiov) salva a mãe, Hanna (Brigitte Hobmeier), e outros de morrerem afogados, após um acidente de viação, o jovem passa a ser considerado um herói. Mas a partir daí tudo muda. Começa a ter flashbacks estranhos, de uma realidade que não reconhece, e tem uma revelação surpreendente – esta não é a sua primeira vida. Ele era o piloto do voo 2205 que se despenhou no mar anos antes. O tempo dobra-se sobre si mesmo, o que, juntamente com o facto de a série assinada por Alex Eslam ser falada em alemão, traz inevitáveis ecos de Dark. Um mistério para ser desvendado em oito episódios.

SkyShowtime. Estreia a 7 de Janeiro

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5. Cara a cara

Oito episódios curtos (30 minutos) narrados em tempo real sobre uma psicóloga, Susanne Egholm (Trine Dyrholm, Um Caso Real), que está a investigar a morte da própria filha. Aos poucos, e com novas personagens a serem apresentadas em tensas sessões, o caso vai se deslindando neste thriller criminal nórdico cujo elenco conta também com Ulrich Thomsen (Shining Girls) e Søren Malling (Borgen). Há duas temporadas para ver.

Filmin. Estreia a 10 de Janeiro (T1-2)

6. The Last of Us

É o acontecimento televisivo deste Inverno. Adapta o videojogo com o mesmo nome e, antes de mais, faz de Pedro Pascal (The Mandalorian) o actor mais bem pago do pequeno ecrã – 600 mil dólares por episódio, vezes dez, é fazer as contas. Diz-se ser a maior produção alguma vez rodada no Canadá. Pascal é Joel, contrabandista a quem é confiada a impossível tarefa de atravessar uns EUA pós-apocalípticos com Ellie (Bella Ramsey). Esta jovem de 14 anos pode ser chave para criar uma vacina e salvar a humanidade.

HBO Max. Estreia a 16 Janeiro

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7. Bem-vindos ao Chippendales: Clube de Sedução

Indiano ambicioso nascido em 1946, Somen Banerjee cedo emigrou para Los Angeles à procura do sonho americano. Fez-se empreendedor em 1975, mas só quatro anos mais tarde investiu na ideia que o haveria de catapultar, uma trupe de striptease exclusivamente masculina: os Chippendales. No entanto, esta história de sucesso não se conta sem desavenças, fogos postos, homicídios e suicídios. Criada por Robert Siegel (sim, o mesmo de Pam & Tommy) e protagonizada por Kumail Nanjiani, esta minissérie baseada em factos reais conta também com Murray Bartlett, Juliette Lewis e Annaleigh Ashford.

Disney+. Estreia a 11 de Janeiro

8. Vikings: Valhalla

Com a queda de Kattegat, os três heróis deste épico milenar são obrigados a fazer-se à estrada. Leif Eriksson (Sam Corlett), figura mítica da história viking, e o príncipe noruguês Harald Sigurdsson (Leo Suter) vão para um lado; e a irmã de Leif, Freydís Eiríksdóttir (Frida Gustavsson), para o outro. E vão ter de abandonar os seus amados fiordes em direcção à Pomerânia, no sul do Báltico, numa trupe de nobres, astrónomos muçulmanos e vigaristas.

Netflix. Estreia a 12 de Janeiro (T2)

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9. Hunters

Os caçadores de nazis na Nova Iorque dos anos 1970 estão de volta para a segunda e derradeira temporada deste thriller conspiracionista, Al Pacino incluído. Este dá corpo ao antigo líder do grupo, que tenta travar os planos para a criação de um Quarto Reich nos EUA. Agora, e após um conjunto de missões falhadas, têm diante de si o maior dos desafios: Adolf Hitler está vivo e perdura algures na América do Sul. Vai ser preciso apanhá-lo e servir-lhe uma vingança, senão fria, com muito humor negro.

Amazon Prime Video. Estreia a 13 de Janeiro (T2)

10. That 90’s Show

Hello, Wisconsin!... Está de volta a sitcom que deu a conhecer Topher Grace, Mila Kunis, Ashton Kutcher e Laura Prepon. De volta, se descontarmos o avanço inexorável do tempo. Se não, bom, tecnicamente é um spin-off centrado em Leia Forman (Callie Haverda), que vai passar o Verão de 1995 a casa dos avós. E essa é a boa notícia: enquanto os restantes elementos do elenco original se limitam a participações especiais, Kurtwood Smith e Debra Jo Rupp tornam a dedicar-se de corpo e alma ao rezingão Red Forman e à estridente Kitty.

Netflix. Estreia a 19 de Janeiro

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11. Truth Be Told

Nichelle Tramble Spellman (The Good Wife), a criadora, continua como produtora executiva, mas à terceira temporada entrega a cadeira de showrunner a Maisha Closson (The L Word: Generation Q). É ela quem vai explorar a próxima história protagonizada por Poppy Scoville-Parnell (Octavia Spencer), autora de um podcast de true crime que faz tudo o que seja necessário para chegar à verdade dos factos. No novo caso, a sua personagem de interesse é Eva (Gabrielle Union), uma directora de liceu envolvida num problemático imbróglio.

Apple TV+. Estreia a 20 de Janeiro (T3)

12. Extraordinary

Jen (Máiréad Tyers, Belfast) tem 25 anos e é a única adulta à face da Terra sem super-poderes. Nesta colorida comédia, cada um desenvolve o seu assim que completa 18 anos, mas não a nossa protagonista, que está à deriva e desesperançada com a condição menor a que se sente votada. Os amigos de Jen – que incluem um gato vadio de nome Jizzlord – amparam-na e tentam ajudá-la a descobrir o bendito dom. Mas talvez não haja solução. E talvez a angústia seja dispensável: afinal, o que há de mau em ser apenas ok?

Disney+. Estreia a 25 de Janeiro

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13. Shrinking

Com 1923 (SkyShowtime) ainda a decorrer, eis uma nova série com Harrison Ford. Quase diríamos que o actor de 80 anos tomou o gosto ao streaming. Aqui interpreta um terapeuta enlutado, Phil Rhodes, que por isso decide ignorar tudo o que aprendeu e cumpriu ao longo da carreira, passando a dizer aos seus pacientes exactamente aquilo que pensa. Em termos éticos, não se aconselha. Na prática, vai criar um dínamo de mudança nas vidas de todos os envolvidos, inclusive a dele próprio. Também com Jason Segel e Jessica Williams.

Apple TV+. Estreia a 27 de Janeiro

14. A Vida Mentirosa dos Adultos

Com 12 anos de idade, Giovanna ouviu o pai dizer que ela estava a ficar muito parecida com a tia Vittoria. Um nome que em sua casa era associado a “feiura e maldade”, “que soava como o de um ser monstruoso que mancha e infecta os que toca” lê-se no livro A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante. Ora, este é o ponto de partida para o desenrolar da trama (e do drama) do livro de Ferrante, cuja adaptação chega à Netflix a 4 de Janeiro. Passada na Nápoles dos anos 90, a série acompanha a jovem Giovanna, enquanto esta procura o seu lugar no mundo, dividida entre as diferentes realidades sociais da cidade italiana. Entre a Nápoles dos bons costumes – que apresenta uma máscara de decência, mais requintada, e onde cresceu – e a Nápoles do submundo, um lugar decadente, de excessos e, à partida, mais trivial. É aí que a jovem procura a tia que o pai diz ser parecida com ela, nesta história de transição da infância para a adolescência e de busca pela identidade.

Netflix. Estreia a 4 de Janeiro (T1)

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Renata Lima Lobo
Jornalista

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