Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right As melhores padarias em Lisboa

As melhores padarias em Lisboa

Há uma nova vaga de pães e padarias a aparecer, um elogio ao pão verdadeiro. Fizemos um roteiro pelas melhores padarias em Lisboa.

Por Inês Garcia e Ricardo Dias Felner |
Publicidade
Padaria Terrapão
©Inês Félix

Há coisa melhor que o cheiro a pão acabadinho de sair do forno? O pão é um dos alimentos mais democráticos e os mais supersticiosos (ou gulosos) diriam que não há refeição sem pão na mesa. Quem o faz fica muitas vezes nas caves dos estabelecimentos, nas salas dos fundos, quase sempre a horas pornográficas, mas 2018 foi o ano em que surgiu uma nova vaga de pães e padarias e padeiros a abrir as portas das suas padarias e a mostrar como tudo se faz. Para cortar à mão e comer simples, para cortar e comer com uma boa manteiga, um queijinho, uma compota. Fresco, em tostas e torradas. Faça como nós e siga este roteiro de boas padarias em Lisboa.

Recomendado: Os melhores pães em Lisboa

As melhores padarias em Lisboa

Gleba - Pão de Trigo Alentejano
©Manuel Manso
Restaurantes, Padarias

Gleba

Estrela/Lapa/Santos

Diogo Amorim trabalhou no célebre restaurante de cozinha de vanguarda The Fat Duck, em Londres, tendo depois viajado até São Francisco 
para se inspirar com o superpadeiro Chad Robertson, que conheceu pessoalmente. Sendo um padeiro com mundo, procurou sempre dar um cunho português à sua padaria – e continua a perseguir esse objectivo.
 A sua loja de Alcântara está em constante renovação e há novidades na calha. Em preparação, Diogo Amorim, 24 anos apenas, proprietário e padeiro, tem já a construção de
uma moagem na Terrugem, perto 
de Sintra, o que permitirá controlar
o processamento das farinhas, sem intermediários. De resto, Amorim está empenhado em resgatar do abandono alguns cereais portugueses e em melhorar sementes e métodos de produção. Neste momento,
em conjunto com agricultores alentejanos, está a desenvolver a produção de trigo barbela biológico, bem como de trigo roxo alentejano, na zona de Monforte, a sua nova paixão, já à venda. “É um trigo muito bonito, loiro, com uma tonalidade roxa. E o sabor é incrível”, garante. Outra das novidades é o uso de pistáchios made in Portugal, prosseguindo assim a aposta em frutos secos nacionais, como as já usadas avelã beirã e noz transmontana.

Mais procurado: Trigo Barbela (3,89€/KG)
Especialidade: Trigo Roxo Regional Alentejano (3,89€/KG)

Tartine Chiado - Baguete
©Ana Luzia
Restaurantes

Tartine

Chiado

A padaria do Chiado foi uma das primeiras a agitar as águas da padaria artesanal em Lisboa, há sete anos.
As suas baguetes sempre tiveram fama, sobretudo a de trigo branco, mais leve. Mas há mais. Um dos pães mais populares é o brioche folhado, um enorme croissant em pão de forma, porventura uma das grandes extravagâncias da padaria lisboeta. É preciso não esquecer também o pão algarvio, que segundo Isabel Vieira, funcionária desde o primeiro dia, é obra de um padeiro de Monchique que veio a Lisboa dar formação específica na matéria, bem como das bolinhas de massa-mãe, conhecidas por tribecas. A padaria é só uma parte da história, já sabemos que há um brunch famoso com ovos Benedict, e na pastelaria são obrigatórios os mini- palmiers recheados.

Mais Procurado: Pão Tartine 4,30€/ KG e Baguete (1,10€)
Especialidade: Brioche Folhado, um croissant gigante em formato de forma (6€).

Publicidade
sourdough DA FABRICA DOS SABORES
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Padarias

Fábrica dos Sabores

Avenidas Novas

Na altura da inauguração, já lá vão mais de cinco anos, a abertura da Fábrica dos Sabores foi vista como uma loucura. Fazer uma padaria
só de pão biológico, com fábrica interna, pareceu uma ousadia que mais cedo ou mais tarde daria para
o torto. A verdade, contudo, é que a Fábrica dos Sabores continua aberta e recomenda-se. Nas prateleiras, há o único pão integralmente de espelta biológica à venda na cidade, garante o proprietário, Ciro Lombardi, mas a variedade de farinhas, misturas 
e formatos é muita – das focaccias 
aos pães de sourdough e centeio, passando pelos ciabatas ou por um pão de banana guloso. “Trabalhamos com farinhas espanholas da marca Roca”, diz Ciro, lamentando que Portugal tenha poucas farinhas biológicas de qualidade. A Fábrica dos Sabores tem certificação de padaria biológica pela Sativa.

Mais procurado: Pão de Espelta Bio (4,20€/600G)

Especialidade: Pão de Centeio e Quinoa com Chia (3,80€/ 600G)

Massa Mãe - Pão de Espelta Bio
©Manuel Manso
Restaurantes, Padarias

Massa Mãe

Grande Lisboa

“É o pão com menos pegada ecológica de Lisboa”, diz, sorrindo, Paulo Martins, 45 anos, único funcionário da Massa Mãe. A farinha do seu trigo barbela vem do Cadaval, mesmo às portas de Lisboa, e é o grande símbolo desta pequena padaria em Benfica, onde tudo está
 à vista, do forno à mesa onde se tende a massa. O despojamento da decoração deixa espaço para olhar para Monsanto, ali mesmo em frente, e para as broas que ainda restam sobre as prateleiras, pelas quatro da tarde já quase vazias. Paulo Martins faz apenas uma centena de pães
 por dia, a maioria pães grandes na tradição do country loaf. A ideia é fazer bem e, para isso, este filósofo de formação, acredita que não pode subir a produção — pelo menos por enquanto. O seu barbela tem 90 por cento deste trigo antigo, “ao contrário do que acontece com outros barbelas na cidade”, diz, “que levam muita mistura de trigos comuns”. A outra jóia da coroa é o espelta biológico 
e o pão de sementes, uma receita 
que trouxe do restaurante Hereford Road, do chef Tom Pemberton, em Londres, onde trabalhou.

Mais Procurado: Trigo Barbela (4,10€)
Especialidade: Espelta Bio (4,20€)

Publicidade
lab padaria portuguesa
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Padarias

LAB da Padaria Portuguesa

Avenidas Novas

O pão da Padaria Portuguesa não era dos produtos mais populares entre os gourmets lisboetas. E havia boas razões para isso. O abuso de fermentos e outros aditivos terá contribuído para a imagem de panificadora industrial, que na essência ainda é. Mas a filosofia começou a mudar em Fevereiro do ano passado, com o aparecimento do LAB, a padaria artesanal da marca, loja-bandeira da Avenida da República. Perante a tendência
do pão artesanal, começou-se a apostar em farinhas diferenciadas e nos processos de levedação natural, com recurso a massas-mãe. A aposta parece ter sido ganha. Os pães especiais, como a extraordinária broa de milho branco com tâmaras e um picante suave, só estão disponíveis no LAB, mas hoje fazem-se outros pães grandes de qualidade, como os de espelta e sementes (2,70€), ou os de centeio integral biológico (2,40€), que podem ser adquiridos em todas as 60 lojas da marca.

Mais procurado: Espelta e Sementes (2,70€)
Especialidade: Broa de Milho Branco, Tâmaras e Chiles Jalapeño (3€)

Micro Padaria
©Manuel Manso
Restaurantes, Padarias

Micro Padaria

São Vicente 

Esta pequena padaria da Graça esteve no início da revolução panificadora em curso. A história tem algo de comum com outras. A vontade de estar perto dos fornos apareceu na cidade onde tudo começou, São Francisco, nos EUA. Cláudia Bicho estava lá como cientista, a estudar biologia celular, mas a pensar no regresso a Portugal. Chegada a Lisboa, inscreveu-se num curso de padaria com Mário Rolando e tempos depois estava a abrir portas na Graça. O seu pão tem a filosofia dos pães com massa-mãe e recorre, naturalmente, a fermentações longas das massas, que assim se tornam mais facilmente digeríveis. Para além de pães com mistura de trigos e de centeio, há peças de autor, como o bestseller pão de trigo e polenta. Não deixe também de provar o brioche, mas atenção ao alerta de Cláudia: “Só há ao sábado e normalmente grande parte da produção são encomendas.”

Mais procurado: Pão de Trigo e Polenta (2,70€)
Especialidade: Brioche (5,50€)

Publicidade
Padaria Terrapão
©Inês Félix
Restaurantes, Padarias

Terrapão

Lisboa

Aos poucos, o Mercado de Arroios 
vai ganhando atractivos. No início 
do ano, Marta Figueiredo e João Celestino ocuparam uma das lojas do edifício para abrir uma padaria onde também se comesse como deve de ser. O pão é de fermentação longa e foram sendo acrescentadas variedades ao portefólio. Há desde cacete francês (1,50€) até bolinhas de brioche (1€), passando pelo tradicional pão de cabeça alentejano (3€). O mais popular continua todavia a ser o pão grande de barbela do Moinho do Boneco, no Bombarral, com farinha de espelta biológica e centeio (3,20€). Nas comidas, Marta traz a bagagem do seu restaurante Estrela da Bica, onde aliás ganhou o bichinho de cozer pão para servir à mesa. A sandes de cachaço fumado na casa (6,5€) é o petisco mais sonoro, e pode vir acompanhado de tutano (3,5€), uma insistência pessoal de Marta Figueiredo (“Ainda não pegou mas estou com esperanças...”) De resto, os vegetarianos têm uma sandes bánh mì de cogumelo de cardo (6,50€) e os carnívoros têm almôndegas de novilho e bacon caseiras com molho de tomate picante, ambas usando o cacete francês (5,50€).

Mais procurado: Trigo barbela do Moinho do Boneco, no Bombarral, com farinha espelta biológica e centeio (3,20€)
Especialidade: Sandes de cachaço fumado (6,50€)

Pão da Padaria da Esquina
Arlindo Camacho
Restaurantes, Padarias

Padaria da Esquina

Campo de Ourique

Foi uma das aberturas mais aguardadas de 2018 em Lisboa e essa expectativa tinha razão de ser. Entre os sócios estava um dos chefs mais conceituados de Lisboa, Vítor Sobral, que se fazia acompanhar de uma espécie de profeta da nova padaria artesanal, um extravagante professor de padaria cujos pães só um grupo restrito de afortunados tinha ainda tido a sorte de provar. Mário Rolando apareceu como o papa da massa-mãe e o povo pôde por fim conhecer-lhe
 a obra em Julho de 2018. A padaria onde se coze o pão fica fora da loja-mãe, em Campo de Ourique, e o pão é daí distribuído para um segundo ponto de venda, entretanto aberto no Mercado de Alvalade. Em ambos é possível também provar o croissant com calda de açúcar, bem como o famoso bolo de arroz.

Mais procurado: Esquina Escuro, com variedade de farinhas, e sementes (3,60€).
Especialidade: Mó de Pedra Bio, com farinha biológica, moída em mó de pedra e com “muito tempo de repousa” (3,25€)

Publicidade
Crouton
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Italiano

Crouton

Lisboa

O tamanho dos pães de Cézar Rodriguez é inversamente proporcional à dimensão do seu Crouton, um restaurante mínimo, especializado em pizzas de qualidade. Os seus boules, nome francês para pães rústicos de formato redondo, são mastodontes de trigo com cerca de 2,5 kg-3 kg cada – porventura os mais pesados à venda em Lisboa –, inspirados nos pães de aldeia cozidos em fornos comunitários, desde há mais de 100 anos. Cozinheiro de formação, Cézar começou na padaria artesanal por ter curiosidade em aprender os processos de fermentação da massa de pão. Leu alguns dos autores mais importantes e iniciou há oito anos o cultivo do mais precioso bem do ofício: a massa-mãe ou fermento natural. Esses animaizinhos de estimação ainda hoje continuam vivos e são os responsáveis pelo sabor distintivo do pão da Crouton, incomparável com qualquer outro à venda em Lisboa.

Mais procurado: 1/4 de Boule simples, com farinhas de trigo e centeio (5€/600G-750G)
Especialidade: 1/4 de Boule especial, com sementes e azeitonas Kalamata (7€/600G-750G).

Cria - Padaria Artesanal
©Manuel Manso
Restaurantes, Padarias

Cria - Padaria Artesanal

Cascais

Tudo começou em Petrópolis, interior do Rio de Janeiro, onde Fernanda Novais e Júlio Vaz tinham uma pequena mercearia de produtos artesanais. Era aí que também vendiam o pão que faziam, já de fermentação lenta, à base de farinhas que importavam de Itália. Quando se fixaram em Cascais, há dois anos, acabaram por ter a ideia de montar uma padaria e resgatar esse sabor. Há umas semanas, com recurso às farinhas Paulino Horta, começaram a cozer para fora, fornecendo cafés e mercearias de Cascais, mas também de Lisboa, como o Heim Café, o The Mill e a Mercearia do Poço dos Negros. Desde o dia 13 de Maio que a padaria vende directamente ao público o seu pão, feito de massa-mãe, fermentações em cesto até 24 horas e farinhas de moleiro. Há duas fornadas por dia, esteja atento.


Especialidade: Pão Rústico (2,50€/450G, 4€/800G)

Publicidade
Copenhagen Coffee Lab
©DR
Restaurantes, Cafés

Copenhagen Coffee Lab

Chiado/Cais do Sodré

O Copenhagen Coffee Lab começou, essencialmente, como um pacato 
café na Praça das Flores onde pessoas com MacBook Pro podiam dedilhar enquanto bebericavam cafés especiais importados do Quénia. Mas desde há cerca de um ano a empresa foi comprada por dois sócios de uma cadeia dinamarquesa com cerca de 80 padarias espalhadas pelo mundo, de Copenhaga a Nova Iorque. Esses dois sócios venderam a empresa e lançaram-se na aventura portuguesa. A primeira aposta foi a expansão da marca – já são cinco só em Lisboa e a ideia é expandirem-se –, a segunda foi o fabrico próprio de pão. O foco está na qualidade e isso tem dado frutos. Apesar de a unidade de produção ser muito pequena – e estar centralizada na padaria de Alfama – todas as outras lojas recebem o pão. “Em muito pouco tempo duplicámos a produção”, diz Simon Lund, o padeiro chefe da loja. O portefólio tem várias originalidades, a começar num pão com 30 por cento de massa-mãe, a que é acrescentado um pouco de café, passando por pães escuros de centeio com sementes. Todos os pães levam também um pouco de uma açorda de pão do dia anterior (pão imergido em água), a que Simon chama de bread cream, e que, segundo o próprio, é uma inovação da marca.

Especialidade: Centeio com sementes (2,90€/UNI)

Isco – Country Loaf de Trigo
©Inês Félix
Restaurantes, Padarias

Isco

Alvalade

Quando Paulo Sebastião partiu para Estocolmo, estava longe de imaginar a reviravolta que isso implicaria na sua vida. Formado em Informática pelo Instituto Superior Técnico, foi para a Suécia trabalhar na sua área. Ganhava bem, tinha uma vida estável, mas faltava-lhe algo: faltava-lhe pão. Essa carência levou-o a candidatar-se a uma das melhores padarias da capital, primeiro como part time, depois a tempo inteiro.
A paixão cresceu e com ela nasceu o Zine de Pão, o primeiro blogue português sobre padaria artesanal, que começou a escrever ainda na Escandinávia, para gáudio de uma comunidade crescente de adeptos do sourdough, o tal isco que haveria de dar nome à padaria de Alvalade. De regresso à pátria, na sua cabeça já estava abrir uma padaria/café/bistrô. Juntamente com outros dois sócios, fez nascer o Isco no Verão de 2018 e a casa tem sido desde então o que sempre idealizou: um ponto de encontro dos moradores do bairro (sim, mesmo da comunidade sénior do papo-seco) onde se recebem amigos de fora. Hoje, para além de excelente pão, há croissants e pain au chocolat dos melhores que se fazem no mundo, mas também se servem sopas de lentilhas e abóbora assada, kombuchas, cabeça de xara e fiambre caseiro, sandes bánh mi; e também se servem jantares bistronómicos entre quinta e sábado – tudo feito com atenção ao produto e liberdade para criar. Nos pães, o seu country loaf é feito de farinha de trigo T80 com 10 por cento de farinha einkorn, um trigo antigo. Já o outro grande sucesso, leva farinha espelta integral, trigo e papas de flocos de centeio. Obrigatório ir.

Mais procurado: Country Loaf de Trigo (3,50€)
Especialidade: Espelta com Centeio (4,50€)

Publicidade
Pão com Calma
©Inês Félix
Restaurantes, Padarias

Pão com Calma

Lisboa

Ao contrário do que muita gente pensa, 
a Alemanha é um país de óptimo pão, para muitos o ponta de lança da padaria mundial. E foi desse pão, com massa mãe e fermentação natural, que Laura Balser teve saudades. Natural da Alemanha, ao fim de quase uma dúzia de anos a viver em Lisboa, esta musicóloga de formação decidiu pôr as mãos na massa. Primeiro cozia pão para consumo próprio, depois passou a vender em eventos, como o Oktoberfest. Nesta altura, o produto de eleição eram os pretzel (ou “brezel”, grafia germânica para designar estes pães secos). A sua padaria, aberta desde Janeiro, é pequena, por enquanto só
 abre a partir das 16.00, e fica escondida numa escadaria do Bairro das Ilhas, entre o Técnico e a Estefânia. “Fazer este pão demora dois dias, é preciso tempo. E este cantinho calmo condiz com essa ideia”, diz Laura. Continua a haver pretzel, simples (1€), com queijo Emmental (1,50€) ou com queijo e bacon (2€); o pão com 100 por cento de farinha de centeio é outra das especialidades alemãs. Mas o toque de Midas está no pão de mistura com sementes de girassol e cânhamo. Efeitos psicotrópicos? “Não. Senão, seria mais caro”. Contem ainda com brunchs ao sábado e afterworks de cerveja artesanal (Laura é expert) e pretzel todos os dias, na esplanada.

Mais procurado: Mistura de Farinhas com Cânhamo e sementes de girassol (4€/ 750G)

Especialidade: Pretzel (1€)

Restaurantes, Padarias

O Pão Nosso

Avenidas Novas

Espaço para refeições ligeiras (há pratos do dia sempre a rodar) e brunch (há três menus), quando entra nesta padaria dá de caras com um mapa dos pães de Portugal assinalados e desenhados numa parede de ardósia. Há pão alentejano, de alfarroba, de centeio, bica de azeite, de sete sementes, pão lapudo...  Às quintas chega o bolo lêvedo dos Açores, também há broa de Avintes e uma montra sempre cheia de pães de fabrico próprio. Acresce também a oferta de bolos caseiros, scones, croissants e tartes. Tome nota: é dog friendly. 

Publicidade
PaO de queijo - Eric Kayser
©Massimo Pessina
Restaurantes, Padarias

Eric Kayser

Lisboa

A primeira padaria descendente de Eric Kayser em Lisboa abriu em 2011, nas Amoreiras, pela mão de Laurent D’Orey e Julian Letartre. Desde então o império Kayser no país cresceu e está espalhado, até, por várias superfícies comerciais. Todo o pão é feito e cozido no local, das baguetes ao pão de queijo ou de curcuma e volta e meia há pães especiais. Têm também todos os clássicos da pastelaria francesa, dos croissants às gallette des rois

Baguettes & Cornets
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Padarias

Baguettes & Cornets

Chiado/Cais do Sodré

Christian Calmeau começa às 04.00 da manhã a fazer croissants simples e de framboesa, tarteletes de figo, pain au chocolat. Mas também uma enorme variedade de pães, do pain limão, com farinha de centeio e limão confitado (2,30€) e pain muesli, com muesli de frutos vermelhos misturado na massa (2,80€), aos mais clássicos pain pouchon (3,50€) – que antes de serem postos no saco levam um lacinho com as cores de França – ou as baguetes campagne (1,20€) e caractere (1,90€), com farinha de trigo, trigo sarraceno e sésamo.

Publicidade
La Boulangerie
© Ana Luzia
Restaurantes, Francês

La Boulangerie

Estrela/Lapa/Santos

A cozinha está à vista e a primeira sensação é olfactiva e chega directamente do forno. Na Boulangerie, os olhos também comem e não só o que vem para a mesa. Nas paredes há mensagens escritas em ardósia, quadros e fotografias, pratos e azulejos combinados de forma inusitada e muitos objectos vintage, a espicaçar memórias. Há um bom brunch (20€) mas também uma boa padaria pronta a levar para casa: pão rústico, de cereais e alfarroba, bola rústica, pão de figos, baguetes e o pão especial da temporada, sempre a rodar, naturalmente (preços a partir de 0,50€).

CANTINHO SALOIO
©DR
Restaurantes, Padarias

Cantinho Saloio

Alvalade

Poucos sítios em Lisboa recebem tantos tipos diferentes de pão alentejano como o Cantinho Saloio, dentro do Mercado de Alvalade. Há pão de Rio Maior, pão de Mafra, alentejano, de centeio, carcaças a lenha, bolinhas de mistura, broa de milho de Rio Tinto e por aí fora. À lista de coisas que pode comprar neste sítio carregadinho de coisas boas, acrescente os queijos da Serra e os enchidos alentejanos. 

+ Cinco paragens essenciais no Mercado de Alvalade

Publicidade
Panificação de São Roque
©DR
Restaurantes, Padarias

Panificação de São Roque

Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Impossível falar de boas padarias sem falar da Panificação São Roque. Foi fundada em 1961 e fez a fusão de várias padarias mais pequenas espalhadas pelo Bairro Alto. Tem hoje uma fábrica de pão e de bolos, sete pastelarias e um depósito de pão. As fatias do pão de centeio que aqui se vende são utilizadas para fazer as famosas torradas do Gambrinus (1,60€ já fatiado). Anote na agenda: às quartas-feiras há pão de azeite.

Os melhores restaurantes em Lisboa

chutnify
©Francisco Santos
Restaurantes, Indiano

Os melhores restaurantes indianos em Lisboa

Uma das primeiras referências dos portugueses no que respeita à cozinha étnica foram os restaurantes indianos. E não há como os contornar. Nos restaurantes desta lista não faltam chamuças, caris ou pães naan quentinhos. Cada um com as suas especialidades, um mais moderno e perito em fazer dosas (que são uns crepes gigantes); outros mais clássicos e prontos para darem aos comensais o que querem. E, no meio disto tudo, quase numa categoria à parte, um par de goeses que operam uns furos acima da competição, o Jesus é Goês e o Tentações de Goa. Benditos.  Não tenha medo e prepare as papilas gustativas para ver se aguentam esta viagem pelos melhores restaurantes indianos em Lisboa. 

pistola y corazon, desanuio
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Mexicano

Os melhores restaurantes mexicanos em Lisboa

O melhor é pedir uma marguerita ou um cocktail com mezcal assim que chegar um destes restaurantes mexicanos em Lisboa – afinal a cozinha mexicana é conhecida pelo seu nível de picante (e aqui convém ter atenção às malaguetas assinaladas nas cartas, que não estão lá para enganar ninguém). As maiores influências desta cozinha vêm dos povos pré-colombianos e dos costumes dos colonizadores espanhóis, mas os pratos típicos variam consoante a zona (a partir da cozinha mexicana surgiu, entretanto, a tex-mex, que reúne os sabores do estado do Texas, nos Estados Unidos, com o México). A base da cozinha mexicana tradicional é o milho – daí que não seja fácil fugir às tortilhas, que acompanham quase todas as refeições –, o feijão e a pimenta. Prove os tacos, o chilli com carne ou as enchiladas.

Publicidade
tripas do dom feijão, tema  526
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

O melhor da cozinha tradicional portuguesa em Lisboa

Demos uma volta ao país sem sair da cidade e reunimos uma colecção de grandes exemplares da cozinha tradicional portuguesa, região por região, servidos nos restaurantes de Lisboa. É muito provável que a sua comida de conforto esteja aqui. Esta é a nossa zona de conforto. 

Publicidade