Il Gallo d’Oro
Francisco Romão Pereira | Il Gallo d’Oro
Francisco Romão Pereira

Todos os restaurantes com estrela Michelin em Portugal

O roteiro de restaurantes com estrela Michelin em Portugal não pára de aumentar. Ao todo, são 53 em 2026. Conheça cada um deles.

Hugo Torres
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Desde 2024 que a Michelin tem um guia exclusivo para Portugal. Todos os anos o universo de restaurantes estrelados aumenta. Em 2026, são um total de 53 – nove restaurantes com duas estrelas Michelin, 44 com uma. As regiões de Lisboa e do Porto continuam a dominar, com o Algarve logo atrás. A estes somam-se sete estrelas verdes, que distinguem o compromisso dos restaurantes com a sustentabilidade (e podem não coincidir com as estrelas clássicas). O que continua a faltar é um projecto com a distinção máxima – três estrelas. Lá chegaremos. Abaixo, traçamos-lhe o roteiro dos restaurantes com estrela Michelin em Portugal.

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Duas estrelas Michelin em Portugal

  • Europeu contemporâneo
  • Massarelos
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Vítor Matos soma estrelas por este país fora. Conquistou duas para o Antiqvvm, o restaurante instalado no Museu Romântico, na Quinta da Macieirinha, no Porto. Neste seu bonito restaurante da Invicta tem à disposição dois menus: o Orgânico e o Ensaios Sensoriais. O primeiro, totalmente vegetariano, já viu pratos com combinações de ingredientes como batata doce e abóbora manteiga com caril tailandês e tamarindo; cenoura e chanterelles com gengibre, manteiga e citronela; ou morangos e iogurte com coentros, sabugueiro e lima kaffir. Já o Ensaios Sensoriais foca-se, sobretudo, na proteína animal, da terra e do mar. Gamba violeta com citrinos, manga, curcuma e rábano; imperador e lula gigante com molho bearnês, espargos brancos, salicórnia e plâncton marinho; ou carne Wagyu com enguia fumada, nabos, cogumelos e topinambur foram algumas das propostas já apresentadas.

  • Português
  • Chiado
  • Recomendado

É porventura o mais emblemático dos restaurantes com estrela Michelin no país e tudo se deve a José Avillez e à sua equipa perfeitamente alinhada. Com duas estrelas Michelin e lugar cativo no 50 Best, o Belcanto é uma experiência desde o momento em que se passa a ombreira da porta. Num ambiente simultaneamente enfático e descontraído, para que a experiência possa ser aproveitada em pleno, o chef propõe um menu de degustação de grande nível (e já não os dois de outros tempos). São 11 momentos e uma viagem pela história do Belcanto, uma mistura de delicadeza, consistência e imaginação.

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  • Leça da Palmeira
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Quando inventaram a expressão “comer com os olhos”, estavam, seguramente, a referir-se à Casa de Chá da Boa Nova. É impossível não ficar deslumbrado com a arquitectura do espaço. Pensada por Siza Vieira e construída sobre as rochas, está classificada como Monumento Nacional e integra o Roteiro Internacional de Arquitectura. Também não é possível ficar indiferente à cozinha deliciosa e criativa preparada pelo chef Rui Paula (também residente no Time Out Market Porto, em nome próprio). Neste restaurante com duas estrelas Michelin há dois menus à escolha. Um dedicado aos vegetais e outro onde brilham os peixes e os mariscos mais frescos, numa ode à cozinha de mar portuguesa. Entre o caril de polvo e a lula “Chanel” – e os pairings de vinhos – tudo parece saber melhor com a maresia que invade as grandes janelas projectadas pelo primeiro prémio Pritzker português.

  • Haute cuisine
  • Parque das Nações
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Com a saída do multi-estrelado Martín Berasategui, assim como do seu braço-direito, Filipe Carvalho (actual chef do JNcQUOI Fish e do JNcQUOI Table), o Fifty Seconds mudou – e para o perceber são precisos muito mais do que os 50 segundos que o elevador da Torre Vasco da Gama demora levar-nos ao restaurante. Vindo do Vistas, no Algarve (então com uma estrela Michelin), Rui Silvestre afastou o Fifty Seconds da linha clássica do chef espanhol e impulsionou-o para um novo ciclo, com um menu de 14 momentos inspirado pelo mar e pelas especiarias que Portugal começou a transportar do Oriente há mais de 500 anos. Chamou-lhe 1497, o ano da partida da expedição de Vasco da Gama em direcção à Índia. No primeiro ano de casa, manteve a estrela. Ao segundo, conquistou a ambicionada segunda estrela Michelin.

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  • Haute cuisine
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Henrique Sá Pessoa mudou o seu restaurante gastronómico para o Páteo Bagatela. Descendente directo do Alma, mantém o conceito e boa parte da equipa. O novo nome é o do próprio chef, que assume este projecto como o mais pessoal da sua carreira. O espaço, intimista e com cerca de 30 lugares, propõe uma abordagem mais livre e contemporânea ao fine dining, com cozinha aberta e uma experiência centrada na proximidade com os clientes. A carta organiza-se em três menus de degustação – Costa a Costa, dedicado ao mar, Clássicos, com pratos emblemáticos do chef, e Encontros, uma síntese da sua identidade culinária –, além de opções à carta. Nesta nova etapa, o chef manteve a sua posição na alta gastronomia portuguesa, garantindo logo à partida as duas estrelas Michelin que pertenciam ao Alma.

  • Haute cuisine
  • Funchal

No hotel Vila PortoBay, no Funchal, o Il Gallo d’Oro é a casa do chef francês Benoît Sinthon, que há mais de duas décadas vive e cozinha na Madeira. Foi aqui que o restaurante conquistou, em 2008, a primeira estrela Michelin da ilha, à qual se juntou uma segunda em 2017 e, mais tarde, a estrela verde que reconhece o compromisso com a sustentabilidade. A cozinha de Sinthon combina técnica contemporânea com forte ligação ao território, valorizando produtos locais, muitos provenientes da horta criada pelo próprio chef. A experiência desenrola-se em menus de degustação que exploram os sabores da ilha – do mar à montanha – num cenário privilegiado com vista para o Atlântico.

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  • Porches
Ocean
Ocean

Neste restaurante do Vila Vita Parc Resort & Spa, Hans Neuner conduz uma das cozinhas mais reconhecidas do país, distinguida com duas estrelas Michelin. Radicado em Portugal há quase duas décadas, o chef austríaco transformou as suas viagens numa parte central da identidade do restaurante, explorando as rotas históricas dos navegadores portugueses e cruzando sabores de diferentes continentes com ingredientes e referências nacionais. O resultado são menus de degustação que funcionam como verdadeiras expedições gastronómicas, combinando técnica apurada, criatividade e produto de excelência. A experiência desenrola-se numa sala luminosa voltada para o Atlântico, onde a equipa acompanha o ritmo inquieto e inventivo do chef.

  • Restaurantes
  • Vila Nova de Gaia
  • preço 4 de 4

Depois de o conhecermos, fica difícil não querer regressar. Bem iluminado, com uma vista inacreditável para o Porto e um serviço de excelência, o The Yeatman fica gravado no coração, assim como a comida preparada pelo chef Ricardo Costa, à frente do restaurante gastronómico do hotel, em Vila Nova de Gaia, desde a sua abertura em 2010. É lá que o chef – que também está presente na ala dos chefs do Time Out Market Porto – põe em prática a sua alta cozinha, de apurada técnica, que resulta em pratos cheios de sabor e carregados de memória. Neste restaurante com duas estrelas Michelin é imperativo conjugá-los com vinhos, ou não estivéssemos nós em terras de grandes títulos. Através do menu pensado pelo chef e de um pairing feito à medida, o cliente embarca numa viagem pelas diferentes regiões vinícolas de Portugal. No fim, até vai lamentar que o país não tenha mais quilómetros para provar.

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  • Albufeira

No Vila Joya, em Albufeira, o chef austríaco Dieter Koschina construiu uma das carreiras mais influentes da gastronomia portuguesa. Chegado ao Algarve em 1989, conquistou a primeira estrela Michelin poucos anos depois e, em 1999, tornou o restaurante no único do país com duas estrelas – estatuto que manteve durante mais de uma década. A sua cozinha combina a tradição clássica da Europa Central com os sabores e produtos portugueses, resultando numa proposta sofisticada, marcada pela precisão técnica e por combinações inesperadas. A experiência desenrola-se em menus de degustação que evoluem regularmente, servidos num cenário privilegiado com vista para o Atlântico.

Uma estrela Michelin em Portugal

  • Lisboa

Com apenas uma dúzia de lugares em torno de um balcão que abraça a cozinha, o 2 Monkeys oferece uma das experiências gastronómicas mais intimistas de Lisboa. O projecto, criado por Vítor Matos e hoje partilhado com Guilherme Spalk, conquistou uma estrela Michelin em menos de um ano. Instalado na antiga adega do hotel Torel Palace, o restaurante funciona em torno de um menu surpresa, com os pratos finalizados à vista dos clientes e num ambiente descontraído. A proposta combina criatividade contemporânea com referências francesas e produto português, numa sequência de pratos que se revela através de diálogo constante entre quem serve e quem é servido. Mais do que um jantar, é uma experiência pensada para ser vivida sem pressa.

  • Grande Porto
  • preço 3 de 4

Em Guimarães, A Cozinha, de António Loureiro, tornou-se no primeiro restaurante do Minho distinguido com uma estrela Michelin. Entre o mar e a montanha, o chef trabalha uma cozinha profundamente ligada ao território, privilegiando ingredientes locais e sazonais e uma abordagem contemporânea assente numa base tradicional. A proposta centra-se num menu de degustação que evolui com o produto e procura contar histórias do lugar, equilibrando técnica, sensibilidade e sabor. O compromisso com a sustentabilidade é igualmente central: em 2023 o restaurante tornou-se o primeiro na Europa a obter o certificado Zero Waste Business, fruto de uma política rigorosa de desperdício zero e da redução drástica do uso de plástico.

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  • Évora

Em Évora, na adega Fitapreta, A Cozinha do Paço nasceu da vontade de António Maçanita recuperar um Alentejo antigo, feito de produtos e sabores quase esquecidos. Instalado no Paço do Morgado de Oliveira, edifício do século XIV restaurado, o restaurante cruza alta gastronomia e viticultura numa experiência intimista. À frente da cozinha está Afonso Dantas, que trabalha ingredientes locais – muitos da própria horta – para reinterpretar o território com técnica contemporânea. Aqui, muitas vezes é o vinho que dita o caminho: alguns pratos são criados a partir das características das colheitas da casa, incluindo garrafas antigas reservadas exclusivamente para o restaurante. Os menus de degustação exploram essa ligação profunda entre mesa, vinha e paisagem alentejana.

  • Tavira

Em Tavira, junto ao castelo, A Ver Tavira valeu ao chef Luís Brito uma estrela Michelin em 2021, distinção que trouxe maior atenção a um percurso de mais de três décadas. À frente do restaurante com a mulher, Cláudia Abrantes, responsável pela sala e pelos vinhos, o chef tem vindo a construir um trabalho sólido e consistente, afinando cozinha e serviço quase fora da bolha mediática. A proposta cruza técnica contemporânea com forte ligação ao Algarve, equilibrando produtos do mar, da terra e do território. A experiência desenrola-se em menus de degustação de diferentes extensões ou à carta, num espaço com terraços que oferecem vistas amplas sobre Tavira e o rio Gilão.

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  • Faro

Em Faro, Rui Sequeira concretizou um sonho antigo: abrir um restaurante de alta gastronomia na sua cidade natal. Depois de ganhar experiência na exigente cozinha de Serge Vieira, em França, regressou decidido a provar que a região podia acolher uma proposta mais ambiciosa. Antes da abertura oficial, ele e a mulher, Cristina, testaram ideias num supper club doméstico que rapidamente conquistou curiosos e gastrónomos locais. Assim nasceu o Alameda, um restaurante intimista que interpreta os sabores do Algarve com técnica contemporânea e olhar autoral. Peixe e marisco têm especial protagonismo, numa cozinha que cruza tradição regional, criatividade e uma narrativa pessoal ligada à terra onde o chef cresceu.

  • Santa Catarina

O restaurante gastronómico do Torel Palace Porto, hotel de cinco estrelas na zona da Batalha, conquistou a sua primeira estrela Michelin em Fevereiro de 2025. Stéphane Costa é quem assume os comandos, juntamente com o muito estrelado Vítor Matos, que aparece como o “Blind Master” do espaço e cujo menu, de dez ou 12 momentos, é inspirado nas suas vivências. No site do restaurante anunciam ainda que durante a refeição “os seus sentidos serão postos à prova, numa cozinha fresca, renovada, evolutiva e sensível”.

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  • Carvoeiro

No Bon Bon, no Algarve, José Lopes encontrou o seu primeiro grande palco. Depois de passagens por cozinhas como o Eleven, o Clube Lisboeta, o Pão à Mesa ou o A Ver Tavira, assumiu o restaurante em 2021 com a intenção clara de reinterpretar a tradição com um olhar contemporâneo. A sua cozinha parte das raízes regionais algarvias e trabalha-as com técnica moderna e criatividade, surgindo muitas vezes atravessada por memórias pessoais, como no prato inspirado na avó de origem indiana. A proposta organiza-se em diferentes menus de degustação, mais curtos ao almoço e mais extensos ao jantar, sempre com uma abordagem elegante que equilibra produto local, sabor e alguma ousadia.

  • Haute cuisine
  • São Sebastião

A saída de Pedro Pena Bastos deixou Rodolfo Lavrador, o seu braço direito, aos comandos da cozinha do Cura, um dos restaurantes do Ritz Four Seasons, detentor de uma estrela Michelin. Familiarizado com as tradições culinárias portuguesas, o novo chef tem traçado um caminho de sustentabilidade, ligado sobretudo à sazonalidade dos ingredientes. Numa mesa onde o produto é rei, a simplicidade da matéria-prima serve de base a outros experimentos – sejam eles com sabores do mundo, ou com as últimas técnicas culinárias.

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  • Funchal

Foi uma das surpresas na gala do Guia Michelin do ano passado, mas quando Octávio Freitas abriu o Desarma em 2022 sabia bem ao que ia e o queria, não por acaso conseguiu convencer a administração do hotel The Views Baía a transformar o último andar no seu restaurante de sonho. A partir dos ingredientes da estação e da sua terra, o chef procurar praticar uma “cozinha simples onde, sem floreados, os sabores desarmam quem os prova”. São três os menus, de seis (195€), de nove (225€) e de 12 momentos (275€). A harmonização não é de se passar, não fosse também Octávio Freitas um homem do vinho e com uma garrafeira que é um verdadeiro luxo.

  • Cozinha contemporânea
  • Flores

A comida que o chef Rui Paula cria é apaixonante – e os seus espaços também. O DOP, na Baixa, instalado no bonito Palacete das Artes, é o sítio ideal para provar boa comida de autor, numa viagem feita através de pratos clássicos portugueses reinventados, com um forte apelo à memória e ao sabor. Vieira, alho francês e pimentão; tamboril, beringela e galanga; e lagostim, caril e couve-flor foram algumas das combinações e propostas que já apareceram no menu deste restaurante. Para rematar em beleza, há sobremesas preparadas com ingredientes como topinambur e avelã ou com chocolate, yuzo e kimchi. Bom apetite.

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  • Chiado
  • Recomendado

Foi a primeira estrela Michelin em Portugal para um restaurante 100% vegetariano. José Avillez abriu-o ao lado do Belcanto, que é onde está a génese do Encanto – isto é, a cenoura com esfera de azeitona e leite de pinhão, que se foi destacando entre pratos de carne e de peixe. O reconhecimento do guia vermelho surgiu logo no ano de abertura, como previra a Time Out, consequência de um delicioso menu de degustação, com 12 momentos preparados de forma exemplar pelo braço direito de Avillez neste projecto, o chef Diogo Formiga. Equilíbrio, técnica, textura, leveza, tubérculos, raízes, leguminosas, cereais, frutos secos… Não falta nada.

  • Baixa

O Palacete Severo, inaugurado no final de 2024, é um dos mais bonitos espaços do Porto. À frente dos dois restaurantes deste boutique hotel de cinco estrelas está o perfeccionista e meticuloso Tiago Bonito e só isso já é motivo para querer reservar mesa num deles. O Bistrô Severo (recomendado pelo guia Michelin na gala de 2026) está aberto durante todo o dia e tem propostas mais informais na carta. Mas se quiser ver todo o potencial do chef em acção, então, embarque na experiência que é o Éon e peça o menu gastronómico, uma viagem pelos produtos portugueses e de proximidade. À mesa serve-se um rol de memórias, emoções e vivências do chef, que começam num frango piri-piri, seguem para um atum rabilho com ostra e wasabi, e passam ainda por pratos como o carabineiro do Algarve com porco bísaro, numa espécie de surf and turf. 

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  • Chiado
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Com uma bela vista sobre o Tejo, o Epur foi o primeiro restaurante em nome próprio do chef francês Vincent Farges, radicado em Portugal há mais de duas décadas. Desde a abertura, em 2018, afirma uma cozinha criativa de base francesa que privilegia a simplicidade, a elegância e o produto, muitas vezes proveniente de pequenos produtores portugueses. A experiência organiza-se em menus de degustação que exploram uma abordagem visual e depurada da alta cozinha, com particular atenção aos vegetais e aos sabores essenciais. O restaurante ocupa um edifício histórico com cozinha aberta e salas luminosas de linhas contemporâneas.

  • Cozinha contemporânea
  • Bonfim
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

O restaurante de Vasco Coelho Santos, com uma estrela Michelin, é um ponto de paragem obrigatório para foodies e curiosos da gastronomia. Tem um menu que vai mudando consoante a época, utilizando produtos nacionais e de pequenos produtores de todo o país, que promove a sustentabilidade e, ao mesmo tempo, homenageia a gastronomia portuguesa. E não temos medo de lhe dizer que esta degustação, composta por dez momentos, vai tornar-se, seguramente, num dos jantares da sua vida. Por alguma razão recebeu as cinco estrelas da Time Out. “Prato após prato, brilhava o produto, sempre bem confeccionado”, escreveu o crítico, na altura, sobre o espaço, no qual o balcão, com uma vista privilegiada para a cozinha, é o melhor sítio para se jantar. Para acompanhar a refeição pode escolher fazer um pairing de vinhos ou de bebidas sem álcool. O chef Vasco Coelho Santos também tem presença no Time Out Market Porto.

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  • Belém
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Em 2022, foi confiada a André Cruz uma difícil tarefa: substituir o aclamado João Rodrigues aos comandos do estrela Michelin do Altis Belém. O chef encarou o desafio de frente e hoje tem nas mãos um dos mais entusiasmantes restaurantes de alta-cozinha na cidade. Num espaço que continua a cruzar o clássico com o contemporâneo, a interacção à mesa faz-se tanto com o serviço de sala como com a equipa da cozinha, incluindo o próprio André Cruz. Os dois menus de degustação, Folha e Raiz, mais as respectivas versões vegetarianas, são fruto de um trabalho de proximidade com pequenos produtores e de respeito pela sazonalidade dos produtos, para dar nova vida aos sabores tradicionais portugueses.

  • Haute cuisine
  • Cascais
  • Recomendado

Instalado numa fortaleza do século XVII no Parque Natural de Sintra-Cascais, o restaurante da Fortaleza do Guincho mantém há mais de duas décadas a estrela Michelin, conquistada em 2001. Desde 2018, a cozinha está nas mãos de Gil Fernandes, que então se tornou o chef mais jovem do país a com essa distinção. Inspirado pelo Atlântico que envolve o hotel e pelas paisagens do Guincho, o chef apresenta uma cozinha de autor criativa e técnica, onde os sabores portugueses – sobretudo os ligados ao mar – ganham novas leituras. A proposta organiza-se em menus de degustação que reinterpretam a tradição com produto local, servidos num elegante restaurante panorâmico com vista privilegiada sobre o oceano.

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  • Haute cuisine
  • Bragança

Óscar Geadas decidiu fazer caminho na alta cozinha sem sair da sua terra. Com a família, abriu o G Pousada e conquistou em 2019 a primeira – e até hoje única – estrela Michelin de Trás-os-Montes. A proposta parte da tradição regional, mas trabalha-a com técnica contemporânea e identidade própria, sempre com grande atenção aos produtores locais e aos ingredientes da região. Castanhas, cogumelos, ervas aromáticas ou enchidos transmontanos surgem reinterpretados numa cozinha que respeita a memória, mas não teme dar um passo em frente. O menu de degustação muda com as estações e acompanha a paisagem e os produtos disponíveis, numa leitura moderna do chamado “reino maravilhoso” de Miguel Torga.

  • Campanhã

Em 2019, Ricardo Dias Ferreira abria o Elemento, o primeiro restaurante em Portugal a utilizar apenas lenha e brasa para cozinhar. Quatro anos depois, o chef subia a parada e inaugurava nas Antas um fine dining (ou fire dining, se preferir) que é a evolução do primeiro. “O Gastro é uma evolução do Elemento. Segue uma linha mais de fine dining, com o foco no fogo, e tem uma disponibilidade diferente. Aqui, o objectivo é que o cliente desfrute do espaço e da experiência com tempo e tenha mais contacto com os cozinheiros”, explica Ricardo, que já passou pelas cozinhas do Midori e do Arola, no Penha Longa, em Sintra; fez a abertura do The Yeatman, em Vila Nova de Gaia; e trabalhou com Martín Berasategui, com três estrelas Michelin, em San Sebastian, antes de regressar a Portugal depois de sete anos na Austrália. O menu de degustação é sazonal e com ingredientes portugueses e de proximidade e a sustentabilidade é bandeira.

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  • Castelo de São Jorge

Instalado no renovado Palácio Belmonte, no Pátio de Dom Fradique, praticamente ao lado do Castelo de São Jorge, o Grenache é o restaurante do chef francês Philippe Gelfi, que chegou a Lisboa depois de passar por várias cozinhas em França. A sua proposta assenta numa cozinha contemporânea de matriz francesa, elegante e técnica, construída a partir de produto sazonal e de ingredientes locais. O espaço, intimista e com vista para a cozinha, convida a acompanhar de perto o trabalho da equipa enquanto se percorrem dois menus de degustação – Grenache e Experience – onde a tradição gaulesa surge reinterpretada com criatividade e precisão, num diálogo constante entre técnica clássica e sabores actuais.

  • Almancil

No Conrad Algarve, a assinatura do chef alemão que dirige o três estrelas La Pergola, em Roma, traduz-se numa cozinha mediterrânica elegante, com forte influência italiana e cada vez mais atenta aos produtos portugueses. Heinz Beck vive em Itália há mais de duas décadas, mas neste restaurante da Quinta do Lago procura cruzar técnica contemporânea e ingredientes locais, mantendo também a sua conhecida preocupação com uma cozinha equilibrada e saudável. O resultado é uma proposta sofisticada que combina modernidade e sabor, servida numa sala luminosa com terraço sobre a piscina. A experiência organiza-se em menus de degustação que exploram diferentes momentos da cozinha do chef.

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  • Reguengos de Monsaraz

O restaurante da Herdade do Esporão mantém-se como uma das referências gastronómicas do Alentejo, distinguido com estrela Michelin e também com estrela verde pelo compromisso com a sustentabilidade. À frente da cozinha durante vários anos, Carlos Teixeira construiu uma proposta profundamente ligada ao território, trabalhando sobretudo produtos da própria herdade, da horta biológica aos vinhos e azeites, além de fermentações e conservas feitas na casa. A distinção manteve-se mesmo após a saída do chef poucos dias antes da gala Michelin de 2026. A cozinha parte da sazonalidade e do produto para interpretar o Alentejo com técnica contemporânea, servida em menus de degustação que acompanham o ritmo da terra e da paisagem em redor.

  • Restaurantes
  • Foz

É, sobretudo, um restaurante de alta cozinha, mas a chef Angélica Salvador conseguiu imprimir ao ambiente da sua casa numa rua charmosa da Foz um despojamento que torna tudo ali mais aconchegante, sem pretensões. O que não significa abrir mão do serviço atento e dos pratos com alto rigor técnico que saem da sua cozinha detalhista – como no caso do robalo de anzol com tucupi, raiz de salsa, gamba branca e aneto; e do prato de pintada e codorniz com trompetas e ervilha. As sobremesas vão do pastel de nata com creme de limão e vinho do Porto e canela; ao chocolate negro com manga, baunilha e fava tonka. 

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Instalado nas galerias junto ao Four Seasons Hotel Ritz Lisboa, o Kabuki é a primeira filial internacional do conhecido grupo espanhol, referência na cozinha japonesa contemporânea. O espaço distribui-se por três pisos e combina um ambiente sofisticado com uma atmosfera descontraída, incluindo restaurante, cocktail bar e uma sala privada. Fiel à identidade da marca, a proposta cruza a técnica japonesa com influências mediterrânicas, sempre com grande atenção à qualidade da matéria-prima, muitas vezes portuguesa. O resultado é uma cozinha que junta sashimi, nigiri e outros clássicos a combinações inesperadas que aproximam os sabores do Japão da tradição gastronómica ibérica. Tem o reconhecimento de uma estrela Michelin.

  • Belém
  • Recomendado

Não é possível falar da gastronomia japonesa em Portugal sem referir Paulo Morais, decano da cozinha oriental. No pequeno restaurante aberto por Tomoaki Kanazawa, que quando regressou ao Japão, em 2017, escolheu Paulo Morais para o seu lugar, o chef homenageia a tradição nipónica como se fosse a sua. Com apenas oito lugares ao balcão, serve cozinha kaiseki, que tem como pontos fundamentais a sazonalidade e a qualidade do produto. Há quatro menus de degustação, num ritual pensado ao detalhe. A estrela Michelin do Kanazawa chegou no final de 2022, quando Paulo Morais já não a esperava.

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  • Cascais
  • Recomendado

Em Cascais, o chef Tiago Penão concretizou o sonho de abrir um restaurante japonês centrado na proximidade entre cozinheiro e clientes. O Kappo – termo que significa literalmente “cortar e cozinhar” – organiza-se em torno de um balcão em L com pouco mais de uma dezena de lugares, onde tudo acontece à vista de quem se senta. Num ambiente intimista e contemporâneo, o chef conduz um único menu omakase, revelando a sua mestria técnica e a qualidade do produto, sobretudo do peixe e do marisco locais. Entre cortes precisos, maturações, curados ou passagens pela brasa, cada momento procura valorizar o ingrediente e a hospitalidade japonesa, numa experiência partilhada e sincronizada entre todos os comensais. É a mais jovem estrela na constelação Michelin na região de Lisboa.

  • Sintra

Instalado no Penha Longa, em Sintra, o LAB by Sergi Arola afirma-se como o espaço mais experimental do chef catalão em Portugal. O restaurante, distinguido com uma estrela Michelin, funciona como um verdadeiro laboratório de ideias, onde a cozinha de autor combina influências espanholas, portuguesas e mediterrânicas. A consistência da proposta é assegurada pelo chef residente Vladimir Veiga, que conduz o serviço no dia-a-dia. A experiência começa com uma sequência de aperitivos que evocam sabores de várias regiões do país e desenvolve-se depois em menus de degustação que cruzam técnica contemporânea, produto de qualidade e referências gastronómicas de diferentes origens.

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  • Português
  • Grande Porto

Recuperar a estrela Michelin para o restaurante Largo do Paço foi um objectivo claro desde a reabertura da Casa da Calçada em 2025. Aos comandos da cozinha está Francisco Quintas, o mais jovem chef a conquistar uma estrela, em 2024, ao lado de Vítor Matos, no 2Monkeys, em Lisboa. Na gala de 2026, Francisco não só recuperou a tão ambicionada estrela para a cidade de Amarante, como foi distinguido com o Young Chef Award 2026. No Largo do Paço, o chef trabalha ao ritmo das estações e com os melhores produtos. A sua cozinha espelha alguns sabores de infância – como o pão tradicional que a avó e as tias faziam e a chanfana preparada nas festas de família –, que são fundidos em influências de todo o mundo. Aberto ao jantar, tem à disposição duas experiências gastronómicas, uma com 13 e outra com 15 momentos.

  • Francês
  • Aliados

É no restaurante do hotel The One – Le Monumental Palace que o chef Julien Montbabut aplica o seu savoir-faire francês aos produtos portugueses. A ousadia tem corrido bem, valeu-lhe a primeira estrela Michelin para o restaurante em 2022, mas não foi desprovida de esforço ou empenho. Para chegar a dois menus dignos de ovação de pé – A Grande Viagem e O Passeio –, viajou pelo nosso país durante dois anos. Sapateira com mostarda Savora e yuzu (um dos clássicos do chef); lírio com pasta de sésamo e rábano; carabineiro com cenoura e laranja; ou porco preto alentejano com folha de alho são alguns dos pratos, servidos no Le Monument, que o farão querer embarcar numa viagem só de ida, de Norte a Sul de Portugal. Os pairings de vinhos podem ter cinco ou sete passos.

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  • Estrela/Lapa/Santos
  • Recomendado

Sem carta, sem regras e apenas com matéria-prima portuguesa de produtores que Alexandre Silva conhece bem. É assim este estrela Michelin. O menu não desvenda nada do que vem para a mesa, mas deixa pistas: “O Loco é orgânico, valoriza os produtos nacionais e a natureza. Vive ao sabor das micro estações, inspira-se na tradição e nas referências identitárias da gastronomia nacional, mas subverte e eleva-as a um outro nível conceptual (...). O Loco é uma corrente criativa constante, uma atitude”. Pode confiar. São 16 momentos ao todo. Para uma refeição mais descontraída, Alexandre Silva tem o FOGO.

  • Montemor-o-Novo

Em Montemor-o-Novo, no restaurante do L’AND Vineyards, David Jesus assume pela primeira vez o protagonismo depois de mais de uma década na cozinha do Belcanto. A nova fase marca um regresso pleno ao fogão, agora com liberdade para desenhar uma cozinha própria. A proposta cruza produto português com influências das rotas e encontros culturais que marcaram a história gastronómica do país, numa abordagem contemporânea de base tradicional. Os menus de degustação exploram essas ligações, combinando ingredientes locais com técnicas e referências de outras latitudes. Instalado em pleno campo alentejano, o restaurante aposta numa experiência próxima e elegante, onde a cozinha aberta reforça o diálogo entre equipa e clientes.

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  • Alfama
  • Recomendado

Sala sóbria, serviço cuidado, comida de grande nível. O fine dining de Marlene Vieira demorou a abrir, mas cumpriu todas as expectativas – e a estrela Michelin não tardou. Com a cozinha ao centro, balcão ao redor, está tudo à vista neste elegante e discreto restaurante da chef, que aqui cruza sabores tradicionais portugueses, as suas memórias, com o gosto internacional. Existem dois menus de degustação (de nove e 12 momentos), embora os pratos não se anunciem. Depende dos fornecedores, dos produtos do dia e da criatividade do momento. Pode chegar à mesa uma filhós de foie gras e profiterole de Azeitão, uma tarte de percebes ou um linguado com espargos brancos em molho sedoso. A carta de vinhos é criteriosa e acessível. Na porta ao lado, mais em conta, mais colorido, mais informal, Marlene Vieira tem ainda o Zunzum. No Time Out Market, integra a ala dos chefs.

  • Grande Porto
  • preço 3 de 4

No coração da Quinta de Lemos, a cerca de 15 quilómetros de Viseu, o Mesa de Lemos nasceu para acompanhar os vinhos produzidos na propriedade fundada por Celso de Lemos. Desde a abertura, em 2014, a cozinha está nas mãos de Diogo Rocha, que desenvolve uma proposta criativa com base na tradição e forte ligação ao território do Dão. Distinguido com estrela Michelin e mais tarde com estrela verde pela atenção à sustentabilidade, o restaurante trabalha produtos da horta da quinta e de pequenos produtores locais, respeitando sempre a sazonalidade. À mesa servem-se apenas vinhos e azeites da propriedade, num espaço minimalista e envidraçado que se funde com as vinhas em redor.

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  • Japonês
  • Sintra
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Aberto desde 1992 no hotel Penha Longa, em Sintra, é um dos restaurantes japoneses mais antigos de Portugal. Depois de uma profunda renovação, passou de mais de cem lugares para apenas 18, num ambiente intimista com vista para os jardins e para a serra. Sob a liderança do chef Pedro Almeida, o restaurante ganhou nova vida e conquistou uma estrela Michelin, afirmando uma cozinha que cruza técnicas japonesas com produto português. A experiência organiza-se em dois menus de degustação de inspiração kaiseki, Kiri e Yama, com sete ou nove momentos, num percurso que valoriza a sazonalidade, a precisão técnica e a apresentação cuidada dos ingredientes.

  • Grande Lisboa

Rodrigo Castelo afinou o espaço e a proposta sem perder a alma ribatejana que sempre definiu a sua cozinha. O ambiente mantém referências de taberna, como o balcão forrado a azulejos, mas a experiência tornou-se mais depurada e centrada num menu de degustação pensado ao detalhe. Tudo é preparado na casa – do pão aos fumados, das salmouras às curas, técnicas essenciais para trabalhar muitos dos ingredientes que o chef privilegia. A cozinha tem uma ligação profunda ao território, destacando sobretudo os peixes do rio Tejo, como o lúcio e o barbo, ao lado de produtos de caça e da horta. É uma cozinha de proximidade que interpreta o Ribatejo com técnica, rigor e personalidade.

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  • Grande Porto

No novo hotel de Vila de Conde, o The Lince Santa Clara, Vítor Matos fez nascer o Oculto, num projecto a quatro mãos com Hugo Rocha, com quem trabalhou muito tempo no Antiqvvm, onde hoje tem duas estrelas. O nome é uma alusão ao facto de o restaurante ficar numa cave que só foi descoberta durante as obras de renovação do mosteiro. À semelhança do que tem vindo a fazer no 2Monkeys, também no Oculto o chef aposta num contacto próximo com os clientes, desmistificando o fine dining. Independentemente do menu – e são três –, tanto os snacks iniciais como os petit fours no final são servidos na cozinha, aberta para a sala.

  • Grande Porto

O Palatial deu a Braga sua primeira estrela Michelin. À frente da cozinha está Rui Filipe, chef com passagem por casas como a Fortaleza do Guincho, o Costes, em Budapeste, e também por A Cozinha, em Guimarães. Instalado num projecto invulgar que combina alta gastronomia, alojamento e outras valências de uma empresa familiar, o restaurante propõe uma leitura criativa da tradição gastronómica portuguesa. A cozinha parte dos produtos nacionais e da sazonalidade para construir pratos que equilibram técnica contemporânea e memória culinária. A carta permite escolhas livres, mas são os menus de degustação que revelam com maior profundidade a identidade e a abordagem do chef.

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  • Porto
  • preço 4 de 4
  • Recomendado

Foi o primeiro restaurante a conquistar a estrela Michelin no Porto há mais de dez anos e, desde então, que a tem mantido com orgulho. Pedro Lemos mudou recentemente a localização do seu restaurante homónimo, mas para o novo espaço levou o know-how e a criatividade com que sempre surpreendeu quem se senta à sua mesa. Aqui, honra-se a natureza com uma cozinha honesta que tira partido dos produtos e ingredientes da época. No menu encontra pratos como a enguia fumada com rabanetes e maçã; o foie gras de pato com nêspera e brioche; a massada de salmonete com ouriço do mar; ou o pombo preparado com nabo e agrião. Para terminar, há morango com ruibarbo e shiso; ou aipo com avelã e cevada. Mas não nos podemos esquecer dos vinhos que acompanham a refeição e que também têm um lugar de destaque. No Pedro Lemos tanto se apresentam grandes rótulos, como se dá privilégio a pequenos e desconhecidos produtores de norte a sul do país.

  • Europeu contemporâneo
  • Santa Maria Maior
  • preço 3 de 4
  • Recomendado

Foi um dos grandes e justos vencedores na primeira gala do Guia Michelin Portugal, em 2024, quando conquistou a estrela, e no discurso de agradecimento João Sá acabou a resumir na perfeição o Sála: “É um restaurante independente, pequenino, mas ambicioso”. A cozinha faz-se de misturas. Uma viagem gastronómica que começa em Lisboa e se estende a outras latitudes, da Índia a África. Já por lá se provou muamba, moqueca, caril, tom yum, mas também caldeirada ou coentrada. Há dois menus de degustação, um de cinco e outro de oito momentos, com os produtos do mar em grande destaque.

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  • Grande Porto

A expectativa é acicatada pela pesada cortina de veludo esverdeada que separa a sala da antecâmara onde aguardamos, paredes meias com uma tentadora garrafeira iluminada. A entrada do Schistó, o restaurante fine dining da Quinta da Vacaria, baptizado em homenagem ao xisto, pedra que abunda nos subsolos e socalcos do Douro, foi pensada para nos fazer bater o coração com mais força. Assim que a transpomos, é possível vislumbrar os mármores verdes da Guatemala e as mesas redondas, cobertas por toalhas engomadas e com pequenos candeeiros que emitem uma ténue luz de presença. O chef Vítor Matos está ao leme do projecto e pegou na cozinha tradicional duriense e deu-lhe uma nova roupagem, tendo sempre em atenção a proximidade dos ingredientes. Do menu de dez momentos podem fazer parte pratos como a truta arco-íris com cabeça de porco fumada, enguia, açafroa e acelgas; o lúcio-perca com grão, caldeirada e línguas de bacalhau; e a bochecha de porco bísaro com cuscos, chouriço e ervilhas. A maçã de Armamar, produto autóctone, o azeite Quinta da Vacaria e alguns citrinos são ingredientes recorrentes na sobremesa que encerra a refeição.

  • Europeu
  • Foz

Foi no restaurante da família, em Ermesinde, que Arnaldo Azevedo começou a desenvolver a sua arte. Passou pelo restaurante Mesa, no Porto, ao lado do chef Luís Américo, e pelo Amadeus, em Almancil. Depois de chefiar o Palco, no Hotel Teatro, chegou ao Vila Foz Hotel & Spa, sendo responsável pelos restaurantes Flor de Lis e Vila Foz. Neste último, conquistou uma estrela Michelin em 2022. É à beira-mar, num palacete do século XIX, que o chef prepara dois menus: o Maresia, que aposta nos peixes e mariscos mais frescos da nossa costa; e o Novo Mundo, inteiramente vegetariano. Se quiser elevar a parada, no Vila Foz existe a Kitchen Table Experience – os clientes comem instalados num balcão de frente para a cozinha e o chef Arnaldo vai cozinhando e apresentando os pratos criando um momento intimista e especial.

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  • Vila Nova de Gaia

Foi em 2022 que o chef Henrique Sá Pessoa foi desafiado a fazer deste espaço uma referência. Com o chef residente Jonathan Seiller, Sá Pessoa apresenta um menu com vários pratos influenciados pelas suas viagens pelo mundo, destacando-se sempre, ainda assim, o produto português. O guia destacou, por exemplo, a “sapateira, vieira & caviar” e o “carabineiro do Algarve, tapioca de coco, batata-doce e caril, uma potente combinação de sabores que nos fala em uníssono da Europa, Ásia e América”.

  • Portimão

No restaurante do Bela Vista Hotel & Spa, João Oliveira conduz uma das cozinhas mais refinadas do Algarve. Instalado num palacete histórico sobre a Praia da Rocha, o restaurante olha directamente para o Atlântico e inspira-se na costa algarvia para construir uma proposta centrada sobretudo no peixe e no marisco. O chef, que passou por casas estreladas como o Largo do Paço, o The Yeatman e o Vila Joya, desenvolve aqui uma abordagem contemporânea marcada por técnica, cor e precisão. A experiência começa frequentemente na própria cozinha, com os primeiros snacks, antes de seguir para a sala luminosa onde é servido um menu de degustação em constante evolução, dedicado aos produtos e paisagens da região.

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  • Haute cuisine
  • Funchal

No restaurante de fine dining do histórico Reid’s Palace, no Funchal, a cozinha olha de frente para o Atlântico. O espaço conquistou uma estrela Michelin em 2016 e, desde 2023, é liderado pelo chef madeirense José Diogo Costa, distinguido como jovem chef na gala Michelin. Inspirado pelos sabores da infância e pela riqueza da ilha, trabalha sobretudo com peixe e marisco locais, valorizando pequenos produtores e uma abordagem cada vez mais sustentável. A proposta apresenta-se em menus de degustação que cruzam ingredientes da Madeira com técnica contemporânea, servidos num ambiente clássico e elegante com uma vistas impressionante.

  • Estrela/Lapa/Santos
  • Recomendado

Sentar-se ao balcão do YŌSO é entrar num ritual omakase sério, com nove momentos de alto nível. Habner Gomes, formado na escola nipo-brasileira, serve bom lírio e bonito, um sublime fígado de tamboril curado em saké e uma elegante sopa miso de amêijoas. Nos niguiris, arroz Yumepirika impecável, cortes precisos de dourada, goraz e akami, entregues em mão, num ritmo solene e consistente. Com uma barra de nove lugares e três mesas, o pequeno restaurante foi pensado e desenhado pelo chef brasileiro, que conhecemos no extinto Mattë. Aqui, o preço é outro e é justo – como justa é a estrela Michelin madrugadora.

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