Rocco
Francisco Nogueira
Francisco Nogueira

Os 23 melhores restaurantes no Chiado para todas as carteiras

Da tasca portuguesa às cozinhas do mundo e à alta gastronomia, preparámos o roteiro definitivo para comer bem no Chiado.

Hugo Torres
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O Chiado é um dos bairros mais carismáticos e movimentados de Lisboa, mas encontrar a mesa perfeita no meio de tanta oferta pode ser um verdadeiro desafio. Entre armadilhas para turistas e filas intermináveis, é preciso saber exactamente aonde ir. Para que não perca tempo nem dinheiro, reunimos os melhores restaurantes no Chiado que valem realmente a pena. Esta lista actualizada conta com 23 moradas seguras, cruzando clássicos intemporais, tascas modernas e alta cozinha, com opções para todas as carteiras. Se procura o local ideal para um jantar inesquecível ou almoço rápido, entre compras, descubra onde comer no Chiado com confiança.

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Os melhores restaurantes do Chiado

  • Chiado

O BAHR, no renovado Bairro Alto Hotel, foi um dos projectos gastronómicos mais aguardados de 2019, graças à direcção criativa inicial do chef Nuno Mendes. A sala do restaurante, o primeiro projecto de design de interiores do The Studio, é simples mas carregada de detalhes; já a cozinha é totalmente aberta e de frente para as mesas de jantar. Para respeitar as estações do ano, o menu é fluido, mas ao jantar pode provar pratos como, por exemplo, o polvo grelhado com chawanmushi de algas. No Terraço, com vista panorâmica para o Tejo, a oferta foca-se em opções leves, como a tosta de percebes fumados e o pastel de massa tenra de camarão. É também aqui que se serve o brunch.

  • Português
  • Chiado

Um espaço, vários conceitos e restaurantes. É assim o grande casarão que José Avillez abriu no Verão de 2016 no Chiado. Há a Taberna, com petiscos de assinatura; o Páteo, que combina marisqueira e restaurante de peixe; a Pizzaria Lisboa, que o chef instalou aqui no pós-pandemia; e o Mini-Bar, que também ganhou uma nova morada no Bairro do Avillez, depois de ter saído do São Luiz. Um sítio para agradar a gregos e a troianos.

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  • Português
  • Chiado

É porventura o mais emblemático dos restaurantes com estrela Michelin no país e tudo se deve a José Avillez e à sua equipa perfeitamente alinhada. Com duas estrelas Michelin e lugar cativo no 50 Best, o Belcanto é uma experiência desde o momento em que se passa a ombreira da porta. Num ambiente simultaneamente enfático e descontraído, para que a experiência possa ser aproveitada em pleno, o chef propõe um menu de degustação de grande nível (e já não os dois de outros tempos). São 11 momentos e uma viagem pela história do Belcanto, uma mistura de delicadeza, consistência e imaginação.

  • Chiado

O tempo passou, a famíliou cresceu e evoluiu, mas o Bistro 100 Maneiras manteve-se sempre certeiro. Ljubomir Stanisic inaugurou-o em 2010, no Chiado, já depois de ter o 100 Maneiras ali ao lado, no Bairro Alto, onde chegou a ter uma estrela Michelin. O nome é mesmo bistro (e não bistrô com sotaque francês). Significa “limpo” em sérvio – no fundo, limpo de preconceitos, à semelhança do chef que o inaugurou, mas que acabou por o vender em 2026. A carta é feita de pratos pouco convencionais e, logo à entrada, é de destacar o bar, que não existe como complemento: vale por si, com uma aposta forte em cocktails de assinatura.

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  • Asiático contemporâneo
  • Chiado

China, Índia, Vietname, Indonésia, Malásia, Coreia, Tailândia, Japão… No Boa-Bao uma refeição pode ser uma autêntica viagem e também por isso o menu é um passaporte para um mundo pan-asiático de pratos: bao, dim sum, chamuça, phô, caril amarelo, caril verde, pad thai. Além da carta habitual, há sempre uma especial focada num destino asiático. Não deixe de provar os cocktails da casa.

  • Chiado

O ambiente informal e os tons terra são o primeiro sinal de que este não é um restaurante como o Cura, onde o chef conquistou uma estrela Michelin. O Broto não é um restaurante tradicional, muito menos uma tasca. O serviço é cuidado, a apresentação dos pratos é exímia, os ingredientes são de alta qualidade e a preparação mostra muita técnica e criatividade. Tudo foi pensado ao pormenor – e isso também se sente no preço, que corresponde ao "segmento médio-alto" que Pedro Pena Bastos quer assumidamente conquistar. Ainda assim, vai encontrar na carta surpresas como patanistas, croquetes, açorda, coscorões, molhenga de tomate, borrego à colher, farturas e leite creme.

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  • Cervejarias
  • Chiado

A Cervejaria Trindade funciona num edifício com passado de convento (a partir de 1294) e de fábrica de cerveja (a partir de 1836). O interior integra painéis, trabalhos em calçada de Maria Keil, arcadas e peças de arte. O espaço divide-se em zonas de consumo, onde se encontra a Petiscaria, com um balcão de mármore ao centro. Assinada por Alexandre Silva (Loco), a carta inclui croquetes, pastéis de bacalhau e camarão da costa, além de pratos de carne e de peixe, como o bife da vazia com ovo e molho, bochechas de porco, paleta de borrego, polvo, cataplana de marisco e bacalhau assado com tiborna.

  • Espaço gastronómico
  • Chiado

A ligação entre arte e gastronomia dita as regras do Cícero, restaurante que começou em Campo de Ourique e se mudou em 2025 para o Chiado. Por um lado, é a colecção privada de Paulo Macedo, com natural foco no pintor modernista Cícero Dias, que faz do espaço uma autêntica galeria. Por outro, a carta desenhada por Alessandra Montagne e executada por Felipe Neves, que cruza técnicas francesas, produtos portugueses e o receituário do Brasil, exige igualmente uma dedicação e sensibilidade. Disponível à carta ou em dois menus degustação (um dos quais vegetariano), a experiência materializa-se em propostas como o pão de queijo com caviar e os dadinhos de tapioca. Nos principais, o pato em texturas encontra o jambu e o tucupi, enquanto o peixe do dia é servida com castanha-do-pará.

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  • Bairro Alto

Do casamento entre as palavras "cravo" (que remete para a Associação 25 de Abril, por onde se entra) e "avó", nasceu o Cravó, no Chiado. Dona Alzira, avó de André Ribeiro, um dos sócios, é a grande inspiração do restaurante onde tradicional e contemporâneo convivem. Há bacalhau, polvo e cabrito, mas também ovo cozido a baixa temperatura e pão de ló com gelado de queijo de ovelha, com assinatura de dois jovens chefs: Rodrigo Simões e Leonardo Silva.

  • Japonês
  • Chiado

Num espaço de ar industrial marcado pelo betão das paredes e pela madeira balinesa, a carta do Cru transita entre o sushi tradicional e o de fusão. Nas opções cruas, destacam-se o ussuzukuri de cherne e o carpaccio de lírio, abrindo caminho para os combinados, niguiris – como o de toro com caviar – e gunkans de assinatura. Para quem dispensa peixe por cozinhar, há pratos quentes como o yakisoba. Para fechar, vale a pena guardar espaço para o pão-de-ló com creme de yuzu. Com uma selecção de bebidas que inclui opções exóticas como a sangria de pitaya e o sake, os finais de tarde no restaurante são habitualmente animados por um DJ.

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  • Português
  • Chiado

Para conseguir lugar no Das Flores convém reservar com tempo. Nem vale a pena tentar aparecer sem mesa garantida. A explicação é simples: já são poucos os restaurantes como este em Lisboa, bons e baratos. Apesar de várias ameaças existenciais, mantém-se firme e com uma cozinha imaculada. Os croquetes fritos na hora são obrigatórios, seja como entrada ou como prato, com arroz de tomate. Também têm fama o bacalhau ou as iscas. É tudo familiar, caseiro, bem provido. Chamamos-lhe tasca por defeito e pelos valores finais da conta, mas estamos num restaurante com guardanapos de pano e serviço irrepreensível.

  • Chiado

Com uma bela vista sobre o Tejo, o Epur foi o primeiro restaurante em nome próprio do chef francês Vincent Farges, radicado em Portugal há mais de duas décadas. Desde a abertura, em 2018, afirma uma cozinha criativa de base francesa que privilegia a simplicidade, a elegância e o produto, muitas vezes proveniente de pequenos produtores portugueses. A experiência organiza-se em menus de degustação que exploram uma abordagem visual e depurada da alta cozinha, com particular atenção aos vegetais e aos sabores essenciais. O restaurante ocupa um edifício histórico com cozinha aberta e salas luminosas de linhas contemporâneas.

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  • Indiano
  • Chiado

Nascido em Londres, o Gunpowder instalou-se em Lisboa com a missão de desmistificar a gastronomia da Índia. Afastando-se do preconceito de que o receituário se resume a caril e a comida picante, a ementa organiza-se entre pequenas porções e opções pensadas para partilhar. A oferta de carne foca-se exclusivamente no borrego, disponível em “donute de vermicelli” ou em costeleta assada com ghee caxemira. Nas restantes propostas, destacam-se as ostras do Algarve com moilee e caviar, os brócolos grelhados com mostarda malai, a tosta de gambas, o caranguejo de casca mole e a raia konkani com molho solkadi.

  • Cafés
  • Chiado

Coisas simples que nos fazem felizes: bifes panados. Salada de batata. Chocolate quente. O Kaffeehaus. Este café vienense da Rua Anchieta, que desde 2008 tem lugar cativo entre as melhores paragens do Chiado, é descontraído e acolhedor a todas as horas do dia. Seja ao pequeno-almoço, brunch, almoço, lanche ou jantar, a carta de nomes impronunciáveis (felizmente, com tradução) teletransporta-nos de imediato para a Áustria. Só nas salsichas conte com seis tipos diferentes, com destaque obrigatório para a käsekrainer, a especialidade da casa, que chega fumada e recheada com queijo emmental. Nos doces, o clássico apfelstrudel é inescapável, mas a tarte de framboesa e maçã é uma verdadeira surpresa.

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  • Brasileiro
  • Bairro Alto

O pé-direito altíssimo e o lustre de garrafas verdes marcam a entrada n’O Boteco, mas é a peça de Bordalo II que capta o olhar. A obra, um barco que reúne símbolos e histórias do Rio de Janeiro e de Lisboa, é a materialização perfeita da visão de Kiko Martins para este espaço (e até da biografia do chef). Aqui, o que se propõe é uma ponte gastronómica luso-brasileira. A refeição arranca com coxinhas de frango e dadinhos de tapioca com parmesão, antes de passar à feijoada O Boteco ou à picanha Black Angus preparada no carvão, tudo para acompanhar pelas caipirinhas da casa. Para fechar, atenção ao bolo brigadeiro e ao quindim com espuma de coco.

  • Português
  • Bairro Alto

Seja a que horas for, o Trevo está cheio e arranjar um espacinho ao balcão pode ser um desafio. Tão certo como estar (quase) toda a gente a comer a bela da bifana, que até Anthony Bourdain conquistou. A frigideira está sempre ao lume, à vista de todos, com uma gordura controlada e saborosa. Também há pratos do dia a preços modestos. Além disso, o Trevo tem umas das melhores canjas da cidade, disponível todos os dias.

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  • Europeu
  • Chiado

Depois de passar por vários restaurantes de alta cozinha, Maurício Varela queria soltar-se das amarras do fine dining e entregar-se a uma cozinha mais livre e descontraída. Foi assim que assumiu os comandos do Ofício, onde agora desenvolve especialidades portuguesas de forma criativa. Caso do pão de leite, croquete de alheira e maionese de couve fermentada, do arroz malandrinho de línguas de bacalhau ou do cozido de grão e presa de porco alentejano. Nada foi herdado da vida anterior do Ofício e um dos objectivos é levar os portugueses de volta ao restaurante no Chiado, onde tanto podem picar umas ostras ou uma tábua de queijo na barra como podem fazer uma refeição mais composta na sala.

  • Chiado

O Palácio Chiado ocupa os faustosos salões do antigo Palácio Quintela, um edifício histórico do século XVIII, marcado por frescos, pinturas e uma escadaria imponente. O espaço divide-se em duas atmosferas: o restaurante no piso superior, de recorte majestoso, e o bar Salla no piso inferior, para bebidas e dança. A cozinha afasta-se de quaisquer formalismos e aposta num menu de partilha, focado na tradição portuguesa cruzada com subtis influências asiáticas e toques contemporâneos. A carta viaja entre opções frescas de inspiração oriental e robustas carnes no carvão, guardando para o desfecho doces clássicos reinventados.

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  • Português
  • Chiado

Numa zona de preços altos, a Popular do Capelo é um pouso seguro. Com um ambiente castiço, marcado pelo balcão em inox e pela forte afluência de clientela local, o restaurante aposta numa oferta funcional e acessível, ideal para o dia-a-dia. A carta divide-se entre grelhados, comida de tacho e peixe frito. Nas propostas destacam-se os filetes com arroz de tomate, o lombo no forno, a maminha alhada com feijão preto e uma afamada francesinha de proporções generosas. Nas carnes, o emblemático bife de touro frito à portuguesa, servido tenro com alho, ovo a cavalo e batatas fritas, confirma a vocação de conforto desta casa.

  • Fusão
  • Chiado

Com provas dadas no país vizinho, o Ponja Nikkei conta a história da fusão japonesa e peruana que deu origem à cozinha nikkei. No menu não faltam, claro, os ceviches, como o clássico de corvina marinada em leite de tigre, batata-doce, cebola roxa, choclo, canchita (pipocas de milho), e óleo de coentros, assim como os tiraditos. Há nigiris e sashimi, mas também pratos quentes como um lombo salteado com mandioca. Para beber, o pisco é a estrela da companhia – o bar, aliás, está aberto todo o dia.

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  • Chiado

Instalado no The Ivens Hotel, junto ao Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, o Rocco divide-se em diferentes atmosferas de charme boémio e requintado. O vibrante Gastrobar impõe-se logo à entrada com um majestoso balcão rodeado de veludos e motivos florais, ideal para comer tábuas de queijos e enchidos. Num recanto adjacente, o Crudo dedica-se ao marisco, sempre acompanhado por champanhe ou espumante. Já na zona inferior, o Ristorante revela uma acolhedora sala principal em tons de madeira, que se prolonga para a espaçosa Terraza exterior. É neste cenário que a oferta se desdobra, cruzando uma cuidada zona de grelhados com a clássica cozinha italiana.

  • Chiado
Sea Me
Sea Me

Chama-se peixaria moderna, mas é já um clássico da cidade. A montra de peixe fresco, de apanha diária, fica ao fundo – e dali as peças podem ir para a grelha ou para sushi. Se não quiser escolher, entregue-se nas mãos de quem sabe, Elísio Bernardes, e descubra o peixe à sua medida em nove momentos. Umas portas ao lado, encontra o Sea Me Next Door. Se na casa-mãe a ideia é deixar-se estar e descobrir o peixe além do marisco, neste espaço o marisco e os petiscos são as estrelas e está pensado para refeições mais rápidas. Em qualquer um dos restaurantes, não deixe de provar o nigiri de sardinha assada e o gunkan de robalo e amêijoa. O Sea Me ganhou em 2025 uma nova morada em Alvalade e faz parte da selecção do Time Out Market.

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  • Português
  • Chiado/Cais do Sodré

André Magalhães não é só um cozinheiro de mão cheia e um taberneiro orgulhoso, tem um conhecimento e uma memória histórica tão invejáveis quanto necessárias a todos, especialmente ao meio gastronómico e às novas gerações. A Taberna da Rua das Flores é única também por isso. As coisas fazem-se à antiga e as tradições levam-se a sério, embora com algum twist do chef, ou antes com a influência que a cozinha portuguesa pode ter pelo mundo, de África à Ásia. A carta roda bastante. Pode haver um frango piri piri, uma meia desfeita, uma salada de polvo, como uma couve coração grelhada com satay e puré de pimentos assados ou um bao de polvo com maionese de sambal. Tudo para partilhar.

Os melhores restaurantes em Lisboa por bairro

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