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Academia de Golfe Lisboa - Driving Range 2
Fotografia: Arlindo CamachoCoisas para fazer sozinho em Lisboa: jogar golf

Coisas para fazer sozinho em Lisboa

Sozinho na cidade? Não entre em pânico: há muito para fazer na sua própria companhia. Basta explorar o nosso roteiro à prova de emplastros

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Há muitos motivos para celebrar a cidade de forma ímpar sem nunca se sentir sozinho: vale tudo menos dar de comer aos pombos (a sério, não o faça, é deprimente). Pode antes jogar golfe, pedalar junto ao rio, relaxar num spa, enfardar uma sobremesa inteira, beber uns copos ou ir passear o cão (sim, não estará sozinho, mas também não terá de se preocupar em fazer conversa e, na pior das hipóteses, corre atrás do bicho que entretanto já não quer voltar para casa). Vá, dispa lá o pijama, saia de casa e aproveite para passar tempo de qualidade com a pessoa mais importante da sua vida: você.

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Coisas para fazer sozinho em Lisboa

  • Coisas para fazer
  • Eventos desportivos
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Atirar bolas para longe com um taco ajuda a aliviar o stress ou a melhorar o swing. Na Academia de Golfe de Lisboa, pode fazer isso em qualquer uma das 42 saídas do driving range. Cada cesto de 24 bolas fica a 2€ e o aluguer de um taco custa 4,50€, mas se não sabe bem o que está a fazer convém ter no mínimo uma aula de experiência (10€ por 30 minutos) – a Academia tem várias aulas para quem quer aprender ou aperfeiçoar o seu golfe (o desporto, não o presente do conjuntivo do verbo “golfar”). Se arranjar tempo ou quiser passar o tempo, não faltam hóteis com campos de golfe profissional bem pertinho de Lisboa.

  • Coisas para fazer
  • Eventos desportivos
  • Avenida da Liberdade

Se não consegue ler um parágrafo até ao fim talvez precise de umas aulas particulares no renovado Snooker Club. Porquê? Porque está provado que jogar pool ou snooker melhora a concentração. Uma aula de 1h30 custa 30€ com os treinadores Henrique Correia ou Nélson Baptista, mas pode também comprar um pacote de dez aulas por 275€. As lições são adaptadas ao nível de cada aluno e ajudam também a melhorar o cálculo mental, a coordenação de movimentos e a compreensão de leis elementares da Física. Está provado também que dominar o pano verde é perfeito para causar boa impressão.

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  • Coisas para fazer
  • Belém

Primeiro passo: alugar uma bicicleta, por exemplo da Belémbike (2,50€ por meia hora, um dia custa 10€). Depois, das duas uma: ou percorre a ciclovia até ao Cais do Sodré, como um domingueiro clássico, desviando-se de patinadores, corredores, gaivotas e outra fauna da beira-rio; ou traça um plano mais ambicioso e ruma até à Costa da Caparica apanhando boleia do cacilheiro até à Trafaria. O importante é dar ao pedal: em Lisboa o que não faltam são sítios para alugar bicicletas.

  • Saúde e beleza
  • Spas
  • Intendente

Todo um exército de massagistas chinesas rigorosamente fardadas (e um chinês, aquisição recente) trabalha arduamente para que saia do Yang Yun Xuan, o spa chinês do número 268 da Rua da Palma, relaxado. O caminho pode ser ligeiramente doloroso – não conte com cafunés – mas o resultado é reabilitador. Neste spa, aplica-se mesmo a técnica tradicional chinesa, o que significa pressionar energicamente o corpinho todo. Pode apostar apenas em zonas específicas, como os pés (reflexologia, 40 minutos, 30€) ou as costas e ombros (35 minutos, 30 €), optar pelo tratamento completo (a massagem de corpo inteiro dura 60 minutos e custa 50€), ou escolher a terapia Tui-na. A clientela é maioritariamente composta por chineses, mas o senhor Xiang e a sua mulher recebem muito bem os portugueses. Está aberto das 10.30 às 23.00 horas e facilmente se consegue vaga sem marcar com antecedência. Se não, pode relaxar noutros spas da cidade.

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  • Coisas para fazer
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Só funciona se tiver um cão, claro. Se for o caso, vá com o seu mais que tudo para o dog park (ou para outro dos melhores parques caninos de Lisboa) e prepare-se para conversas entusiasmadas sobre como a marca X de ração influencia a consistência das fezes dos cachorros. Fora de brincadeiras, não há melhor desbloqueador de conversa do que um bom canino: os vampiros que o digam.

  • Restaurantes
  • Mexicano
  • Cais do Sodré

Se a proximidade com o vizinho do lado não resultar, se a necessidade de meter conversa para pedir o molho não quebrar o gelo, se o convívio na fila de espera não chegar, então as margaritas vão tratar do resto. O difícil mesmo é sair deste restaurante mexicano sem fazer conversa com pelo menos uma pessoa para além dos empregados. Se gostar mesmo de tacos, há mais restaurantes para explorar, como o Comoba, no Cais do Sodré, ou o Yakusa, no Príncipe Real.

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  • Restaurantes
  • Pizza
  • Cais do Sodré

Vai comer essa pizza toda sozinho? Se calhar não. Sobretudo se se sentar nestes bancos e mesas corridas em pleno Cais do Sodré, depois da meia-noite. É que nos dias de maior movimento (de quinta a sábado) a pizzaria La Puttana fecha às 02.00 e enche-se de noctívagos famintos que, pelo adiantado da hora e contexto geográfico, estão predispostos a fazer conversa. Ora aí tem um pretexto para treinar a sua melhor cara de poucos amigos ou, pelo contrário, ser amigo da onça e comer também as pizzas dos outros.

Esta mania de dividir as sobremesas tem de acabar. O mal está instalado de tal maneira que há muitos empregados que trazem duas colheres por cada mousse de chocolate que se pede, tentando vergar o nosso egoísmo com o sentimento de culpa: “Vai mesmo comer isso tudo?”. Quem come sozinho não tem de passar por este vexame, por isso aproveite para ir ao Bella Ciao e ter um momento de onanismo gastronómico. Peça o tiramisù (4€), para muitos o melhor de Lisboa – não é por acaso que muitos clientes, ao chegar ao restaurante, pedem logo para reservar uma fatia. É feito todos os dias e por isso extraordinariamente fresco e fofo, com um vincado sabor a cacau e café. E se esta sobremesa é a sua perdição, conheça ainda os três melhores sítios em Lisboa para comer tiramisù.

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  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Chinês
  • Martim Moniz
  • preço 1 de 4

Respeite os costumes locais, coma a sopa com a cara em cima do caldo e sem vergonha do “schlep, schlep” e outras onomatopeias produzidas pelo sorver da massa. O restaurante fica no primeiro esquerdo do número 12 da Rua Fernandes Fonseca, mesmo ao lado do Martim Moniz. Antes de comer a sopa (5€ a 6€) é preciso subir umas escadas e passar por um cabeleireiro movimentadíssimo. Depois é escolher uma das mais de oito variedades – massa de arroz, massa de ovo, carne de vaca, porco, tripas e marisco estão entre as opções – e fazer da sua camisa um Jackson Pollock. Não esquecer o picante, fortíssimo, que deve servir como combustível de foguetões.

  • 4/5 estrelas
  • Restaurantes
  • Petiscos
  • Campo de Ourique

Deixe-se de preconceitos: se nunca o fez, está na hora de provar pezinhos coentrada, torresmos ou salada de orelha. O ideal é fazê-lo no reino do porco, que é como quem diz no Pigmeu, que se dedica a explorar as várias partes da anatomia do bicho – lombo, cachaço, pernil, barriga – e outras zonas menos nobres. É raro alguém ficar insatisfeito por ter comido túbaros e afins quando cozinhados da maneira certa. O segredo é apresentar uns ovos mexidos com mioleira com o nome "Ovos à Anibal", numa referência à série de televisão Hannibal, onde o protagonista se lambe com miudezas humanas. Este é um dos melhores restaurantes para jantares de grupo em Lisboa, mas também é um dos melhores balcões e, se a ideia é ir sozinho, nada melhor do que dar umas cotoveladas ao desconhecido do lado (cuidado, se fizer faísca ou arranja um inimigo ou encontra a sua cara metade e deixa a vida solitária de vez).

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O balcão desta steakhouse é um bom sítio para ficar sozinho a mastigar. Se não tem apetite para o bife da vazia, o chuletón ou a picanha, prove os croquetes com mostarda Dijon (4,90€ por três), o prego (12€ o da vazia), o hambúrguer de novilho (12€) ou o indispensável bitoque (12€). Para matar a sede há cerveja artesanal da marca Brewdog. Entretanto, se não dispensa um bom naco de carne, aproveite também para visitar a nossa selecção dos melhores restaurantes de carne em Lisboa.

Imagine este cenário: tem a tarde toda para si e apetece-lhe beber um copo, mas não quer ir para um restaurante e os bares ainda não estão abertos. Sendo assim, o ideal é ir à sala de provas da Vini Portugal. À entrada compra um cartão que pode carregar com dinheiro (uma espécie de Lisboa Viva do vinho) e usá-lo numa máquina que serve vinhos portugueses a copo a preços muito convidativos: o mais barato custa 0,50€. Seja responsável, não se enfrasque: não há ninguém para o amparar. Aliás, até recomendamos que, antes de beber, vá aprender um pouco mais sobre o universo vínico, num dos melhores cursos de vinhos em Lisboa. Nem que seja para descobrir qual é o que dá a maior piela.

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Reflicta sobre a conjugação do verbo "cogitar" e outras temas fracturantes no Jardim do Torel, o único da cidade com bancos de jardim individuais, uma peça de mobiliário urbano que serve também de metáfora para todo este tema. Em alternativa pode experimentar o Jardim da Cerca da Graça, inaugurado no ano passado, ou ir ver os patos ao Jardim Gulbenkian (mas mais uma vez, não os alimente). Em Lisboa, há muitos jardins e parques onde assentar arraial.

  • Restaurantes
  • Cafés
  • Chiado

Kaffeehaus, no Chiado, é o sítio mais chique onde pode ser visto a folhear A Bola, enquanto fica a par do drama Sporting versus Matemática (18 ou 22 títulos?) e bebe um kleiner schwarzer – não se assuste com o nome, é um café normal. Mas há muitos outros cafés para explorar na cidade. Em Campo de Ourique, por exemplo, pode desarrumar a pilha de jornais e revistas do Rés Vés, que inclui a Monocle e outras publicações com as quais não resistimos a tirar uma fotografia à laia de intelectuais estilosos. Nos Anjos, o Brick tem esta mesma revista que você está a ler agora: se por acaso está no Brick a lê-la neste preciso momento sorria perante o improvável alinhamento có(s)mico. Se não, vá até lá e sorria na mesma.

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Dizem que as plantas crescem mais saudáveis e viçosas se falarmos com ela. Se quer experimentar este método de jardinagem, tudo bem. Só não faça isso ao pé de outras pessoas ou em jardins públicos: é estranho e ainda chamam a polícia. Mas se está sozinho em Lisboa aproveite para ir ver os verdes do Horto do Campo Grande e escolher a planta que se adapta melhor ao seu estilo de vida. Os empregados têm todo o gosto em ajudá-lo a perceber se é uma pessoa de agapantos, um homem de nenúfares ou uma mulher de cactos.

Mais coisas para fazer em Lisboa

  • Coisas para fazer

No outro dia alguém notou, com toda a razão, que estamos sempre a mostrar fotografias do rio. E tinha razão. O Tejo é um daqueles vícios que não vamos largar tão cedo. Da margem Sul à margem Norte, do Parque das Nações a Oeiras, o rio dá-nos muitas razões para sorrir. Se nunca esteve apaixonado pelo Tejo, dê-lhe agora uma oportunidade. Se precisa de reacender a chama, aproxime-se destas águas, porque há muito para fazer à beira rio, incluíndo passeios de barco.

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  • Miúdos

Parque infantil, bicicleta à beira-rio e toca a voltar para casa que já está na hora do banho. Está na hora de acabar com os velhos hábitos, ajudá-lo a quebrar rotinas e levar os miúdos a descobrir Lisboa. Sempre em diferentes meios de transporte. Sim, até de helicóptero. Estes são os melhores passeios com crianças em Lisboa.

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