O melhor da Netflix: filmes e séries para maratonas sem fim

Nunca sabe qual a próxima série ou filme para ver na Netflix? Espreite as nossas sugestões para nunca ficar sem ideias

Esta é a segunda e última temporada de Olivia Colman como Isabel II
Liam Daniel/NetflixOlivia Colman está nomeada para o Globo de Melhor Actriz na série 'The Crown'

Às vezes o mais difícil é escolher. Por onde começar ou o que ver a seguir. Os amigos não são unânimes nas sugestões: todos têm a sua série ou filme favorito e o complicado é acompanhar o andamento da carruagem. Depois, há aquele filme de que todos estão a falar. E para complicar as contas, novos títulos a serem adicionados todas as semanas. Parece uma canseira, mas não desespere nem se desoriente. Estamos cá para o ajudar. Diga-nos como se sente e o que procura e diremos o que ver a seguir na Netflix.

Recomendado: As melhores séries do momento

O melhor para ver neste momento

Nove séries e filmes da Netflix com actores portugueses
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Nove séries e filmes da Netflix com actores portugueses

Longe vão os tempos em que os actores portugueses estavam limitados ao mercado nacional das novelas. Nos últimos anos, acompanhando o crescimento das plataformas de streaming, há cada vez mais actores a darem cartas em grandes produções internacionais, seja em filmes ou em séries. Na Netflix, Pêpê Rapazote foi, em 2017,o primeiro português a participar numa das grandes produções do momento, Narcos. Depois dele, Alba Baptista, com Warrior Nun, Nuno Lopes em White Lines, ou mais recentemente Albano Jerónimo, em The One, continuaram a representar Portugal além-fronteiras. Mas também há filmes na plataforma de streaming com a participação de nomes conhecidos, caso de Lídia Franco ou Diogo Morgado, entre outros. Estes são os actores portugueses na Netflix. Recomendado: As melhores séries na Netflix

Cinco séries novas da Netflix que tem de ver
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Cinco séries novas da Netflix que tem de ver

Não é possível falar de séries sem falar da Netflix. Afinal, é muito graças à forte aposta deste serviço de streaming na produção audiovisual que o panorama televisivo melhorou nos últimos anos. É a nova era dourada da televisão e todas as semanas se estreiam séries e filmes que só se encontram na Netflix. O difícil muitas vezes é, na verdade, acompanhar o ritmo. Como escolher o que ver quando há tantas e tão variadas opções? Damos-lhe uma ajuda, apontando as séries novas da Netflix que vale a pena ver.  Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

As 46 melhores séries na Netflix
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As 46 melhores séries na Netflix

Chegou timidamente aos nossos ecrãs mas hoje seria difícil imaginarmo-nos sem ela. Entre conteúdos originais de grande qualidade e outros que foram aproveitados (ou mesmo ressuscitados), a Netflix parece não querer abrandar no número de entretenimento disponibilizado e está, continuamente, a trazer-nos apostas dignas de binge watching. Títulos como Gambito de Dama, Ozark, Stranger Things ou The Crown mostram bem aquilo em que a plataforma trabalha, e outros como Breaking Bad e Arrested Development são óptimos exemplos de como levar audiência ao seu moinho (o streaming) por meios comprovados. A apontar-lhe alguma coisa, será a oscilação de conteúdos: estamos sempre na vertigem de ver a nossa série favorita desaparecer do catálogo. Por isso, não perca tempo: prepare-se para uma maratona e siga estas sugestões das melhores séries para ver na Netflix. Recomendado: as melhores séries para ver na HBO

Filmes bem-dispostos para ver na Netflix
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Filmes bem-dispostos para ver na Netflix

Se é de um filme bem-disposto que anda a precisar, pare já esse scroll infinito pela lista da Netflix. Juntamos alguns dos melhores feel good movies (como dizem lá na América) que pode assistir agora no serviço de streaming. Não são necessariamente comédias românticas. Há, por exemplo, quem se divirta ao máximo com atribuladas aventuras em mundos apocalípticos (sim, zombies) ou com um Pai-Natal animado e todo tatuado. Nesta lista encontra vários géneros do cinema que em comum têm aquela vontade de nos fazer abraçar a boa disposição. E a pessoa do lado. Recomendado: As melhores séries para ver na Netflix

Onze minisséries da Netflix que vale a pena ver
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Onze minisséries da Netflix que vale a pena ver

As minisséries têm vantagens relativamente às séries e aos filmes. Por um lado, não se arrastam demasiado (como um certo drama médico que nos ocorre), por outro, permitem desenvolver melhor a história e os personagens. Se não tem paciência para um sem-fim de temporadas, mas apetece-lhe fazer uma maratona ao fim-de-semana (ou, por que não, apenas num dia), há pelo menos 11 minisséries na Netflix que vale a pena ver. Adaptações de livros ou narrativas inspiradas em casos reais, mistérios policiais ou dramas, há propostas para todos os gostos. Só tem de escolher – com a garantia de que não se irá fartar. Recomendado: As melhores séries do momento

As séries originais Netflix que tem de ver
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As séries originais Netflix que tem de ver

Não há volta a dar: a criação e aquisição de conteúdos originais é a grande aposta da Netflix (e de outros serviços de streaming). Só assim se explicam os contratos milionários para produção de conteúdos exclusivos assinados com vários criadores de topo. Mas, antes de todos estes desenvolvimentos, houve House of Cards, a série de intriga política protagonizada por Kevin Spacey e adquirida pela Netflix no início da década, que em 2013 confirmou a validade deste modelo. Desde então estrearam-se dezenas de séries originais (ou mais ou menos originais), de Orange Is The New Black ao mais recente fenómeno, Gambito de Dama. Estas são as séries originais Netflix que tem de ver. Recomendado: cinco séries documentais para ver na Netflix

Últimas críticas: filmes

Ilusões Fatais
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Ilusões Fatais

★☆☆☆☆ Depois de Atracção Fatal, de Adrian Lyne, se estrear em 1987, começaram a sair em rajada de Hollywood filmes policiais e de acção com “fatal” no título, para capitalizarem no enorme sucesso deste. E quando a palavra-chave não constava no título original, os distribuidores tratavam de a acrescentar. Eram invariavelmente muito maus e ao fim de algum tempo o filão secou. Este Ilusões Fatais (Deadly Illusions, no original), um thriller armado ao pingarelho de erótico e estreado na Netflix, parece um desses filmes, por ter o “fatal” no título português, porque a história é uma variante descarada da fita de Lyne e por ser espessamente mau. Kristin Davis interpreta Mary Morrison, uma escritora famosa, casada e com dois filhos, que tem um livro novo para escrever mas está desinspirada e, para ter mais tempo livre, contrata uma ama, a angelical e dedicadíssima Grace (Greer Gramer), que acaba por revelar não ser quem parece. É difícil dizer o que é pior nesta pepineira: se as personagens de cartolina, se o argumento de juntar por números, se a realização robótica, se as interpretações telegrafadas (a bonita Greer Gramer, coitadinha, é uma tal negação para o ofício, que alguém lhe devia sugerir uma carreira alternativa, como esteticista ou recepcionista, por exemplo). Esqueça-se rapidamente.

Sentinelle
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Sentinelle

★☆☆☆☆ O cinema de guerra e de acção em geral tem abusado de tal forma da câmara lenta, que esta figura de estilo acabou por cair na vulgarização. E não é nada bom sinal quando um filme, logo nas sequências iniciais, recorre à câmara lenta, de forma tão forçada quanto desnecessária, para chamar a atenção do espectador. É o que acontece em Sentinelle, de Julien Leclercq, estreado na Netflix. Na Síria, Klara (Olga Kurylenko), sargento do Exército francês, assiste impotente à morte de um camarada, quando um miúdo, incitado pelo pai, faz detonar um cinto de explosivos. O óbvio horror da situação dispensava por completo a ênfase do movimento lento. Traumatizada, Klara é reenviada para França e, na cidade de Nice, onde vive com a mãe e a irmã mais nova, vê-se integrada na Operação Sentinelle, criada em 2015 com o objectivo de proteger do terrorismo zonas mais sensíveis do território francês. Mas ela não está bem e chega a recorrer a um dealer local para conseguir fármacos ainda mais fortes do que aqueles que o médico militar lhe receita. Após ter saído uma noite para dançar com a irmã, esta é encontrada numa praia, espancada, violada e em coma. Fora de si, Klara começa a investigar por conta própria e as pistas levam-na ao filho de um milionário russo que tem casa na cidade. Está mais do que claro que Sentinelle é um típico “revenge movie”, uma história de vingança pessoal, de inspiração americana. Não tenho nada contra as fitas do género, tudo pelo contrário, desde que sejam bem feitas. Mas não é o que sucede aqui, já que Julien Leclercq (também co-autor do argumento) não se fica apenas por seguir, sem qualquer imaginação ou rasgo de originalidade, a pauta de situações feitas, personagens tipificadas e violência quebra-ossos e balística do “revenge movie”. Isso até era o menos. O problema é que Sentinelle é uma confusão pegada, um filme de onde a coerência, a continuidade e a verosimilhança se ausentaram para parte incerta. Klara age da forma mais absurda possível, por exemplo, entrando de arma em punho em pleno dia (e por duas vezes!) em casa do milionário russo como se esta fosse uma quinta de portão escancarado, sem câmaras de vigilância nem seguranças atentos; e não é alvo de qualquer queixa nem punição depois de ter andado à pancada na discoteca com os dois guarda-costas do filho do milionário russo, e destruído a casa de banho dos homens; mais tarde, consegue escapar-se da casa daquele em Paris, mesmo gravemente ferida, com as saídas cortadas e um pelotão de soldados das forças especiais de intervenção atrás dela. Quanto ao final, no Dubai, é de rebentar a rir, embora a intenção do realizador não fosse essa. (E não se percebe porque é que Julien Leclercq achou por bem informar-nos que Klara é lésbica, como se isso tivesse qualquer relevância para a psicologia ou a motivação da personagem, ou para o enredo.) Escrito às três pancadas e filmado sem trelho nem trabelho, Sentinelle é um filme estúpido como uma bota de tropa. E indigno da ex-“Bond girl” Olga Kurylenko, que é mulher bonita, actriz meritória, fotografa muito bem e mostra-se plenamente convincente nas sequências de pancadaria e de acção, como aquela em que, no hospital, “arruma” com a assassina profissional enviada pelo oligarca russo para a calar de vez. Kurylenko é uma mulher de armas metida num filme que só dispara pólvora seca. Se Sentinelle fosse militar, era daqueles soldados rasos tão obtusos que estão permanentemente de serviço às latrinas da caserna.

Pelé
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Pelé

★★★☆☆ “Da Sibéria à Patagónia todo mundo conhece Pelé”, escreveu Vinicius de Moraes. E Luís Fernando Veríssimo: “Pelé é genial mesmo quando ata o laço da chuteira”. Pelé é sem dúvida o jogador de futebol mais elogiado por intelectuais, escritores, artistas e jornalistas. Alguns deles, como Gilberto Gil ou Roberto Muylaert, aparecem neste novo documentário da Netflix, que se centra no percurso de Edson Arantes do Nascimento desde o Mundial de Futebol de 1958, na Suécia, o primeiro que o Brasil ganhou e em que o jovem fenómeno Pelé se revelou, revelando também o Brasil ao mundo; e o de 1970, no México, em que Pelé, já então um mito nacional, se sagrou, e o Brasil com ele, tricampeão mundial, quatro anos após a desastrosa participação no Mundial de Inglaterra (para a qual Portugal contribuiu). Parte do filme é dedicado à relação de Pelé com a política, em especial com o regime militar que mandou no Brasil entre os anos 60 e meados de 80. A intenção não é crucificá-lo pelo seu prudente comportamento durante a ditadura dos generais, e aliás a esmagadora maioria dos entrevistados não o faz e até o compreende e aceita. O partido de Pelé era o futebol, a sua política era marcar golos e ganhar, e a sua missão era afirmar o Brasil através do seu génio em campo, fazer felizes milhões de brasileiros e maravilhar muitos outros milhões de fãs de futebol. Da Sibéria à Patagónia.

Ponto Vermelho
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Ponto Vermelho

★★★☆☆ Quando se está a sair de uma estação de serviço, não fica bem dar um toque numa carrinha e ir embora sem comunicar ao proprietário. Sobretudo se o dono da dita carrinha é caçador, tem uma cabeça de alce acabado de caçar a sangrar na caixa e um pastor alemão com ar de muito poucos amigos sentado na cabina. Mas é o que fazem Nadja e David, os protagonistas de Ponto Vermelho, um thriller assinado pelo sueco Alain Darborg, acabado de estrear na Netflix. E está mais do que claro que se vão arrepender amargamente de terem batido e ido embora como se não fosse nada com eles. David e Nadja vivem na cidade e decidiram ir acampar na neve no interior da Suécia, para animarem o casamento. Uma vez instalados na tenda com o seu cão, tudo parece normal e calmo, até que na primeira noite o casal repara no ponto vermelho da mira laser de uma espingarda que lhes percorre os corpos e o interior da tenda. Primeiro, pensam tratar-se de uma brincadeira de mau gosto por parte de alguns garotos. Mas quando as balas começam a zunir em seu redor, percebem que não é brincadeira nenhuma e que alguém os quer ou matar, ou afugentar e deixar perdidos no meio da neve. Ainda por cima, Nadja ocultou a David que está grávida. E não podia haver pior altura do que esta para o dizer ao marido. Aí até pouco mais de metade dos seus 80 e poucos minutos de duração, Ponto Vermelho assemelha-se em tudo à versão sueca de uma série B de acção americana, daquelas em que um casal vindo da cidade para o interior, para desfrutar do ar livre e das paisagens de sonho, melindra uns pacóvios quaisquer ou infringe alguma norma local, e começa a ser caçado implacavelmente, tendo que procurar sobreviver no meio de uma natureza que não conhece e onde não se sente à vontade. Só que Alain Darborg tem algumas surpresas na manga, que fazem com que, em Ponto Vermelho, o que julgávamos óbvio e previsível afinal não o seja. Dar muitos pormenores sobre o que acontece a seguir é estragar o filme para quem o vai ver. Diga-se apenas que Nadja e David partilham um segredo que assombra muito especialmente o marido; que quem os está a perseguir e a aterrorizar pode não ser quem o filme anteriormente sugeriu que eram, mas sim alguém directamente relacionado com esse segredo que o casal oculta; e que, a partir de certa altura, Ponto Vermelho rompe com as convenções, as personagens-tipo e as situações feitas do modelo de série B americana que parecia ir contemplar obediente e competentemente. Para se transformar em algo muito diferente, mais dramático e mais diabólico, rumo a uma resolução completamente inesperada. Alain Darborg atrapalha-se aqui e ali com a exposição da história, em especial quando os flashbacks começam a cair, e há um par de momentos em que Ponto Vermelho força a plausibilidade e desafia a nossa suspensão da descrença. Mas, se há uma coisa de que não podemos acusar o realizador, é de não ter tentado ser original e surpreender-nos com um formato em que tudo parecia convidar ao respeito confortável pelas normas.

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Malcolm & Marie
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Malcolm & Marie

★★☆☆☆ Malcom (John David Washington) é um jovem realizador negro que acaba de assistir à antestreia triunfal do seu filme em Los Angeles; Marie (Zendaya) é a sua namorada, actriz e ex-toxicodependente. São os únicos protagonistas deste filme de Sam Levinson, rodado durante a quarentena. Fechados numa luxuosa moradia, lançam-se numa montanha russa de emoções, recriminações e ressentimentos. Marie ficou zangada com Malcom por ele ter dado o papel principal da fita a outra, quando baseou a personagem nela; Malcom diz que isso é mentira e que Marie não fez nada para justificar o papel. Tudo em Malcom & Marie (Netflix), do preto e branco lustroso aos monólogos em overdose de angústias, revelações, confissões e acusações azedamente esgrimidos pelo casal, passando pelo maneirismo cool do estilo visual do realizador e pela bílis lançada a espaços sobre o sistema de Hollywood, é exibicionista, raso, presunçoso e cabotino. Sam Levinson andou a ver filmes arty franceses dos anos 60 e 70 e de John Cassavetes a mais, e regurgitou este pastiche fátuo, cansativo e pseudo-“importante”, que desperdiça os seus dois bons intérpretes, em especial o vivaz filho de Denzel Washington.

Abaixo de Zero
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Abaixo de Zero

★★★☆☆ Dois polícias, um camião blindado cheio de presos que vão ser transferidos através de estradas isoladas, uma noite fria e escura de um Inverno cerrado, um estranho que assalta violentamente o camião, um lago gelado. É com estes poucos ingredientes que o catalão Lluíz Quílez faz a festa do thriller em Abaixo de Zero, a sua segunda realização (após Out of the Dark (2014), um filme de terror rodado na Colômbia com actores anglo-saxónicos), e que pode ser visto na Netflix. Escrito por Quílez a meias com Fernando Navarro, um argumentista que se tem dividido entre a televisão e os filmes Abaixo de Zero é mais um bom exemplo da robustez, da variedade, da capacidade de produção e de cultivar todo o tipo de géneros, e dos meios financeiros e técnicos à disposição do cinema espanhol. O filme pode perfeitamente, em todos os aspectos, pedir meças a qualquer produção média americana, reiterando ainda a consistência do cinema que se faz na Catalunha, entre outras regiões de Espanha. Martín (Javier Gutiérrez) é um policia que acaba de mudar de esquadra, e tem como primeira missão conduzir um transporte de reclusos que vai levar presos de uma cadeia para outra. Entre eles encontra-se o perigoso líder de um gang romeno. Estamos no pino do Inverno, faz muito frio e está nevoeiro e a viagem decorrerá de noite, por estradas secundárias que atravessam uma serra desolada. Martín tem como parceiro de viagem Montesinos (Isak Férriz), um veterano ríspido e brusco, e à frente do camião segue um carro de escolta com dois agentes. A meio da viagem, o carro de escolta é neutralizado e o camião blindado brutalmente atacado. Martín consegue sobreviver e refugiar-se dentro da viatura, enquanto os presos se movimentam para o manietarem e tentarem escapar. Mas o ataque não foi feito por um bando para libertar o mafioso romeno, como chegam a pensar o próprio, o polícia e os outros reclusos. Lá fora está só um homem, que quer deitar a mão a um dos presos. E vai fazer tudo para obrigar o pequeno grupo aglomerado no interior do blindado a entregá-lo. Até matá-los um a um, se necessário. Abaixo de Zero tem um enredo maneirinho com pinta de série B, personagens sucintamente caracterizados, acção compacta, tensão latejante, atmosfera claustrofóbica, desenvoltura cinematográfica e um mistério no centro. Através do qual o realizador introduz um dado humano que vai fazer a diferença e dar uma volta na história, ao serem reveladas as motivações do assaltante do blindado, Miguel (o veterano Karra Elejalde) e o porquê da sua obsessão por Nano, o jovem delinquente que fica aterrorizado ao saber quem o procura. Entretanto, o dia começa a raiar e Lluíz Quílez tira o camião blindado, e o filme, do meio da estrada e da escuridão, rumo a um duplo clímax. Primeiro, no meio de um lago gelado, para encenar uma salvação in extremis (e a forçar os limites da credibilidade) e depois numa aldeia deserta, para o necessário confronto final, em que Martín, a certa altura, irá deixar que a sua condição de pai fale mais alto que a de polícia. Abaixo de Zero é o filme certo para ver numa noite fria e agreste, com uma manta pelos joelhos e uma bebida bem quente na mão.

A Grande Escavação
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A Grande Escavação

★★★☆☆ Este filme inglês, estreado na Netflix, é uma ficção centrada na célebre descoberta, em 1939, em Sutton Hoo, no Suffolk, de um barco anglo-saxónico do século VI que servia de túmulo e continha um precioso tesouro. Ralph Fiennes é Basil Brown, o arqueólogo autodidacta que fez a descoberta, e Carey Mulligan personifica Edith Pretty, a dona do terreno onde o barco estava enterrado. Rodado com aquele sentido único de recriação de época de que os ingleses têm o segredo – nada parece um adereço e tudo tem um ar vivido, usado –, A Grande Escavação revela-se uma boa surpresa, pelo tom melancólico e pela recusa de clichés melodramáticos do argumento de Moira Buffini, e pela maneira como Simon Stone, com recato emocional e de forma subentendida, e aproveitando o clima de apreensão e angústia que se vivia no início da II Guerra Mundial, torna o filme numa fina meditação sobre a fragilidade da vida e a inevitabilidade da morte, e o sentido de continuidade humana conferido por descobertas como esta. Fiennes e Mulligan interpretam em perfeita sintonia de understatement e o elenco de secundários é impecável.

Zona de Perigo
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Zona de Perigo

★★☆☆☆ O filme de acção militar e ficção científica é um clássico do cinema de série B, sendo frequentado por nomes como Jean-Claude Van Damme ou Dolph Lundgren. Que nem por acaso protagonizaram uma das séries mais conhecidas e de maior sucesso do género, Máquinas de Guerra, composta por quatro filmes rodados entre 1992 e 2012, e nos quais interpretam dois veteranos do Vietname que morrem em combate, são ressuscitados num laboratório militar secreto e transformados em ciber-soldados de elite que combatem terroristas e ameaças semelhantes. Há algo de Máquinas de Guerra em Zona de Perigo, assinado por Mikael Hafstrom e acabado de estrear na Netflix, embora este filme tenha um orçamento, meios técnicos e um arsenal de efeitos digitais com os quais os realizadores de séries B da mesma categoria podem apenas sonhar. A história passa-se num futuro próximo nada verosímil, em que os EUA estão envolvidos num conflito na Ucrânia que opõe milícias apoiadas pela Rússia mas pouco obedientes a Moscovo, e resistentes locais. O tenente Harp (Damson Idris), um piloto de drones que desobedeceu a uma ordem, é enviado, como castigo, para a zona de combate ucraniana e posto sob as ordens do capitão Leo (Anthony Mackie). Este revela ser um andróide, o protótipo de uma experiência militar ultra-secreta, infinitamente mais sofisticado do que os “Gumps”, os desajeitados robôs-soldados que acompanham os soldados humanos nas suas missões. Além de invulgarmente inteligente, Leo tem sentimentos e muita autonomia, além de capacidades físicas sobre-humanas de dar inveja aos super-heróis da Marvel e da DC. O inexperiente Harp vai ter que o ajudar a localizar e eliminar o líder dos insurgentes, antes que este fique de posse dos códigos de lançamento dos mísseis nucleares que os russos deixaram na Ucrânia depois do fim do comunismo, e que ainda estão activos. Rodado na Hungria, Zona de Perigo não quer ser apenas um thriller de acção militar futurista que cumpre com todos os requisitos do formato, coisa que fica evidente quando a meio do filme o argumento dá um golpe de rins, e um dos heróis parece transformar-se num vilão ainda pior do que o de serviço à história. Passa-se que Zona de Perigo quer ter sol na eira e chuva no nabal. Ou seja, transmitir uma sisuda mas nada convincente mensagem pacifista, ao mesmo tempo que alinha as rotineiras cenas de combate e carnificina, uma delas envolvendo muitas vítimas civis. Ao menos, as séries B pobrezinhas do mesmo género não têm tais presunções nem se revelam tão hipócritas. A realização é prosaica, o argumento muito remendado, as sequências de acção trivialmente espectaculares (com a inevitável câmara lenta nos momentos fulcrais), o elemento de ficção científica está subaproveitado e estereotipado (meia dúzia de piadolas e de tiradas pseudo-profundas sobre inteligência artificial, humanização das máquinas e desumanização dos humanos, e a guerra do futuro) e as interpretações são descartáveis (que raio faz Emily Beecham, prémio de Melhor Actriz no Festival de Cannes em 2019 por A Flor da Felicidade, no meio disto?), até porque as personagens têm a espessura do papel vegetal. Zona de Perigo exibe aparato e peneiras de série A, mas não passa de uma série B que levou uma injecção maciça de esteróides digitais.

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Últimas críticas: séries

O Brasil fantástico da ‘Cidade Invisível’
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O Brasil fantástico da ‘Cidade Invisível’

★★★★☆ A última vez que ouvimos falar na televisão do Saci-Pererê, da Cuca ou do Curupira foi na série Sítio do Picapau Amarelo, exibida pela RTP nos anos 70 e 80 e baseada nos livros infantis clássicos de Monteiro Lobato. Estas figuras do folclore do Brasil, e mais algumas, reaparecem em Cidade Invisível (Netflix), a série criada pelo realizador Carlos Saldanha (muito ligado à animação, com as séries de filmes A Idade do Gelo e Rio), mas agora num contexto policial e de terror sobrenatural. Em Cidade Invisível, estas criaturas da mitologia popular existem e convivem com os humanos, tendo-se integrado na nossa sociedade, embora mantendo os seus poderes. Eric (Marco Pigossi), detective da Polícia Ambiental, descobre um golfinho de água doce morto numa praia do Rio de Janeiro. A investigação vai levá-lo a descobrir um mundo que julgava existir apenas nas lendas e nos livros, e ainda segredos sobre a sua família. A história articula o real e o fantástico sem espinhas, a visualização das criaturas é muito fiel às suas características originais e o elemento ecológico não é forçado. Mas seria mesmo necessário atribuir origem humana às personagens do folclore e explicá-la, no início de cada episódio? Esperemos que a segunda temporada mantenha o nível da primeira.

Uma sombra de Arsène Lupin
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Uma sombra de Arsène Lupin

★☆☆☆☆ A série francesa Lupin (Netflix) tem como subtítulo Na Sombra de Arsène Lupin. Será mais exacto chamar-lhe “Uma Sombra de Arsène Lupin”, de tal forma é ampla e estrondosamente falhada esta tentativa de modernização da personagem do “ladrão cavalheiro” criada por Maurice Leblanc em 1905 e interpretada, entre vários outros, no cinema por Robert Lamoureux em dois excelentes filmes nos anos 50, e na televisão por Georges Descrières na década de 70. O simpático matulão Omar Sy é Assane Diop, um francês de origem senegalesa que se vai inspirar nos livros do herói de Leblanc para vingar o pai, que se matou na cadeia após ter sido preso por um crime que não cometeu, e Lupin passa o tempo a impingir-nos um enredo que carbura a situações feitas com barbas bíblicas, povoado de estereótipos com pernas e que colecciona inverosimilhanças gritantes, desde um assalto ao Louvre onde os ladrões entram como se fosse a casa da sogra, até uma grotesca simulação de suicídio por parte de Assane. Que antes conseguiu trocar de lugar com um preso numa penitenciária, sem que absolutamente ninguém lá dentro desse por isso ao longo de vários dias. Se as séries pagassem imposto por abusar da credulidade dos espectadores, Lupin estava pesadamente sobretaxada e os seus autores falidos.

'Fuga para o Lago' foi uma das melhores séries que vimos 2020
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'Fuga para o Lago' foi uma das melhores séries que vimos 2020

★★★★☆ Esqueçam The Walking Dead, Fear the Walking Dead e semelhantes. A série a ver sobre uma pandemia mortífera, sem mortos-vivos nem elementos sobrenaturais, chega da Rússia, foi adaptada de um livro e chama-se Fuga para o Lago (Netflix). Um vírus desconhecido eclode em Moscovo, matando as pessoas em poucos dias e espalhando-se pelo país. A autoridade do Estado esboroa-se e aparecem grupos paramilitares e de bandidos que disputam o poder com o governo e começam a fazer “limpezas” sangrentas por toda a parte. Um grupo de moscovitas, composto por personagens tipificadas em menor ou maior grau (do ex-militar que enriqueceu no pós-comunismo até um médico abnegado e uma adolescente rebelde), forma uma caravana para fugir para um lago distante onde um deles tem uma casa numa ilha, construída num barco encalhado. Pelo caminho, passam por vários horrores. Os inimigos são o vírus, mas também, e principalmente, os perigos saídos do colapso social. Argumento, realização (de um documentarista, Pavel Kostomarov, o que contribui para o vívido e arrepiante efeito de real conseguido) e interpretações são impecáveis, e a tensão nunca esmorece. Em Fuga para o Lago, os monstros não são zombies, mas sim os nossos semelhantes, de rédea solta. Uma das séries do ano, sem hesitar.

‘Gambito de Dama’ é uma das melhores séries do ano
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‘Gambito de Dama’ é uma das melhores séries do ano

★★★★☆ As pessoas em geral (e os americanos em especial) gostam das histórias em que um outsider com um talento especial triunfa num meio que o estranha ou hostiliza. É esta a matriz narrativa de Gambito de Dama (Netflix), adaptado do livro de Walter Tevis (1983), onde Anya Taylor-Joy dá vida a Beth Harmon, uma órfã lacónica, introvertida e solitária que, aos nove anos, nos EUA da década de 60, aprende a jogar xadrez com o zelador do orfanato e revela-se um prodígio, impondo-se nacionalmente e depois a nível mundial. O habitat de Beth é o tabuleiro de xadrez e os calmantes são o seu combustível. Gambito de Dama é poderosamente character driven, fixada na personagem principal, que é a sua força motriz. A caracterização emocional e mental de Beth enquanto génio xadrezista, com as suas carências, dependências e idiossincrasias, é perfeita, tal como o são a recriação da época, a pintura do ecossistema do xadrez e dos que o habitam, e a verosimilhança das partidas (o Grande Mestre Garry Kasparov foi um dos consultores). Anya Taylor-Joy é assombrosa de subtileza, magnetismo e sensualidade de ninfeta desprendida dos seus encantos a compor a peculiaríssima Beth. Para o fim, a história cose-se com linhas mais previsíveis, mas é coisa de somenos. Uma das melhores séries do ano.

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‘Barbarians’ lembra os filmes históricos romanescos de antanho
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‘Barbarians’ lembra os filmes históricos romanescos de antanho

★★★☆☆ Se tivesse sido feita há 30 ou 40 anos, Barbarians (Netflix) seria não uma produção para streaming e televisão, mas uma longa-metragem. Só que o filme histórico de aventuras está quase extinto e o formato mudou de meio. Esta série alemã segue um modelo clássico: pega num acontecimento histórico e embrulha-o num enredo com personagens e situações verdadeiras e ficcionais. Barbarians recorda a Batalha de Teutoburgo, travada na floresta do mesmo nome no ano IX d.C., e em que três legiões romanas foram massacradas por várias tribos germânicas. A história centra-se na figura real de Armínio, um germânico tirado aos pais e à tribo ainda criança e romanizado, e nos seus dois grandes amigos de infância (inventados), que se reencontram para derrotar os opressores romanos. Uma das boas ideias da produção foi pôr os romanos a falar latim e os germânicos alemão. A recriação da época é aceitável, as personagens familiares e o enredo reconhecível mas absorvente, com um agradável travo aos filmes históricos romanescos de antanho. A batalha final decepciona, envolvendo umas magras centenas de participantes, longe das mais de 100 mil que a travaram, e filmada numa câmara lenta irritante de tão solene. Se fosse um exame de História, Barbarians tinha um bom menos, mas à justa.

Ratched, a enfermeira infernal
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Ratched, a enfermeira infernal

★★☆☆☆ Estão na moda as origin stories, em que se inventa um passado para personagens ficcionais (vilões, em geral, como o Joker ou a Rainha Má de Branca de Neve) para se descobrir por que se tornaram assim. A série Ratched (Netflix), tutelada pelo prolífero Ryan Murphy, mergulha no passado da tirânica, glacial e sádica enfermeira-chefe Ratched do filme Voando Sobre um Ninho de Cucos, de Milos Forman (1975), extraído do livro de Ken Kesey, papel que deu o Óscar de Melhor Actriz a Louise Fletcher. Kesey baseou a personagem numa enfermeira que conheceu quando trabalhava num hospício, e revelou mais tarde que lhe tinha exagerado a crueldade. A série da Netflix passa-se após a II Guerra Mundial e vai direito ao assunto: mesmo considerando que teve uma infância muito infeliz, a enfermeira Ratched (Sarah Paulson), já então era má como as cobras. Ratched não está interessada em registar qualquer tipo de evolução da personagem, apenas em envolvê-la, com carta branca de crueldade, num enredo convoluto, sanguinolento, campy e não raras vezes forçado. Ela não passa de uma personagem-tipo de outra série de Murphy, American Horror Story, transferida para um novo contexto ficcional. Esqueçam Ratched e vão rever o brilhante Voando Sobre um Ninho de Cucos e o grande papel de Louise Fletcher.

Bly Manor, A Mansão Assombrada
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Bly Manor, A Mansão Assombrada

★★★★☆ Um casarão isolado no campo inglês, um par de crianças com atitudes estranhas, uma perceptora zelosa, aparições sobrenaturais. Eis os principais ingredientes de A Maldição de Bly Manor (Netflix), e que nos são familiares. Mais precisamente do clássico de terror The Turn of the Screw, de Henry James, já várias vezes filmado. A Maldição de Bly Manor é obra da mesma equipa que nos deu A Maldição de Hill House, e tal como esta era uma versão modernizada e expandida do livro de Shirley Jackson, também aquela o é do de James. A série preserva o essencial da estrutura de The Turn of the Screw e, sobretudo, é fiel aos preceitos da tradição da ghost story à inglesa. O terror é de pavio longo, de elaboração pausada, dependente da exposição narrativa e do desenvolvimento da intriga, quase sempre sugerido e elíptico, que se pressente mas pouco se vê, manifestando-se nas sombras dos enquadramentos ou em fundo nos planos. E é um terror ligado aos ambientes da história e incarnado nas personagens, que elas arrastam consigo, surdo e torturado, de gerar incómodo e calafrios, e não choques e estrondos. A qualidade homogénea das interpretações e a consistência inquietante das atmosferas, reforçam a recomendação da visita a esta mansão assombrada.

Gente em Marte com lágrimas
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Gente em Marte com lágrimas

★★☆☆☆ Marte está na berra, de Elon Musk ao streaming. Em Away (Netflix), Hilary Swank interpreta Emma, uma astronauta que comanda uma missão internacional e multiétnica (um russo, um indiano, uma chinesa e um inglês de origem africana). Metidos num foguete, o Atlas, o quinteto foi da Terra para uma base na Lua, de onde apontou ao planeta vermelho. Swank é também uma das produtoras, tal como Edward Zwick, um homem que se fez na televisão (Os Trintões, Começar de Novo) e no cinema (Tempos de Glória, Diamante de Sangue). A série tem duas faces: uma é a da aventura espacial clássica, quando a acção se centra no Atlas, nos tripulantes, nos altos e baixos da sua interacção e nas peripécias da missão; e outra é a do drama sentimentalão, quando volta à Terra e envolve as famílias, os relacionamentos e os problemas emocionais dos astronautas. Emma tem um marido que estava também para ir na missão, mas não pôde por problemas de saúde, sofreu um AVC e só tem a filha consigo; o russo teve um divórcio azedo e a chinesa uma relação lésbica perigosa, porque é casada, tem um filho e o partido não gosta nada de coisas dessas. Ou seja: quando Away está no espaço, o voo corre bem; quando reverte para cá para baixo, é comprometido por um vulgar e muito lacrimal lastro telenoveleiro.

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O melhor da Netflix para ver em família

14 filmes e séries na Netflix para entreter os miúdos
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14 filmes e séries na Netflix para entreter os miúdos

O que não falta são coisas para fazer em Lisboa com os miúdos (aqui damos-lhe 101 ideias), mas um bocadinho de televisão também nunca fez mal a ninguém. A plataforma de streaming Netflix tem uma secção dedicada aos mais novos com milhares de títulos para todas as idades. São de gigantes como a Disney, a Pixar e a Dreamworks, mas também produções próprias da Netflix e filmes e séries de produtoras mais pequenas e alternativas. Se a energia é tanta que a casa já está virada do avesso, passe-lhes o comando da televisão e deixe-os escolher entre estes filmes e séries.  Recomendado: Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema  

Dez filmes para ver em família na Netflix
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Dez filmes para ver em família na Netflix

Estes filmes não são só para crianças. São mesmo para toda a família. Seja pequena ou numerosa, qualquer unidade familiar pode passar um bocado a ver (ou rever) estes dez títulos obrigatórios para filhos, pais e até avós. Há desde produções animadas da Disney, como Zootrópolis, e da Pixar, como Up – Altamente, a clássicos dos anos 80, como E.T. – O Extra-Terrestre, Caça-Fantasmas ou O Rei dos Gazeteiros, passando por filmes de super-heróis, como o primeiro Homem-Aranha. É só escolher um destes filmes para a família na Netflix. Recomendado: 15 filmes originais Netflix que tem de ver

Os melhores filmes de animação na Netflix neste momento
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Os melhores filmes de animação na Netflix neste momento

Há muitos filmes para crianças na Netflix, mas o cinema de animação há muito que não é apenas para os mais pequenos. Os filmes animados tornaram-se num dos géneros mais populares em todo o mundo, onde trabalham algumas das melhores mentes criativas do cinema, e onde a inspiração cómica, um registo habitual, é muitas vezes genial. Há carências óbvias no catálogo de filmes de animação na Netflix em Portugal, no entanto, em comparação com a parca oferta de bons filmes de outros géneros no serviço de streaming, a selecção destaca-se pela positiva. Recomendado: Os piores e os melhores filmes da Disney  

Maratonas para chorar a rir

As melhores séries de comédia na Netflix
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As melhores séries de comédia na Netflix

Se rir é o melhor remédio, a Netflix é uma farmácia. Uma farmácia que não tem todos os medicamentos de que gostaríamos, é verdade, mas ainda assim uma farmácia bem apetrechada. Já aqui elencámos os melhores filmes de comédia para ver na Netflix e os melhores espectáculos de stand-up na plataforma também não foram esquecidos. Agora escrevemos sobre as melhores as séries de comédia na Netflix. Desde clássicos como Os Malucos do Circo dos Monty Python e Friends a êxitos mais recentes como A Teoria do Big Bang e Uma Família Muito Moderna. E ainda originais Netflix do calibre de Master of None e BoJack Horseman. Recomendado: As 25 melhores séries de comédia

Os melhores filmes de comédia para ver na Netflix
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Os melhores filmes de comédia para ver na Netflix

O humor, já se sabe, varia muito de pessoa para pessoa. Mas, independentemente disso e com ou mais ou menos gargalhadas, comédias como Monty Python e o Cálice Sagrado, de Terry Gilliam e Terry Jones, ou um pouco mais recentemente Wet Hot American Summer, de David Wain, podem e devem ser vistas (e revistas) por toda a gente. E, apesar de a oferta de bons filmes de comédia na Netflix em Portugal continuar a ser um tanto ou quanto limitada, estes e mais uns quantos filmaços estão disponíveis actualmente no popular serviço de streaming. Recomendado: As melhores comédias românticas de sempre

Quando procura por alguma coisa diferente

Oito conteúdos em português que tem de ver na Netflix
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Oito conteúdos em português que tem de ver na Netflix

A ideia, inicialmente, era fazer uma lista com os conteúdos portugueses disponíveis na Netflix, mas rapidamente se percebeu que a oferta continua a ser muito limitada. E a situação não deve melhorar muito nos próximos tempos. Assim sendo, dizemos-lhe antes o que vale a pena ver na língua de Camões, seja feito por cá ou do lado de lá do Atlântico. Desde o especial de stand-up do humorista português Salvador Martinha – Na Ponta da Língua – a produções originais brasileiras como A Irmandade ou O Mecanismo. Sem esquecer a série de animação LGBT Super Drags. Recomendado: Séries novas para ver em Novembro

Quinze documentários na Netflix que não pode perder
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Quinze documentários na Netflix que não pode perder

A Netflix tem apostado bastante nos documentários ao longo dos anos, comprando os direitos exclusivos de muitos dos títulos do género que geram burburinho no circuito de festivais norte-americano, com especial destaque para Sundance. O que quer dizer que há muitos e bons documentários para ver no serviço de streaming. Estes são alguns dos melhores documentários na Netflix que não pode perder, da crise na política brasileira à missão dos Coletes Brancos na Síria, até à história descabida de um homem que atormentou a vida de uma mulher e dos seus filhos. Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver

Espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver
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Espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver

Às vezes rir é mesmo o melhor remédio para suportar todos os males do mundo e os comediantes são uma espécie de novos pregadores dos tempos modernos. Com um verdadeiro séquito de seguidores, falam de temas muito sérios enquanto arrancam gargalhadas e ajudam a pôr as coisas em perspectiva. Nomes como Ricky Gervais, Daniel Sloss, Sarah Silverman ou Dave Chappelle são incontornáveis na comédia, cada um com a sua especialidade, e o material que trazem a palco continua a esgotar salas. Eis os espectáculos de stand-up na Netflix que vale a pena a ver. Recomendado: Filmes de animação que não pode perder na Netflix

Netflix & Chill

As melhores séries românticas para ver na Netflix
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As melhores séries românticas para ver na Netflix

Romances históricos, comédias românticas, histórias caóticas e negras mas também de encantar. No que diz respeito ao amor, o serviço de streaming tem tudo para lhe dar, seja para ver sozinho enroscado no sofá ou para ver agarrado à sua cara metade. O que não faltam são séries românticas para ver na Netflix. Bem sabemos que o conceito de romântico pode variar de pessoa para pessoa e é a pensar nisso que aqui oferecemos uma selecção que acreditamos agradar a gregos e troianos – com toda a certeza, encontrará pelo menos uma série de que gostará. Eis as melhores séries românticas que pode ver neste momento na Netflix. Recomendado: Dez séries originais Netflix que tem de ver  

Dez filmes românticos para ver na Netflix
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Dez filmes românticos para ver na Netflix

Já se sabe que a oferta cinematográfica na Neflix é muito limitada e relativamente volátil – hoje um determinado filme está lá, amanhã (ou no mês que vem) não sabemos. Mesmo assim, começando por Os Bons Amantes (1986), de Spike Lee, e acabando em Nós, ao Anoitecer (2017), de Ritesh Batra, encontrámos duas mãos cheias de filmes românticos na Netflix que vale a pena ver (ou rever) agarradinho ao mais que tudo ou sozinho e a queixar-se de como o mundo é injusto. Em casa ou num dos melhores hotéis românticos de Lisboa. Recomendado: Os 100 melhores filmes de comédia de sempre

Mais filmes e séries para todos os gostos

22 filmes originais Netflix que tem de ver
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22 filmes originais Netflix que tem de ver

Depois das séries, a Netflix vem a apostar cada vez mais na produção de cinema. Não perca estes 22 filmes originais.

Treze séries de ficção científica na Netflix a não perder
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Treze séries de ficção científica na Netflix a não perder

Se é fã do género, estas são as séries de ficção científica na Netflix que tem de pôr em dia.

Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix
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Dez filmes de adolescentes para ver na Netflix

A adolescência tem muito que se lhe diga, e inspirou os realizadores destes dez filmes de adolescentes na Netflix.

Os melhores filmes de terror na Netflix
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Os melhores filmes de terror na Netflix

Estes são os melhores filmes de terror na Netflix, ideais para uma noite sem pregar olho.

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Filmes e séries sobre futebol na Netflix
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Filmes e séries sobre futebol na Netflix

Em ano de Europeu, não sabemos se revalidamos o título. Mas sabemos que há bom futebol para ser visto na Netflix.

Filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme e que pode ver na Netflix
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Filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme e que pode ver na Netflix

A Netflix muda o catálogo várias vezes, mas há sempre longa-metragens galardoadas com o Óscar de Melhor Filme para ver.

Últimas notícias

‘The Serpent’: a história de um assassino que odiava turistas
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‘The Serpent’: a história de um assassino que odiava turistas

Charles Sobhraj é um manipulador. Reconhecido como intrujão, condenado como ladrão e falsificador, é sedutor, astuto, audaz, provocador, amoral. Mitómano, egomaníaco, talvez psicopata. Os adjectivos continuam, e já todos foram usados para descrever este homem, de ascendência indo-vietnamita e nacionalidade francesa. Um epíteto, contudo, destaca-se no meio do extenso rol: assassino em série. Lá pelo meio, porque não é esse o princípio nem o fim da sua história. Corresponde a apenas dois anos (1975-76) de uma vida ímpar que se cruza com celebridades do submundo como Carlos, o Chacal, torcionários nazis como Klaus Barbie, ou o antigo Presidente jugoslavo Slobodan Milošević, que morreu quando ainda era julgado por crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio. Sobhraj é uma figura. Aos 76 anos, a cumprir prisão perpétua no Nepal, volta a ver-se retratado no ecrã: depois do telefilme Shadow of the Cobra (1989) e da incursão por uma das suas fugas da prisão em Main Aur Charles (2015), a Netflix apresenta The Serpent, minissérie de oito episódios, co-produzida pela BBC One, com estreia agendada para esta sexta-feira. É o momento por que, porventura, mais ansiava: fama global, imortalidade. “A serpente” era o cognome por que Sobhraj era conhecido, dada a facilidade com que escapava às autoridades e até mesmo do cárcere. Hoje, sabemos os seus truques: cobrava favores, corrompia agentes e forjava documentos, em particular os passaportes que recolhia das suas vítimas mortais, recorrendo a eles para viajar entre os países do Sudeste Asiático. Tailândia, Nepal, Índia, Singapura, Malásia. Sobhraj movia-se pelo chamado “hippie trail”, o caminho percorrido pelas “flower children” desde o coração da Europa até esta região do mundo, à boleia, em carripanas comunitárias ou pelas vias férreas turcas e iranianas, cruzando as fronteiras porosas do Afeganistão e do Paquistão, em viagens longas, baratas, de autodescoberta. Gente decidida a ir ao encontro de outras culturas, curiosa com as comunidades locais, ávida, e por isso também mais crédula e desprotegida. Sobhraj aproveitava-se disso. Crisóstomo, comportava-se quase como o líder de um culto – quando o que pretendia de facto era ser líder de um gangue. Exigia ser o centro das atenções, talvez por se ter sentido preterido durante a infância em favor do meio-irmão mais novo (que também arrastaria para a marginalidade); e exigia lealdade. Se se considerava posto em causa, era hora de matar. Sem remorsos. Charles Sobhraj odiava hippies. A forma como atraía e conquistava a confiança destes viajantes era particularmente retorcida: por norma, envenenava-os com bebidas adulteradas, oferecendo-lhes ajuda e guarida até à recuperação total. As vítimas ficavam agradecidas, em dívida, susceptíveis. Depois haveria de as matar, por afogamento, por overdose, ou queimando-as vivas. Foi o que aconteceu a um jovem casal holandês, Henk Bintanja e Cornelia Hemker, cujo desaparecimento pôs no encalço de Sobhraj um diplomata holandês em início de carreira, Herman Knippenberg, que viria a desempenhar um papel central na investigação aos seus crimes. The Serpent apoia-se nas indagações de Knippenberg (interpretado por Billy Howle, o filho da minissérie MãePaiFilho, que passou na RTP) para nos lançar num thriller criminal de elevada tensão dramática. Aqui, Charles Sobhraj (Tahar Rahim, nomeado para um Globo de Ouro por O Mauritano) é propositadamente contido, algo que tem sido notado por quem conviveu com ele (no Reino Unido, a série passou no início do ano). A ideia era impedir que a ficção acabasse por glorificar esta figura vistosa e carismática dos Seventies, embora a excentricidade esteja lá, sobretudo através da sua faceta de negociador de jóias. Para deixar claro o efeito que Sobhraj tinha sobre as pessoas, contamos com Marie-Andrée Leclerc (Jenna Coleman, Rainha Vitória), uma enfermeira franco-canadiana que se apaixonou por ele, e que se tornou a mais devota das suas seguidoras e a sua segunda mulher de facto. Existem provas de que Sobhraj matou pelo menos 12 pessoas. A primeira delas é anterior a esta narrativa. Perpetrado no Paquistão anos antes, não é só no tempo e no espaço que esse homicídio inaugural difere dos restantes: a vítima era um taxista local; as restantes 11, concentradas nos anos de 1975 e 1976, eram todas jovens turistas ocidentais. Sobhraj montava-lhes uma armadilha deliberadamente. Os motivos para o fazer não são conhecidos. À excepção de uma série de entrevistas concedidas aos jornalistas Richard Neville e Julie Clarke, que originou o livro The Life and Crimes of Charles Sobhraj (1979), sempre negou a autoria dos homicídios. Choque cultural não foi: Sobhraj cresceu em Paris, para onde a família se mudou quando ainda era miúdo. A iniciação ao crime dá-se, aliás, na capital francesa. A compulsão para a violência, traço comum dos assassinos em série, também parece não ter sido. Quem o conheceu ensaia uma outra hipótese: as mortes faziam parte do estilo de vida que cultivava. Ele nega. E passou 20 anos preso na Índia por vários crimes, após estes acontecimentos, nenhum dos quais homicídio. Foi libertado em 1997, regressando a Paris (em 2003, sentindo-se talvez esquecido enquanto homem livre, decidiu voltar ao Nepal, onde era procurado por dois dos homicídios – acabou preso e condenado a uma pena de prisão perpétua). Na altura em que esteve na Europa, no final dos anos 1990, deu várias entrevistas, uma das quais a Andrew Anthony, que manteve contacto com Sobhraj desde então. O jornalista do britânico The Observer escreve agora que a série da Netflix e da BBC “faz um bom trabalho a juntar as peças da história e recria parte da atmosfera confusa e desordenada do hippie trail e da vida despreocupada dos expatriados europeus em Banguecoque. Mas o próprio Sobhraj permanece impenetrável”. Netflix. Sex. + Cinco séries a não perder em Abril + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana

Netflix vai à frente (outra vez) na corrida aos Óscares
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Netflix vai à frente (outra vez) na corrida aos Óscares

Os nomeados para as 23 categorias dos Óscares, que são entregues a 25 de Abril, foram anunciados esta segunda-feira, numa emissão em streaming conduzida a partir de Londres por Nick Jonas e Priyanka Chopra. À semelhança do cenário traçado nos Globos de Ouro, a Netflix parte em vantagem na corrida aos Óscares com 35 nomeações (no ano passado partiu com 24 e venceu apenas duas). Mank, realizado por David Fincher para a Netflix, lidera com dez nomeações, nas quais se incluem a de Melhor Filme, Realizador, Actor Principal e Actriz Secundária. Mas há outros dois filmes da plataforma de streaming com fortes pretensões: Nomadland – Sobreviver na América e Os 7 de Chicago são outras das produções mais bem lançadas na corrida às estatuetas douradas com seis nomeações cada. Judas e o Messias Negro (dos estúdios da Warner Bros), O Pai, Minari e O Som do Metal (da Amazon) encontram-se igualmente bem posicionados com o mesmo número de nomeações. As polémicas em relação à falta de diversidade e representatividade da comunidade afro-americana voltarão a acender-se, já que Ma Rainey: A Mãe dos Blues, que conta com cinco nomeações, e Uma Noite em Miami (da Amazon Prime, com três) ficaram de fora da lista de nomeados a Melhor Filme. Apenas Judas e o Messias Negro, filme sobre Fred Hampton (Daniel Kaluuya), uma das figuras de proa do Partido dos Panteras Negras, integra a lista de candidatos à estatueta principal. Por outro lado, em 93 anos de Óscares, esta será a primeira edição em que duas mulheres disputam a estatueta de Melhor Realizador. Chloé Zhao (Nomadland) e Emerald Fennell (Uma Miúda com Potencial) entram assim para a história, já que Kathryn Bigelow foi a única premiada em 2010, com Estado de Guerra. A Academia tentou também apostar na diversidade no que diz respeito às nomeações para a categoria de Melhor Actor Principal: Riz Ahmed (O Som do Metal), Steven Yeun (Minari) e Chadwick Boseman (Ma Rainey: A Mãe dos Blues), a título póstumo, integram a lista onde apenas Gary Oldman (Mank) e Anthony Hopkins (O Pai) fogem à tendência. Na categoria de Melhor Actriz, a escolha será entre Viola David (Ma Rainey: A Mãe dos Blues), Andra Day (Estados Unidos vs. Billie Holiday), Carey Mulligan (Uma Miúda com Potencial), Vanessa Kirby (Pieces of a Woman) e Frances McDormand (Nomadland). Consulte aqui a lista completa dos nomeados à edição de 2021 dos Óscares.  + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + Os vencedores dos Globos de Ouro

Vamos deixar de poder partilhar a conta da Netflix com amigos?
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Vamos deixar de poder partilhar a conta da Netflix com amigos?

Partilhar conta é uma prática comum entre assinantes de serviços de streaming. Segundo um estudo divulgado em Outubro pela Magid, empresa norte-americana especializada em segurança, cerca de 46% das pessoas que pagam por conteúdos vídeo partilham pelo menos uma conta de streaming com alguém de fora do seu círculo doméstico. As perdas para as empresas são avultadas: 7,6 mil milhões de euros é o valor estimado só para 2019. Mas nada que tire o sono aos seus gestores. O próprio CEO da Netflix, Reed Hastings, falou abertamente sobre esta prática, há alguns anos, classificando-a como uma inevitabilidade benigna. Esta semana, no entanto, soube-se que a Netflix está a testar um método que a dificulta. Será que a “guerra” da concorrência vai pôr fim a uma era? Nem tanto. A GammaWire, publicação dedicada ao noticiário de tecnologia, informou na quarta-feira que alguns utilizadores na Netflix, ao entrar no serviço, estavam a ser confrontados com um pedido de autenticação da conta. Para isso, podiam requerer que lhes fosse enviada uma mensagem de texto ou um e-mail, introduzindo depois o código recebido por essas vias. Como o destino dessas mensagens de verificação é o telemóvel ou endereço de correio electrónico do assinante, isso impediria que outros tivessem acesso à conta. Um porta-voz confirmou à notícia ao The Verge, dizendo tratar-se de um teste: “Este teste é feito para ajudar a garantir que quem usa as contas Netflix está autorizado a fazê-lo”. O que não é exactamente o mesmo do que está escrito neste passo de verificação: “Se não vive com o dono desta conta, precisa de ter uma conta própria para continuar a ver [filmes e séries]”. Partilhar a conta só com quem vive na mesma casa. É um dos termos e condições da Netflix. Embora, voltando às declarações de 2016 de Reed Hastings, o co-fundador e responsável máximo pela empresa admitia então que a partilha da conta se pudesse fazer entre os elementos de um casal, ou com os filhos, que podem não viver fisicamente no mesmo sítio – no caso de jovens universitários, por exemplo. Portanto, casa é entendida como família. Assim como estar “autorizado” a usar uma conta é uma formulação que vai um pouco mais longe. Não é difícil imaginar um dos mais de 203,7 milhões de assinantes do serviço a reencaminhar os códigos de autenticação aos amigos. Para quê isto, então? Por questões de segurança. É certo que a Netflix receberá de braços abertos cada novo subscritor de entre os que, sendo confrontados com este passo de autenticação, se decidam a assinar eles próprios o serviço. Mas não é esta a sua estratégia para fazer crescer o universo de pagantes (e continuar a manter a concorrência ao largo, em particular o Disney+, que está num crescimento acelerado). A estratégia é o conteúdo, é o número cada vez maior de grandes nomes de Hollywood associados aos seus filmes e séries, são as produções internacionais, feitas mais para seduzir os consumidores dos países de origem do que para diversificar o catálogo. Esta nova ferramenta de verificação visa sobretudo quem acede de forma fraudulenta e sem o conhecimento de quem paga a mensalidade – o que pode acontecer graças a duas práticas vivamente desaconselhadas na Internet: a partilha de passwords (inevitável nesta prática) e a utilização das mesmas credenciais para diferentes sites ou contas. Ou seja, se de facto a autenticação em dois passos vier a ser implementada após os testes, não é caso para alarme. Pelo contrário. + Antes de os cinemas reabrirem, Medeia oferece online mais quatro “raridades” + Leia a edição desta semana: Beleza Interior

Série animada de Astérix chega à Netflix em 2023
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Série animada de Astérix chega à Netflix em 2023

A Netflix associou-se às edições Albert René, para criar uma série de animação baseada em Astérix, a popular banda desenhada criada em 1959 por Albert Uderzo e René Goscinny, que retrata as aventuras de Astérix, do seu parceiro Obélix e do cão Ideiafix, enquanto lutam para manter os romanos afastados da única aldeia na Gália ainda por conquistar. O argelino Alan Chabat, realizador de Astérix e Obélix: Missão Cleópatra, filme de 2002 que teve a terceira maior receita de bilheteira de sempre em França, será o responsável pela produção da nova série animada em 3D, que deverá chegar ao serviço de streaming em 2023.A nova aposta do gigante do streaming vai basear-se no sétimo volume escrito por René Goscinny, Astérix – O Combate dos Chefes, no qual os romanos, depois de serem humilhados por Astérix e seus camaradas, criam uma disputa entre os chefes gauleses para tentar raptar o druida Panoramix. + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + Os filmes de animação na Netflix que tem de ver

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Netflix foi a grande vencedora dos Globos de Ouro
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Netflix foi a grande vencedora dos Globos de Ouro

A série The Crown e a longa-metragem de Chloé Zhao, Nomadland – Sobreviver na América, ambas da Netflix, foram as grandes vencedoras da noite dos Globos de Ouro que este ano, devido à pandemia, foi apresentada a partir de Nova Iorque e de Los Angeles numa emissão simultânea. Ao todo, as produções da Netflix, nomeadas em 42 categorias, levaram para casa dez prémios. Nenhuma série ou filme recebeu tantos prémios como The Crown, que somou quatro Globos, incluindo o de Melhor Série Dramática. Emma Corrin, que dá vida a Diana na série sobre a família real britânica, venceu a categoria de Melhor Actriz num Drama, enquanto Josh O’Connor, que veste a pele de príncipe Carlos, recebeu o galardão de Melhor Actor. Gillian Anderson, por sua vez, conquistou o prémio de Melhor Actriz Secundária pelo seu papel como antiga primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher. Ainda na televisão, Schitt's Creek, a série canadiana criada por Eugene e Dan Levy, pai e filho, sobre uma família rica que perde quase todo o dinheiro e é obrigada a mudar-se para uma terriola no meio de nenhures, foi considerada a Melhor Série Cómica ou Musical. Catherine O’Hara, uma das protagonistas, recebeu também o galardão de Melhor Actriz de Comédia. Já o Melhor Actor de Comédia foi Jason Sudeikis, distinguido pelo seu papel irrepreensível em Ted Lasso, da Apple TV+. Anya Taylor-Joy viu o seu papel na minissérie Gambito de Dama valer-lhe a distinção de Melhor Actriz numa Minissérie ou Telefilme. A série-fenómeno da Netflix recebeu ainda o Globo de Melhor Minissérie. Mark Ruffalo venceu na categoria de Melhor Actor em Minissérie pelo papel em I Know This Much is True, da HBO. Small Axe, compilação de telefilmes do cineasta Steve McQueen, apesar de aclamada pela crítica, ficou-se por uma única distinção entregue a John Boyega, como Melhor Actor Secundário na categoria de televisão. Nas categorias de cinema, o domínio da Netflix não foi tão expressivo. Ainda assim, Nomadland – Sobreviver na América, protagonizado por Frances McDormand, conquistou os dois galardões mais relevantes – o de Melhor Filme Dramático e o de Melhor Realizador, entregue à cineasta Chloé Zhao, a segunda vez na história que uma mulher vence na categoria. Conta a história de uma geração de norte-americanos que perde tudo na crise financeira de 2008 e decide percorrer o Oeste do país à procura de casa e de trabalho onde conseguir. Borat: O Filme Seguinte, a sequela de Borat que desta vez satiriza uma América em convulsão aos olhos do jornalista cazaque interpretado por Sacha Baron Cohen, arrecadou o galardão de Melhor Filme Cómico ou Musical e o de Melhor Actor de Comédia ou Musical, entregue ao actor britânico. Soul – Uma Aventura com Alma, filme da Pixar sobre jazz que é uma lição de vida, conquistou também o prémio de Melhor Filme de Animação e o de Melhor Banda-sonora Original. Mank, o filme de David Fincher estreado na Netflix, e que liderava a corrida aos prémios com seis nomeações, saiu da cerimónia sem qualquer distinção. A fita de Aaron Sorkin, também da Netflix, Os 7 de Chicago e que concorria a cinco categorias, levou para casa apenas o Globo de Melhor Argumento. Chadwick Boseman, actor de 43 anos que morreu em 2020, recebeu o prémio póstumo de Melhor Actor de um Filme Dramático pelo seu papel em Ma Rainey: A Mãe do Blues, disponível na Netflix. Consulte aqui a lista completa dos vencedores. + Os Globos de Ouro em que o streaming é o vencedor + Os nomeados para os Globos de Ouro de 2021

‘Cidade Invisível’: Netflix dá vida aos mitos e lendas do Brasil
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‘Cidade Invisível’: Netflix dá vida aos mitos e lendas do Brasil

Rio, Eu Te Amo, a terceira antologia de curtas-metragens da série Cities of Love (Paris, Je T’Aime, New York, I Love You), é uma peça longínqua, mas talvez possa ser apontada como o ponto de partida para Cidade Invisível, a nova série da Netflix. Quando se estreou, no final de 2014, o que se esperava do trecho de Carlos Saldanha, que já havia realizado Rio e Rio 2, era mais um postal de cores garridas da mais contrastante cidade do mundo. Não foi o que fez. Saldanha optou por fechar-se no (maravilhoso) Theatro Municipal do Rio de Janeiro e filmar uma história de amor entre dois bailarinos. Na forma, outra novidade: essa foi a primeira vez em que o grande público viu um live action do realizador brasileiro, conhecido pelos seus filmes de animação na Blue Sky, entre os quais A Idade do Gelo. Depois ainda fez mais um, Ferdinando (2017), com direito a nomeação para os Óscares e tudo, mas a energia do set de filmagem ficou a borbulhar-lhe no sangue – até esta oportunidade. Cidade Invisível, que se estreia esta sexta-feira na Netflix, é uma série que aparenta ser um policial, revelando-se uma fantasia enquadrada pelo folclore brasileiro. Saldanha é o criador e um dos produtores executivos. O argumento baseia-se numa história de Raphael Draccon e Carolina Munhóz, dois bem sucedidos – e casados – autores de literatura fantástica, que também estão envolvidos numa outra série brasileira da Netflix, O Escolhido (2019). Aqui, servem ainda como consultores de produção. A adaptação não foi confiada nem a um nem a dois argumentistas, mas a oito, à boa maneira americana, numa equipa encabeçada por Mirna Nogueira. A concretização dos episódios, essa, foi deixada nas mãos de Júlia Pacheco Jordão (O Negócio, Hard) e Luis Carone (Pico da Neblina), realizadores mais habituados a actores de carne e osso, e com experiência na concorrente HBO. Tudo isto para dizer que, se espelhar o investimento, a ambição para esta série é considerável. Eric (Marco Pigossi) é um detective da Delegacia de Polícia Ambiental, que perde a mulher em circunstâncias suspeitas, no meio de um incêndio florestal. A zona é cobiçada por uma construtora, que é particularmente generosa (e agressiva) na hora de pôr um preço às casas de quem lá vive, tentando garantir os direitos de exploração daquela terra de modo tão rápido quanto possível. Quem se opõe, no entanto, quem defende a floresta, acaba morto, revela uma das personagens no trailer de apresentação. A Eric, que anda às voltas, atormentado pela perda, angustiado com a possibilidade de que algo aconteça à filha pré-adolescente (Luna, interpretada por Manu Dieguez) e frustrado por a polícia ter encerrado a investigação sem identificar qualquer suspeito, cheira-lhe a esturro. Ele recusa-se a deixar cair o caso. Enquanto anda à procura de respostas, dá à costa, numa praia carioca, um boto-cor-de-rosa. No cumprimento do seu dever policial, Eric vai recolhê-lo, o que provoca um inesperado momento de tensão com o grupo de pessoas que rodeiam a carcaça daquele “golfinho” fluvial. E é aqui que este policial muda de figura. O boto-cor-de-rosa é um cetáceo cuja população, no Brasil, se encontra disseminada pela bacia do Amazonas. É um animal lendário: diz-se que, durante as festas juninas ou em noites de lua cheia, estes botos se transformam em homens galantes que seduzem as mulheres desacompanhadas para o fundo do rio, engravidando-as (filho do boto significa, aliás, filho de pai desconhecido). E é através deste mito indígena que Cidade Invisível nos vai introduzindo no submundo do folclore brasileiro. E se as lendas forem verdadeiras? E se esses seres fantásticos que habitam nas tradições e nas histórias que ainda se contam às crianças, sem nelas se acreditar – e se esses seres estiverem por aí, entre nós? E como é que a morte da mulher de Eric, o incêndio e o boto se relacionam? “A princípio, pode não fazer sentido, mas está tudo interligado”, vai estimulando a Netflix, no texto de apresentação desta nova série original de sete episódios. A personagem da co-protagonista Alessandra Negrini, a encantatória Inês, pode ser uma das chaves desse enigma. Mas Cidade Invisível quer ser mais do que um mistério; quer ser um agente de preservação – do folclore brasileiro e do ambiente. E nisso já não se pode dizer que Saldanha seja um estreante. Netflix. Sex (estreia T1). + Leia, grátis, a Time Out Portugal desta semana

'Bridgerton' é a série mais vista da Netflix
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'Bridgerton' é a série mais vista da Netflix

Chegou ao serviço de streaming no dia de Natal e, passado pouco mais de um mês, tornou-se a série mais vista da Netflix nas primeiras quatro semanas após a estreia. Bridgerton, produção baseada nos livros de Julia Quinn, foi vista por 82 milhões de subscritores em todo o mundo, de acordo com a plataforma. As previsões, informou a Netflix num comunicado, seriam que a série fosse vista em 63 milhões de contas durante o primeiro mês de exibição. Bridgerton chegou ao top 10 em todos os países, excepto no Japão, tendo mesmo atingido o primeiro lugar em 83 países (Portugal incluído). Com este número, Bridgerton passa a ser a série mais vista da Netflix, suplantando The Witcher, que até agora detinha o título com 76 milhões de contas a fazerem streaming da série. Lançado em 2012, o livro de Julia Quinn chegou agora, passados 12 anos, à lista dos livros mais vendidos do diário norte-americano The New York Times. + Leia grátis a Time Out Portugal desta semana + As melhores séries originais da Netflix

Netflix agiganta-se e estreia um filme por semana em 2021
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Netflix agiganta-se e estreia um filme por semana em 2021

Com os espectadores longe dos cinemas, os serviços de streaming estão a tentar ocupar esse vazio – pelo menos para este ano, que se prevê ainda muito fustigado pela pandemia. A HBO e a Disney já tinham anunciado um reforço substancial dos conteúdos disponíveis nas respectivas plataformas. Agora é a vez da Netflix. Perante a concorrência, que tenta seduzir os assinantes introduzindo no catálogo filmes pensados para estrearem em sala, a empresa norte-americana abandonou a estratégia habitual e anunciou de uma só vez uma parte substancial das longas-metragens “originais” que tem previstas para 2021. O número é impressionante – um total de 70 filmes, mais de um por semana – e os nomes envolvidos não lhe ficam atrás. Desde logo em Don’t Look Up. A comédia de Adam McKay, que tem um Óscar por A Queda de Wall Street, está recheada de estrelas de primeira linha em Hollywood: Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, que dão corpo aos dois astrónomos que tentam alertar a Humanidade para a iminência do apocalipse provocado por um meteoro, e ainda Timothée Chalamet, Chris Evans, Cate Blanchett, Meryl Streep, Jonah Hill ou Matthew Perry. A data de estreia, tal como na maioria das restantes produções anunciadas, não foi revelada. No entanto, o vídeo que a Netflix montou para dar tracção a este anúncio, feito esta terça-feira, revelou uma cena até agora inédita com os dois protagonistas. O vídeo é apresentado por Ryan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson, que lideram o elenco de uma outra aposta da Netflix, Red Notice. Um filme de acção com queda para a comédia, que segue três agentes da Interpol em busca do maior ladrão de arte do mundo, e tem um orçamento de 160 milhões de dólares. Mas não são os únicos a participar de viva voz. Entre os demais encontram-se Lin-Manuel Miranda e Halle Berry, ambos a sentarem-se pela primeira vez na cadeira do realizador (respectivamente com a adaptação do musical Tick, Tick... Boom, e com Bruised, drama que a própria Halle Berry protagoniza); Melissa McCarthy e Octavia Spencer, duas improváveis super-heroínas na comédia de acção Thunder Force; Amy Adams, representando A Mulher à Janela, thriller de Joe Wright (realizador de Expiação); ou Regina King e Jonathan Majors (lembram-se dela de Watchmen e dele de Lovecraft Country), que entram no western The Harder They Fall. Este último tem a particularidade de ser a primeira colaboração de Jay-Z com a Netflix – o rapper é o produtor do filme, no qual também entra Idris Elba. Outro nome de monta a unir esforços pela primeira vez com a plataforma é a realizadora Jane Campion (Óscar por O Piano), que tem The Power of the Dog para apresentar, drama com Benedict Cumberbatch e Kirsten Dunst. Seguem-se muitos, muitos outros. No entanto, uma vez que se fala em estatuetas douradas, vale a pena referir The White Tiger, produção indiana com estreia a 22 deste mês, e Malcolm & Marie, um filme de prestígio, a preto e branco, centrado na relação das personagens interpretadas por Zendaya e David Washington, que se estreia a 5 de Fevereiro. São as apostas da plataforma de streaming para os prémios da Academia. A caminho dos 200 milhões de assinantes em todo o mundo, a Netflix aposta num leque de filmes que cobre múltiplos géneros e faixas etárias. E fê-lo num ano em que as grandes produtoras norte-americanas se retraíram devido à pandemia – a Netflix adquiriu até alguns destes títulos a grandes companhias como a Sony, a MGM ou a própria Disney. Para efeitos comparativos, diga-se que o grande passo na direcção do streaming dado pela WarnerMedia, que detém os estúdios Warner Bros e a HBO, concorrente directa na Netflix, incluía estrear simultaneamente, em sala e HBO Max, todos os 17 filmes esperados para este ano. Dezassete. O que deverá ser acompanhado com o aumento de preço. Com a Disney+ acontecerá o mesmo (mais dois euros pela adição do conteúdo Star, a partir de Fevereiro). A resposta da Netflix? Paga para ver. E põe os trunfos na mesa. + Os melhores filmes na Netflix + Quinze documentários na Netflix que não pode perder

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