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Os melhores cafés de Lisboa

Andámos pelos bairros da cidade à procura dos melhores cafés de Lisboa. Fique a saber quais são as melhores mesas

© Gabriel Tamez
Copenhagen Coffee Lab

Seja para tomar o pequeno-almoço, lanchar com a família ou encontrar amigos, ir ao café é um hábito bem português. Estes são os lugares que não dispensamos na hora da bica. 

Os melhores cafés de Lisboa

Bénard

Os croissants saem quentinhos do forno, para comer com manteiga, ou recheados de chocolate, e é raro quem ali entra só para beber um café ou ficar-se pelo chá – mesmo longe do Natal, época do também famoso bolo-rei. A Benard abriu portas ainda no século XIX, em 1868, e tornou-se num espaço afamado e de tal maneira bem visto que ali até podiam entrar mulheres, mesmo sozinhas. A esplanada é o melhor spot para fazer tempo sozinho: o movimento cosmopolita da Rua Garrett é fértil em distracções e apetece ficar.

Local: Chiado

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Chiado

Botequim

A memória continua a pesar no 79 do Largo da Graça. O espaço esteve 15 anos fechado, mas a presença da poetisa Natália Correia, que primeiro inaugurou o espaço, em 1968, não está só nas fotografias. Modernizado, o Botequim mantém o antigo balcão de madeira escura e também algum do espírito da sua génese de boémia intelectual. Na lista, a par com os chás e outras opções saudáveis, o café continua a surgir “com cheirinho”, e não faltam petiscos, folhados e tostas para acompanhar com um copo de vinho. Já pouco é como dantes, mas continua a haver muitos artistas por ali e de vez em quando há mesmo concertos.

Local: Graça

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São Vicente 

Café da Garagem

Não há dias cinzentos que impeçam a luz de entrar pela enorme parede de vidro do Café da Garagem, no Teatro Taborda. A vista sobre Lisboa, com a Senhora do Monte lá em cima, surge logo à chegada. Tem uma esplanada, mas lá dentro o ambiente é aconchegante, com uma fila de candeeiros retro a pender por cima de mesas propositadamente improvisadas com portas antigas e cavaletes e um velho piano ao fundo. A lista de torradas, ali uma espécie de bruschettas, inclui opções vegetarianas ou combinações de presunto com queijo de cabra e doce de tomate. À tarde trabalha-se com o computador no colo e os pés pousados no armário baixo, rente à janela.

Local: Costa do Castelo

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Castelo de São Jorge

Café do Monte

A atmosfera vintage não se mostra só nas mesas de tampo de mármore ou no chão de mosaico hidráulico, há jogos da Majora nas prateleiras que os pais vão reconhecer. A gente do bairro toma por ali café, ou opta pelo brunch ou por um croque – feito de pão crocante, em sandes quentes ou em versões mais verdes, de combinações de queijo de Azeitão gratinado com amêndoas ou sardinhas de conserva e pimentos, com salada a acompanhar. A música condiz com o ambiente, entre paredes pejadas de referências cinematográficas, pintadas de vermelho escuro.

Local: Graça

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São Vicente 

Casa Independente

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente esta casa/ associação cultural/ sala de concertos/ bar/ restaurante teve um papel fundamental na requalificação de uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite. Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos, e tem uma programação regular de concertos e festas. Aberto até às 02.00 (ao fim-de-semana).

Local: Intendente

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Intendente

Copenhagen Coffee Lab

Os grãos de café são colhidos na Etiópia, no Brasil ou na Guatemala, mas viajam até à Dinamarca para serem torrados, antes de chegarem ao Príncipe Real. No Copenhagen Coffee Lab bebe-se café artesanal, de saco e filtrado na hora. Também existe em take-away e basta escolher a forma de o confeccionar: frenchpress, aeropress ou V60. A bebida é valorizada, até na forma de ser apresentada, e também se comem por ali as especialidades típicas da casa-mãe de Copenhaga – o projecto foi trazido para Portugal por três amigas dinamarquesas. Há pão escuro de centeio com sementes e sabor amargo (rye bread) e também o cinnamon bun, adocicado, com canela.O ambiente é cosmopolita: há crianças e muitos tablets. O branco domina a decoração clean, as madeiras são claras e não há qualquer espaço por aproveitar – incluindo o parapeito da janela, onde estrangeirados aproveitam para trabalhar ao computador.

Local: Praça das Flores

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Chiado/Cais do Sodré

Cruzes Credo Café

É também um restaurante e fica mesmo ao lado da Sé, zona onde não faltam turistas, mas é um dos sítios preferidos de quem por ali mora para tomar um café, fazer uma pausa, conversar. Tem mesinhas de madeira na rua e lá dentro as paredes cor de vinho, a romper por entre a pedra clara das paredes e arcadas, dão um certo calor ao espaço. A ementa acompanha as horas do dia: além dos pratos do restaurante, há chás de Outono e “gelado afogado em café” para as tardes de sol, sumos naturais e tostas para apetites ligeiros e entradas de queijo ou figo, presunto e brie, para um copo de vinho mais tardio.

Local: Sé

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Santa Maria Maior

Fábrica Coffee Roasters

Os grãos de café 100% arábica, colhidos no Brasil, Etiópia, Quénia e Colômbia, são torrados na casa e moídos no momento. O desafio é gustativo e o difícil é escolher: um expresso com blend da casa (70% Brasil e 30% Etiópia), ou um café de filtro, tomado sem pressas, para saborear? Optámos por um lote Kenya, seduzidos pela promessa do aroma de mirtilo, amora preta frutada — e pedimos a preparação por infusão, num recipiente de vidro a lembrar uma ampulheta, uma Chemex. O aroma do café domina o espaço, que é cosmopolita, com elementos industriais e retro e madeiras escuras. E ainda pode levar-se café para casa.

Local: Restauradores

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Lisboa

Fábrica Lisboa

Existe a possibilidade de tropeçar num tripé ou numa câmara de televisão à entrada: o Fábrica Lisboa abriu em Maio e está na moda. O espaço devoluto transformou-se num café-padaria, com fabrico próprio e fornadas de pão ou croissants que são anunciadas pelo toque de um sino. Os anos 60 e 70 dominam e não faltam referências: está lá o cartaz de metal dos CTT, e também a balança manual, os telefones, latas de mercearia e revistas. O café bebe-se no sofá do canto, em mesas de madeira, ou em nichos de uma parede feita estante de relíquias. Quiches, tostas e tartes, é tudo feito ali.

Local: Baixa

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Baixa Pombalina

Kaffeehaus

A inspiração do Kaffeehaus é vienense e mesmo a bem portuguesa bica pede a acompanhar uma gulodice austríaca de nome difícil de pronunciar – como apfelstrudel, o famoso pastel folhado, recheado com maçã e canela, passas e pão ralado crocante, ou a sachertorte, um bolo de chocolate com recheio de compota de alperce e cobertura de chocolate negro, que é servido com natas. Mas também pode arriscar um original café austríaco, lado a lado com Pacheco Pereira ou outro intelectual da praça. O espaço tem esplanada e lá dentro há wi-fi e sofás para leituras mais demoradas.

Local: Chiado

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Chiado

La Boulangerie

A cozinha está à vista e a primeira sensação é olfactiva e chega directamente do forno. É sentar e escolher entre um croissant de massa folhada, estaladiça, pão variado, uma empada vegetariana de cogumelos – ou querer experimentar tudo e apostar no brunch. Na Boulangerie, os olhos também comem e não só o que vem para a mesa. Nas paredes há mensagens escritas em ardósia, quadros e fotografias, pratos e azulejos combinados de forma inusitada e muitos objectos vintage, a espicaçar memórias. O espaço abriu uma segunda sala, na porta ao lado, com 40 lugares.

Local: Janelas Verdes, Santos

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Estrela/Lapa/Santos

Pão de Canela

A esplanada sobre o jardim da Praça das Flores é um dos pontos altos do espaço. Com boa pastelaria, com destaque para os croissants, tem ainda um interior simpático e familiar, a fazer lembrar uma sala de chá. Também ali vão turistas, mas o ambiente de café de bairro ainda não se perdeu. Há famílias que ali chegam, grupos de conversa amena e tomam-se cafés tardios, a acompanhar o jornal. Ao fim-de-semana, o brunch de buffet é concorrido.

Local: Praça das Flores

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Chiado/Cais do Sodré

Pastelaria Restelo - “O Careca”

Um clássico da cidade e desta revista. Os croissants de massa folhada vêm quentes e polvilhados de açúcar cristalizado. A receita é mantida em segredo há mais de 30 anos e a fama traz até ali visitantes, além de gente do bairro, que usa o espaço para reuniões e ponto de encontro. No Careca também se vê muita gente sair de saco na mão: também ali se faz pão, há salgados e folhados e não faltam opções doces, incluindo miniaturas e biscoitos, que podem comprar-se ao quilo. Os duchesses quase conseguem rivalizar com os croissants.

Local: Restelo

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Belém

Pastelaria Versailles

É uma das pastelarias mais bonitas de Lisboa, com os seus tectos trabalhados e candeeiros de cristal, e mantém-se como referência também em tudo o que serve, do tradicional bolo-rei à pastelaria em geral – que não se fica pelos éclaires, nem se esgota nos pastéis de nata – passando pela comida e pela carne de bom corte que faz famosos os croquetes e os pregos no pão. O café sai bem servido.

Local: Saldanha

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Avenidas Novas

Pois, Café

Entra-se numa uma casa vivida, com almofadas espalhadas pelos sofás, livros e revistas empilhadas, filmes que se podem trocar, colecções de bules coloridos e candeeiros de pé a dar aconchego às conversas, entre arcadas de tectos altos. É assim o Pois, Café, o café austríaco, veterano entre os muitos spots de ambiente cosmopolita nascidos na capital. Ali não faltam snacks veggie, tostas sofisticadas de salmão ou com queijo chèvre, sumos naturais e sopas – tem menu de almoço e brunch.

Local: Sé

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Santa Maria Maior

Vertigo Café

Intimista é uma palavra gasta, mas que neste caso se aplica bem. A luz que entra filtrada pelas cores do tecto em vitral mergulha o Vertigo Café numa atmosfera aconchegante que as fotografias antigas espalhadas pelo verde desmaiado das paredes acabam por acentuar. E depois há os vestígios da gaiola pombalina, ao fundo, que também tem o seu charme. À mesa, há comida biológica e bebe-se mais chá do que café, mas isso é um pormenor. Na lista há bagels, calzones e tostas – a de salmão é a mais famosa – bolo de chocolate sem glúten e doces que se comem frios, como a tarte de limão e lima e o cheesecake.

Local: Carmo

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Chiado

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