As melhores coisas para fazer sozinho no Porto

Preparámos para si (mesmo só para si) uma lista de coisas para fazer no Porto sem levar companhia – e garantimos que não vai sentir falta dela

©Marco Duarte

Às vezes não há como uma tarde, ou mesmo um dia inteiro, sem ninguém por perto. É para esses dias que esta lista das melhores coisas para fazer sozinho no Porto dá jeito. E acredite: com tanta coisa para ocupar o tempo e a mente não vai sentir falta de companhia nenhuma.

As melhores coisas para fazer sozinho no Porto

Leve os livros a apanhar ar
© João Saramago
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Leve os livros a apanhar ar

Ler é das melhores actividades para se fazer sozinho. Junte o útil ao agradável e, nos dias de sol, aproveite para se instalar num banco de jardim com o livro aberto. Assimila vitamina D, cultiva-se e respira ar puro (dentro do possível). Os Jardins do Palácio de Cristal, o Jardim Botânico, Serralves, o Parque do Carriçal (perto do Norteshopping) e o Jardim das Virtudes (na fotografia), são algumas das nossas sugestões. Se preferir o cheiro a mar pode sempre ir para a marginal de Leça, de Matosinhos, ou para a Foz. Vá também buscar inspiração ao site Acordo Fotográfico, onde Sandra Barão Nobre publica fotos e conversas de leitores que apanha na rua.

Respire o Porto nos melhores miradouros da cidade
©João Saramago
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Respire o Porto nos melhores miradouros da cidade

Sim, já se sabe que toda a gente sabe que o Porto é bonito todos os dias. Mas, de tão habituado que se possa estar, muitas vezes não se dá o devido valor. Sugerimos, portanto, que aproveite ao máximo as vistas sobre a cidade a partir do Jardim do Morro, em Gaia (há o mito urbano de que é de lá que se vê o melhor nascer do sol) ou do Miradouro da Vitória (na foto).

Beba uma cerveja artesanal nos melhores bares de cerveja da cidade
©João Saramago
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Beba uma cerveja artesanal nos melhores bares de cerveja da cidade

A cerveja artesanal é mais do que uma moda e a lista dos melhores bares de cerveja no Porto já vai longa. Há espaços espalhados por toda a cidade – o que é bom, claro. A Letraria, o Catraio e a Fábrica da Picaria são alguns exemplos.

Instale-se em cafés com leitura
©João Saramago
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Instale-se em cafés com leitura

Se não gosta de andar com livros na mala mas gosta de ler enquanto bebe o seu sumo ou chá, instale-se em cafés que tenham livros, revistas e jornais.

A Casinha Boutique Café tem uma sala de leitura com revistas e livros de filosofia, culinária, psicologia, moda, romances, policiais ou eróticos.

O Brick Clérigos (na foto) é o sítio 
ideal para ir sozinho.
 Os funcionários são particularmente simpáticos, parece que está quase dentro da cozinha e há várias coisas para fazer: percorrer revistas e jornais, ler livros de receitas ou pegar em canetas e preencher livros de colorir. É quase como se estivesse em casa de amigos (numa casa de amigos em Brooklyn, Nova Iorque, se a imaginação ajudar), com a vantagem de ter pratos-capa-de-revista (pela qualidade dos produtos e pela aparência), como as tábuas de peixe, queijos
 e vegetariana, as tostas
 e as sobremesas.


Na Casa do Livro, na zona dos Clérigos, há armários cheios de livros e cadeirões onde pode esticar as pernas.

Partilhe mesa num restaurante
Fotografia: João Saramago
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Partilhe mesa num restaurante

Fazer uma refeição sozinho tem inúmeras vantagens. Dá para ler as últimas do dia, fazer as listas necessárias (de tarefas quotidianas, de supermercado, do que fazer pelo menos uma vez na vida), ouvir as conversas do lado, por aí fora. E depois há as mesas partilhadas. É o caso da Cantina 32 (na foto), restaurante do chef Luís Américo. Há uma mesa corrida em frente à cozinha e a ideia é mesmo sentar-se ao lado de um perfeito desconhecido. O mesmo acontece na pizzaria Casa d’Oro, e aqui a vista para o rio pode ser um bom desbloqueador de conversa. Se não se importa de ouvir as conversas dos outros... Bom apetite.

Vá pescar para o Rio Douro
©João Saramago
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Vá pescar para o Rio Douro

É verdade que uma boa cana, iscos, linhas e anzóis podem chegar aos 250€, mas um iniciado precisa de muito pouca coisa, além de uma boa dose de paciência. Com as condições reunidas, aventure-se numa manhã de sol e sente-se na marginal do Porto ou de Gaia. Como prémio pode levar para casa solhas, enguias, linguados e robalos. Mas não se aventure sem a devida papelada no bolso: primeiro necessita de obter uma licença que, para o Douro, custa 8€ e vale por um ano.

Corra ao ar livre
© Marco Duarte
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Corra ao ar livre

Aperte as sapatilhas e conheça os melhores sítios para correr no Porto

Cumpra os clichés da cidade
©Marco Duarte
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Cumpra os clichés da cidade

Toda a gente ouve falar deles mas não serão assim tantos os portuenses que já os experimentaram. Nem quando os amigos de Erasmus os vieram visitar. Estamos a falar de três obrigações:

1) Subir à Torre dos Clérigos, que já passou os 250 anos e ganhou não há muito tempo um elevador com acesso ao topo do edifício para pessoas com diversos tipos de deficiência e mobilidade reduzida – a subida custa 4€, ou um pouco mais se quiser incluir binóculos ou audioguia;

2) Andar no Funicular dos Guindais, um percurso de dois minutos entre a Batalha e a Ribeira com vista para o Douro e a Ponte Luís I, pelo qual paga 2,50€ e poupa as pernas dos muitos degraus;

3) Descer o Teleférico de Gaia, uma boa forma de acabar o dia, com a viagem que se faz entre o Cais de Gaia e Jardim do Morro, pela qual paga 9€ (ida e volta).

Relaxe a sério num SPA
© The Yeatman
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Relaxe a sério num SPA

É uma proposta difícil de ignorar. No Porto Palácio Hotel pode, durante uma hora e meia, relaxar em camas de hidromassagem aquática e no jacuzzi; tomar um duche suíço (jactos de água com variações de temperatura e velocidade); ou receber aplicação de gelo sobre a pele. Tudo por 25€. Uma bagatela. Em Vila Nova de Gaia, no The Yeatman Hotel, experimente o banho de barril de uva ou vinho tinto e, por 65€, ainda tem acesso à zona de bem-estar, à piscina interior (na foto) e ao ginásio. Só boas sugestões.

Sente-se a comer num destes balcões
©João Saramago
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Sente-se a comer num destes balcões

Comida e amigos são uma boa conjugação, é certo. Mas acredite que na vida há poucas coisas melhores que um balcão, um bom petisco e uma bebida fresca. Tendo tudo isto, não precisa de companhia. No Capa Negra, é impossível contornar os rissóis e um fino bem tirado. Se preferir uma sandes de pernil com queijo da Serra da Casa Guedes, é bom que se habitue à ideia de ficar ao balcão, principalmente se passar por lá ao fim-de-semana. Acompanhe com um copo de vinho e desfrute de uma das tascas mais emblemáticas da cidade. Bem perto tem o Snack-Bar Gazela (na foto) onde pode desbravar os famosos cachorrinhos (não para pedir só um) e o Café Santiago, onde é impossível não atacar a clássica francesinha. Tudo isto ao balcão, claro. A Casa Vasco, na Foz, é outra boa alternativa para os que gostam de um repasto na barra. Com os pratos de influência tex-mex do chef Camilo Jaña, é bem possível que se sinta a viajar até ao balcão de um restaurante na América Latina. O The Dog - Casa do Cachorro, na Boavista, é o espaço mais recente dedicado à especialidade. Dentro de uma baguete fina são estrategicamente colocados os ingredientes-chave destes cachorrinhos: salsicha e linguiça fresca da Salsicharia Leandro, no Bolhão, queijo e um molho picante caseiro.

Desça os caminhos do Romântico
©Filipa Brito/CMP
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Desça os caminhos do Romântico

Há cinco percursos diferentes que valem a pena ser descobertos. Aconselhamos um: o Porto do Romantismo começa na Rua de Vilar, perto do Palácio de Cristal, desce a estreita Rua de Entre Quintas, contornando a Quinta Redonda pela Rua da Macieirinha, e termina na Restauração, à beira-rio. São 20 minutos que fazem lembrar uma aldeia do século XVIII, em ruas antes preferidas pelos ingleses e ocupadas por quintas da realeza. Se preferir, vá de bicicleta ou pare para visitar o Museu Romântico da Quinta da Macieirinha (na foto), uma reconstituição da alta burguesia portuense da mesma época. A entrada é gratuita aos fins-de-semana e vale 2,20€ em dias úteis.

Percorra a Linha do Douro
©Feliciano Guimarães
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Percorra a Linha do Douro

Que tal uma viagem de comboio entre o Porto e o Pocinho? Com direito a vista privilegiada para as paisagens do Douro, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. A Linha do Douro tem 200 quilómetros e um sem número de coisas para ver. Para começar, o rio que acompanha o percurso do caminho de ferro; depois, as vinhas (que, dizem os entendidos, são mais bonitas no Outono/Inverno), os pomares (que, na Primavera, dão o ar da sua graça) e os azulejos que revestem a estação do Pinhão e retratam as paisagens do Douro e as vindimas. Se quiser, pode parar na estação da Régua ou do Pinhão e visitar uma das quintas nas redondezas. Entre Maio e Outubro experimente viajar no comboio histórico, com carruagens de madeira, entre a Régua e o Tua. Terá direito a petiscos típicos e música regional. E não se esqueça de fotografar o percurso.

Veja o melhor pôr-do-sol da cidade
©João Saramago
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Veja o melhor pôr-do-sol da cidade

Se andar por Gaia e preferir
 um spot mais luxuoso,
 sente-se na varanda do bar do The Yeatman Hotel e delicie-se 
com a paisagem (na foto). Não se 
admire se desembolsar 3,50€ 
pelo café: a vista também se
 paga. No Porto, o bar da Praia
 da Luz é uma boa alternativa. Se há pôr-do-sol que merece uma foto no Instagram, é este. No Inverno, os friorentos podem ver o dia a cair, dentro do bar, mesmo ao lado da lareira.

Descubra os monumentos da Rota do Românico
©DR
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Descubra os monumentos da Rota do Românico

É provável que 70% dos leitores não conheça a fundo o património românico dos municípios do Tâmega e Vale do Sousa, uma das regiões mais ricas no que toca a arquitectura românica, cuja expansão em Portugal coincide com o reinado de D. Afonso Henriques. É uma arquitectura fortemente religiosa, com muitas igrejas, mosteiros, capelas, castelos, ermidas e pontes, mas não se deixe travar por preconceitos: são monumentos belíssimos 
e cheios de história, enquadrados em paisagens verdejantes de localidades como Amarante, Penafiel, Paredes, Felgueiras, Castelo de Paiva e Resende. Está tudo explicado no projecto Rota do Românico, que organiza também alguns programas especiais, como a rota em BTT ou por trilhos e caminhos medievais. Faça-se à estrada e não se esqueça de marcar a visita aos monumentos com uma antecedência mínima de três dias.

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Comentários

1 comments
Blogue P

Onde se tira essa inventada licença de pesca PARA O RIO DOURO?