Os melhores restaurantes em Campo de Ourique

Do pequeno-almoço ao jantar, da cozinha tradicional aos pratos do mundo, eis os melhores restaurantes em Campo de Ourique

Fotografia: Ana Luzia

A legião de fãs que Campo de Ourique colecciona no capítulo "melhor sítio para fazer vida de bairro" ganha fortes argumentos nos restaurantes. Não precisa de sair das fronteiras daquelas ruas ortogonais para encontrar tanto um pronto-a-comer para aqueles momentos em que não há marmita, como o restaurante de um chef onde se come produto português tratado com todas as honras que merece.

Os melhores restaurantes em Campo de Ourique

La Bottega
Fotografia: Manuel Manso
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La Bottega

Bem-vindo ao La Bottega, paraíso da pasta, casa de pestos e molhos, albergue de queijos e enchidos. Há carregamentos vindos de Itália todas as semanas com queijos a chegarem de todo esse país: tallegio, pecorino e parmigiano-reggiano e enchidos da região de Abruzzo, como presuntos e salames. Vittorio Centinaro é um dos responsáveis pela loja, que à entrada tem uma estante a servir de merceria com pastas biológicas, com patés de azeitona e de tomate seco da Masseria del Vicario – onde o Papa se abastece, segundo consta – e arroz próprio para risoto.

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Campo de Ourique
Dois Três Três
Fotografia: Ana Luzia
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Dois Três Três

As paredes são brancas e os antigos armários foram enquadrados na decoração. Neles guardam-se livros, chás, quadros com fotografias emolduradas, máquinas de escrever, garrafas de vinho e a louça que usam no dia-a-dia. Aos fins-de-semana há um prato de panela como feijoada à brasileira e um brunch composto por três variedades de pão, queijos, fiambre e bacon, ovos em cocotte ou mexidos, e pão alemão com queijo creme, abacate, beringela e salmão. 

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Lisboa
Red - We Like it Raw
Fotografia: Manuel Manso
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Red - We Like it Raw

Os donos do restaurante/contentor marítimo instalado na Praça São João Bosco, em Campo de Ourique, abriram-no mesmo em frente ao Cemitério dos Prazeres, como que avisando os passantes de que a vida é curta e é impossível resistir aos prazeres da carne. “Foi o rosbife que nos trouxe até aqui. Como gostamos imenso dele, começámos a pensar num conceito à sua volta e assim surgiu o Red, onde tudo o que vendemos tem carne”, conta Paulo Lima, um dos sócios, acrescentando que no menu há seis sandes, uma salada e um prato com Yorkshire pudding, uma especialidade britânica.

 

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Campo de Ourique
Tasca da Esquina
©Aromateca Group
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Tasca da Esquina

5 /5 estrelas
Escolha dos críticos

Com o chef Vítor Sobral aos comandos em sociedade com Hugo Nascimento e Luís Espadana, é uma das melhores opções para petiscar na cidade. A garrafeira está à altura das propostas e o ambiente tem muito pouco de tasca. Quanto à carta farta, há ideias da cozinha tradicional e dos petiscos de tasca, mas a apresentação de um bacalhau à brás, das moelas ou dos ovos de farinheira vão combinar mais com o fine dinning do que com o balcão de alumínio.

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Estrela/Lapa/Santos
A Trempe
Fotografia: Ana Luzia
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A Trempe

Mesmo em frente à Casa Fernando Pessoa, A Trempe tem um aspecto castiço e uma ementa rústica, com pratos pesados e bem temperados, como caldo de cação e lombinhos de porco com coentros, e sobremesas típicas como sericaia e encharcada. Lisboetas com costela alentejana podem matar saudades de casa neste restaurante simples e honesto.

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Campo de Ourique
Solar dos Duques
Fotografia: Manuel Manso
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Solar dos Duques

Há boa comida tradicional em Campo de Ourique. É o caso do Solar dos Duques. Já leva vários anos de existência, já leva uma remodelação decorativa em cima conhecer
 o espaço antigo, e mantém a sua génese. Quanto aos pratos, há um pica-pau do lombo excelente. Nacos grandes, servidos na frigideira num molho à portuguesa, ao lado arroz branco soltinho e batatas fritas às rodelas, bem caseirinhas – um prato a entrar directamente para o top 3 de pica-paus lisboetas. Destaque ainda para as iscas de vitela, cortadas fininhas, num molho apurado, com batata cozida. E excelente a tranche de robalo
 à lagareiro. 

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Campo de Ourique
Pigmeu
Fotografia: Ana Luzia
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Pigmeu

4 /5 estrelas

Este restaurante é uma porcaria. Os croquetes de bochecha estufada, as sandes do cachaço e de lombo assado, os torresmos, os pezinhos de coentrada e a salada de orelha são de comer e chorar por mais. Mas não dissemos que era uma porcaria? Dissemos e mantemos: é que aqui o porco é rei e está em todos os pratos.

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Campo de Ourique
Peixaria da Esquina
©Grupo Vítor Sobral
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Peixaria da Esquina

4 /5 estrelas

Os clássicos da Cervejaria da Esquina ainda lá estão, como o prego de atum e as açordas. Mas o nome mudou e a carta ganhou peixe nas mais diversas formas: curado, marinado, no forno e grelhado. O chef Vítor Sobral continua à frente do espaço e só tem três pratos de carne para oferecer: o prego, o bitoque e o bife. Afinal, agora estamos numa peixaria.

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Campo de Ourique
Sopa Amarela
Fotografia: Manuel Manso
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Sopa Amarela

Ela descreve-se como “uma tia sobrevivente numa altura em que o pronto-a-comer está old-fashioned”. E é fácil reconhecê-la quando somos recebidos com comidinha caseira e familiar para o almoço: pele bronzeada, voz nasalada e expressões como “croquetes do outro mundo” ou “vitela com imensos legumes” denunciam-na. Numa época em que a moda é a marmita, Ana Fragoso Zagallo reinventou a casa que serve pratos do dia há quase 20 anos e juntou-lhe os serviços de catering e de take-away – destaque para os pastéis de massa tenra e para a empada de cozido, “a melhor de Lisboa”, garante sem falsas modéstias.

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Campo de Ourique
Raffi's Bagels
Fotografia: Ana Luzia
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Raffi's Bagels

Campo de Ourique andava doido para ter um restaurante especializado naqueles pães em forma de donut que toda a gente comia em cidades como Amesterdão ou Nova Iorque. Foi preciso dois franceses se mudarem para o bairro para podermos finalmente comer bagels a qualquer hora do dia. Ao pequeno-almoço vão bem com um latte, ao almoço é vê-los sair com o salmão comprado no Mercado de Campo de Ourique, a carne do talho na rua em frente ou os legumes da Horta do Bairro, a poucos metros. Para o lanche, há cookies, muffins e brownies. Que nem só de pães com um buraco no meio vive o homem.

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Lisboa
O Magano
Fotografia: Ana Luzia
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O Magano

4 /5 estrelas

O Alentejo fica a poucos minutos do centro de Lisboa. Não precisa sequer de pegar no carro e fazer-se à auto-estrada: basta apanhar o eléctrico 28 e procurar o clássico Magano, de Campo de Ourique, onde todos os pratos são alentejanos. Ensopado de borrego, cozido de grão e burra assada no forno estão entre as especialidades.

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Campo de Ourique
Macau Dim Sum
©DR
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Macau Dim Sum

Há quem acuse Campo de Ourique de ser um bairro fechado sobre si mesmo, mas no que toca a gastronomia está bem aberto para o mundo. O melhor Dim Sum de Lisboa, por exemplo, encontra-se aqui, mais propriamente no Macau Dim Sum (ex-Yum Cha Garden), que trouxe os encantos que já eram conhecidos em Oeiras para Lisboa. Confie em Viviane, a proprietária, e experimente o seu prato preferido da lista: Yum Cha Har Kau, almofadinhas de massa de arroz ao vapor com camarão.

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Lisboa
Friendly Flamingo
Fotografia: Arlindo Camacho
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Friendly Flamingo

Há flamingos à vista em terra. O novo café de Campo de Ourique tem aves cor-de-rosa desenhadas nas paredes (todas muito instagram friendly, diga-se de passagem) e opções para quem conta as calorias à risca e para quem se está a borrifar: há sempre taças de açaí com iogurte, granola e fruta, parfaits com granola caseira ou waffles com tantos toppings quanto desejar. Todos os dias há bolo caseiro diferente ao balcão, quiches ou saladas, e aos domingos têm menu de brunch em buffet por 12€.

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Campo de Ourique
Hikidashi
© Ana Luzia
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Hikidashi

4 /5 estrelas

Esta tasca japonesa tem um dos melhores balcões da cidade e aqui não tem mesmo outra hipótese: se quiser experimentar as especialidades de Agnaldo Ferreira, um dos melhores sushimen da cidade, tem de se sentar ao balcão. À comida japonesa tradicional, sem invenções e com peixe da nossa costa, juntam-se grelhados em carvão aromatizado. Experimente os surpreendentes pianos de leitão e a língua de boi.

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Campo de Ourique
Fiammetta
Fotografia: Arlindo Camacho
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Fiammetta

Os princípios por trás da abertura da Fiammetta, mercearia-garrafeira-cafetaria italiana em Campo de Ourique, são bem nobres: mostrar aos portugueses que a cozinha de Itália não é apenas feita de massas, pizzas e risotos e ensinar a usar produtos italianos em receitas simples para replicar em casa. Se quer aprender a usar a oferta da Fiammetta, antes de encher os sacos de compras, sente-se à mesa e peça uma tábua Fiammetta (24€, para duas pessoas) com vários queijos e enchidos, peça um crostino di mozzarella di bufala e ‘ndduja (7,50€) – “uma pasta de chouriço picante da Calabria”, explica – ou um dos panini, como a sanduíche de speck de Trento, com queijo brie e rúcula. Tem ainda pratos do dia (entre os 10-12€), saladas e algumas pastas.

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Campo de Ourique
Coelho da Rocha
Fotografia: Manuel Manso
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Coelho da Rocha

4 /5 estrelas

Reabriu em 2015 depois de alguns anos fechado. Está praticamente irreconhecível com a nova decoração, mas esta instituição da cidade mantém muitos dos pratos que lhe deram boa fama no passado, como o folhado de perdiz. Além do serviço de mesa, tem um balcão ideal para petiscar e um bar para acompanhar a tendência e servir gins por tudo e por nada.

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Campo de Ourique
A Minha Cozinha
©DR
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A Minha Cozinha

“É um café e o que estiver no forno se faz favor.” O pedido é comum n’A Minha Cozinha, cujo perfume a bolo quente, acabado de fazer, sai porta fora, ocupa a rua inteira e dá cabo de muitos planos de dieta. Mas desta cozinha não saem só bolos caseiros: há scones, chás e sumos, almoços temáticos (o dia das quiches, o dos folhados, o dos pratos de forno ou o das empadas) e um brunch mais do que completo: tem ovos mexidos, bacon e salsichas, panquecas, scones e croissants, sumos naturais, batidos e café de saco. E tem bolos. Acabados de sair do forno, claro.

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Campo de Ourique
Ela Canela
©DR
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Ela Canela

Se hoje em dia é impossível andar a par da quantidade de restaurantes de alimentação saudável que abrem em Lisboa (por mais lato que seja o conceito), por outro lado é fácil sinalizar os que são bons, autênticos e têm qualidade. Melhor dizendo: que não se limitam a atirar abacate sensaborão esmagado para cima de um pão de forma duvidoso, que por essas e outras receitas similares cobram fortunas e deixam a sensação que no site de uma qualquer guru da moda internacional se encontram melhores ideias para fazer em casa. O Ela Canela, em Campo de Ourique, é um desses casos em que a promessa de produtos biológicos e sazonais, a ausência de alimentos processados e o método de cozinha
 saudável resultam em pratos verdadeiramente gulosos. 

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Campo de Ourique
Mercado de Campo de Ourique
Fotografia: Ana Luzia
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Mercado de Campo de Ourique

Hambúrgueres, carpaccios, sumos detox, sushi, empadas, cafés, leitão, gelados, marisco e até francesinhas. Campo de Ourique está cheio de restaurantes onde uma pessoa perde muito tempo (e gasta muito dinheiro), mas se quer petiscar e tem alergia a centros comerciais, encontra no recuperado Mercado de Campo de Ourique corners como a Carpacceria, o Atalho, e a Tasca Japonesa, além de bancas com especiarias, chás, azeites, frutos secos e chocolates. As senhoras de antigamente, com o seu peixe, fruta, legumes e flores, também continuam por lá.

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Campo de Ourique
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