Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As melhores padarias em Lisboa
Padaria Terrapão
©Inês Félix

As melhores padarias em Lisboa

Há uma nova vaga de pães e padarias a aparecer, um elogio ao pão verdadeiro. Fizemos um roteiro pelas melhores padarias em Lisboa.

Por Inês Garcia e Ricardo Dias Felner
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Há coisa melhor que o cheiro a pão acabadinho de sair do forno? O pão é um dos alimentos mais democráticos e os mais supersticiosos (ou gulosos) diriam que não há refeição sem pão na mesa. Quem o faz fica muitas vezes nas caves dos estabelecimentos, nas salas dos fundos, quase sempre a horas pornográficas, mas 2018 foi o ano em que surgiu uma nova vaga de pães e padarias e padeiros a abrir as portas das suas padarias e a mostrar como tudo se faz. 2020 ajudou à festa com padarias virtuais, mas o mesmo elogio ao pão do bom. Para cortar à mão e comer simples, para cortar e comer com uma boa manteiga, um queijinho, uma compota. Fresco, em tostas e torradas. Faça como nós e siga este roteiro de boas padarias em Lisboa.

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As melhores padarias em Lisboa

Gleba - Pão de Trigo Alentejano
Gleba - Pão de Trigo Alentejano
©Manuel Manso

Gleba

Restaurantes Padarias Estrela/Lapa/Santos

Diogo Amorim trabalhou no célebre restaurante de cozinha de vanguarda The Fat Duck, em Londres, tendo depois viajado até São Francisco para se inspirar com o superpadeiro Chad Robertson, que conheceu pessoalmente. Sendo um padeiro com mundo, procurou sempre dar um cunho português à sua padaria – e continua a perseguir esse objectivo. A sua Gleba mudou-se para uma nova e maior loja em Junho de 2020, ficando agora em frente à estação de comboios de Alcântara-Terra, nos números 2 a 4 da Rua Maria Pia, a pouca distância da antiga loja na Prior do Crato. O novo espaço permitiu um aumento de produção significativo (as novas instalações permitem fazer oito vezes mais pão, o que se traduz em 8000kg levados ao forno todos os dias). Em conjunto com agricultores alentejanos, desenvolveu já uma produção de trigo barbela biológico, bem como de trigo roxo alentejano, na zona de Monforte. 

simpli, coffee shop
simpli, coffee shop
Manuel Manso

Simpli Coffee & Bakery

Restaurantes Cafeteria Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Os pães do Simpli Coffee & Bakery são feitos com farinhas biológicas e com fermentação natural, sem leveduras, por Diego Haupenthal Pintado. Todos os pães, feitos numa fábrica que distribui depois para as três lojas da marca (no Marquês, Picoas e a mais recente, junto à Avenida da Liberdade), têm pelo menos 44 horas de fermentação. O resultado é uma côdea fina e caramelizada, com um miolo tenro, e um aroma complexo. À escolha tem pão de trigo, integral, multicereais, centeio de mistura, focaccias e ciabatta. Volta e meia acrescentam umas edições especiais, que assinalam devidamente nas redes sociais. Pão quentinho e saboroso para acompanhar a outra estrela da casa, o café de especialidade. 

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Pica-miolo
Pica-miolo
DR

Pica-Miolo

É a primeira marca de pão e sandes artesanais virtual, disponível exclusivamente para entrega ao domicílio, numa parceria com o Uber Eats. Para barrar ou rechear a bel-prazer em casa, há pão artesanal de mistura (3,95€), de espelta e sementes (3,95€), de trigo (3,95€), de jalapeños e tâmaras, com formato mais arrendondado (4,50€), de trigo, carvão activado e sésamo, pronto para tostas instagramáveis em fundo negro (4,50€), ou de queijo da Ilha e cebola crocante (4,50€). Todos os pães da marca são feitos com farinhas de moleiro com massa-mãe e fermentação longa. Está disponível apenas no centro de Lisboa e faz entregas entre as 09.30 e as 21.30.

Pão do Pastor
Pão do Pastor
DR

Pão do Pastor

Eduardo Pastor, publicitário e o padeiro por detrás da marca O Pão do Pastor, ainda não tem um espaço físico só dele, mas todas as quarta-feiras e sábados a pastelaria Nana, em Campo de Ourique (Rua Saraiva de Carvalho 120A), ganha um aroma a pão quentinho e torna-se na padaria do Pastor. Não faz muitas fornadas, até porque quer manter o processo o mais artesanal possível sem perder o controlo de nada e “as grandes quantidades fazem com que se perca a atenção dada a cada pão”. Todas as semanas anuncia os pães da semana no Instagram – tanto pode ser o clássico, com chia e sésamo, de abóbora, de batata doce roxa, beterraba com quinoa, alecrim, azeitonas ou até brioches e focaccias várias – e o pedido pode e deve ser feito através da rede social (também pode sempre tentar a sua sorte ao sábado pela fresca na pastelaria de Campo de Ourique, mas pode não ter sorte).

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Pachamama
Pachamama
DR

Pachamama

A padaria biológica e saudável lisboeta está disponível numa série de pontos de venda mas durante o confinamento abriu uma padaria online, onde pode comprar e agendar a entrega ao domicílio. No Dia Mundial do Pão de 2020 apresentaram um restyling, para reforçar o incentivo e apelo à adopção de novos estilos de vida com base num ciclo de consumo sustentável. Tem duas gamas de pão com certificado biológico: uma gama de pão com massa mãe, produzido através de métodos de fabrico tradicionais de fermentação lenta, sem qualquer fermento adicionado, e uma gama de pão sem glúten, certificada pela APC – Associação Portuguesa de Celíacos.

sourdough DA FABRICA DOS SABORES
sourdough DA FABRICA DOS SABORES
Fotografia: Arlindo Camacho

Fábrica dos Sabores

Restaurantes Padarias Avenidas Novas

Na altura da inauguração, já lá vão mais de cinco anos, a abertura da Fábrica dos Sabores foi vista como uma loucura. Fazer uma padaria só de pão biológico, com fábrica interna, pareceu uma ousadia que mais cedo ou mais tarde daria para orto. A verdade, contudo, é que a Fábrica dos Sabores continua aberta e recomenda-se. Nas prateleiras, há o único pão integralmente de espelta biológica à venda na cidade, garante o proprietário, Ciro Lombardi, mas a variedade de farinhas, misturas e formatos é muita – das focaccias aos pães de sourdough e centeio, passando pelos ciabatas ou por um pão de banana guloso. “Trabalhamos com farinhas espanholas da marca Roca”, diz Ciro, lamentando que Portugal tenha poucas farinhas biológicas de qualidade. A Fábrica dos Sabores tem certificação de padaria biológica pela Sativa.

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Massa Mãe - Pão de Espelta Bio
Massa Mãe - Pão de Espelta Bio
©Manuel Manso

Massa Mãe

Restaurantes Padarias Grande Lisboa

“É o pão com menos pegada ecológica de Lisboa”, diz, sorrindo, Paulo Martins, 45 anos, único funcionário da Massa Mãe. A farinha do seu trigo barbela vem do Cadaval, mesmo às portas de Lisboa, e é o grande símbolo desta pequena padaria em Benfica, onde tudo está à vista, do forno à mesa onde se tende a massa. O despojamento da decoração deixa espaço para olhar para Monsanto, ali mesmo em frente, e para as broas que ainda restam sobre as prateleiras, pelas quatro da tarde já quase vazias. Paulo Martins faz apenas uma centena de pães por dia, a maioria pães grandes na tradição do country loaf. A ideia é fazer bem e, para isso, este filósofo de formação, acredita que não pode subir a produção — pelo menos por enquanto. O seu barbela tem 90 por cento deste trigo antigo, “ao contrário do que acontece com outros barbelas na cidade”, diz, “que levam muita mistura de trigos comuns”. A outra jóia da coroa é o espelta biológico e o pão de sementes, uma receita que trouxe do restaurante Hereford Road, do chef Tom Pemberton, em Londres, onde trabalhou.

lab padaria portuguesa
lab padaria portuguesa
Fotografia: Arlindo Camacho

LAB da Padaria Portuguesa

Restaurantes Padarias Avenidas Novas

O pão da Padaria Portuguesa não era dos produtos mais populares entre os gourmets lisboetas. E havia boas razões para isso. O abuso de fermentos e outros aditivos terá contribuído para a imagem de panificadora industrial, que na essência ainda é. Mas a filosofia começou a mudar com o aparecimento do LAB, a padaria artesanal da marca, loja-bandeira da Avenida da República. Perante a tendência do pão artesanal, começou-se a apostar em farinhas diferenciadas e nos processos de levedação natural, com recurso a massas-mãe. A aposta parece ter sido ganha. Os pães especiais, como a extraordinária broa de milho branco com tâmaras e um picante suave, só estão disponíveis no LAB, mas hoje fazem-se outros pães grandes de qualidade, como os de espelta e sementes (2,70€), ou os de centeio integral biológico (2,40€), que podem ser adquiridos em todas as 60 lojas da marca.

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Micro Padaria
Micro Padaria
©Manuel Manso

Micro Padaria

Restaurantes Padarias São Vicente 

Esta pequena padaria da Graça esteve no início da revolução panificadora em curso. A história tem algo de comum com outras. A vontade de estar perto dos fornos apareceu na cidade onde tudo começou, São Francisco, nos EUA. Cláudia Bicho estava lá como cientista, a estudar biologia celular, mas a pensar no regresso a Portugal. Chegada a Lisboa, inscreveu-se num curso de padaria com Mário Rolando e tempos depois estava a abrir portas na Graça. O seu pão tem a filosofia dos pães com massa-mãe e recorre, naturalmente, a fermentações longas das massas, que assim se tornam mais facilmente digeríveis. Para além de pães com mistura de trigos e de centeio, há peças de autor, como o bestseller pão de trigo e polenta.

Padaria Terrapão
Padaria Terrapão
©Inês Félix

Terrapão

Restaurantes Padarias Lisboa

Marta Figueiredo ocupou uma das lojas do Mercado de Arroios para abrir uma padaria onde também se comesse como deve de ser, já lá vão quase dois anos. O pão é de fermentação longa e foram sendo acrescentadas variedades ao portefólio (aos sábados é o dia com mais variedade e onde vai encontrar os sazonais). Há desde cacete francês (1,50€) até bolinhas de brioche (1€), passando pelo tradicional pão de cabeça alentejano (3€). O mais popular continua todavia a ser o pão grande de barbela do Moinho do Boneco, no Bombarral, com farinha de espelta biológica e centeio (3,20€). Nas comidas, Marta traz a bagagem do seu restaurante Estrela da Bica, onde aliás ganhou o bichinho de cozer pão para servir à mesa. A sandes de cachaço fumado na casa (6,5€) é o petisco mais sonoro, e pode vir acompanhado de tutano (3,5€). Há bons pequenos-almoços e introduziram recentemente os ovos Benedict, esse clássico.

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Pão da Padaria da Esquina
Pão da Padaria da Esquina
Arlindo Camacho

Padaria da Esquina

Restaurantes Padarias Campo de Ourique

Foi uma das aberturas mais aguardadas de 2018 em Lisboa e essa expectativa tinha razão de ser. Entre os sócios estava um dos chefs mais conceituados da cidade, Vítor Sobral, que se fazia acompanhar de uma espécie de profeta da nova padaria artesanal, um extravagante professor de padaria cujos pães só um grupo restrito de afortunados tinha ainda tido a sorte de provar. Mário Rolando apareceu como o papa da massa-mãe e o povo pôde por fim conhecer-lhe a obra em Julho de 2018. A padaria onde se coze o pão fica fora da loja-mãe, em Campo de Ourique, e o pão é daí distribuído para um segundo ponto de venda, entretanto aberto no Mercado de Alvalade. Em ambos é possível também provar o croissant com calda de açúcar, bem como o famoso bolo de arroz.

Crouton
Crouton
©Arlindo Camacho

Crouton

Restaurantes Italiano Lisboa

O tamanho dos pães de Cézar Rodriguez é inversamente proporcional à dimensão do seu Crouton, um restaurante mínimo, especializado em pizzas de qualidade. Os seus boules, nome francês para pães rústicos de formato redondo, são mastodontes de trigo com cerca de 2,5-3 kg cada – porventura os mais pesados à venda em Lisboa –, inspirados nos pães de aldeia cozidos em fornos comunitários, desde há mais de 100 anos. Cozinheiro de formação, Cézar começou na padaria artesanal por ter curiosidade em aprender os processos de fermentação da massa de pão. Leu alguns dos autores mais importantes e iniciou há oito anos o cultivo do mais precioso bem do ofício: a massa-mãe ou fermento natural. Esses animaizinhos de estimação ainda hoje continuam vivos e são os responsáveis pelo sabor distintivo do pão da Crouton, incomparável com qualquer outro à venda em Lisboa.

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Cria - Padaria Artesanal
Cria - Padaria Artesanal
©Manuel Manso

Cria – Padaria Artesanal

Restaurantes Padarias Cascais

Tudo começou em Petrópolis, interior do Rio de Janeiro, onde Fernanda Novais e Júlio Vaz tinham uma pequena mercearia de produtos artesanais. Era aí que também vendiam o pão que faziam, já de fermentação lenta, à base de farinhas que importavam de Itália. Quando se fixaram em Cascais, acabaram por ter a ideia de montar uma padaria e resgatar esse sabor. Fornecem já cafés e mercearias de Cascais, mas também de Lisboa, como o Heim Café, o The Mill e a Mercearia do Poço dos Negros mas vendem directamente ao público o seu pão, feito de massa-mãe, fermentações em cesto até 24 horas e farinhas de moleiro.

Copenhagen Coffee Lab
Copenhagen Coffee Lab
©DR

Copenhagen Coffee Lab

Restaurantes Cafés Chiado/Cais do Sodré

O Copenhagen Coffee Lab começou, essencialmente, como um pacato café na Praça das Flores onde pessoas com MacBook Pro podiam dedilhar enquanto bebericavam cafés especiais importados do Quénia. Entretanto a empresa foi comprada por dois sócios de uma cadeia dinamarquesa com cerca de 80 padarias espalhadas pelo mundo, de Copenhaga a Nova Iorque. Esses dois sócios venderam a empresa e lançaram-se na aventura portuguesa. A primeira aposta foi a expansão da marca, a segunda foi o fabrico próprio de pão. O foco está na qualidade e isso tem dado frutos. Apesar de a unidade de produção ser muito pequena – e estar centralizada na padaria de Alfama – todas as outras lojas recebem o pão. “Em muito pouco tempo duplicámos a produção”, diz Simon Lund, o padeiro chefe da loja. O portefólio tem várias originalidades, a começar num pão com 30 por cento de massa-mãe, a que é acrescentado um pouco de café, passando por pães escuros de centeio com sementes. Todos os pães levam também um pouco de uma açorda de pão do dia anterior (pão imergido em água), a que Simon chama de bread cream, e que, segundo o próprio, é uma inovação da marca.

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Isco – Country Loaf de Trigo
Isco – Country Loaf de Trigo
©Inês Félix

Isco

Restaurantes Padarias Alvalade

Paulo Sebastião partiu por essa estrada mas deixou os seus companheiros ao leme do Isco, a padaria/café/bistrô que nasceu no Verão de 2018 em Alvalade. É um ponto de encontro dos moradores do bairro (sim, mesmo da comunidade sénior do papo-seco) onde se recebem amigos de fora. Hoje, para além de excelente pão, há croissants e pain au chocolat dos melhores que se fazem no mundo, mas também se servem sopas de lentilhas e abóbora assada, kombuchas, cabeça de xara e fiambre caseiro, sandes bánh mi; e também se servem jantares – tudo feito com atenção ao produto e liberdade para criar. Nos pães, o seu country loaf é feito de farinha de trigo T80 com 10 por cento de farinha einkorn, um trigo antigo. Já o outro grande sucesso, leva farinha espelta integral, trigo e papas de flocos de centeio. Obrigatório ir.

Pão com Calma
Pão com Calma
©Inês Félix

Pão com Calma

Restaurantes Padarias Lisboa

Ao contrário do que muita gente pensa, a Alemanha é um país de óptimo pão, para muitos o ponta de lança da padaria mundial. E foi desse pão, com massa mãe e fermentação natural, que Laura Balser teve saudades. Natural da Alemanha, ao fim de quase uma dúzia de anos a viver em Lisboa, esta musicóloga de formação decidiu pôr as mãos na massa. Primeiro cozia pão para consumo próprio, depois passou a vender em eventos, como o Oktoberfest. Nesta altura, o produto de eleição eram os pretzel (ou “brezel”, grafia germânica para designar estes pães secos). A sua padaria fica escondida numa escadaria do Bairro das Ilhas, entre o Técnico e a Estefânia. “Fazer este pão demora dois dias, é preciso tempo. E este cantinho calmo condiz com essa ideia”, diz Laura. Continua a haver pretzel, simples (1€), com queijo Emmental (1,50€) ou com queijo e bacon (2€); o pão com 100 por cento de farinha de centeio é outra das especialidades alemãs. Mas o toque de Midas está no pão de mistura com sementes de girassol e cânhamo. Efeitos psicotrópicos? “Não. Senão, seria mais caro”.

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PaO de queijo - Eric Kayser
PaO de queijo - Eric Kayser
©Massimo Pessina

Eric Kayser

Restaurantes Padarias Lisboa

A primeira padaria descendente de Eric Kayser em Lisboa abriu em 2011, nas Amoreiras, pela mão de Laurent D’Orey e Julian Letartre. Desde então o império Kayser no país cresceu e está espalhado, até, por várias superfícies comerciais. Todo o pão é feito e cozido no local, das baguetes ao pão de queijo ou de curcuma e volta e meia há pães especiais. Têm também todos os clássicos da pastelaria francesa, dos croissants às gallette des rois

Baguettes & Cornets
Baguettes & Cornets
Fotografia: Francisco Santos

Baguettes & Cornets

Restaurantes Padarias Chiado/Cais do Sodré

Christian Calmeau começa às 04.00 da manhã a fazer croissants simples e de framboesa, tarteletes de figo, pain au chocolat. Mas também uma enorme variedade de pães, do pain limão, com farinha de centeio e limão confitado (2,30€) e pain muesli, com muesli de frutos vermelhos misturado na massa (2,80€), aos mais clássicos pain pouchon (3,50€) – que antes de serem postos no saco levam um lacinho com as cores de França – ou as baguetes campagne (1,20€) e caractere (1,90€), com farinha de trigo, trigo sarraceno e sésamo.

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La Boulangerie
La Boulangerie
© Ana Luzia

La Boulangerie

Restaurantes Francês Estrela/Lapa/Santos

A cozinha está à vista e a primeira sensação é olfactiva e chega directamente do forno. Na Boulangerie, os olhos também comem e não só o que vem para a mesa. Nas paredes há mensagens escritas em ardósia, quadros e fotografias, pratos e azulejos combinados de forma inusitada e muitos objectos vintage, a espicaçar memórias. Há um bom brunch (20€) mas também uma boa padaria pronta a levar para casa: pão rústico, de cereais e alfarroba, bola rústica, pão de figos, baguetes e o pão especial da temporada, sempre a rodar, naturalmente (preços a partir de 0,50€).

CANTINHO SALOIO
CANTINHO SALOIO
©DR

Cantinho Saloio

Restaurantes Padarias Alvalade

Poucos sítios em Lisboa recebem tantos tipos diferentes de pão alentejano como o Cantinho Saloio, dentro do Mercado de Alvalade. Há pão de Rio Maior, pão de Mafra, alentejano, de centeio, carcaças a lenha, bolinhas de mistura, broa de milho de Rio Tinto e por aí fora. À lista de coisas que pode comprar neste sítio carregadinho de coisas boas, acrescente os queijos da Serra e os enchidos alentejanos. 

+ Cinco paragens essenciais no Mercado de Alvalade

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Panificação de São Roque
Panificação de São Roque
©DR

Panificação de São Roque

Restaurantes Padarias Chiado/Cais do Sodré

Impossível falar de boas padarias sem falar da Panificação São Roque. Foi fundada em 1961 e fez a fusão de várias padarias mais pequenas espalhadas pelo Bairro Alto. Tem hoje uma fábrica de pão e de bolos, sete pastelarias e um depósito de pão. As fatias do pão de centeio que aqui se vende são utilizadas para fazer as famosas torradas do Gambrinus (1,60€ já fatiado). Anote na agenda: às quartas-feiras há pão de azeite.

O Pão Nosso

Restaurantes Padarias Avenidas Novas

Espaço para refeições ligeiras (há pratos do dia sempre a rodar) e brunch (há três menus), quando entra nesta padaria dá de caras com um mapa dos pães de Portugal assinalados e desenhados numa parede de ardósia. Há pão alentejano, de alfarroba, de centeio, bica de azeite, de sete sementes, pão lapudo... Às quintas chega o bolo lêvedo dos Açores, também há broa de Avintes e uma montra sempre cheia de pães de fabrico próprio. Acresce também a oferta de bolos caseiros, scones, croissants e tartes. Tome nota: é dog friendly. 

Os melhores restaurantes em Lisboa

Restaurante, JNcQUOI Asia
©Inês Félix

Os melhores restaurantes que abriram em Lisboa durante as férias

Restaurantes

O ano está a ser atípico mas há coisas que nunca mudam. E a verdade é que o pós-confinamento funcionou como uma espécie de rentrée e enquanto os lisboetas foram a banhos noutras paragens, a cidade não parou. Abriram novos e bons restaurantes para todos os gostos, momentos e carteiras. Antes de voltar a arrumar todos os dias o tupperware para comer na copa da firma, aproveite o regresso à cidade para provar alguns dos restaurantes que abriram em Lisboa durante as férias.

tripas do dom feijão, tema  526
Fotografia: Manuel Manso

O melhor da cozinha tradicional portuguesa em Lisboa

Restaurantes

Demos uma volta ao país sem sair da cidade e reunimos uma colecção de grandes exemplares da cozinha tradicional portuguesa, região por região, servidos nos restaurantes de Lisboa. É muito provável que a sua comida de conforto esteja aqui. Esta é a nossa zona de conforto. 

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Soul Garden
JACK HARDY

As melhores esplanadas em Lisboa

Restaurantes

Passamos o Inverno a sonhar com elas. Ao primeiro raio de sol primaveril voltamos a corrê-las, ansiosos, e durante o Verão instalamo-nos confortavelmente (ainda que com todos os cuidados que os tempos agora exigem), porque não queremos outra coisa a não ser esplanadas. Receitamos-lhe inúmeras doses para repor os níveis de vitamina D: das novidades do ano aos sítios para ver navios, para comer fora ou para rebolar na relva. Quiosques, rooftops, esplanadas de rua, interiores, enfim, as opções abundam consoante a vontade e também pode contar com sítios para abanar o corpo nestas que são as melhores esplanadas em Lisboa (e não só).

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