Arte & Cultura

Tudo o que precisa de saber sobre arte e cultura em Lisboa. As melhores exposições na cidade, os museus de Lisboa que tem de visitar e as peças de teatro que tem de ver. O melhor da agenda cultural de Lisboa

Diz que é uma espécie de roteiro da arte urbana
Coisas para fazer

Diz que é uma espécie de roteiro da arte urbana

As paredes andam cheias de rabiscos que nada devem à criatividade. Mas nos últimos anos a cidade tornou-se uma das capitais mundiais da arte urbana. Com a consciência que muito (mesmo muito) fica de fora, escolhemos sete obras que merecem a sua atenção

O mundo, por Alfredo Cunha
Arte

O mundo, por Alfredo Cunha

"Tempo depois do Tempo", a primeira grande retrospectiva do fotojornalista Alfredo Cunha em Lisboa, reúne mais de 500 fotografias (entre 1970 e 2017) e mais não é que a sua visão do mundo. A mostra que inaugurou na Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional tem fotografias de vários momentos históricos de Portugal bem como de outros países, sobretudo africanos. Se é lógica, praticamente automática, a nostalgia que algumas fotografias com mais idade nos provocam, Alfredo Cunha demonstra que não é só passado, que não pousou a máquina fotográfica. Em "Tempo depois do Tempo" há registos de 2017. Essas e outras fotografias, sobretudo pertencentes ao século XXI, nunca foram expostas, são inéditos que merecem ser vistos. Todas as razões servem para se deslocar à Cordoaria Nacional. Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Avenida da Índia. Ter-Sex 10.00-18.00, Sáb e Dom 14.00-18.00 Entrada livre. Até dia 25 de Abril. 

Peças de teatro que não pode perder em Março
Teatro

Peças de teatro que não pode perder em Março

Há companhias que descem até Lisboa, companhias estabelecidas na capital e companhias da periferia que acolhem novos criadores prontos a mostrar o seu valor. Há ainda uma co-produção com uma companhia estrangeira. Enfim, muitas peças de teatro, muito alimento para o espírito. Sete propostas obrigatórias em Março já de seguida. 

Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa
Coisas para fazer

Gosta de livros? Descubra os clubes de leitura e tertúlias em Lisboa

O maior e mais antigo clube de leitura do mundo chama-se missa e repete-se todos os domingos, sempre com o mesmo livro: a Bíblia. Mas quem procura alternativas laicas e gosta de variar, tem muito por onde escolher na cidade: eis alguns clubes de leitura e tertúlias em Lisboa. 

5 canções de Sérgio Godinho que merecem ser lidas
Música

5 canções de Sérgio Godinho que merecem ser lidas

Após 72 anos, Sérgio Godinho estreia-se no romance com Coração Mais que Perfeito. Depois de o ler, concluímos o que já sabíamos à partida. Que este é apenas um formato diferente para revelar um escritor que há muito ocupa um lugar de referência nas letras portuguesas. Para sustentar a nossa tese, apresentamos cinco provas irrefutáveis. Mas facilmente podíamos apresentar 50. Leia a entrevista ao autor e a crítica ao livro na Time Out desta semana. 

Museus em Lisboa e outras sugestões

Os museus de Lisboa que tem mesmo de visitar
Museus

Os museus de Lisboa que tem mesmo de visitar

Alguns museus ainda funcionam como a arrecadação lá de casa: servem para amontoar tralha. Mas as coisas estão a mudar, a começar pelo impressionante Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia e a acabar na proposta do Governo de fixar a entrada gratuita para quem tem menos de 30 anos de idade. Deixamo-lo com uma visita guiada aos melhores museus de Lisboa, dando razões para redescobrir os clássicos e ideias para explorar colecções surpreendentes.

As melhores obras de design e arquitectura de Lisboa
Coisas para fazer

As melhores obras de design e arquitectura de Lisboa

Os feitos arquitectónicos lisboetas estão longe de ter acabado na empreitada pombalina. Milhares de toneladas de betão, ferro e vidro depois, os últimos 60 anos foram ricos em grandes obras de arquitectura e de design, ao estilo de cada época. Em dez sugestões, visitar os grandes ex-líbris da modernidade e da contemporaneidade lisboetas está ao alcance de qualquer um. Recomendado: Lisboa é a melhor cidade do mundo para a Wallpaper

10 livros sobre Lisboa que tem de ler
Compras

10 livros sobre Lisboa que tem de ler

Todos a têm como pano de fundo, embora a tratem sob diferentes perspectivas. Mas se há conclusão comum a todos estes livros sobre Lisboa, é que a cidade é linda de qualquer forma.

Galerias de Lisboa: um roteiro alternativo em dez passos
Coisas para fazer

Galerias de Lisboa: um roteiro alternativo em dez passos

Enamorar-se de uma peça de design nórdico e aproveitar para ver o que está exposto nas paredes de uma loja no Cais do Sodré. Ir fazer compras à Mouraria e encontrar ilustrações no lugar de um antigo minimercado. Passear por Santos e acabar entre arte contemporânea e tatuagens. Todos estes cenários são possíveis e há muitos mais a descobrir na Lisboa de todas as artes. Venha daí. 

Teatro: é só rir com estas cinco comédias em Lisboa
Teatro

Teatro: é só rir com estas cinco comédias em Lisboa

Uma boa comédia, daquelas com observações actuais e inteligentes, mas sem pretensões pedagógicas, nem mensagem, nem nada dessas coisas, uma coisa mesmo só para entreter sem ser totalmente parva, é difícil de encontrar. Mas que há teatro assim, há. Estas cinco comédias em Lisboa têm textos e actores com montes de graça. 

50 atracções em Lisboa
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50 atracções em Lisboa

Nota prévia: esta é uma lista que tem tudo para crescer em tamanho, não fosse Lisboa uma das melhores cidades do mundo e arredores. Não encare portanto estas paragens como um guia definitivo mas antes como um aperitivo para todas aquelas propostas que ficaram de fora (por agora) deste nosso menu. Opte por calçado confortável e venha daí.  

Exposições em Lisboa

Do outro lado do caminho - Ciganos do Alto Alentejo
Arte

Do outro lado do caminho - Ciganos do Alto Alentejo

A Companhia de Teatro de Almada expõe na sua galeria o fascínio de Adalrich Malzbender pelas comunidades ciganas que habitam o Alto Alentejo.

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno
Arte

José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno

“Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser.” Foi o próprio mestre que o disse e é à boleia desta verdade sobre a arte (e também sobre styling) que a Gulbenkian dedica duas salas à exposição “José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno”. Na verdade, o título permite-nos outras liberdades. Afinal, quantas maneiras de ser moderno encontramos na vida e na obra de Almada Negreiros? No mínimo, várias, se pensarmos na excentricidade que levava à rua, nos manifestos desbocados, nas ilustrações novelescas, nos estudos geométricos, no cinema. E já lá vão cinco. Por essas e por outras é que Mariana Pinto dos Santos e Ana Vasconcelos, as curadoras de serviço, quiseram passar ao lado de uma viagem toda certinha (cronologicamente falando) pela obra de Almada Negreiros. De facto, muito mais interessante do que isso é olhar para trabalhos nunca antes mostrados ao público, nem a exposição que inaugurou o Centro de Arte Moderna, em , nem na que marcou a abertura do Centro Cultural de Belém, em (o que só nos faz pensar que o artista é um óptimo inaugurador). Aqui, no limite, inaugura-se todo um novo capítulo para quem apenas conhece a superfície da obra de Almada Negreiros. Ao longo de oito núcleos, distribuídos por duas galerias, sucedem-se as várias linguagens introduzidas e revisitadas pelo mestre, da abstracção geométrica às inúmeras representações dos saltimbancos, personagens de circo altamente apetecíveis aos olhos

Ressonâncias: da Voz e dos Ecos
Arte

Ressonâncias: da Voz e dos Ecos

Numa sala pequena na imensa Fundação Champalimaud, há um caos organizado de pinturas de Graça Morais à espera de serem montadas em “Ressonâncias: da Voz e dos Ecos”. São cerca de 100 obras, desde os anos 1980 a alguns inéditos feitos nos últimos meses com referências directas à actualidade: o retrato do jovem de Ponte de Sor agredido pelos filhos do embaixador do Iraque, uma figura que transporta um bebé como se o tivesse salvo dos escombros da guerra, homens tapam a boca para respirar num incêndio. As figuras que “salvam a humanidade” têm as caras metamorfoseadas em focinhos de carneiros, que Graça Morais associa à bondade e à beleza da sua infância em Trás-os-Montes. Em frente às duas pinturas de grandes dimensões que dão o tom à mostra, 20 Jan 2017 e 27 Jan 2017, as datas de tomada de posse de Donald Trump e do seu decreto anti-imigração, a pintora diz que esta dimensão política é a sua obrigação.

A Cidade Global — Lisboa no Renascimento
Arte

A Cidade Global — Lisboa no Renascimento

Esta é mais uma exposição sobre o Renascimento em Portugal e a época de expanção. Desta vez, a mostra foca-se não no Mundo Novo, mas na cidade de partida e chegada: Lisboa. A diversidade cultural e de produtos que se pode encontrar nesta cidade e, em particular, na Rua dos Mercadores ou Rua dos Ferros, são esmiuçados ao longo de seis núcleos: “Vistas de Lisboa: contexto histórico”, “Novas novidades”, “De África”, “Às compras na Rua Nova”, “Animais dos outros mundos” e “A casa de Simão de Melo”. Em todos eles se mostram os mais valiosos bens que se podiam comprar em Lisboa e em nenhum outro lugar da Europa com tanta quantidade e a um preço tão acessível: baús de madre pérola e filigrana indianos, tapetes e cochins de ráfia e marfins africanos, porcelanas e tapeçarias orientais e uma grande variedade de animais nunca antes vistos na Europa. Veneza podia até ser mais bonita, mas a exposição comissariada por Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe mostra que não era tão abrangente como Lisboa.

C-O2 Exposição Colectiva
Arte

C-O2 Exposição Colectiva

Este carreiro é versátil e uma ilusão de óptica. Encostado a uma parede, pendurado na vertical, ou na horizontal que nem um lambrim, está por agora exposto na mostra colectiva “C- ”, na FOCO, a galeria que junta artesãos, designers e artistas desde o final do ano passado. Juntamente com peças de Frederico Ramires, Hugo Cantegrel, Inês Teles, João Rolaça e Luísa Salvador, este Eminência Azul, de Diogo Caetano de Oliveira, poderá ser usado como o futuro dono entender, já que o artísta é pela versatilidade e portabilidade da pintura. Neste caso, mete-se facilmente de baixo do braço ou ao ombro, parecendo que se está a carregar o peso de uma enfiada indústrial de mosaicos que é na verdade acrílico pintado à mão.

Últimas notícias de Arte e Cultura

Ó! Galeria abre no próximo sábado
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Ó! Galeria abre no próximo sábado

É uma das aberturas mais esperadas da temporada. Depois de umas valentes obras, a Ó! Galeria abre no próximo sábado, no número 86 da Calçada de Santo André. As especialidades continuam a ser as mesmas: ilustrações, desenhos, livros, zines e peças de autor.   Last details! 💪🏻⚡️😉#homesweethome #ogalerialisboa #workinghard @rafaelateixeirarodrigues @nsat81 Uma publicação partilhada por Ó! Galeria (@ogaleria) a Mar 11, 2017 às 12:08 PST   Para a grande inauguração, marcada para as 16.30, o espaço recebe a exposição “Mudanças”, de Elisa Talentino. Mas há mais. A galeria continua a ser a casa de artistas como Mariana, a Miserável, Tamara Alves e Wasted Rita. E pensar que, quando a Ó! Galeria chegou a Lisboa, era só uma loja temporária. A galeria de ilustração veio do Porto no final de 2015 e, não só ficou de vez, como se mudou para um espaço maior. Veja também: + Galerias de Lisboa: um roteiro alternativo em dez passos

A Amiga Genial salta dos livros para a televisão
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A Amiga Genial salta dos livros para a televisão

A tetralogia napolitana que conquistou o mundo inteiro e vendeu que nem pãezinhos quentes vai ser transformada em série de televisão. A realização fica a cargo do italiano Saverio Costanzo e a produção é dos responsáveis pelo popular The Young Pope Quem viveu intensamente as aventuras e amarguras de Lenu Grecco e Lina Cerullo nas páginas dos livros de Elena Ferrante, poderá reviver A Amiga Genial na televisão já no Outono de 2018, avançou o The New York Times. Os castings para a série já arrancaram e estão previstos 32 episódios, de 50 minutos cada, divididos por quatro temporadas (cada uma correspondendo aos quatro volumes da tetralogia). O realizador será Saverio Costanzo, que falou com o jornal norte-americano sobre o projecto que irá estrear no canal italiano RAI, e os produtores são os responsáveis pela série The Young Pope, da HBO. O nome provisório da série é The Napolitan Novels. Leni e Lenu nasceram em 1944 e a primeira parte da série acompanhará a sua infância. A saga termina já nos anos 2000, com as amigas napolitanas adultas. Em Outubro do ano passado, A Amiga Genial esteve envolta em polémica quando um jornalista revelou a suposta identidade de Elena Ferrante, pseudónimo usado pela autora dos romances publicados entre os anos 2012 e 2014. Apesar dos rumores, o mundo continua sem saber ao certo quem é o génio por trás de A Amiga Genial.    

Um concerto, uma exposição, um filme e um ano inteiro para Mário Cesariny
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Um concerto, uma exposição, um filme e um ano inteiro para Mário Cesariny

Em Dezembro o país voltou a despertar para a evidência de ter perdido Mário Cesariny há dez anos, quando os seus restos mortais foram trasladados para um jazigo individual no cemitério dos Prazeres, com a presença do Presidente da República. Agora, 2017 prepara-se para ser o ano de homenagem que celebra a sua obra em todas as vertentes, até as menos conhecidas: artista plástico, com a mostra “Mário Cesariny – de Cor e Salteado”, e o pianista, com um concerto pela Orquestra Sinfónica Juvenil.  “O facto de ter sido um grande poeta ocultou de alguma forma o facto de ter sido um grande pintor”, disse José Manuel dos Santos, da Fundação EDP, na conferência de imprensa que apresentou o programa, no Centro Cultural de Belém (CCB). O amigo do artista é um dos programadores do tributo nos 10 anos da morte de Mário Cesariny, a 26 de novembro de 2006, juntamente com Elísio Summavielle, presidente do CCB, e com algumas instituições parceiras como a Fundação Cupertino Miranda, em Famalicão, a que o surrealista deixou a sua obra. O tiro de partida é dado já terça-feira com a inauguração no CCB da exposição "Mário Cesariny — de Cor e Salteado", que dá “uma visão geral da colecção que está na Fundação Cupertino de Miranda, do universo dos desenhos, passando pela pintura, as colagens e os objectos. Tudo isto tem uma grande interligação com a sua poesia, não são gavetas separadas”, explicou António Gonçalves, director artístico desta fundação que tem um centro de estudos dedicado ao surreali

Museu Berardo vai custar 5 euros
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Museu Berardo vai custar 5 euros

Amantes de borlas: acabou-se o que era bom. A partir do dia 1 de Maio, as entradas no Museu Colecção Berardo vão passar a custar 5 euros por pessoa, informou Joe Berardo.  Mas nem tudo é mau. Aos sábados o museu continua a ser grátis e as crianças até aos seis anos não pagam. Mais: a entrada de 5 euros dá acesso a todas as exposições. Há também novas tarifas para as visitas escolares com marcação, que passam a custar 1 euro por participante, e os visitantes com idade superior a 65 anos têm 50% de desconto no valor do bilhete. O museu abriu em Junho de 2007, com um acervo de 862 obras, e nunca se pagou entrada, por vontade do comendador. O burburinho sobre a cobrança de bilhetes só se adensou em Novembro de 2016, altura em que foi renovado por mais seis anos o protocolo entre Berardo e o Estado, com o ministro da Cultura Luís Filipe Castro a dizer aos meios de comunicação que havia necessidade de cobrar entradas para “obter mais meios de financiamento".