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Os dez melhores restaurantes do mundo em Lisboa

Se está farto de bacalhau com batatas, saiba onde comer em Lisboa a melhor cozinha nepalesa, goesa, chinesa, japonesa, mexicana...

Fotografia: Arlindo Camacho

Já sabemos que não há comida como a nossa, mas é bom variar. Hoje em dia, não tem de ir aos shoarma de centro comercial nem aos chineses com chop soy para ser uma boca viajada. Aperte o cinto e atire-se a estes dez restaurantes étnicos.  

Os dez melhores restaurantes do mundo em Lisboa

Mi Dai

Há muitos bons restaurantes chineses em Lisboa mas em nenhum temos tanto a sensação de estar na China. Nesta cantina do Martim Moniz, o cliente chega e escolhe o prato de uma vitrina frigorífica onde se alinham travessas de peixes para fritar, beringelas, espinafres de água, carnes e outros frescos. Vai quase tudo dali directo para um wok e vem quase tudo de lá perfumado de alho, gengibre e pimentas. Não perca o entrecosto frito, a beringela roxa e a barriga de porco cozinhada lentamente em soja. Outro vencedor é a sopa de massa com couve chinesa, que leva um caldo de ossos de carne capaz de reanimar Cavaco Silva.

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Martim Moniz

Sala Thai

Não há muitos restaurantes tailandeses em Portugal e, sobretudo, não há muitos dos bons. O que é lamentável, porque poucas cozinhas do mundo são tão sofisticadas e emocionantes. Em nenhuma outra parte do planeta se consegue equilibrar tão bem doce e salgado, ácido e picante, frutos secos e malagueta. O caril verde tailandês, por exemplo, é incomparável em aromas e frescura, e esta Sala Thai faz um excelente, seja com gambas, seja com peixe. O mesmo do caril paneng, com amendoins e coco. Vale muito a viagem e só tem de ir até à Avenida de Roma.

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Casa Nepalesa

O empresário nepalês da restauração Tanka Sapkota é mais conhecido pelos seus restaurantes italianos Come Prima e Forno d’Oro, mas esta será a sua casa natural. É porventura o único nepalês de Lisboa em que acreditamos que o cozinheiro não é indiano. O respeito pelas tradições é total e os níveis de picante estão bem definidos e podem queimar. Os produtos são acima da média (e os preços também, naturalmente), com gambas a sério, espargos a sério, cabrito a sério e até coisas menos fáceis de encontrar nas mesas asiáticas, como javali. Estamos perante um restaurante com ambições de fine dining, com folclore da terra e tudo, mas ao contrário do que sucede noutros sítios étnicos com empregados mascarados, música autóctone e mesa atoalhada, aqui, a comida é óptima.

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Avenidas Novas

Bangla

Ir ao Bangla não é só ir comer caril de cabrito com pão chapati feito no momento. É viajar ao Bangladesh sem sair do Martim Moniz, ou se quisermos ser mais precisos, sem sair do bastião muçulmano da Rua do Benformoso. Não vai ver muitas mulheres e vai ver muita gente a comer com as mãos, como faz o povo naquele país e na Índia (mas não se preocupe, pode usar talheres). O restaurante é dos poucos que se mantêm abertos na zona (a rotação de negócios a abrir e fechar é grande), e isso resulta em grande medida de uma clientela fiel a uma comida saborosa, onde não faltam os doces de leite caseiros típicos da região.

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Intendente

Tasca Kome

Há outros restaurantes japoneses tradicionais em Lisboa, mas nenhum nos encanta tanto como a tasca de Yuko Yamamoto, japonesa radicada em Portugal há uma dúzia de anos. No menu há sempre sopa miso, sushi e sashimi, takoyaki (almôndegas de polvo fritas) mas todos os dias rodam pratos tradicionais com verdadeiras raridades, como as bochechas de atum grelhadas ou o croquete de caranguejo cremoso. O espaço é pequeno e mimoso, com vista para a Rua da Madalena, e tem um balcão extraordinário onde pode ver o sushiman fatiar toro. Ah, aconteça o que acontecer, não saia sem provar o cheesecake de Parmesão.

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Baixa Pombalina

Tentações de Goa

É provável que Portugal tenha dos melhores restaurantes goeses do mundo, e podíamos citar mais um ou dois de excelência em Lisboa. Isso tem a ver com a nossa herança histórica, obviamente, não só por causa da antiga colónia de Goa, mas também pela migração de muitos indianos radicados em Moçambique que acabaram por vir para Portugal, depois da Independência. Obrigado a todos. No Tentações de Goa, quem está desde sempre aos comandos é Maria dos Anjos, que recebe como se estivesse em casa um grupo de indefectíveis da malagueta composto por artistas, jornalistas e mais gente adepta de emoções. É tudo bom, mas nós aconselhamos as chamuças, os bhaji puris, o caril de caranguejo, o sarapatel, o mirchi e o xacuti de cabrito com salada de cebola e malagueta.

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Castelo de São Jorge

Ground Burger

Escolha dos críticos

Sim, há comida norte-americana. E, sim, os melhores hambúrgueres da cidade e do país são feitos à americana neste Ground Burger. Isto significa muito queijo Cheddar do bom, milkshakes com centenas de calorias, onion rings e uma lista selecta de cervejas artesanais, muitas delas importadas do outro lado do Atlântico, como a Samuel Adams servida à pressão. Contam-se pelos dedos das mãos os restaurantes que tratam a cozinha com o respeito e a paixão que a dona desta hamburgueria, Carolina Eng, põe no Ground Burger. Desde a carne de Black Angus, às batatas fritas com dupla fritura e alecrim, tudo foi testado como se estivéssemos num laboratório gourmet. Obrigatório.

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São Sebastião

Pistola y Corazon

Não é só um restaurante, é uma festa. E não é por acaso que comemorámos o aniversário da revista neste mexicano. Acabámos como se deve acabar um aniversário num mexicano, cheios de tacos e margaritas e tequilla (cheios de mais, eventualmente), tudo comido e bebido à mão. Não regressámos para o pequeno-almoço de domingo (a partir de 15€ para dois), mas ele é também altamente aconselhável, com excelentes sumos e uma sucessão de pratos e pratinhos, dos óptimos huevos rancheros aos molletes.

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Cais do Sodré

Pho-Pu

A sopa pho vietnamita é uma das grandes sopas do mundo. Em Lisboa, um ou outro chef com mundo sabe disso e experimentou pôr na carta versões de alta cozinha. Mas teve de ser uma família de chineses, com visão para o negócio, a ir buscar a receita e a copiá-la como deve de ser. Como todas as cópias, não é bem igual ao original, mas tem aquilo que faz com que toda a gente adore esta sopa: um caldo translúcido e cheio de umami, óptima massa de arroz e ervas aromáticas.

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Martim Moniz

Cantinho do Aziz

Esta tasquinha com comida trazida de Moçambique tornou-se na esplanada mais concorrida da Mouraria, com alta quota de turistas que sabem o que é bom. A comida tem aquela mistura de coisas simples e picantes de Maputo, como o frango assado com piripíri e molho de amendoim, chamuças ou o cheque cheque de caranguejo, a atestar a influência da comunidade goesa em Moçambique. Se é dos que já ouviram a família ou amigos falar da cerveja Laurentina que bebiam em África, este é também o sítio para finalmente a provar. 

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Castelo de São Jorge

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