Uma casa inteiramente dedicada a um dos produtos mais emblemáticos da cozinha portuguesa, o bacalhau salgado seco. Aqui, podemos não ter as míticas 1001 receitas de bacalhau, mas, entre entradas e pratos principais, conte com duas a três dezenas de propostas na ementa. Sob a orientação de João Bandeira, também responsável pelo Via Graça, o restaurante mantém o foco nos clássicos, como o bacalhau à lagareiro e à Zé do Pipo, mas inclui propostas menos convencionais, como risoto de bacalhau com espargos ou carpaccio com rúcula e parmesão. Os portugueses fazem bem em lá ir. Os turistas deveriam pôr os pés ao caminho e fazer o mesmo.
Lisboa é feita de clássicos inesquecíveis, projectos ambiciosos e novidades excitantes. A restauração, um dos sectores mais dinâmicos da cidade, é um reflexo desse cruzamento de tempos e vontades, de preservação e imaginação. A Time Out pode bem atestá-lo. Há quase duas décadas que a acompanhamos, dia-a-dia, refeição a refeição. Assistimos à ascensão de Lisboa enquanto destino gastronómico e não rejeitamos ter desempenhado um papel nesse fenómeno. Não é soberba, é dedicação. Nesta lista (ordenada alfabeticamente), trazemos esse lastro connosco. Mas sem cristalizações, sem imobilismos, sem reverências. Estes são os sítios que mais nos entusiasmam agora, das tascas à alta gastronomia, em todos os intervalos de preços, de todo o tipo de cozinha. Pela primeira vez, limitámos a escolha a Lisboa (nada de arredores) e aplicámos uma regra dolorosa, em prol da diversidade: um chef, um restaurante. Abrimos uma única excepção – até porque a ortodoxia é uma chatice.
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