O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

Nunca sabe qual a próxima série ou filme para ver na Netflix? Espreite as nossas sugestões para nunca ficar sem ideias

Esta é a segunda e última temporada de Olivia Colman como Isabel II
Liam Daniel/NetflixEsta é a segunda e última temporada de Olivia Colman como Isabel II

Às vezes o mais difícil é escolher. Por onde começar ou o que ver a seguir. Os amigos não são unânimes nas sugestões: todos têm a sua série ou filme favorito e o complicado é acompanhar o andamento da carruagem. Depois, há aquele filme de que todos estão a falar. E para complicar as contas, novos títulos a serem adicionados todas as semanas. Parece uma canseira, mas não desespere nem se desoriente. Estamos cá para o ajudar. Diga-nos como se sente e o que procura e diremos o que ver a seguir na Netflix.

Recomendado: As melhores séries do momento

O melhor para ver neste momento

Dez comédias românticas de Natal para ver na Netflix
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Dez comédias românticas de Natal para ver na Netflix

As canções de Natal que saem das colunas, a neve ou a chuva a bater na janela, as luzinhas em tudo o que é sítio e as lareiras no conforto do lar. Não há dúvida que o cenário é propício a encontros e reencontros amorosos – nem mesmo os Grinches deste mundo são capazes de ignorar o potencial romântico da época. E a Netflix sabe disso. Por isso é que lançou tantas comédias românticas de Natal este ano. Entre séries e filmes, o que não falta são opções capazes de derreter o coração mais gelado. Recomendado: Os melhores filmes de Natal para crianças... E os pais delas

Seis novas séries da Netflix que vale a pena ver
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Seis novas séries da Netflix que vale a pena ver

Não é possível falar de séries sem falar da Netflix. Afinal, é muito graças à forte aposta deste serviço de streaming na produção audiovisual que o panorama televisivo melhorou nos últimos anos. É a nova era dourada da televisão e todas as semanas se estreiam séries e filmes que só se encontram na Netflix. O difícil muitas vezes é, na verdade, acompanhar o ritmo. Como escolher o que ver quando há tantas e tão variadas opções? Damos-lhe uma ajuda, apontando as séries novas da Netflix que vale a pena ver.  Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

As melhores séries para ver na Netflix
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As melhores séries para ver na Netflix

Começou timidamente em Portugal, com uma mão cheia de bons conteúdos e algumas apostas menos conseguidas. Com o passar dos anos, ganhou terreno, fez muitos de nós trocar as noitadas na rua pelas noites no sofá e na cama, e é difícil imaginar a vida sem saber que a temos ali. Filmes, séries, documentários, docusséries, há muito material para ver e fazer verdadeiras maratonas visuais sem sair de casa (e mesmo se o quiser fazer, é só levá-la no telefone). Junte-se à febre do streaming e conheça as melhores séries para ver na Netflix. Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

Filmes bem-dispostos para ver na Netflix
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Filmes bem-dispostos para ver na Netflix

Se é de um filme bem-disposto que anda a precisar, pare já esse scroll infinito pela lista da Netflix. Juntamos alguns dos melhores feel good movies (como dizem lá na América) que pode assistir agora no serviço de streaming. Não são necessariamente comédias românticas. Há, por exemplo, quem se divirta ao máximo com atribuladas aventuras em mundos apocalípticos (sim, zombies) ou com um Pai-Natal animado e todo tatuado. Nesta lista encontra vários géneros do cinema que em comum têm aquela vontade de nos fazer abraçar a boa disposição. E a pessoa do lado. Recomendado: As melhores séries para ver na Netflix

Seis minisséries da Netflix que vale a pena ver
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Seis minisséries da Netflix que vale a pena ver

As minisséries têm vantagens relativamente às séries e aos filmes. Por um lado, não se arrastam demasiado (como um certo drama médico), por outro, permitem desenvolver melhor a história e os personagens. Se não tem paciência para um sem fim de temporadas, mas apetece-lhe fazer uma maratona ao fim-de-semana (ou, por que não, apenas num dia), há pelo menos seis minisséries na Netflix que vale a pena ver. Adaptações de livros ou narrativas inspiradas em casos reais, mistérios policiais ou dramas, há propostas para todos os gostos. Só tem de escolher. Recomendado: As melhores séries do momento

As melhores séries originais da Netflix
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As melhores séries originais da Netflix

Não há volta a dar: a criação (ou pelo menos a aquisição) de conteúdos originais é a grande aposta da Netflix. Assim se explicam negócios como a compra da editora de banda desenhada Millarworld, de Mark Millar, ou os contratos milionários para produção de conteúdos exclusivos assinados com vários criadores. Mas, antes de todos estes desenvolvimentos, houve House of Cards, a série de intriga política protagonizada por Kevin Spacey e adquirida pela Netflix no início da década, que em 2013 confirmou a validade deste modelo. Desde então estrearam-se dezenas de séries originais (ou mais ou menos originais), de Orange Is The New Black a The Unbelievable. Estas são as séries originais Netflix que tem de ver. Recomendado: 11 filmes originais Netflix que tem de ver

Últimas críticas

‘Barbarians’ lembra os filmes históricos romanescos de antanho
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‘Barbarians’ lembra os filmes históricos romanescos de antanho

★★★☆☆ Se tivesse sido feita há 30 ou 40 anos, Barbarians (Netflix) seria não uma produção para streaming e televisão, mas uma longa-metragem. Só que o filme histórico de aventuras está quase extinto e o formato mudou de meio. Esta série alemã segue um modelo clássico: pega num acontecimento histórico e embrulha-o num enredo com personagens e situações verdadeiras e ficcionais. Barbarians recorda a Batalha de Teutoburgo, travada na floresta do mesmo nome no ano IX d.C., e em que três legiões romanas foram massacradas por várias tribos germânicas. A história centra-se na figura real de Armínio, um germânico tirado aos pais e à tribo ainda criança e romanizado, e nos seus dois grandes amigos de infância (inventados), que se reencontram para derrotar os opressores romanos. Uma das boas ideias da produção foi pôr os romanos a falar latim e os germânicos alemão. A recriação da época é aceitável, as personagens familiares e o enredo reconhecível mas absorvente, com um agradável travo aos filmes históricos romanescos de antanho. A batalha final decepciona, envolvendo umas magras centenas de participantes, longe das mais de 100 mil que a travaram, e filmada numa câmara lenta irritante de tão solene. Se fosse um exame de História, Barbarians tinha um bom menos, mas à justa.

Ratched, a enfermeira infernal
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Ratched, a enfermeira infernal

★★☆☆☆ Estão na moda as origin stories, em que se inventa um passado para personagens ficcionais (vilões, em geral, como o Joker ou a Rainha Má de Branca de Neve) para se descobrir por que se tornaram assim. A série Ratched (Netflix), tutelada pelo prolífero Ryan Murphy, mergulha no passado da tirânica, glacial e sádica enfermeira-chefe Ratched do filme Voando Sobre um Ninho de Cucos, de Milos Forman (1975), extraído do livro de Ken Kesey, papel que deu o Óscar de Melhor Actriz a Louise Fletcher. Kesey baseou a personagem numa enfermeira que conheceu quando trabalhava num hospício, e revelou mais tarde que lhe tinha exagerado a crueldade. A série da Netflix passa-se após a II Guerra Mundial e vai direito ao assunto: mesmo considerando que teve uma infância muito infeliz, a enfermeira Ratched (Sarah Paulson), já então era má como as cobras. Ratched não está interessada em registar qualquer tipo de evolução da personagem, apenas em envolvê-la, com carta branca de crueldade, num enredo convoluto, sanguinolento, campy e não raras vezes forçado. Ela não passa de uma personagem-tipo de outra série de Murphy, American Horror Story, transferida para um novo contexto ficcional. Esqueçam Ratched e vão rever o brilhante Voando Sobre um Ninho de Cucos e o grande papel de Louise Fletcher.

Bly Manor, A Mansão Assombrada
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Bly Manor, A Mansão Assombrada

★★★★☆ Um casarão isolado no campo inglês, um par de crianças com atitudes estranhas, uma perceptora zelosa, aparições sobrenaturais. Eis os principais ingredientes de A Maldição de Bly Manor (Netflix), e que nos são familiares. Mais precisamente do clássico de terror The Turn of the Screw, de Henry James, já várias vezes filmado. A Maldição de Bly Manor é obra da mesma equipa que nos deu A Maldição de Hill House, e tal como esta era uma versão modernizada e expandida do livro de Shirley Jackson, também aquela o é do de James. A série preserva o essencial da estrutura de The Turn of the Screw e, sobretudo, é fiel aos preceitos da tradição da ghost story à inglesa. O terror é de pavio longo, de elaboração pausada, dependente da exposição narrativa e do desenvolvimento da intriga, quase sempre sugerido e elíptico, que se pressente mas pouco se vê, manifestando-se nas sombras dos enquadramentos ou em fundo nos planos. E é um terror ligado aos ambientes da história e incarnado nas personagens, que elas arrastam consigo, surdo e torturado, de gerar incómodo e calafrios, e não choques e estrondos. A qualidade homogénea das interpretações e a consistência inquietante das atmosferas, reforçam a recomendação da visita a esta mansão assombrada.

Gente em Marte com lágrimas
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Gente em Marte com lágrimas

★★☆☆☆ Marte está na berra, de Elon Musk ao streaming. Em Away (Netflix), Hilary Swank interpreta Emma, uma astronauta que comanda uma missão internacional e multiétnica (um russo, um indiano, uma chinesa e um inglês de origem africana). Metidos num foguete, o Atlas, o quinteto foi da Terra para uma base na Lua, de onde apontou ao planeta vermelho. Swank é também uma das produtoras, tal como Edward Zwick, um homem que se fez na televisão (Os Trintões, Começar de Novo) e no cinema (Tempos de Glória, Diamante de Sangue). A série tem duas faces: uma é a da aventura espacial clássica, quando a acção se centra no Atlas, nos tripulantes, nos altos e baixos da sua interacção e nas peripécias da missão; e outra é a do drama sentimentalão, quando volta à Terra e envolve as famílias, os relacionamentos e os problemas emocionais dos astronautas. Emma tem um marido que estava também para ir na missão, mas não pôde por problemas de saúde, sofreu um AVC e só tem a filha consigo; o russo teve um divórcio azedo e a chinesa uma relação lésbica perigosa, porque é casada, tem um filho e o partido não gosta nada de coisas dessas. Ou seja: quando Away está no espaço, o voo corre bem; quando reverte para cá para baixo, é comprometido por um vulgar e muito lacrimal lastro telenoveleiro.

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O momento de ‘Cobra Kai’
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O momento de ‘Cobra Kai’

★★★★☆ Depois de uma trilogia, uma continuação e um remake no cinema, a série de filmes Momento da Verdade (Karate Kid, no original) é prolongada na televisão e no streaming com Cobra Kai (Netflix), que se passa 30 anos depois dos acontecimentos da primeira fita. Daniel LaRusso (Ralph Macchio) concretizou o sonho americano: tem uma família modelo, um próspero negócio de automóveis e uma casa com piscina. Já Johnny Lawrence (William Zabka), que Daniel bateu na final do torneio de karaté do filme original, não saiu da cepa torta. Mora num pardieiro, vive de fazer consertos e biscates, bebe demais, está separado da mulher e o filho não lhe liga nada e está a cair na delinquência. Um dia, Johnny tem a oportunidade de abrir um dojo de karaté e ressuscitar o Cobra Kai original, e de moldar o seu único aluno, o simpático e tímido Miguel (Xolo Maridueña), à imagem daquilo que ele era quando jovem e promissor karateca, antes da humilhante derrota às mãos de Daniel. Capitalizando na grande popularidade dos filmes da série e na nostalgia dos anos 80, mantendo na história atmosferas, elementos e situações das fitas de adolescentes e de liceu, e evitando caracterizações demasiadamente simplistas e primárias, Cobra Kai consegue marcar pontos fora e dentro do dojo.

Ava, a Caçadora de Demónios
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Ava, a Caçadora de Demónios

★☆☆☆☆ Na série Buffy, a Caçadora de Vampiros, Sarah Michelle Gellar interpreta uma liceal que é escolhida por forças superiores para se tornar numa matadora de vampiros, demónios e outras criaturas sobrenaturais maléficas. Buffy é ajudada por um mentor, o Vigilante, e acompanhada por um grupo de amigos, o Scooby Gang. Em Warrior Nun (Netflix), baseada num comic, a portuguesa Alba Baptista interpreta Ava, uma adolescente órfã e paraplégica que se vê ressuscitada pela acção de forças superiores para se tornar numa matadora de criaturas demoníacas, tutelada por um sacerdote, o padre Vincent, enquadrada por um comando secreto de freiras caçadoras de demónios e acompanhada por um grupo de amigos (tudo com casting cuidadosamente woke). No streaming, tal como na televisão, pouco se inventa e tudo se recicla. Assente numa colecção de situações feitas, personagens tipificadas e estereótipos narrativos do terror, da fantasia e da ficção científica, que vão desde a heroína relutante e trapalhona à empresa high tech mancomunada com as forças do mal, servida por efeitos digitais de segunda divisão (aquele risível demónio incandescente e empalador evadiu-se de uma série Z de Hollywood) e povoada de actores desenxabidos, Warrior Nun é mais um título para o limbo do streaming.

O melhor da Netflix para ver em família

14 filmes e séries na Netflix para entreter os miúdos
Miúdos

14 filmes e séries na Netflix para entreter os miúdos

O que não falta são coisas para fazer em Lisboa com os miúdos (aqui damos-lhe 101 ideias), mas um bocadinho de televisão também nunca fez mal a ninguém. A plataforma de streaming Netflix tem uma secção dedicada aos mais novos com milhares de títulos para todas as idades. São de gigantes como a Disney, a Pixar e a Dreamworks, mas também produções próprias da Netflix e filmes e séries de produtoras mais pequenas e alternativas. Se a energia é tanta que a casa já está virada do avesso, passe-lhes o comando da televisão e deixe-os escolher entre estes filmes e séries.  Recomendado: Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema  

Dez filmes para ver em família na Netflix
Filmes

Dez filmes para ver em família na Netflix

Estes filmes não são só para crianças. São mesmo para toda a família. Seja pequena ou numerosa, qualquer unidade familiar pode passar um bocado a ver (ou rever) estes dez títulos obrigatórios para filhos, pais e até avós. Há desde produções animadas da Disney, como Zootrópolis, e da Pixar, como Up – Altamente, a clássicos dos anos 80, como E.T. – O Extra-Terrestre, Caça-Fantasmas ou O Rei dos Gazeteiros, passando por filmes de super-heróis, como o primeiro Homem-Aranha. É só escolher um destes filmes para a família na Netflix. Recomendado: 15 filmes originais Netflix que tem de ver

Os melhores filmes de animação na Netflix neste momento
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Os melhores filmes de animação na Netflix neste momento

Há muitos filmes para crianças na Netflix, mas o cinema de animação há muito que não é apenas para os mais pequenos. Os filmes animados tornaram-se num dos géneros mais populares em todo o mundo, onde trabalham algumas das melhores mentes criativas do cinema, e onde a inspiração cómica, um registo habitual, é muitas vezes genial. Há carências óbvias no catálogo de filmes de animação na Netflix em Portugal, no entanto, em comparação com a parca oferta de bons filmes de outros géneros no serviço de streaming, a selecção destaca-se pela positiva. Recomendado: Os piores e os melhores filmes da Disney  

Maratonas para chorar a rir

As melhores séries de comédia na Netflix
Filmes

As melhores séries de comédia na Netflix

Se rir é o melhor remédio, a Netflix é uma farmácia. Uma farmácia que não tem todos os medicamentos de que gostaríamos, é verdade, mas ainda assim uma farmácia bem apetrechada. Já aqui elencámos os melhores filmes de comédia para ver na Netflix e os melhores espectáculos de stand-up na plataforma também não foram esquecidos. Agora escrevemos sobre as melhores as séries de comédia na Netflix. Desde clássicos como Os Malucos do Circo dos Monty Python e Friends a êxitos mais recentes como A Teoria do Big Bang e Uma Família Muito Moderna. E ainda originais Netflix do calibre de Master of None e BoJack Horseman. Recomendado: As 25 melhores séries de comédia

Os melhores filmes de comédia para ver na Netflix
Filmes

Os melhores filmes de comédia para ver na Netflix

O humor, já se sabe, varia muito de pessoa para pessoa. Mas, independentemente disso e com ou mais ou menos gargalhadas, comédias como Monty Python e o Cálice Sagrado, de Terry Gilliam e Terry Jones, ou um pouco mais recentemente Wet Hot American Summer, de David Wain, podem e devem ser vistas (e revistas) por toda a gente. E, apesar de a oferta de bons filmes de comédia na Netflix em Portugal continuar a ser um tanto ou quanto limitada, estes e mais uns quantos filmaços estão disponíveis actualmente no popular serviço de streaming. Recomendado: As melhores comédias românticas de sempre

Quando procura por alguma coisa diferente

Oito conteúdos em português que tem de ver na Netflix
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Oito conteúdos em português que tem de ver na Netflix

A ideia, inicialmente, era fazer uma lista com os conteúdos portugueses disponíveis na Netflix, mas rapidamente se percebeu que a oferta continua a ser muito limitada. E a situação não deve melhorar muito nos próximos tempos. Assim sendo, dizemos-lhe antes o que vale a pena ver na língua de Camões, seja feito por cá ou do lado de lá do Atlântico. Desde o especial de stand-up do humorista português Salvador Martinha – Na Ponta da Língua – a produções originais brasileiras como A Irmandade ou O Mecanismo. Sem esquecer a série de animação LGBT Super Drags. Recomendado: Séries novas para ver em Novembro

Quinze documentários na Netflix que não pode perder
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Quinze documentários na Netflix que não pode perder

A Netflix tem apostado bastante nos documentários ao longo dos anos, comprando os direitos exclusivos de muitos dos títulos do género que geram burburinho no circuito de festivais norte-americano, com especial destaque para Sundance. O que quer dizer que há muitos e bons documentários para ver no serviço de streaming. Estes são alguns dos melhores documentários na Netflix que não pode perder, da crise na política brasileira à missão dos Coletes Brancos na Síria, até à história descabida de um homem que atormentou a vida de uma mulher e dos seus filhos. Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver

Espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver
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Espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver

Às vezes rir é mesmo o melhor remédio para suportar todos os males do mundo e os comediantes são uma espécie de novos pregadores dos tempos modernos. Com um verdadeiro séquito de seguidores, falam de temas muito sérios enquanto arrancam gargalhadas e ajudam a pôr as coisas em perspectiva. Nomes como Ricky Gervais, Daniel Sloss, Sarah Silverman ou Dave Chappelle são incontornáveis na comédia, cada um com a sua especialidade, e o material que trazem a palco continua a esgotar salas. Eis os espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver. Recomendado: Filmes de animação que não pode perder na Netflix

Netflix & Chill

As melhores séries românticas para ver na Netflix
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As melhores séries românticas para ver na Netflix

Romances históricos, comédias românticas, histórias caóticas e negras mas também de encantar. No que diz respeito ao amor, o serviço de streaming tem tudo para lhe dar, seja para ver sozinho enroscado no sofá ou para ver agarrado à sua cara metade. O que não faltam são séries românticas para ver na Netflix. Bem sabemos que o conceito de romântico pode variar de pessoa para pessoa e é a pensar nisso que aqui oferecemos uma selecção que acreditamos agradar a gregos e troianos – com toda a certeza, encontrará pelo menos uma série de que gostará. Eis as melhores séries românticas que pode ver neste momento na Netflix. Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver  

Dez filmes românticos para ver na Netflix
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Dez filmes românticos para ver na Netflix

Já se sabe que a oferta cinematográfica na Neflix é muito limitada e relativamente volátil – hoje um determinado filme está lá, amanhã (ou no mês que vem) não sabemos. Mesmo assim, começando por Os Bons Amantes (1986), de Spike Lee, e acabando em Nós, ao Anoitecer (2017), de Ritesh Batra, encontrámos duas mãos cheias de filmes românticos na Netflix que vale a pena ver (ou rever) agarradinho ao mais que tudo ou sozinho e a queixar-se de como o mundo é injusto. Em casa ou num dos melhores hotéis românticos de Lisboa. Recomendado: Os 100 melhores filmes de comédia de sempre

Mais filmes e séries para todos os gostos

22 filmes originais Netflix que tem de ver
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Depois das séries, a Netflix vem a apostar cada vez mais na produção de cinema. Não perca estes 22 filmes originais.

Treze séries de ficção científica na Netflix a não perder
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Se é fã do género, estas são as séries de ficção científica na Netflix que tem de pôr em dia.

Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix
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A adolescência tem muito que se lhe diga, e inspirou os realizadores destes dez filmes de adolescentes na Netflix.

Os melhores filmes de terror na Netflix
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Estes são os melhores filmes de terror na Netflix, ideais para uma noite sem pregar olho.

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Filmes e séries sobre futebol na Netflix
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Em ano de Europeu, não sabemos se revalidamos o título. Mas sabemos que há bom futebol para ser visto na Netflix.

Filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme e que pode ver na Netflix
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A Netflix muda o catálogo várias vezes, mas há sempre longa-metragens galardoadas com o Óscar de Melhor Filme para ver.

As últimas novidades

Exposição virtual mostra os figurinos de ‘The Crown’ e ‘Gambito de Dama’
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Exposição virtual mostra os figurinos de ‘The Crown’ e ‘Gambito de Dama’

O Museu de Brooklyn, nos EUA, está de portas abertas ao mundo, mas em modo virtual. Numa parceria com a Netflix, o museu nova-iorquino inaugurou a exposição “The Queen and The Crown: A Virtual Costume Exhibition”, que explora o papel que a moda tem na vida das principais protagonistas de The Crown e Gambito de Dama (The Queen’s Gambit, no original). Composta por vários dos figurinos usados em ambas as séries da Netflix, esta exposição virtual, em 3D e 360º, conta com peças de roupa seleccionadas por Matthew Yokobosky, curador sénior de moda e material cultural do Museu de Brooklyn, e que podem ser vistas não só em fotografias de detalhe como também em clipes de vídeo. Netflix/ Brooklyn Museum O guarda-roupa de The Crown é da responsabilidade de Amy Roberts, que construiu peças semelhantes às usadas pela Rainha Isabel II. Já em Gambito de Dama, as roupas da protagonista Elizabeth Harmon, interpretada por Anya Taylor-Joy, são da responsabilidade de Gabriele Binder, embora seja possível encontrar também um original de André Courrèges, que data de 1966-68. Entre os figurinos, é ainda possível encontrar objectos da colecção do Museu de Brooklyn, como Koh-I-Noor, um retrato da Rainha Isabel II, feito de centenas de brinquedos de plásticos e bugigangas pelo artista e escultor Hew Locke, ou Evening, uma pintura a óleo de Guy Pène Du Bois. + O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim + Subscreva a nossa newsletter para receber as novidades e o melhor da sua cidade

Duas mulheres e meia
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Duas mulheres e meia

É disto que o meu povo gosta. Se Jorge Perestrelo tivesse vivido para escrever sobre séries de televisão, em vez dos tonitruantes relatos da bola com que nos colava os ouvidos à telefonia sem fios (a expressão “ripa na rapaqueca” ficou para a história da rádio), talvez o lêssemos, a propósito da quarta temporada de The Crown, a fixar em letra de forma este elogio ao que de mais empolgante se passava dentro das quatro linhas. No caso, dentro das quatro linhas que fazem do ecrã um rectângulo. E tal se deveria ao facto de a narrativa da sumptuosa série da Netflix ter chegado ao mais popular e publicamente escrutinado período histórico do reinado de Isabel II – a década de 1980. Os anos em que o Reino Unido foi apresentado a Diana Spencer e se apaixonou pela futura Princesa de Gales, a “princesa do povo”, e depois viu transformar-se em ruína o alegado conto de fadas vivido com Carlos. É esse o grande apelo da nova leva de episódios, que se estreia no domingo, dia 15. No entanto, tal como a história de Lady Di se desenrolava mais nos bastidores do que aos olhos do público, também The Crown vai para lá do foguetório e se centra em duas personagens de peso deste tempo: a rainha, naturalmente, e Margaret Thatcher.  Des Willie/NetflixGillian Anderson como Margaret Thatcher Isabel II, em versão sobranceiramente equilibrista, é personagem que já conhecemos. É a segunda temporada em que Olivia Colman lhe veste a pele, depois de o papel ter estado confiado a Claire Foy nas duas primeiras – e a última, visto que a já confirmada quinta temporada entregará a coroa a Imelda Staunton (Vera Drake). Thatcher, não. Thatcher é novidade. E a abordagem à “Dama de Ferro”, também. Gillian Anderson (Sex Education) dá corpo à primeira mulher a governar o Reino Unido a partir de Downing Street e carrega, como não poderia deixar de ser, no radicalismo político da personagem, na firmeza, na obstinação. Em tudo o que a colocará em confronto com a rainha, com o povo britânico, e até com a Argentina, do outro lado do mundo. Mas não só. “Em última análise, a Thatcher que interpreto é uma Thatcher que está de acordo com a forma como o Peter Morgan escreve The Crown. Há muita humanidade nos seus guiões, ponto final. Não importa a personagem. Isso não difere com Thatcher. E portanto vamos ver mais do que aquilo que a estamos acostumados, vamos vê-la como esposa, como mãe. Essas características dela vão aparecer tanto como a vertente política”, antecipou Gillian Anderson ao L.A. Times.  Liam Daniel/NetflixEsta é a segunda e última temporada de Olivia Colman como Isabel II A actriz sublinha na mesma entrevista que estaremos perante “uma caracterização de Thatcher muito mais tridimensional do que aquela que se obtém num documentário político ou quando alguém pensa no seu papel histórico”. “Se não for compaixão – porque há muitas pessoas que, independentemente de tudo isto, nunca sentirão compaixão por ela –, suscitará pelo menos a sensação de um ser humano que era mais do que apenas retórica e política.” A palavra-chave está ali no meio: humano. Peter Morgan, o criador da série, e Gillian Anderson (um casal na vida real) vão humanizar Thatcher. É dizer muito – mas não é surpreendente. Na terceira temporada, The Crown tornou uma outra personagem pouco querida, Carlos, num destinatário de solidária complacência. “Fiquei muito satisfeito que a maioria das pessoas tenha dito: ‘Meu Deus, tenho muita pena do príncipe Carlos, aquele pobre menino’. Porque agora vou tirar-lhes o tapete”, ria-se Josh O’Connor, o actor que o interpreta, numa conversa com a InStyle em Fevereiro. “Não, isso não é necessariamente verdade”, corrigia. “A única coisa em que estou interessado é na nuance. Não acho que ninguém seja completamente inocente ou completamente brilhante, e isso de certeza para o príncipe Carlos. Penso que Diana também não era inteiramente inocente – isto em termos ficcionais, na nossa história –, portanto haverá altos e baixos. Dificuldades com Camila [Parker Bowles, amante de Carlos por esta altura; casaram em 2005] e com toda a família. Vai ser, espero, uma verdadeira viagem, uma série interessante para as pessoas verem.” Para O’Connor, o que se segue é “a melhor temporada até ao momento”. Começa no final dos anos 1970, quando a família real se inquieta com o estado civil de Carlos, solteiro aos 30, e se atarefa para garantir uma linha de sucessão – isto é, arranjando noiva para o príncipe. Será Diana Spencer, de apenas 19 anos. “Emma Corrin faz de Diana, e interpreta-a incrivelmente bem, é formidável”, introduzia Josh O’Connor. Num longo perfil da Vogue britânica publicado em Outubro, Corrin contribuía para alimentar a expectativa, tal foi a ligação que criou com a personagem: “Sinto que passei a conhecer Diana como se fosse uma amiga.” Corrin tem 24 anos. Tinha um quando a princesa de Gales morreu, em 1997. “Eu sei que isto soa muito estranho, mas ela dá-me uma grande sensação de companhia. Suponho que seja porque, com o tempo, se cria empatia e compreensão. Adoro descobrir as pessoas.” Corrin parece ter passado muito tempo com a sua personagem, e a própria Diana estará, nesta temporada, a descobrir-se, a adaptar-se, ainda discreta por comparação com os outros dois colossos: Thatcher, naturalmente, e Isabel II, que na sua egrégia subtileza funciona como um estabilizador – político, narrativo – numa década de grandes escândalos. A rainha é o centro de tudo, mas para quê fazer disso espalhafato? Netflix. Dom (Estreia T4). + As 43 melhores séries para ver na Netflix

A nova série de época da Netflix vai redimir Joseph-Ignace Guillotin
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A nova série de época da Netflix vai redimir Joseph-Ignace Guillotin

Joseph-Ignace Guillotin era um médico diligente. Nos corredores do poder francês, que apodreciam sob a coroa de Luís XVI, destacava-se por se bater pela melhoria de vida das pessoas comuns. Empenhava-se particularmente nos temas relacionados com a saúde e foi por isso que, em plena Revolução Francesa, meses após a Tomada da Bastilha, defendeu que todos os condenados à morte deveriam ser executados de forma rápida e indolor, por decapitação, até então um privilégio da nobreza, e com recurso a uma “máquina”. O feitor do aparelho decepador foi outro, mas Guillotin, que se opunha à pena capital, não se livrou do ignóbil legado e de ver o seu nome transformado num utensílio de carrasco. Mais de dois séculos depois, o criador Aurélien Molas propõe em A Revolução, série de oito episódios a estrear-se na Netflix nesta sexta-feira, uma herança para o famoso médico que vá para lá da guilhotina – a descoberta de um vírus que muda o comportamento humano. O vírus é oportunamente designado por Sangue Azul. Primeiro porque parece afectar apenas aristocratas, dos quais se diz terem sangue azul, figurativamente, para sublinhar uma alegada condição natural de superioridade; e depois porque o vírus torna essa expressão literal, mudando de facto a cor do sangue de quem o contrai, de vermelho para azul. Além deste efeito colorido, o vírus tem um outro bem mais pernicioso: em vez de matar o hospedeiro, faz com que este sinta uma inapelável vontade em matar os outros. Embora de forma selectiva: os aristocratas enfermos sentem-se compelidos a passar a fio de espada as pessoas do povo, e não os seus pares bem-falantes. É esta epidemia, que provoca a rebelião nesta versão da história, que é levada ao ecrã com um elenco composto por Amir El Kacem (Joseph Guillotin), Isabel Aimé González-Sola (Katell), Laurent Lucas (Charles de Montargis), Julien Frison (Donatien de Montargis), Marilou Aussilloux (Elise de Montargis), Gaia Weiss (Marianne) e Lionel Erdogan (Albert Guillotin). A Revolução é o “confronto brutal” entre os poderosos e quem não tem nada a perder, rebeldes que se intitulam de Fraternidade. As poucas imagens que se conhecem da série, reveladas no Dia da Bastilha, abundam em violência, com perseguições, execuções e sangue a jorrar de ambos os lados. Nos salões, uma personagem assegura, a si e aos outros, que os poderosos serão sempre poderosos, insinuando uma ordem genuína e inalterável das coisas. Nos esconsos de Paris, os insurgentes empolgam-se com o discurso oposto: “Os nossos inimigos são poderosos. Mas, se nos unirmos, somos mais numerosos do que eles. Todos terão de lutar”, diz uma outra personagem. É nesse contexto que Guillotin atravessa barricadas, enquanto investiga a morte de uma jovem mulher, e tenta fazer sentido da sua descoberta epidemiológica. Os dados são escassos e o caso de um aparente elemento da Fraternidade com sangue azul vai aumentar as dúvidas do médico. NetflixA Revolução A narrativa tem início dois anos antes da Revolução Francesa (ou seja, em 1787), o mesmo tempo que demorou a produzir a série – a Netflix não tirou esta ideia da cartola para apresentar em plena pandemia. A Revolução foi apresentada com pompa e circunstância, em Janeiro último, aquando da inauguração dos vistosos escritórios da empresa em Paris, como parte de um conjunto de “originais” a produzir pela plataforma de streaming em França. Desse lote faziam parte a série de Damien Chazelle The Eddy, o documentário Anelka: O Incompreendido, ambos já estreados, e Big Bug, o próximo filme de Jean-Pierre Jeunet (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), que só deverá chegar em 2021.  Netflix. Sex (Estreia T1) + As melhores séries para ver na Netflix

‘Glória’ é a primeira série original portuguesa da Netflix
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‘Glória’ é a primeira série original portuguesa da Netflix

Depois de muito se especular quando chegaria o momento, a Netflix confirmou que estão em curso as gravações da primeira série original portuguesa para a plataforma de streaming. O novo projecto realizado por Tiago Guedes e escrito por Pedro Lopes chama-se Glória e é produzido pela SPi em co-produção com a RTP. A série, que terá no elenco Victoria Guerra, Adriano Luz, Afonso Pimentel, Joana Ribeiro, Inês Castel-Branco e Carloto Cotta, entre outros, passa-se na década de 1960, na pequena aldeia de Glória, no Ribatejo. É lá que está instalada a RARET, um centro de transmissões americano que emite propaganda ocidental para o bloco de Leste. Um engenheiro com ligações ao Estado Novo terá de assumir missões de espionagem que poderão implicar um desfecho diferente para a história do país e do mundo. Nuno Artur Silva, secretário de Estado de Cinema, Audiovisual e Media, saudou a primeira co-produção de uma produtora nacional com a plataforma de streaming, esperando que esta seja “seguida de muitos outros projectos que venham dar visibilidade à criatividade de argumentistas, realizadores e produtores portugueses, e imprimir ao cinema e audiovisual do país um novo dinamismo”. Por sua vez, José Amaral, director-executivo da SPi, afirma que a nova série se insere numa “visão estratégica de expansão internacional” e que se trata de um novo ciclo para o mercado audiovisual português. Já José Fragoso, director da RTP, acredita que a rodagem desta nova produção representa “a chegada da ficção portuguesa a um novo patamar de qualidade e exigência”. Até ao momento, ainda não se sabe para quando está prevista a estreia da série. + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + As melhores séries para ver na Netflix

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"La Casa de Papel": última temporada terá filmagens em Portugal
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"La Casa de Papel": última temporada terá filmagens em Portugal

A quinta e última temporada da série La Casa de Papel terá filmagens em Portugal, revelou a Netflix. Em comunicado, a plataforma de streaming dá conta que a série terá dez episódios, com uma hora cada, e que a rodagem, que começa esta segunda-feira, 3 de Agosto, irá realizar-se em Portugal, Espanha e Dinamarca. Manuel Claro, responsável pela Portugal Film Commission, citado pela agência Lusa, afirmou que, por agora, “por princípios de confidencialidade”, não poderia revelar mais informações. Em entrevista à Entertainment Weekly, Álex Pina, criador da série que se tornou um fenómeno mundial, revelou que esta temporada será a mais entusiasmante e que o elenco contará com duas novas caras. Os actores Miguel Ángel Silvestre e Patrick Caiado são as novas adições que deverão trazer carisma, inteligência, brilho à história e criar problemas aos planos do Professor, interpretado por Álvaro Morte. A menção a Portugal já não é de agora. Lisboa é o nome de código da inspectora Raquel Murillo, interpretada por Itziar Ituño, depois de uma reviravolta na história. Quando se estreou em Abril, a quarta temporada foi vista por 65 milhões de contas da Netflix nas primeiras quatro semanas em que esteve disponível para streaming. A série estreou-se em 2017 no canal espanhol Antena 3 e passou a integrar o catálogo da plataforma de streaming meses depois. + Entrevista a Álvaro Morte + Quiz La Casa de Papel    

‘Biohackers’: a nova aposta da Netflix ilumina o lado negro da ciência
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‘Biohackers’: a nova aposta da Netflix ilumina o lado negro da ciência

O fenómeno gerado à volta de Dark teve, entre outros, o mérito de nos lembrar o que já havíamos aprendido com a dinamarquesa Borgen: o inglês não é a única língua germânica em que se podem fazer séries viciantes. Aliás, vamos pôr o pescoço no cepo e atirar para cima da mesa uma verdade heterodoxa, quiçá inconveniente: a língua em que é escrita não interfere na qualidade da ficção. A prova é que, quando são introduzidos streaming dollars em produções feitas fora dos Estados Unidos ou do Reino Unido, o resultado enche o olho e o público adere na mesma. A aposta é que venha acontecer o mesmo com a série alemã Biohackers, cuja primeira temporada se estreia nesta quinta-feira na Netflix. Biohackers é um thriller de ficção científica em que as suas personagens se sentem investidas de um poder divino – a ciência, em particular a biotecnologia e a manipulação genética. “A biologia sintética permite-nos ser criadores em vez de criaturas. Não é apenas o futuro da Medicina, mas da humanidade. É nossa responsabilidade criar o mundo do futuro. Vocês são os criadores de amanhã”, diz Tanja Lorenz (Jessica Schwarz, O Perfume – História de um Assassino) à sua turma de caloiros de Medicina, tentando entusiasmá-los. A professora é uma famosa bióloga, com uma bem sucedida empresa de inovação. É por causa dela que a protagonista, Mia Akerlund (Luna Wedler, Blue My Mind), decide estudar Medicina. Quando a jovem estudante começa a travar amizade com os colegas da universidade, logo é apresentada ao mundo do biohacking, uma realidade sobretudo underground, a que as instituições respeitáveis resistem em aderir. De um biopiano, feito a partir de uma planta, até um rato que reluz numa cor verde, graças a uma proteína fluorescente, Mia tem muito com que se mostrar surpreendida e maravilhada. Tanto assim é que um dos amigos, Jasper (Adrian Julius Tillmann), acaba por a ajudar a integrar a equipa de investigação de Lorenz. E é aí que se percebe que a curiosidade de Mia não se circunscreve à ciência, mas está mais virada para as actividades que a renomada professora desenvolve de forma camuflada. Mia suspeita que Lorenz é culpada pela morte do irmão, vítima de uma experiência que correu mal. As primeiras referências associadas a Biohackers antes da estreia têm sido Dark (pelo facto de a série ser falada em alemão) e Black Mirror (como passou a ser da praxe para histórias que explorem o lado negro da ciência). No entanto, há um outro título do catálogo Netflix que parece mais apropriado para emparelhar com esta nova série: Carbono Alterado. Biohackers pode ser vista como um preâmbulo para o universo cyberpunk desta. Falta saber qual é o alcance do visionarismo da professora Lorenz e a dimensão da conspiração em que está envolvida. Se ainda não é distópica, a realidade parece ser pelo menos trágica. Ao leme da série está um showrunner inesperado: Christian Ditter. O realizador das comédias românticas Como Ser Solteira (2016) e Deixa o Amor Entrar (2014) move-se por terrenos desconhecidos e exigentes, com resultados ainda por apurar. O sucesso de Biohackers pode, aliás, influenciar a continuidade do cineasta alemão em projectos com o selo Netflix, uma vez que a série em que esteve envolvido anteriormente – Girlboss (2017), sobre a fundadora da Nasty Gal, Sophia Amoruso – foi cancelada ao fim de uma temporada. Netflix. Qui (Estreia T1) + As séries para ver em Agosto + Leia grátis a edição da Time Out Portugal desta semana