Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Arte & Cultura

Arte & Cultura

Tudo o que precisa de saber sobre arte e cultura em Lisboa. As melhores exposições na cidade, os museus de Lisboa que tem de visitar e as peças de teatro que tem de ver. O melhor da agenda cultural de Lisboa

Portefólio: a procura de Mag Rodrigues pelas mãos que a pandemia escondeu
Arte

Portefólio: a procura de Mag Rodrigues pelas mãos que a pandemia escondeu

Quando Mag Rodrigues começou a fotografar mãos no metro de Lisboa, em Julho de 2019, estava longe de imaginar que, passados uns meses, a realidade que iria encontrar nas suas viagens de casa para o trabalho seria a que vivemos hoje. “As mãos revelam imenso sobre uma pessoa”, começa por observar, em conversa com a Time Out. É certo que muitos artistas já dissertaram e produziram obras sobre esta parte da fisionomia humana, reconhece a fotógrafa e enfermeira de 29 anos, que trabalha nas urgências de um hospital privado da capital. Mas as deslocações diárias e o tempo passado entre carruagens permitiu-lhe observar, compôr e documentar algo que nos é a todos comum. Ao início, eram apenas as cores dos vernizes, a pele enrugada pelo passar dos anos, ou a postura descontraída que as pessoas assumiam naqueles trajectos em que tinham de matar o tempo. “Inicialmente, as imagens eram únicas, porque mostravam as mãos (com a expressão corporal, os adornos) com toda a informação que se retira só desta parte do corpo”, explica Mag Rodrigues. Mas, de um momento para o outro, tudo se tornou mais tenso. As mãos despidas, à vontade, desapareceram, murcharam, e deram lugar a poses retraídas. O simples acto de segurar o varão central de uma carruagem (como mostra uma das fotografias) passou a ser impensável. Sem saber o que aí vinha, Mag continuou a registar mãos no metro. E cedo percebeu que, em tão pouco tempo, tinha reunido um conjunto de imagens dicotómico que, acima de tudo, espelhava a real

Seis fotógrafos portugueses cujo trabalho precisa de conhecer
Arte

Seis fotógrafos portugueses cujo trabalho precisa de conhecer

"A fotografia é a coisa mais simples do mundo, mas é incrivelmente complicado fazê-la realmente funcionar". A frase, do fotógrafo britânico Martin Parr, é um óptimo mantra da fotografia como arte. Não é pelo apertar de um botão que lhe vamos encontrar dificuldade. Nem pelo foco, nem mesmo pela pose. É na visão que o corpo de uma grande fotografia se encontra, mesmo que, no final, estejamos perante a coisa mais mundana possível. Ser um bom fotógrafo requer visão, tacto e a capacidade de procurar histórias em tudo o que os olhos conseguem ver. Nesta lista vai encontrar seis nomes nacionais que, através do seu trabalho, conseguiram condensar momentos em arte. Ruas, sítios, pessoas, cada imagem conta histórias que ficam por dizer mas que nem por isso são silenciosas. São seis fotógrafos portugueses cujo trabalho precisa de conhecer. Recomendado: Da realidade à ficção: uma viagem pelo mundo através de livros de fotografia

As peças de teatro para ver esta semana (online)
Teatro

As peças de teatro para ver esta semana (online)

Saudades dos tempos em que, nestas linhas, éramos moralistas com quem passava demasiado tempo no sofá. Agora, estimados leitores que por aqui continuam, não temos outra solução que não passar muito tempo no sofá, no cadeirão da varanda, no banco junto à janela, por aí. Esta pandemia é um desafio à Humanidade e à classe artística, que tem estado, gradualmente, a fazer upload para canais de streaming e outras possibilidades de estar perto de quem os deseja continuar a ver. É por isso que não vamos continuar a aceitar desculpas, tem, mais do que nunca, todo o tempo do mundo para ver espectáculos de teatro e de dança, online, sem sair do sítio onde lê estas palavras. Não será a mesma coisa que ir a um teatro, mas é o que temos por agora. E, na dúvida, é melhor aproveitar.  Recomendado: Cinemateca reforça programação online com filmes portugueses em streaming

O diário fotográfico de um viajante solitário pela Europa (sem sair de casa)
Arte

O diário fotográfico de um viajante solitário pela Europa (sem sair de casa)

Em tempos de distanciamento social, o exercício de algumas profissões tornou-se bastante difícil. A maior parte da população está agora em casa. Alguns trabalham remotamente, mas há quem não tenha essa opção. David Cachopo, 31 anos, operador de câmara e fotógrafo, foi mais um dos que se viu confinado a quatro paredes. Material encostado por tempo indeterminado. Trabalhos cancelados. Ao ver uma fotografia de Vík, uma pequena localidade no Sul da Islândia, relembrou o pequeno prazer que é poder viajar. A namorada, por graça, desafiou-o a viajar até lá usando o Google Street View. E assim lhe surgiu a ideia de percorrer a Europa sem sair de casa. Pelo caminho, vai fotografando as paisagens, as aldeias, as estradas, as cidades e as pessoas, através de capturas de ecrã que publica na sua página de Instagram Lonesome Traveler. “Comecei a viagem na porta de minha casa. Pus o destino e pedi ao Google Maps que traçasse o caminho a pé até à Islândia”, conta à Time Out, através do telefone. Essa aventura, pelos seus cálculos, demorará perto de 50 dias. Já vai no décimo. Quando falámos estava a chegar ao País Basco. Daí subirá para França, depois Bélgica, Holanda, Dinamarca, e aí apanha um ferry até à Islândia, onde entrará na fase final do percurso. “Tem sido mais intenso do que esperava. Faço em média 80 a 100 quilómetros por dia. Acordo, tomo o pequeno-almoço e ponho-me a viajar pelo computador”, descreve. Apesar de poder parecer uma actividade estranha, o fotógrafo encontra nela “mai

Pedro Barreiro: “Não me parece que o online seja um caminho”
Teatro

Pedro Barreiro: “Não me parece que o online seja um caminho”

Desde o início de 2019 que está à frente da Rua das Gaivotas 6, espaço do Teatro Praga, uma casa que tem por hábito dar carta-branca aos artistas que por lá passam. Pedro Barreiro é daquelas pessoas com quem dá gosto debater ideias. Não hesita em meter o dedo na ferida, seja ela qual for. E, por estes dias de quarentena, já prometeu que não vai cortar a barba nem cortar o cabelo, pelo menos até poder sair à rua. É dos que considera que as artes performativas não podem, a longo prazo, prosseguir online. E dos que acha que o Ministério da Cultura continua atrasado, a correr contra um prejuízo que parece nunca superar.   Como é que estás? Estou bem e tu?  Está tudo bem, também.  Confesso-te que já estou um bocado farto desta merda e isto ainda agora começou. Exactamente. Podemos começar por aí. Há quanto tempo estás em casa?Eu estou em casa vai fazer sábado duas semanas.  O que é que tens feito?  Tenho feito coisas bastante normais. Tenho dormido, tenho comido, tenho lido, tenho escrito, tenho trabalhado num site, tenho trabalhado em alguns projectos, conversado com pessoas, visto filmes... Pá, nada de grandes excentricidades. Sei lá, a maior excentricidade é andar há 15 dias sem usar roupa interior, o que é bastante agradável.  Percebo. Gostas, é isso?  Gosto, acho agradável.  Mais liberdade, não é?  Isso mesmo.  Outra coisa: segundo o que percebi, a Rua das Gaivotas 6 fechou no dia 12, dia de estreia de Rastro, Margem, Clarão, da Terceira Pessoa, que não chegou a acontecer. Qu

Museus em Lisboa

Os cinco museus mais estranhos de Lisboa
Coisas para fazer

Os cinco museus mais estranhos de Lisboa

Se já foi várias vezes ao Museu Nacional de Arte Antiga, conhece os cantos à Casa das Histórias da Paula Rego e sabe enumerar toda a Colecção Berardo, então se calhar está a precisar de um novo desafio. Estes são os museus mais estranhos em Lisboa. 

Os melhores museus em Lisboa: 20 que tem mesmo de visitar
Museus

Os melhores museus em Lisboa: 20 que tem mesmo de visitar

Alguns museus ainda funcionam como a arrecadação lá de casa: servem para amontoar tralha. Mas as coisas estão a mudar, a começar pelo impressionante Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia e a acabar na proposta do Governo de fixar a entrada gratuita para quem tem menos de 30 anos de idade. Deixamo-lo com uma visita guiada aos melhores museus em Lisboa, dando razões para redescobrir os clássicos e ideias para explorar colecções surpreendentes.

Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos
Miúdos

Museus para crianças em Lisboa? São mais que as mães e bem divertidos

É uma grande injustiça dizer que a palavra museu cheira a mofo. Mas se começou por arrastar os miúdos para uma exposição interminável que só interessou aos pais... é bem possível que o programa enfrente alguma resistência. Não desanime. Fomos à procura dos melhores museus para crianças em Lisboa. Para ir ao passado e ao futuro, sem sair do presente.

Sete coisas que aprendemos no Museu da Farmácia
Notícias

Sete coisas que aprendemos no Museu da Farmácia

O museu recebeu hoje a Conferência “Desumanidade e Justiça: as experiências médicas durante o período nazi 1933-1945”, mas a História da Farmácia faz-nos recuar muito mais no tempo, cinco mil anos, para sermos mais precisos. E em Portugal? Conheça sete curiosidades sobre a nossa história para descobrir neste espaço. 1. Desde quando existem farmacêuticos em Portugal? Convém lembrar que se chamavam boticários, que surgiram na Idade Média, e que a sua preparação dos medicamentos promovia a sua distinção dos físicos, ou médicos. Os primeiros em Portugal coincidem com o século XIII. Um diploma promulgado por D. Afonso IV em 1338 obriga a serem examinados pelos médicos do Rei todos os que exercessem os ofícios de médico, cirurgião e boticário na cidade de Lisboa.  2. Éramos bons nesta área? Digamos com algum brio que, no século XVI, os boticários eram usados na identificação e conservação de drogas e chamados a desempenharem funções nas armadas e hospitais das fortalezas. Não se esqueça de Tomé Pires, o primeiro embaixador português na corte chinesa, e autor de Suma Oriental (1515), anterior a Garcia de Orta. 3. Que tipo de cuidados aplicavam? Há que dizer que ainda havia muito caminho a percorrer, portanto a terapêutica baseava-se em purgas, sangrias e clisteres. Pois, não é muito agradável. Os medicamentos eram essencialmente de origem vegetal e a farmácia química só começou a ser divulgada entre nós a partir do início do século XVII. 4. Como era o acesso à profissão? Era nec

Seis obras essenciais no Museu Nacional de Arte Antiga
Arte

Seis obras essenciais no Museu Nacional de Arte Antiga

Foi graças a si, e à sua provável contribuição, que conseguimos pôr "O Sequeira no lugar certo". A inédita campanha de angariação de fundos foi bem sucedida e é por isso que actualizamos esta lista de obras essenciais para ver no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), adicionando-lhe a belíssima "A Adoração dos Magos". Não tem a dimensão de um Louvre ou de um Museu do Prado, mas como estes, a histórica morada da Rua das Janelas Verdes não se vê num dia. É um bom sítio para flanar sem rumo nem propósito e aproveitar as vistas, uma e outra vez, até porque ele não sai de Lisboa. É visitá-lo várias vezes – os primeiros domingos do mês são de entrada livre – e ir vendo. Não se esqueça de dar uma espreitadela nestas seis obras, cheias de histórias para contar. 

Museus em Lisboa: o Museu dos Coches em números
Museus

Museus em Lisboa: o Museu dos Coches em números

Em Maio de 1905 foi inaugurado um do mais impressionantes museus em Lisboa: o «Museu dos Coches Reais», iniciativa da rainha D. Amélia. 110 anos depois, o espaço ganhou um novo edifício, mais moderno. Oito números que contam tudo sobre o Museu dos Coches.